The Undercover
5 Chapter 4
Notas iniciais
The Playground, Garagem, 12:30pm
– Tudo no carro – Coulson declarou em voz alta e abriu a porta do passageiro.
– May vai dirigir? Ela pode? – Skye perguntou espantada. jogando-se no banco traseiro.
– É claro que sim – Melinda respondeu ao aparecer na porta que ligava cozinha com a garagem
– UAU – todos os agentes disseram quase ao mesmo tempo ao vê-la. A chinesa usava um vestido preto, médio, justo e decotado. Um salto absurdamente alto adornava seus pés e deixava a mostra as unhas bem feitas. As joias que a enfeitavam eram consideravelmente simples, se o significado dessa palavra for “absoluta e completamente estonteantes”. Um enorme anel de diamante estava em seu dedo anelar esquerdo, e uma pulseira de brilhantes em seu pulso direito. Pousada suavemente em seu braço esquerdo, encontrava-se a corrente preta e doura de uma bolsa Chanel.
– Parece que você mudou de ideia a respeito da sua condição? – Coulson comentou após alguns minutos de queixo caído.
– Essas não são joias absurdas, e eu não estou indo andar no quintal – ela rebateu e caminhou suavemente até o carro, enquanto todos os homens da equipe a encaravam boquiabertos – Nós estamos saindo agora, lembrem-se das regras – advertiu ao entrar no corvete.
– Cuidar uns dos outros e não tocar no Ônibus – FitzSimmons recitaram ao mesmo tempo e receberam um sorriso do diretor.
– Fiquem bem – ele disse, e May começou a manobrar o carro em direção a saída. Skye encontrava-se confortavelmente no banco de trás, dando comida para Kaya e Capitão através da porta da caixinha para cães.
– Vejo você daqui dois dias – a hacker gritou para Ward, que sorriu e acenou, assim como todos os outros, enquanto a luz solar adentrava a garagem. O corvete abandonou o Playground segundos depois, deixando para trás um rastro suave de fumaça branca e o ronco potente do motor original.
Centro de Omaha, 21:55pm
Skye estava apagada no banco traseiro, roncando suavemente, enquanto May dirigia atentamente. Coulson a encarava um tanto hipnotizado.
– Você poderia parar com isso – ela sugeriu ao parar em um semáforo.
– Você é minha esposa, e eu estou admirando – respondeu com um tom bem humorado e ela revirou os olhos.
– Guarde a sua atuação, ainda temos 20 minutos até chegarmos no nosso ninho de amor – ela disse a última palavra ironicamente e Coulson riu.
– Você tá linda – constatou, e ela agradeceu mentalmente por estar dentro do carro fechado, sem a luz forte da cidade batendo em seu rosto, porque definitivamente, havia corado.
– Obrigada – agradeceu constrangida e voltou a se concentrar na direção quando o semáforo abriu.
Subúrbio de Omaha, 22:20
Chegaram ao destino meia hora depois, silenciosamente, em um bairro bem iluminado porém vazio.
– Será que todos já estão dormindo? – Skye pronunciou-se com a voz embargada de sono.
– Acredito que não – Coulson respondeu e acrescentou – As luzes nas casas estão acesas.
– Qual é a nossa? – May perguntou parando no início de uma rua sem saída.
– A terceira – a mais jovem disse rapidamente, e a chinesa voltou a acelerar. Pararam por fim na garagem lateral de uma enorme casa, que tinha grande parte de sua construção escondida pela escuridão. Skye pulou para fora do carro rapidamente e caminhou pela calçadinha de pedras que levava à porta principal – Com quem tá a chave? – perguntou animada.
– Comigo. No bolso da frente – Phil declarou, mas não podia alcançá-la, pois May havia empurrado em seus braços malas enormes,e nesse momento apalpava o paletó do “marido” em busca das chaves – Na calça – especificou e Skye teve que segurar uma risadinha constrangida quando May enfiou a mão no bolso esquerdo da calça jeans de Coulson. A cena durou apenas alguns segundos, mas a chinesa desejou que isso nunca acontecesse novamente.
– Pronto – ela declarou e afastou-se rapidamente, jogando a chave para a hacker, que sorridente, destrancou a casa nova e entrou.
A porta principal dava em um corredor largo e bem decorado, com quadros elegantes e vasos com flores frescas. Havia uma porta ao lado da entrada, que decerto era um armário de casacos e ao caminhar um pouco, chegou a uma sala de TV que arrancou um suspiro longo de Coulson e May, que haviam entrado na sequência.
A sala possuía um sofá branco em L, e um puff central da mesma cor. O tapete era felpudo e branco, e os móveis eram trabalhados em madeira clara, desde a estante de livros e decorações que dividia a sala de TV e a sala de jantar, até o painel que sustentava a enorme televisão. O cômodo seguinte era composto de uma longa mesa de 6 lugares, com um vasos de flores do campo ao centro. A cozinha era um sonhos em cores claras, com uma ilha central, e banquetas para café da manhã.
– Eu acho que to apaixonada – Skye comentou enquanto abria a portinhola da caixa para cães e soltava Kaya e Capitão, que correram pelo andar.
– Vem ver isso – Coulson chamou abrindo as portas duplas de vidro na lateral da cozinha. A hacker caminhou na direção de seu “pai”. A visão a sua frente era estonteante. Um enorme gramado estendia-se em decida e terminava em uma piscina gigantesca, com cinco espreguiçadeiras a volta.
– Eu definitivamente estou apaixonada – decretou a hacker – Cadê a May? – perguntou, e voltou para dentro da casa. Voltou até o hall de entrada e subiu a escada lateral que havia ignorado antes – May – chamou ao chegar no andar de cima e deparar-se com um corredor com apenas três portas.
– Aqui – a mulher respondeu, sua voz saindo suave de uma das portas, para onde Skye rumou.
– Quarto legal – a mais jovem comentou ao observar a decoração – Esse é o seu? – perguntou sentando-se na beirada da cama.
– Na verdade, é meu também – Coulson respondeu entrando no cômodo e May o olhou confusa.
– Tem três cômodos aqui em cima – disse como se aquilo fosse óbvio.
– Duas suítes e um lavabo – explicou e May bufou.
– Isso é realmente ótimo – disse irônicamente e Skye sorriu.
– Eu tenho um quarto só para mim – constatou animada, e correu para fora do quarto do casal.
– Isso é sério Coulson? – a chinesa perguntou irritada, abrindo uma de suas malas, de onde começou a tirar vestido impecáveis.
– Nós somos um casal não é? Não há problema em dividirmos um quarto – ele respondeu rapidamente, parecendo divertir-se.
– Isso não é uma brincadeira Coulson, é uma missão, e nós não somos um casal – rebateu agressivamente, e entrou no closet, levando consigo alguns cabides.
– Mel – ele chamou suavemente e a ajudou a levar alguns vestidos para dentro do cômodo lateral – Nós vamos passar semanas aqui, talvez alguns meses, se você se irritar por qualquer situação complicada isso vai ser muito mais difícil – disse
– Phil – ela sussurrou cansada – Eu já passei por muitas missões, eu sei como agir, mas isso é mais do que eu me acostumei...
– Eu sei, mas por favor, paciência – ele pediu com as mãos nos ombros nus da amiga.
– Eu vou tentar, prometo – respondeu e sorriu suavemente – Agora eu só preciso dormir, amanhã é um novo dia – declarou e Coulson sorriu.
– Vem, eu ajudo – disse e a guiou para fora do closet – Skye, nós vamos dormir, boa noite – gritou para a menina, que respondeu com um okay,e fechou a porta do quarto.
– Senta – ele ordenou e May o encarou – Agora – enfatizou e empurrou-a suavemente pelos ombros em direção a beirada da cama. Os movimentos seguintes foram calculados, enquanto ele ajoelhou-se e tirou lentamente os saltos que a judiaram por um dia todo e massageou com firmeza os pés doloridos da chinesa, que permitiu que um gemido baixo escapasse por entre seus lábios. O som entrou pelos ouvidos de Coulson e retumbou em sua alma. Foco, ele disse a si mesmo e continuou com os movimentos suaves. Quando sentiu que a mesma estava relaxa, levantou-se. Foi até o closet, pegou a primeira camisola que encontrou, e voltou ao quarto, onde entregou o tecido para a agente – Vou te dar licença para se trocar – informou e foi para o banheiro do quarto. Minutos depois, a voz suave da chinesa o chamou de volta, e ele encontrou-a debaixo do edredom.
– Vem dormir – ela chamou e ele retirou o paletó, a gravata e a camisa.
– Licença – ele pediu e deitou-se por baixo do edredom tomando o maior cuidado do mundo para não tocá-la – Boa noite May – desejou.
– Boa noite Coulson – respondeu e apagou a luz de seu abajour.
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