The Twin Witches
1 A Peste Negra
Notas iniciais
Queria comunicar a vocês que as postagens não terão dias fixos. Eu ainda estudo e agora, com as provas finais, ando mais ocupada. Mas as férias estão aí e poderei atualizar rápido!
Até lá embaixo HAUJSIS
A Peste Negra assolou toda a Europa no século XIV. Aqueles foram os piores anos que os habitantes do continente enfrentaram, e não apenas os comuns. Os sobrenaturais também. Junto com a Peste, surgiu a caça às bruxas.
Segundo os membros da Igreja, a Peste fora criada pelas bruxas para dizimar a população humana, e para que as mesmas dominassem o mundo. A Igreja nunca esteve tão certa e tão errada.
A prova disso era Faye, a melhor feiticeira de toda comunidade bruxa. Ela era uma espécie de rainha para as bruxas da Itália. Havia muito tempo que a magia negra fora extinta entre elas, porém uma espécie de magia sombria foi a causa da epidemia. Mas não era magia recente, não fora feita pelas bruxas da atual comunidade. Era magia antiga, poderosa e ela sabia de onde provinha. Só precisava descobrir quem proferiu as palavras...
Naquele dia, Faye estava na parte urbana de Florença, onde ficava o principal hospital para Peste Negra de todo o país. Suas filhas eram bruxas poderosas, também. Ambas tinham seus 16 anos e eram gêmeas, seus nomes eram Luna e Florence, e foram inspirados no que as bruxas nomeiam "peculiaridades", ou os poderes especiais que cada feiticeiro tinha.
Elas eram a luz da vida de Faye.
Mas agora ela não podia divagar sobre as filhas. Não. Ela estava ali justamente para descobrir do que a doença foi feita e como curá-la.
Levou consigo mais quatro bruxas, todas especializadas em cura e as melhores para descobrir o que estava acontecendo.
O processo não era lento, não quando se tinha prática, mas mesmo assim era complicado. Você precisava tirar a doença de dentro da pessoa, fazendo-a desprender-se dos órgãos e cuidadosamente, para que aquilo não matasse o paciente. Depois, era só colocar a doença em um pote de vidro e levá-la para ser estudada.
Essa era... especialmente complicada. E mais demorada. Foi isso que causou a descoberta de sua natureza bruxa por um dos doentes. No processo, e estando totalmente concentrada, não percebeu que havia deixado um dos pacientes ver o que estava fazendo.
O homem, mesmo quase sem forças e estando a beira da morte, berrou com todo o fôlego que lhe restava.
—BRUXA! — Ele gritava, várias e várias vezes, em tom temeroso e acusatório.
Em menos de dois minutos, todos os enfermeiros do andar entravam na ala onde a bruxa se encontrava. Ela, mesmo assustada e com um tanto de medo, não podia deixar que a doença retornasse ao paciente, ou ele morreria. E já era tarde demais, então. Todos tinham visto e ela sabia que não adiantaria explicar. Mas mesmo assim, tentou. Quando o primeiro médico deu um passo em sua direção, ela gritou, seu tom era de quem implorava.
—Pare agora! Eu estou retirando a doença dele, e se vocês atrapalharem, eu não conseguirei salvá-lo! Me deixem ajudar! Eu sei como parar isso! Por favor.
Mas não adiantou. O médico avançou rápido e colocou um objeto contra a pele da feiticeira. Mesmo gelado, ele queimou a pele de Faye como ferro quente. Ela sabia o que era aquilo: um anel de prata.
Prata era prejudicial às bruxas. Queimava como os infernos, e deixava bolhas na pele. Muitas pessoas compravam anéis do tipo nos anos atuais, para conseguir identificar e capturar bruxas, já que a substância deixava-as fracas, feridas e anulavam temporariamente seus poderes.
Faye gritou alto, e dessa vez, era um grito de angústia. Ela tentou agarrar a doença e prende-la no pote, mas não teve forças. Ela se soltou e retornou o paciente, que abriu os olhos por míseros segundos antes de mergulhar em um estado imóvel e mortal.
Faye também estava ao chão, sendo arrastada pelos cabelos para o lado de fora do hospital. No caminho, seu olhar encontrou-se com o olhar de Aileen, uma das bruxas que havia levado consigo e a bruxa que mais confiava no mundo. Aileen era sua irmã.
Olhou-a no fundo dos olhos, e falou, sem pronunciar as palavras em voz alta:
—Avise as gêmeas, conte-as. Passe a elas a missão.
Aileen, se controlando para não chorar, assentiu. Ela sabia das suspeitas da irmã, e contaria às sobrinhas, para que elas pudessem prosseguir, e as ajudaria em todo o necessário.
Já do lado de fora da grande construção, Faye foi jogada no chão de terra. Antes de colocarem-a no barco, e sabendo o qual seria seu destino, disse alto o suficiente para todos os observadores ouvirem:
—Aileen, não faça nada. Eu amo você. E amo as meninas também. — Não olhou para a irmã, mas conseguira ouvir o que ela pensava. Aquela era a peculiaridade de Faye, como uma mentis lector, ela lia mentes.
Logo, ela estava em uma carroça, presa por correntes e sua irmã estava na colina onde a casa de ambas ficava. Chegou lá em menos de um minuto, com uma fúria mortal a invadindo. Ficava ainda mais rápida quando estava com raiva.
Quase entrando na casa, ouviu algo quebrando, e um som de uma bandeija de metal caindo no chão. Luna sabia do destino da mãe.
Notas finais
Peço que não se incomodem com a demora nas postagens, pois eu sou meio enrolada mesmo. Mas não desistirei, ok? Tenham paciência e não desistam de mim!
Bjs e até mais!
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