The Undercover
26 Chapter 25
Notas iniciais
–Onde você tava? — Phil perguntou sonolento ao ver a chinesa entrando de fininho no quarto.
– Eu não consegui dormir, desci e fiz um bolo — respondeu carinhosamente e ele estranhou o tom bem humorado da “esposa”.
– Aconteceu alguma coisa? — disse, sentando-se, e sorriu para a mulher.
– Eu acabei de desabafar sobre a nossa vida para a Skye — declarou e Phil boquiabriu-se.
– Tudo?
– Tudo, desde o começo — confirmou e apenas arrancou um olhar pasmo de seu companheiro — Eu nunca achei que teria coragem de contar, mas foi fácil, porque ela é tão especial — disse com carinho e ele sorriu.
– Você tá tão apaixonada pela sua filha — provocou e ambos sorriram.
– Eu tô — concordou — Completamente. Eu estou completamente apaixonada pela minha filha. Nossa filha Phil.
– Nossa filha Mel — empolgou-se e ambos caíram no riso — Olha onde nós chegamos, de quatro semanas atrás, até hoje.
– Eu amo você Phil, eu sei disso agora mais do nunca — declarou e riram com gosto.
– Eu amo você Mel — respondeu e num ato de paixão, beijou-a intensamente. Foram longos minutos, sentados frente a frente, trocando beijos apaixonados e risadas bobas, até que, pela segunda vez em dois dias, foram interrompidos pelo símbolo da Shield girando na tela do computador.
– Por favor, não seja nenhuma notícia ruim — Phil pediu irritado e levantou-se para atender a chamada
– Senhor, temos um problema — Tripp declarou ao ser respondido.
– Isso não é uma novidade — Melinda resmungou, juntando a Phil em frente ao computador.
– FitzSimmons desapareceram a uma hora atrás — disse rapidamente, e o casal se entreolhou.
– Desapareceram de foram levados, ou desapareceram por conta própria? — o diretor questionou e esfregou a testa.
– Não há nenhum sinal de arrombamento, mas a Izzy e o Hunter disseram que há uma hora atrás ouviram o barulho do carro ligando e foram verificar. Os dois não estão em lugar nenhum — explicou e aguardou uma resposta.
– OK Tripp, vamos esperar até o amanhecer, se eles não aparecerem nós vamos atrás — Melinda sugeriu e o agente mais jovem ficou espantado.
– Mas e se algo ruim aconteceu com eles?
– Nós veremos isso amanhã — Phil respondeu e finalizou a chamada — Você sabe que eles está certo, e se alguma coisa acontecer com eles? — perguntou à mulher, que agora preparava-se para dormir.
– Não aconteceu Phil,e não vai acontecer — disse simplesmente e deitou-se.
– Como você pode ter tanta certeza?
– Eu sugeri que os dois fossem dar um passeio.
– São duas horas da manhã.
– Eles precisam conversar.
– Droga Mel, você devia ter me contado.
– Não seja ciumento Phil, os dois precisam conversar sobre o que eles tem, ou sei lá.
– Pera, como assim o que eles tem? — o homem perguntou confuso após parar por alguns segundos para pensar sobre a resposta.
– Será possível que você não percebe nada o que acontece naquela base? — rebateu e riu — Primeiro a Skye e o Ward, que você não fazia a menor idéia, agora FitzSimmons. Jura que você nunca percebeu que eles são apaixonados e não contam?
– Não é possível, eles são melhores amigos — respondeu desacreditando.
– E nós dois somos o que? Sacos de batata? — brincou — Acorda Philip, já passou da hora dos dois estarem juntos.
– Eu tô gostando de você assim, toda romântica. Será que foi a noite de ontem que incentivou em você esse lado cupido? — provocou, engatinhando sobre a cama em direção à mulher já deitada.
– Oh Phil — ronronou e riu-se — Talvez eu precise de mais incentivo — sussurrou e um brilho perverso acendeu-se nos olhos azuis que a encaravam.
– Ah deixe comigo, eu tenho diversos incentivos para você — respondeu, e abaixou-se lentamente em direção ao lábios da ‘esposa’ que sorriu satisfeita.
–Fitz, onde nós estamos? — Jemma perguntou desorientada. Rodavam de carro pela cidade a quase uma hora.
– Eu não faço a menor idéia — o engenheiro respondeu e riu — Mentira, tem um parque aqui perto, nós podemos parar lá.
– Ótimo — concordou e sorriu. Não podia negar que estava nervosa. Há quase duas horas, Fitz havia entrado em seu quarto, com uma garrafa de vinho na mão, e disse que queria sair para um passeio. Desde a noite passado, após o baile, Leo estava se comportando de forma estranha — Fitz, eu te conheço muito bem, mas nesse momento eu não sei o que você tem na cabeça — Jemma comentou confusa, e Fitz a encarou enquanto estacionava o carro.
– Eu ouvi um conselho — começou e respirou fundo — Ontem a noite, dançando com você, eu tive um insight.
– Um insight? — perguntou desconfiada.
– Eu percebi que nos últimos dez anos eu estou completamente apaixonado por você — despejou rapidamente, e surpreendeu-se com a própria coragem — E eu não me importo se você não sente o mesmo, eu não ligo mesmo, eu só precisava contar isso pra você. Longe de todo mundo — houve um silêncio por quase cinco minutos no carro, até que Jemma se moveu e começou a formar sua resposta:
– Eu não vou dizer que isso é uma surpresa, e nem vou dizer que eu esperava por isso, porque mesmo sabendo, eu nunca imaginaria que você me contaria — explicou, e Fitz concordou — E eu não vou dizer que é unilateral — complementou e o engenheiro piscou duas vezes, atônito.
– Não é unilateral? — perguntou, pasmo com a frase
– Significa que é recíproco — disse obviamente, e ambos riram.
– Eu nunca achei que essa declaração seria tão formal — ele comentou e ambos olharam para as próprias mãos por vários segundos.
– O que a gente faz a respeito disso? — a moça perguntou sem desviar o olhar de suas palmas.
– Nós podemos tentar um … relacionamento — hesitou, paralisado.
– Tipo o da Skye e do Ward? — rebateu, em um misto de esperança e medo.
– Não — disse imediatamente e logo se corrigiu — Não pode ser igual ao deles. Nós somos melhores amigos, antes de sermos qualquer outra coisa.
– Nós podemos tentar do nosso jeito — Simmons sugeriu e sorriu,finalmente levantando o olhar para o amigo.
– Qual seria esse jeito?
– Tudo continua como é — respondeu e Fitz olhou-a decepcionado, porém houve um complemento para essa resposta — Mas eu posso beijar você quando eu quiser.
– Eu gosto dessa idéia — declarou e novamente, o silêncio se instaurou.
– Fitz — Jemma chamou após alguns minutos, e o engenheiro resmungou em resposta, encarando-a — Sabe, eu acabei de dar uma deixa perfeita pra você me beijar — disse constrangida, e ele corou.
– Era uma deixa? — perguntou arregalando os olhos — Certo, eu preciso fazer algo agora — disse, mais para si mesmo do que para a cientista, olhando-o em expectativa. Em silêncio, ambos se aproximaram, ficando a centímetros do rosto um do outro.
– Pronto? — sussurrou com um sorriso surgindo.
– Eu tô nervoso — confessou e deu uma risadinha.
– Tudo bem, eu também tô — e com isso, Simmons fechou o espaço entre os dois, selando os lábios do melhor amigo. Foram segundos,até que ambos se movessem para aprofundar o beijo. Segundos de pura expectativa, que ao se encerrarem, deram lugar a sorrisos apaixonados e um suspiro aliviado de ambas as partes.
– Eu esperei bastante por isso — Fitz comentou e sorriu. Dois, três, quatro beijos igualmente apaixonados se seguiram, até que o carro tornou-se desconfortável — Eu trouxe uma toalha de piquenique, vinho e uns bolinhos — disse sugestivamente, e afastou-se. Saíram do carro em sintonia, e como se fosse comum, deram-se as mãos ao andarem até a entrada do parque.
– Nós podemos estar aqui a essa hora? — Simmons perguntou insegura e Leo apontou para a placa do horário de funcionamento: 24 horas. Caminharam até o pé de uma árvore centenária e ajeitaram seu pequeno piquenique. — Você planejou isso sozinho?
– May me deu umas dicas. Na verdade, ela quase me fez sentar em frente a uma escrivaninha e traçar um plano pra um encontro — explicou, e mentalmente ambos agradeceram à chinesa.
– Como a gente faz isso?
– Isso o que?
– Primeiro encontro? Nós nos conhecemos há tanto tempo que não faz sentido.
– Talvez nós só devêssemos ficar em silêncio.
– Estado de contemplação?
– Talvez
– Ou você poderia me beijar de novo — Jemma sugeriu e ambos riram.
– Eu sou realmente apaixonado por você Jemma Simmons — repetiu pela segunda vez,e em seu coração, a chama de um sentimento ainda maior se acendia.
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