The Underworld
3 Capítulo 3: Trapped
Notas iniciais
Acordei com alguém martelando na porta, obviamente fiquei apavorada. Peguei a primeira arma que vi, era uma escopeta, e fui andando em direção à porta.
Ainda bem que olhos mágicos existem. Olhei pelo olho mágico da porta principal e havia alguém com semblante apavorado. Ele tinha a fisionomia humana, pele devidamente corada, e só alguns arranhões no rosto, nada que o deformasse, não parecia um deles.
Eu sou a policial mais medrosa e, ao mesmo tempo, durona que existe.
Finalmente criei coragem para abrir a porta rapidamente, enquanto mirava o cano da escopeta no meio da sua cabeça.
Ele gritou de todas as formas possíveis para que eu não o matasse, por que era tão humano quanto eu.
Tinha cara de retardado, só não o matei por que precisaria de alguém comigo. Espero que ele ao menos saiba segurar uma arma, ou eu tratarei de matá-lo.
Felizmente o jovem com cara de babaca sabia mais do que eu imaginava e Graças a Deus ele era entregador de pizza antes de tudo aquilo acontecer e conhecia todas aquelas ruas melhor do que eu... bem espertinho, por sinal. Ainda bem, não teria que matá-lo.
Passamos alguns dias trancados dentro de casa e continuamos a observá-los. Descobrimos algumas outras coisas sobre os errantes – era assim que Glenn, o garoto com cara de leso, os chamava – como: que todas as pessoas que eles morderam e/ou arrancaram pedaços, se transformariam, logo menos em espécies de zumbis, como todos os outros, que barulhos os atraía mais do que tudo. E sobre nós... ah sim! Que a nossa comida estava muito prestes a acabar e que o único lugar em que dava para ver dali, que eles não haviam invadido era o Shopping Center, mas que logo também “invadiriam”.
- Até onde eu sei, o shopping fica a uma quadra daqui, não é tão longe.. – disse o babaca.
- Espero que você saiba mesmo o que está falando.. caso contrário serei obrigada a fazê-lo de escudo e servi-lo para o jantar dessas coisas. – fale, abrindo um sorriso irônico.
Se eu não estivesse dando uma de durona eu teria rido por décadas por causa da cara de terror que ele fez quando eu disse isso. Acho que peguei um pouco pesado com ele... mas tinha que ser assim, pra ele ver que ali quem mandava era eu.
Pegamos todas as armas que tinha no sótão da minha casa e armamos um plano de fuga.
Bateríamos num carro com toda a força possível, atraindo os zumbis pelo alarme e quando todos estivessem centrados no carro alarmando correríamos até o Shopping Center, matando os zumbis que estivessem em nossa frente.
O plano parecia perfeito, iríamos esperar o amanhecer, para fugir dali.
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