The Undercover
21 Chapter 20
Notas iniciais
– Eu conversei com os dois, e eles parecem decididos a assumir o relacionamento – May relatou a Coulson, quando os dois, após mais uma dança, juntaram-se à família na mesa reservada para eles e aguardaram o jantar ser servido. A chinesa bebericava superficialmente uma taça de champanhe, enquanto Phil bebia furiosamente sua dose de whiskey.
– Eu não me conformo com isso. Ela pode escolher alguém muito melhor – resmungou evitando olhar na direção da “filha”, que estava um pouco à sua esquerda, conversando em voz baixa com Ward.
– Phil, nós somos agentes, vivemos em um porão e as únicas pessoas com quem temos contato são essas na mesa conosco. Skye escolheu essa vida, e se ela quer alguém com quem compartilhar, Ward é a melhor opção – argumentou calmamente, com uma mão repousada gentilmente na coxa do “marido”.
– Você dois dormiram juntos, já levou isso em consideração?– perguntou diminuindo o tom de voz e Melinda o encarou.
– Já, e asseguro que Skye está muito bem – provocou e bebeu o conteúdo final de sua taça. Phil engasgou e tossiu com força, mal acreditando nas palavras da mulher.
– Tá tudo bem?– Simmons perguntou, olhando com preocupação para o chefe.
– Ele só está fazendo drama – Melinda resmungou e deu tapinhas nas costas do homem – Já passou a crise querido?– perguntou cinicamente e Phil a encarou furioso.
– Nós vamos para casa, agora – sussurrou para a mulher.
– Eu não vou tirar todo mundo daqui porque você de repende ficou irritado – rebateu arregalando os olhos.
– Não todo mundo, eu e você – ordenou e levantou-se. Sem dar satisfações, saiu, deixando Melinda espantada.
– Vocês brigaram?– Skye questionou seguindo o “pai” com os olhos.
– Ele não tá se sentindo bem e quer ir pra casa – justificou-se falsamente e despediu-se de todos na mesa, saindo rapidamente atrás de Phil.
– Precisa dessa cena toda?– gritou furiosa ao chegar no estacionamento.
– Você disse na minha frente que Ward era bom de cama – gritou em resposta. Phil estava sentado no banco do motorista, esperando.
– Eu fiz uma piada – definitivamente Melinda estava enfurecida,pois quase nunca alterava sua voz.
– Você transou com ele há meses atrás e ainda se lembra – rebateu, quando ela entrou de qualquer jeito no conversível, e Phil ligou o carro.
– Eu me lembro porque foi ótimo – ela cuspiu as palavras,fazendo com que as mãos de Phil apertaram com extrema força o volante.
– Se foi ótimo, então por que você desistiu dele?– perguntou, disfarçando ressentimento com seu mais agressivo tom. Sentia-se endurecer, e sentia-se confuso, pois dentro de si, toda sua raiva tornava-se excitação.
– Porque todo a vez que transava com ele, eu pensava em você – explodiu, socando com força o porta luvas do carro. Naquele momento o silêncio reinou no carro.
Foram longos minutos de silêncio e expecativa.Sem nenhuma palavra, sem nenhum som, Phil estacionou o carro na garagem da casa, e como sempre, abriu a porta do carro para Melinda. Eles haviam passado horas reprimindo todos os sentimentos, enquanto tocavam-se durante a dança, fingindo que não havia nada a ser sentido, mas fora impossível ignorar o choque elétrico em ambos os corpos quando a mão esquerda de Coulson repousou sob as costas nuas de May enquanto a guiava num tango. Eles pegavam fogo através dos olhares e a tensão entre os dois havia sido crescente, até o momento em que haviam passado da soleira de casa e Phil jogou-a na parede possessivamente.
– Phil — May disse irritada, ao sentir a força com que suas costas bateram contra a parede, porém, antes que pudesse protestar novamente, a boca de Phil já atacava seu decote, dando longos beijos de boca aberta e sugando pontos estratégicos, ganhando suspiros e gemidos altos .
– Senti falta do seu cheiro – suspirou deslizando o nariz pelo pescoço da chinesa, sugando com precisão sua clavícula. As mãos trabalharam com experiência. Conhecia cada curva do corpo pequenino da mulher. Sabia exatamente que se deslizasse a língua pela clavícula da mesma, receberia um gemido extasiado em resposta. Sabia que se apertasse com força o osso de seu quadril, ela se contorceria de prazer, e marcas arroxeadas surgiriam em sua pele segundos depois, e ela morderia seu ombro com força.
– Phil – suspirou agarrando-se aos ombros do homem, enquanto ele a ergueu nos braços, iniciando sua caminhada escada acima. Quando chegaram no quarto, mal teve tempo de reação, pois viu-se jogada na cama, em segundos, foi coberto com o corpo de Phil, que ansiosamente, atacou seus lábios em um beijo furioso, muito diferente dos que havia se acostumado nos últimos dias. Era um beijo possessivo, e assim como todos os movimentos de Phil desde sua infeliz frase na festa até o presente momento, em busca de mostrar que ela pertencia a ele, e somente a ele.
– Você quer saber por que eu fiquei tão bravo quando você disse o que disse? – perguntou, sentando-se na cama e puxando-a para seu colo, para que pudesse trabalhar no intricado corpete de seu vestido. Melinda gemeu ao sentir o pênis duro de Phil contra sua umidade através de tantos tecidos, e sentiu-se como uma boneca sob as mãos que tão bem a conheciam – Porque você me deixou possessivo. Foram anos em que eu tive você só pra mim,e a simples ideia de outro homem tocando você me enlouquece de raiva – sussurrou ao pé do ouvido da chinesa, que se contorcia de prazer. Ele sabia que poderia fazê-la vir apenas com sua voz, mas isso não o divertia tanto quanto a ideia de deixá-la nua e explorar todo seu corpo. Quando o último laço de seu corpete foi desfeito, Melinda usou as mãos para empurrá-lo para baixo, deixando-o esquecido em seu quadril. Um gemido longo escapou por entre os lábios de Coulson, que contemplou os seios expostos e o sorriso malicioso que surgia nos lábios avermelhados da mulher.
– Nenhum homem pode me tocar como você pode – sussurrou e inclinou-se um pouco para trás,sob o aperto firme das mãos de Coulson em seu quadril. Sem perder tempo, Phil levou um de seus seios à boca, sugando-o gentilmente, e em seguida, com força. Seus movimentos não tinham ritmo concreto, e ele fazia apenas o que lhe dava vontade. Hora apalpava-os, hora levava seus mamilos entre os dentes, e especialmente quando fazia isso, as pernas de Melinda apertavam-se com mais força em volta das suas. Com um movimento ágil, colocou-a deitada e tirou por completo seu vestido – Você é tão linda – elogiou com o mais sincero dos sorrisos.
– Phil, por favor ... – pediu com a voz rouca. Phil ainda estava completamente vestido, e ela estava tão exposta a ele, com apenas uma peça de roupa em seu corpo. Tentou levantar-se, ansiando por tirar-lhe a gravata e rasgar sua camisa para fora do corpo, mas a mão firme e calejada afundou nas beiradas de sua calcinha, puxando-a para baixo. Ela sabia o que estava por vir, porém a expectativa não a preparou para os espasmos que surgiram em seu corpo quando a língua de Coulson deslizou por toda sua vagina várias vezes seguidas, lentamente – Phil – gemeu em voz alta,e sentiu que ele sorria enquanto circulava seu clitóris com a língua.
– Senti falta do seu gosto – comentou como se fosse algo casual a se dizer, e deslizou dois dedos em sua entrada, em um vai e vem frenético – Você tá tão perto – provocou, sugando com força seu ponto mais sensível – Goza pra mim Mel – pediu aumentando a intensidade de seus movimentos com a língua e com os dedos, e pouco depois, sentiu a vagina de Melinda apertar-se contra seus dedos.
– Phil – ela gritou quando foi atingida pelo orgasmo, e revirou os olhos sentindo o prazer dominar todo seu corpo. Somente quando a névoa pós orgasmo começou a se dissipar, que sentiu os dedos de Coulson saíram de si. Observou atentamente quando ele levou o dedo médio e o anelar ao lábios, sugando-os até que estivessem limpos, e foi então que ergueu-se para beijá-lo – Eu preciso de você, dentro de mim, agora – disse com toda a firmeza que pôde, e empurrou-o para baixo. Foi uma longa tortura, despi-lo, e ela sabia que seria mais fácil apenas abrir o zíper de sua calça e tirá-lo para fora de sua cueca, mas ela queria vê-lo por inteiro, queria sentir a pele de seu quadril em suas coxas quando o montasse. Quando finalmente puxou para fora deu corpo a cueca boxe preta que tanto a tentava, o pensamento mais lascivo cruzou sua mente, e foi então que inclinou-se para frente, apoiando seu peso em uma mão sobre o tórax de Phil, e com a outra mão, guiou-o em sua entrada. Gemeram juntos quando o contato foi feito, e Melinda suspirou de satisfação ao sentir-se preenchida por ele.
Eles começaram devagar, olhando-se nos olhos e trocando longos beijos desleixados, mas quando a necessidade tomou conta de ambos os corpos, o ritmo aumentou e o som extasiante de pele contra pele preencheu o ambiente, envolvendo-os na mais excitante das atmosferas. Os dois vieram juntos, longos minutos depois, gritando em alto em bom som o nome um do outro, e quando não houve mais força para falar, Melinda caiu ao lado de Phil,com a cabeça com seu peito. Ambos tinham os corpos completamente molhados de suor, as respirações irregulares, os músculos doloridos,e até uma cãibra insistente no pé esquerdo de Coulson que sempre aparecia em momentos assim. Eles não precisavam de palavras. Não havia nenhum tipo de constrangimento, apenas a sensação de satisfação e felicidade.
– Eu amo você – Phil conseguiu pronunciar apesar da falta de ar. Eles não precisavam de palavras, mas ele adorava dizer isso a ela, e adorava o som que ela fazia toda vez que escutava a afirmação.
– Eu amo você – respondeu com os olhos sonolentos, e um sorriso preguiçoso surgiu em seus lábios. Ele estava certo sobre as marcas arroxeadas que brotavam em seu quadril, e sabia que ela passaria a próxima semana sem usar biquíni, e sabia que pela manhã ela reclamaria ao olhar no espelho, mas ele não se arrependeria, porque ele amava cada centímetro da mulher em seus braços, e por ela, moveria céus e terra.
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