The Uchihas Sister
4 Itachi
When you're gone
Quando você vai embora
The pieces of my heart are missing you
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
When you're gone
Quando você vai embora
The face I came to know is missing too
O rosto que eu conheci também me faz falta
When you're gone
Quando você vai embora
The words I need to hear to always get me through the day
As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia
And make it ok
E fazer tudo ficar bem...
I miss you
Eu sinto sua falta
When You’re Gone – Avril Lavigne
Voltar para Tokyo estava sendo nostálgico, mais do que imaginava.
A casa onde passei os melhores momentos da minha vida mantinha sua estrutura idêntica, porém sua paisagem ao redor não era a mesma de doze anos atrás.
Os jardins que nesse mesmo período eram cheio de cores, hoje não apresentavam nenhum sinal de cor ou vida. Parecia que depois que ela se foi tudo perderá a vida junto com ela.
“Mamãe como sinto sua falta!”
Minha mãe enquanto viva cuidava de tudo com sublimidade, dando a tudo que fazia um toque de amor.
Amor? Sim, amor. Uma palavra tão pequena, mas que descrevia bem Uchiha Mikoto.
Acredito que todos nós temos um propósito nessa vida, um motivo cujo qual no faz suportar toda dor e sofrimento, que seja por alguém ou por algo. A cerejeira que floresciam do lado esquerdo da mansão me fizeram pensar nisso e trouxeram uma lembrança há muito tempo adormecida.
Era sábado, um dos poucos dias que podia dormir até tarde, já que não tinha aula.
Quem disse que poderia? Ninguém. Sua mãe fazia questão que partilhassem as refeições juntos e nada mudaria a lei imposta por sua mãe.
– Querido, vem tomar café com a sua okaa-san! – disse Mikoto enquanto acariciava o longo cabelo de Itachi.
– Mais cinco minutinhos okaa-san! – resmungou Itachi.
– Café na piscina, com os bolinhos de chuva que você adora.
– Serio? – perguntou Itachi.
– Uhum!
– Vou me arrumar, e já te encontro companheira. – Itachi levantou-se da cama rapidamente.
– Espero lá embaixo, companheiro! – Mikoto recebeu como resposta um sinal de joia do filho.
O café-da-manhã dos dois era digno dos deuses, com a vista da piscina de algumas Cerejeiras que se faziam presentes em toda a propriedade e os bolinhos de chuva, preparados por Mikoto com o livro de receitas da família, passado a gerações.
– Okaa-san esses bolinhos estão ótimos! – elogiou Itachi.
– Arigatou. Itachi você já observou a força das Cerejeiras?
– Força?
– Hai, a forma com que elas florescem belas e vivas na primavera sem demonstrar como o frio rigoroso as castigaram.
– Nunca tinha pensado dessa forma! – Itachi pousou seu olhar nas cerejeiras, refletindo e concordando com o que a mãe acabará de dizer.
– Assim é na vida. Existem momentos que você encara muita dor e sofrimento, mas mesmo assim deve seguir adiante, sempre confiante que a felicidade o encontrará ao final da caminhada.
– Okaa-san como você é sábia! –exclamou Itachi, impressionado com o valor das palavras da mulher a sua frente.
– Não sou sábia, apenas uma boa observadora da própria sabedoria das Cerejeiras.
– Aishiteiru, okaa-san! – disse Itachi indo abraçar a mãe.
– Aishiteiru, filho! — Mikoto retribuiu o abraço do filho, aninhando-o em seus braços.
Foi a ultima primavera que passei ao lado da minha mãe. Meses depois ela descobriu um câncer de mama maligno.
Minha mãe morreu magra e sem cabelos, tudo causados pelos infinitos medicamentos e a quimioterapia.
Em seus últimos momentos de vida, ostentou um fraco, até que seus olhos se fecharam – para nunca mais abrirem de novo.
Naquele momento meu coração se despedaçou. Aquela que tanto amava, nunca mais veria.
Seus olhos e cabelos negros, traços femininos, apagaram-se nos últimos meses de vida.
A imagem que mantive de minha mãe foi se seus orbes cheios de brilho, cabelos negros e longos, uma aparência viva. A lembrança dela distribuindo amor e felicidade.
Em termos jurídicos não fiquei sozinho, pois tinha meu pai. Meu único companheiro depois que ela faleceu foi a dor e o silencio.
Uchiha Fugaku, meu pai e marido de Uchiha Mikoto – sofreu em silêncio, igualmente a mim. Ele não derramou nenhuma lágrima, mas nos seus olhos era nítido todo o sofrimento.
A mansão Uchiha tornou-se a casa do silencio, onde a solidão era o morador mais presente.
No passado tinha sido muito feliz naquele lugar, todavia viver ali era martirizante.
Dediquei-me a estudar, e então aos 15 anos passei no vestibular de uma faculdade na China paro o curso de Administração.
Não houve impedimento por parte do meu pai nos anos de faculdade, mas quando a terminei e não quis voltar para o Japão, muito menos para nós discutimos feio. Atualmente pouco conversava com ele.
Passei a morar e trabalhar em Pequim. Minha vida ia tranquila – sem namoradas ou amigos, mesmo assim de certa forma feliz.
Mudar de país foi duro por deixar minha casa, meu pai e meus amigos. Senti muito a falta deles no começo.
Meus melhores e únicos amigos eram: Akatsuki Deidara, Akatsuna no Sasori e Sabuko no Gaara.
Akatsuki Deidara possui olhos e um longo cabelo loiro. Seu temperamento era calmo, porém quando irritava-se queria explodir tudo. E não foi por nada que se formou em Física, indo trabalhar em uma usina nuclear.
Akasuna Sasori, ruivo, de olhos negros. Brincalhão e um amante das Artes. Sasori tornou-se meu amigo em um acampamento de férias, no Hawaii.
Sabuko no Gaara ruivo e olhos cor azul piscina, primo de Sasori. Quieto e calado, porém um amigo leal. Por ironia do destino agora que voltava a Tokyo ia trabalhar com Gaara.
A razão de estar de volta, era meu pai. Ele pediu que voltasse para casa para assumir a vice-presidência das empresas Uchiha, alegando que a minha mãe gostaria disso.
Ele sabia que aquele era meu ponto fraco, falar que a minha mãe gostaria que eu tomasse conta das empresas da família era a razão para voltar.
E agora, em casa, tive a plena certeza de que foi a atitude mais certa que poderia ter tomado.
A dor não existia mais ali, muito pelo contrário, a minha casa hoje trazia as imagens felizes da minha vida ao lado da minha mãe.
E com esse sentimento adentrei a mansão Uchiha pelas grandes portas de mogno.
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