The Uchihas Sister
6 Itachi e Sakura
Notas iniciais
Capítulo Seis: Itachi e Sakura
Itachi
“Itachi vou me casar semana que vem.”
Aquela frase não saia da minha cabeça, até quando estava na empresa pensava no que meu oto-san havia falado. Não imaginava alguém ocupando o lugar da minha okaa-san, alguém ocupando o lugar soberano de Uchiha Mikoto na mansão Uchiha e no coração de Uchiha Fugaku. Pode parecer ser infantil, mas meu pai nunca deu nenhum sinal que estava interessado em alguma mulher nos momentos que falávamos ao telefone.
Não disse nada contra apenas pedi que nada da minha mãe fosse tirado do lugar. Meu pai confirmou que nada mudaria e até mesmo que o quarto que a pertencia não seria usado, fiquei satisfeito com suas palavras, não poderia evitar que ele se cassasse mais ao menos não permitiria que os traços deixados por minha okaa-san fossem mudados.
Hoje era o dia de seu casamento e minha vontade era de passar o dia na minha cama, mas não podia decepcionar meu pai e igualmente minha madrasta que já conhecia.
Chama-se Iori Haruno, uma mulher de aparentemente quarenta e poucos anos olhos castanhos cabelos da mesma cor curtos e um rosto de traços sutis. Ela passou-me a impressão de ser uma mulher educada e alegre – contou que tinha uma única filha de dezessete anos que morava com sua mãe em Konoha.
O casamento ocorreu em um salão de festas das indústrias Uchiha com amigos mais próximos e o juiz que realizou a cerimonia.
Duas coisas me intrigaram durante a cerimonia: o fato de nem a filha ou a mãe de Iori terem comparecido e o fato que meu pai não esboçava nenhuma reação era como se ele estivesse assinando um contrato, e analisando Iori ela parecia igual há outro dia não demonstrando nenhuma emoção excessiva que as noivas mostravam em casamentos.
O fato de nenhum membro da família de minha madrasta não foi notado unicamente por mim. Gaara também reparou e veio falar comigo.
- Itachi a senhora Iori não tem uma filha? – perguntou.
- Hai, mas pelo jeito a filha dela não aceitou a ideia da mãe se casar de novo.
- Deve ser isso. Já encontrou alguma gatinha?
- Não e sinceramente não estrou com pressa de encontrar alguma.
- Por Kami-sama você já esta com quase trinta anos!
- E você com vinte e três anos.
- Como você faz isso? – encarando-me com olhos intrigados.
- Fazer o que?
- Deixar as pessoas sem fala.
- Deve ser a minha beleza! – comecei a rir da cara que Gaara ficou.
- Vai se fuder Itachi. – ele disse saindo de perto de mim, possivelmente para procurar alguma mulher para mais uma noite.
Estava nessa atitude de meu amigo e de muitos outros homens é algo que nunca compreendi. Não compreendia a graça de pegar-se uma mulher por noite e bancar o garanhão. Para mim mulheres deveriam ser tratadas com respeito e carinho, tratadas como ladys.
Muito melhor é você ter aquela pessoa que te ame que você possa dividir suas coisas seus momentos – não tenha vergonha de mostrar alguma falha física seus defeitos ou qualidades.
Tudo isso pode ter soado um papo gay, mas não foi, foi algo que a única mulher que amei até hoje ensinou-me. E por todo esse ensinamento e muitos outros que espero a mulher certa aparecer.
Não vou ser hipócrita e dizer que nunca peguei alguma mulher por ai, porém eu deveria estar muito bêbado ou a dama deveria ser extremamente sensual.
Sai de meus devaneios pela voz de meu oto-san:
- Itachi?
- Hum.
- Estou me retirando com Iori.
- Já?
- Ela não esta sentindo-se muito bem.
- Tudo bem oto-san.
- Você vai ficar mais?
- Não, vou visitar okaa-san.
- Você sente muita falta dela ainda? – achei estranha aquela pergunta vinda de meu pai, afinal desde que ela morrerá nunca comentamos nada em relação.
- Sinto muita.
- Ás vezes quando olho para o lado da cama que ela dormia consigo sentir sua presença, mesmo depois de tanto tempo a presença de Mikoto é forte.
- Por que então se casou de novo?
- Um dia você vai saber!
Não entendi as palavras de meu oto-san e muito menos o motivo do casamento. Agora fazia sentido à falta de animação dele para o casamento, ele amava a minha mãe e muito ainda senti o valor de seu sentimento em cada palavra.
Uchiha Fugaku mais uma vez deixou uma dúvida no ar e com essa dúvida fui visitar minha okaa-san, quem sabe perto dela conseguisse entender um pouco meu oto-san.
Sakura
A paz reinava em casa em casa agora, pois Iori foi embora.
Há alguns dias o convite de casamento chegou, baa-chan perguntou se eu gostaria de ir e obviamente disse que não e assim ela amassou o papel e foi assistir a um filme.
Além da paz em casa ganhei de baa-chan um presente muito especial, a herança de família dos Haruno.
Baa-chan contou-me que sua sogra havia lhe passado já que não tinha filha mulher e pediu para que ela continuasse a tradição de família.
O presente de família era um colar em de ouro braço com um pingente redondo de rubi envolvido por diamantes.
Fiquei muito feliz com o presente e mais honrada ainda, pois o certo Iori que deveria receber a joia.
- Sakura esse colar vem passando pela nossa família a gerações e acho mais justo que você continue com nosso legado!
- Baa-chan agradeço pelo presente e saiba que vou cuidar muito bem.
- Filha, sempre fique com o colar perto de você só separe dele quando for para passar para seu próximo herdeiro.
- Hai!
Desde o dia que ganhei meu presente não me separei dele, sempre estava em meu pescoço dando-me destaque onde estava.
O último dia do mês de abril terminava hoje em uma sexta feira e eu com Ino marcamos de fazer um trabalho de Filosofia juntas.
- Ino vamos passar na minha casa primeiro para avisar minha baa!
- Uhum!
Fomos o caminhando conversando sobre a noite do pijama que aconteceria no sábado na minha casa. Quando chegamos a minha casa Ino preferiu ficar esperando do lado de fora enquanto eu entrava.
Estranhei o fato de tudo estar muito quieto geralmente naquele horário minha avó estaria cozinhando. Entrei em casa deixando minha mochila encostada a uma parede e assim que virei-me para direção das escadas vê minha baa-chan caída no chão – corri até ela e comecei a chama-la.
- Baa-chan! Baa-chan! – ela não me respondia, verifiquei seu pulso e não senti batimento algum.
- NÃO! – gritei.
Minha baa-chan estava morta. Não era possível, a pessoa que mais amo havia me deixado, não poderia aceitar aquilo.
- BAA-CHAN NÃO, ONEGAI! – abracei seu corpo enquanto chorava.
Ino abriu a porta e veio correndo até mim e minha baa-chan e assim que a viu de um grito assustada e abraçou, chorando junto.
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