The Undercover
24 Chapter 23
Notas iniciais
–Eu acho que estou a pior dor de cabeça da história — Melinda reclamou assim que saiu da “casa dos Ward”, onde Skye havia passado a ultima hora explicando seu planos para um casamento que acabara de ser decidido.
– Eu concordo com você. De onde ela tirou essa idéia de casamento?- Phil respondeu indignado — Como eu vou deixar ela casar com ele? Ela é uma criança, tem 22 anos.
– Phil, a gente não pode fazer nada pra impedir — disse tentando chamá-lo a razão. Os momentos na sala de estar com o casal Skye e Ward haviam sido tensos e incômodos. Melinda havia dito apenas algumas frases, para tentar evitar maior constrangimento, e Phil havia agarrado com força sua mão, procurando um apoio para não explodir.
– Melinda, como eu posso ter certeza que ele vai fazer ela feliz? — perguntou enquanto destrancava a porta de sua própria casa.
– Ele faz ela feliz — a chinesa rebateu imediatamente.
– Mas ele faz ela feliz agora, como eu posso saber que daqui a 30 anos ele vai fazer ela feliz? — insistiu em voz alta, com as faces corando de nervoso.
– Como você sabia que você poderia me fazer feliz quando me pediu em casamento? — a pergunta o deixou paralisado por alguns instantes.
– Porque eu estava certo, eu amava demais você naquela época, e por nenhum dia dos últimas eu te amei menos — disse como se fosse óbvio, e May foi obrigada a morder o lábio inferior para não beijá-lo.
– Então pronto, talvez seja esse o sentimento que ele tem por ela — falou — Quem somos nós para tentar impedir o amor deles?
– Eu não quero impedir o amor de ninguém — defendeu-se e jogou-se ao sofá — Eu só quero impedir que a minha filha se machuque. Ela já sofreu tanto e por tanto tempo que não merece mais nenhum segundo de dor — discursou seriamente, até que Melinda começou a rir — O que foi? — perguntou confuso.
– Você acaba de chamar ela de filha — constatou e abriu um sorriso emocionado — E você nem percebeu — nesse momento, uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo, o que a chocou.
– E você tá chorando porque sabe que eu a amo como se ela fosse nossa — Phil disse com um sorriso bobo e levantou do sofá para abraçá-la.
– Ela vai ficar bem Phil — garantiu com confiança e o diretor apenas resmungou, cedendo finalmente ao argumento da mulher.
– Eu só espero que ele não se torne um genro que beba toda a minha cerveja — brincou e ambos caíram na risada.
–Você acha que eles ficaram felizes? — Ward perguntou a Skye, que chorava em silêncio — Hey, o que foi? — assustou-se e correu para abraçá-la.
– Eu não sei, foi tudo tão estranho, e eu não faço a menor idéia do que eles sentiram com tudo isso — desabafou e soluçou — E a última coisa que eu quero no mundo é decepcioná-los.
– Os dois amam você, e eu duvido que eles me odeiem a ponto de se decepcionarem com você por querer casar comigo — brincou e a hacker suspirou.
– Eu espero que você esteja certo — torceu tentando acalmar sua mente.
–Phil, acorda — Melinda sussurrou em meio à claridade matinal do quarto.
– Mel, o que foi? — o homem perguntou sonolento e estendeu a mão para esfregar os olhos, com o objetivo de adaptar-se à luz. Melinda estava parada na porta, totalmente vestida para o dia,com um xícara de chá na mão e um olhar preocupado.
– Você precisa ver isso — disse e saiu do quarto. Apressadamente, Phil vestiu suas calças e correu atrás da chinesa. Encontrou-a na sala, com o notebook aberto na mesa de centro — Lê — pediu e moveu-se no sofá para dar espaço para ele. Um email estava aberto, escrito em russo, que Phil conseguiu traduzir com certa dificuldade, e leu-o em voz alta.
– “Vocês não foram nada fáceis de encontrar, mas saibam, nós estamos perto. Vocês tem duas semanas para entregar o pacote, ou digam adeus para o precioso Benjamin.” Melinda, isso é uma ameaça aos Nathan — surpreendeu-se e olhou para a “esposa”.
– Nós viemos atrás das pessoas erradas Phil — constatou e suspirou irritada.
– Se esse email for exatamente o que eu acredito que seja, eles não compraram o pacote para eles, e sim para alguém…
– Mas esse alguém nunca recebeu o tal pacote.
– Nós precisamos avisar isso para o resto do time — alertou-se e levantou num salto. Alcançou o celular em cima da bancada em menos de 10 segundos, e digitou uma mensagem simples e objetivo: Problemas — Certo, daqui a pouco eles estão aqui.
Como o previsto, 10 minutos depois, a equipe toda ajeitava-se na sala que temporariamente tornou-se o QG.
–Os Nathan estão sendo ameaçados por alguém — May esclareceu sem cerimônias e todo o time demonstrou surpresa.
– Que tipo de ameaça? — Simmons,empoleirada no braço do sofá ao lado de Fitz, perguntou timidamente em seu sotaque.
– De morte. Ou a morte do bebê — Phil respondeu e inglesa suspirou — Eles receberam um email, em russo. Instruções muito claras: entreguem o pacote ou digam adeus ao precioso Benjamin.
– Então eles compraram o pacote para alguém, mas por algum motivo, no meio do caminho, mudaram de idéia — Fitz esquematizou e os chefes assentiram.
– O que nós vamos fazer? — Tripp perguntou, dando voz ao que todos tinham em mente.
– Precisamos reforçar a segurança, mas dessa vez, precisamos proteger os Nathan, e descobrir de alguma forma, quem os ameaça — Ward sugeriu, e Skye completou:
– Precisamos nos aproximar mais da família, e talvez em algum momento próximo ao prazo final, revelarmos nosso objetivo.
– Bom, pelo o menos sabemos que não estamos lidando com a Hidra — Hunter otimizou e alguns olharam-o em dúvida — O email estava em russo. Nossos amigos de 10 cabeças são alemães.
– Não podemos deixar de lado a hipótese da Hidra, eles se espalharam pelo o mundo — Melinda advertiu. A sala caiu em silêncio profundo por longos minutos, até que Phil quebrou-o:
– Ficarmos sentados aqui não adiantará em nada. Voltem para suas casas e sigam suas rotinas. Até sabermos ao certo o que os ameaça, devemos manter nossos disfarces intactos — ordenou e em minutos, houve uma disperção.
– Eu só espero que tudo dê certo — May sussurrou próxima ao seu ombro e ele assentiu silenciosamente.
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