The Truth About Us
8 Torn
Notas iniciais
boa leitura :)
(Ponto de vista Carly Shay)
Eu já estava na sala de aula há quase trinta minutos e a Sam não chegava. Eu sei que fui eu que meio que a obriguei a falar com o Freddie, mas ela estava se sentindo culpada pelo estado dele... Bem ela era culpada. E agora quem se sente culpada sou eu por deixar aqueles dois sozinhos. Ai Meu Senhor, porque tanta demora? Pensei que eles só iam conversar, Sam ia pedir perdão e pronto. Mas pelo tempo... Me dá até um arrepio de pensar que eles devem estar em um bate boca ou até mesmo em briga. Se bem que ultimamente esses dois estão com uma, digamos, forte atratividade carnal.
Ri sozinha do meu pensamento tolo e então percebo um bilhete sobre a minha. Olho ao redor e sei que só três das pessoas tem o costume de me mandar bilhetes durante a aula estão tendo essa aula comigo. Provavelmente o bilhete era da Hillary relembrando os testes para novas integrantes da torcida hoje ou então do Brad perguntando se estou sabendo da matéria. E com toda certeza não era a Sam, já que ela resolveu sumir.
Eu gelei. Meu estomago revirou. Meu coração quase sai pela boca. Essa é a minha frase preferida do meu filme preferido. Mas ninguém sabe disso a não ser a Sam e ela não estava aqui. Usaram letra de forma o que não da pra saber quem mandou eu queria responder, perguntar como a pessoa sabe que amo esse filme e em particular essa frase. Ninguém parece suspeito. Resolvo tirar essa idéia da cabeça, provavelmente a pessoa vira falar comigo depois. Pelo menos é isso o que eu espero.
No momento em que resolvo prestar atenção na aula o sinal anuncia que tenho que ir para a outra classe. Saio de sala arrumando a mochila nos ombros e com aquele bilhete na mão, preocupada com a Sam e com medo de que ela pudesse ter se arrumado em alguma confusão. Ai ai essa dona encrenca ainda vai me dar muita dor de cabeça.
(Ponto de vista Sam Puckett)
“Não chamarei os responsáveis de vocês, mas por favor da próxima vez que quiseram ‘dar uns amassos’ como a Samantha falou façam isso na casa de vocês. Estão dispensados por hora, podem ir.” O diretor falou após alguns minutos em estado de choque pela minha confissão. Quando eu já estava na porta o sinal tocou. Apressei meu passo para a aula de química, hoje eu teria a primeira aula com a Carly e essa também, eu já não apareci na primeira, acho que vou levar uma bronca se me atrasar para essa. Passo em meu armário pego o livro que eu preciso e assim que fecho dou de cara com a Carly
“ Por que não apareceu na aula de biologia?” Porque estava tendo uma aula particular de biologia, amiga. Lá na enfermaria, só não te passo o numero do meu professor porque ele é exclusividade meu. Queria ter dito isso, mas...
“Estava conversando com o Freddie” essa foi a resposta que eu realmente dei.
“Por céus, Sam! Um pedido de desculpas não demora tanto” Ela disse enquanto entravamos na sala de aula. Eu revirei os olhos. Eu sei que teria que explicar muita coisa para minha melhor amiga, mas essa não era a hora e nem o lugar.
“Vou pra sua casa depois da aula e te explico melhor lá” eu falei e ela concordou.
(Ponto de Vista Geral)
O resto da manhã passou digamos que rápido. Cada um com suas preocupações. Carly queria saber quem havia colocado aquele bilhete em sua mesa, Sam estava bolando um plano para deixar a casa livre esse final de semana, Freddie estava pronto para sua vingança, Gibby estava planejando uma festa e Brad escrevendo algumas passagens de filmes.
“Vamos Samantha, agora me fale, por que demorou com um pedido de desculpas?” Carly exigia respostas da amiga assim que entraram em seu apartamento. Sam não queria, mas estava rindo feito uma boba e assim que se jogou no sofá disse para começou a falar para Carly o que havia acontecido.
Em outro canto da cidade mais precisamente na casa do Gibby, Freddie e Brad jogavam vídeo game enquanto conversavam.
“Vingança, Freddie?” o garoto de cabelos caramelos parou o jogo e se levantando e olhando para o amigo.
“Qual o espanto, você não achou que eu tinha proposto isso por que gostava da Sam não é?” Freddie falou se sentindo mal, ele não entendia porque negar que gostava dela o feria tanto “Quer dizer, tem essa historia de desejo, mas essa garota é fútil, mimada, fresca, não gosta de estudar, é líder de torcida, passou a vida inteira me zoando e ainda mandou o Luke me bater.” Freddie fala e deixa Brad boquiaberto.
“Nunca pensei que você fosse tão baixo, pensei que fosse um homem, não um moleque que só quer ferir os sentimentos de uma menina, um moleque que ainda vive no passado.” O moreno ri de forma debochada.
“Não quero magoar, só brincar um pouco. Ela supera afinal nunca me suportou mesmo.” O outro menino suspira derrotado e reinicia o jogo quando o outro amigo gordinho chega à sala e entrega um refrigerante para cada.
“Só cuidado Freddie, o feitiço pode acabar virando contra o feiticeiro.” Brad disse de forma suspeita, a qual Freddie não percebeu esse apenas revirou os olhos. Ele sabia que o que sentia pela loira era mais forte do que apenas um desejo, ela sabia que o coração batendo mais forte não era só a adrenalina na hora, mas ele não podia se deixar envolver, afinal ela já o fez sofrer demais. Ele não se apaixonaria de novo. Não pela mesma menina. Não pela loira que o fez sofrer quando ainda eram crianças.
(Ponto de vista Freddie Benson)
“Vem Freddie, vem brincar” a garotinha de cachos dourados e olhos azuis brilhando me chamava, eu andei meio desajeitado em sua direção, ela ria de mim, tínhamos apenas quatro anos e eu usava um tipo de liga nas pernas para poder ajeitar a minha forma de andar. “mais rápido patetão, se não você não me alcança” ela disse correndo pelo quintal de sua casa e indo para a porta da frente, eu a seguia o mais rápido que podia, minha mãe devia estar de papo com a mãe dela e nós estávamos brincando, a irmã dela estava doente, então éramos só nós dois. Olho para ela e vejo que ela parou de frente a porta de entrada da casa. Um taxi, seu pai entrando nele, sua mãe atirando coisas na porta, minha mãe tentando a acalmar, Melanie tossido no pé da escada enquanto via a cena, e uma lagrima solitária caindo em sua bochecha rosada.“Sam?” eu a chamei, e ela correu em minha direção e eu apenas a abracei.
Acordo sobressaltado e incomodado por essa lembrança tão antiga que veio me perturbar justo agora. Olhei para meu relógio e ainda são onze e trinta. Devo ter dormido enquanto assistia televisão, pois a mesma esta ligada e eu estou no sofá da sala. Levanto e vou para meu quarto, assim que deito e fecho os olhos, mais e mais lembranças me inundam enquanto sou levado para um sono bom.
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