Em uma grande sala confortável, uma lareira flamejante aquecia o homem adormecido.

– Papai! — Uma menininha de cabelos longos e negros e em meados de 6 anos de idade entrou correndo pela porta e trepou no braço da poltrona onde o homem dormia. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Papai, acorde!

O homem, Severo, enfim despertou.

– O que houve, filha? — Ele perguntou e bocejou.

– Tive um pesadelo — A menina disse.

Severo a pegou no colo e a abraçou com força. Querendo ou não, Isabelly fora a única coisa que lhe sobrara. A única que amolecia seu coração, exatamente como a mãe dela fazia anos atrás. Ah, como Severo sentia falta de Lilian...

– Tudo bem, Izzy — Ele disse enxugando as lágrimas da pequenina — Foi só um pesadelo.

Severo lá permaneceu, acariciando o rosto pálido da menina em seus braços. Quando a menina finalmente adormeceu, Severo levou-a para seu quarto na torre e beijou-lhe a testa.

– Nada vai te acontecer. Eu não vou deixar — A menina suspirou no seu sono. — Eu prometo.

Severus beijou-lhe a testa mais uma vez e se retirou do quarto...

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Enquanto isso, na Rua dos Alfreneiros...

Anny e Harry lutavam para dormir. Os tios, Valter e Petúnia, estavam dando uma festa e os haviam trancado em seu "quarto" em baixo da escada.

– Anny... — A vozinha de Harry soou pelo quarto escuro.

– Sim? — A menina respondeu tirando a cabeça de baixo do travesseiro.

– Será que isso vai passar um dia? — Harry perguntou.

– Isso? – A menina arqueou as sobrancelhas. — Isso o que?

– A falta de mamãe e papai. — Harry sussurrou baixinho. — Será que um dia vai passar?

Anny não teve outra escolha senão levantar da cama, ir até a cama do irmãozinho e abraça-lo com força. O menino de apenas 4 anos ainda sofria a perda dos pais.

– Acho que não, Harry — A menina disse sinceramente.

– Mas dói muito — A voz embargada de Harry soou antes de uma fungada. O menino estava chorando.

– Ei, não chore — Anny deu um beijo na bochecha molhada de lágrimas do irmão. — Eles sempre vão estar com a gente. Aqui, olha — Ela diz e bateu levemente com o dedo no peito de Harry, onde batia seu coração. — Agora volte a dormir.

Anny tentou se levantar, porém Harry segurou seu pulso.

– Fica aqui comigo hoje? — Harry perguntou choroso. Anny sorriu, balançou a cabeça positivamente e se deitou ao lado do irmão, o abraçando com força. E enfim os pequenos Potters caíram no sono...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.