The Truth About Us
17 Demons
Notas iniciais
(Ponto de vista Geral)
Não havia mais saída. Sam acordou na manhã seguinte com uma dor de cabeça que não previu sentir quando teve aquela bebedeira da noite anterior. Ela não era nenhuma garotinha ingênua, sabia que logo depois de encher a cara o que aconteceria no dia seguinte era uma ressaca filha da mãe que provavelmente a lembraria por dias de não colocar uma gota de álcool na boca. Abriu os olhos e a claridade ultrapassava a cortina fina do quarto de Carly. Ela se obrigou a sentar-se. Não tinha a mínima ideia de como havia ido parar no apartamento que a morena dividia com irmão.
“A bela adormecida acordou” Carly falou entrando o quarto e a voz dela pareceu três vezes mais alta na concepção da loira. Que apenas apertou os olhos com força e colocou a mão em sua cabeça tentando em vão fazer com que a dor passasse. “toma” Carly estendeu um comprimido e um copo de água para a amiga e logo em seguida sentou na cama ao seu lado. Sam tratou de tomar logo o remédio, queria se livrar o quanto antes dessa ressaca.
“Está doendo muito” Sam reclamou e a Shay se limitou a rir fraco.
“Logico não é Samantha? Você entornou uma garrafa de vodca e 3 latas de cerveja, me admira muito você não ter morrido!” Carly falou em tom de mãe para a loira que apenas gemeu em resposta a mudança de tom de voz da amiga.
“Tá mamãe, desculpa” A sua voz saia rouca e manhosa que o que fez a garota na sua frente suspirar e se aproximar dando um abraço na amiga.
“Apenas nunca mais faça isso” Sam sabia que não podia prometer nada, mas assentiu ao que Carly disse. A morena se separou do abraço e buscou o olhar da amiga. “tem uma pessoa lá em baixo que quer falar com você”
“A não! Carly se for o Freddie pode mandar ele...” Sam começou, mas foi interrompida
“Na verdade não é o Freddie, Sam” Uma cópia da loira que estava deitada apareceu na porta. Sam ficou um tanto quanto chocada. Esperava que o Benson fosse vê-la, não sua irmã traíra.
“Melanie” Foi a única coisa que saiu de sua boca.
“Oi Sammy” Mel disse entrando no quarto. Carly se levantou e saiu dali enquanto a gêmea que havia acabado falar entrava mais no quarto.
“Eu não quero falar com você” Samantha finalmente falou.
“Sam eu entendo, mas me escuta, por favor” A loira suplicou. Sam respirou fundo e assentiu para a irmã.
“Desculpa, Sammy.” Foi a primeira coisa que ela despejou. Melanie realmente estava se sentindo culpada. Não que ela fosse alguma santa, mas ela amava a irmã e o que ela havia feito, com a pessoa que mais se importava com ela? Agiu igual como uma piranha sem coração. Ela sabia que estava errada. “Eu sei que eu errei, eu não devia ter armado tudo aquilo. Só me desculpa.” As lagrimas que brotavam de seus olhos já começavam a transbordar e molhar suas bochechas.
Sam olhava Mel e sabia que já havia perdoado a irmã. Melanie sempre fora meio inconsequente e fazia tudo pelo que queria e sabia que Freddie não era uma exceção. Ela não havia esquecido o moreno e isso era um problema realmente muito grande.
“ É só que...” Melanie suspirou tentando, em vão, segurar as lagrimas que insistiam em cair e sentou no lugar que há alguns minutos atrás Carly estava sentada “Eu despenquei de Boston até aqui e um dos meus motivos era o Freddie. E quando eu chego aqui ele tá namorando a minha irmã. Eu fiquei tão arrasada.” Sam sabia que agora era culpa dela, ela devia ter contado pra Melanie o que havia acontecido, que Freddie na verdade sempre a amara e que esse amor era reciproco, mas que ela desistiu disso pela irmã. “Sam, eu te amo e juro que quero que seja feliz. Me perdoa” Sam deixou uma lagrima sair de seus olhos e escorrer solitária pela sua bochecha.
“Eu te amo, maninha” Isso foi o que ela disse antes de se abraçarem.
(Ponto de Vista Sam Puckett)
Eu sabia que a Mel tinha errado feio, mas eu a amo tanto e vi que ela se arrependeu de verdade. A minha enxaqueca estava bem melhor e algum tempo depois da minha conversa com a Melanie eu já estava fora daquela cama, arrumada e em frente ao apartamento do Freddie. Carly disse que ele passou a noite perto de mim, e que queria está ali pra falar comigo quando eu acordasse, mas ela o obrigou a ir pra casa e que ia ser pior se ele estivesse lá. Que quando eu estivesse melhor eu o procuraria, e é exatamente isso que eu estou indo fazer.
“Já vai” Ouvir a voz dele falando lá de dentro logo depois que eu havia batido.
A porta abre e eu consigo ver a cara dele de surpresa. E logo depois ele abre um sorriso, aquele sorriso que me faz perder o ar toda vez que eu o vejo.
“Sam!” Ele pronunciou feliz.
“Precisamos conversar.” Odeio ter que tirar o sorriso dele do rosto, ele me olhou meio tenso. “Será que eu posso entrar?” Ele abriu passagem e eu entrei. A casa estava perfeitamente arrumada e aparentemente vazia. Logico, seu pai devia estar no trabalho e a sua mãe provavelmente estaria lá em casa conversando com a mamãe planejando todos os detalhes de um futuro casamento meu e do Freddie, esse casamento que nunca acontecera. Marie devia estar em seu quarto. Freddie fechou a porta e virou-se para mim.
“Sam eu... aquele lance da Melanie...” Ele começou a falar, mas eu o interrompi.
“Freddie não vim pra falar da Mel, eu já me resolvi com ela” Falei me virando para ele.
“Então sobre o que veio falar?” Perguntou não tão aliviado
“Sobre a vingança.” Minha palavras saíram mais ásperas do que eram pra sair. Ainda doía pensar que pra ele no começo era apenas uma vingança estupida. Que aquela promessa no armário da escola não valeu de nada, que ele só propôs que ficássemos porque eu o tinha rejeitado antes e dói mais ainda pensar que a culpa é toda minha, que ele não tem culpa. Ele não sabia da verdade. Só eu, no mais íntimo canto do meu coração. Minha vontade era de chorar. De jogar toda a culpa no Freddie, de despedaçar bem aqui na sua frente.
“Sam, eu posso explicar.” Foi a coisa mais clichê que já ouvi. E eu sabia que ele iria falar isso.
“Eu sei que pode” Falei vendo ele se aproximar.
“No começo foi sim, eu pensei em uma vingança estupida e você sabe meus motivos, mas eu nunca te esqueci.” Ele passou sua mão delicadamente pela minha bochecha e eu senti algo tão bom. “Sammy, eu amo você.” Falou olhando nos meus olhos. “Eu nunca vou te magoar”
“Freddie foi tudo falso, você só queria vingança!” Falei sentindo minha cabeça latejar e me afastei dele.
“Sam Para! Você sabe que não! No começo pode até ter sido, mas eu ainda te amo Sam acredita em mim” Ele disse me puxando pelo pulso.
“Eu também te amo, mas não posso continuar com isso.” Eu vi seu olhar ficar triste e o abracei. “Não quero que tudo acabe, eu ainda quero meu posto de melhor amiga de volta” Sussurrei em seu ouvido.
“Você sempre será muito mais que isso pra mim, eu não vou desistir de você, não vou desistir do amor da minha vida.” Foi o que eu ouvir em resposta antes dele me puxar pra um ultimo beijo.
Fale com o autor