The Truth About Us
2 Complicated
Notas iniciais
Boa leitura :)
(Ponto de vista Carly Shay)
Eu saí de casa em silêncio, apesar de querer carona do Spencer, ele me obrigaria a tomar café da manhã e eu não quero comer nada. Na verdade eu nunca sinto vontade de comer, só quando estou na casa da Sam e o pai (padrasto) dela faz aquelas comidas naturais. Que não são gordurosas e nem engordam. Eu saí de casa mexendo no meu celular novo que eu ainda estava aprendendo a usar, já que o meu querido irmão conseguiu fazer meu antigo pegar fogo.
Avistei meu vizinho saindo de seu apartamento e o cumprimentei. Freddie parece ser um garoto legal, mas eu prefiro manter distancia dele, afinal ele e a Sammy se odeiam e eu não estou a fim de brigar com minha melhor amiga. Nós fomos em silencio no elevador até que meu celular vibrou no meu bolso. Mensagem do Spencer. Preferi ignorar. Demorei um pouco para chegar à escola, mas não perdi nenhuma aula.
“Por que demorou?” Sam me perguntou assim que cheguei aos nossos armários. “Pensei que quando eu chegasse você já estaria aqui. Pelo horário que você me enviou aquela mensagem” Ela disse um pouco rápido.
“Eu vim andando” Respondi e Sam apenas assentiu. O sinal tocou e tivemos que ir para a sala de aula. Os professores explicaram que esses anos teriam muitos trabalhos para fazer, já que estávamos no ultimo ano, e que como ano passado tiveram problemas com entregas de trabalhos por conta de um conteúdo muito extenso para só uma pessoa, esse ano os trabalhos seriam em dupla. Em pouco tempo as três aulas antes do almoço se passaram e agora eu estava no refeitório com a Sammy. Sam me deu o sanduiche que seu pai a mandou trazer e foi comprar um hambúrguer de bacon.
Sentei-me na mesa com alguns amigos, e Sam foi para a fila. Assim que sentei e olhei para a porta meu coração quase parou. Nicholas Ridder. Ou apenas Nick. Ele é o capitão da equipe de xadrez, de matemática e do clube A.V., ou seja, O Rei supremo dos Nerds. E minha paixão escondida desde a quinta serie. Ele mudou tanto, está tão lindo. Há alguns anos ele era um patinho feio, usava óculos e não parava de falar de matemática um só minuto, usava aparelho daqueles de fora e só vestia roupas certinhas. E mesmo assim eu gostava dele. Naquela época tinha vergonha de admitir que gostava de alguém como ele, e quando ele me chamou para o baile eu recusei. Hoje eu não tenho mais nenhuma chance com ele. Suspirei e escutei um barulho vindo do lado contrario da onde eu estava olhando. Eu logo me virei. Ah não! Ótimo jeito de começar o ultimo ano de escola... Só que não.
(Ponto de vista Sam Puckett)
Eu estava indo para a minha mesa com a bandeja em minhas mãos. Um super sanduiche de bacon com presunto, queijo e bastante maionese, uma porção de batatas fritas com ketchup e um refrigerante gigante. Sim eu estava muito feliz. É. Estava. Mas então alguém esbarrou em mim e agora eu estou no chão com a minha blusa encharcada de refrigerante e cheia de comida.
“Ai meu Deu! Desculpa” Disse uma voz familiar me oferecendo a mão para levantar. Eu olhei pra cima e confirmei. “Ah! É você, Puckett” Ele recolheu a mão e eu levantei sozinha.
“Eu só não te dou uma surra aqui, porque não quero ser suspensa no primeiro dia de aula. Sorte a sua, Benson!” Ele riu e eu fechei a cara mais ainda “Está rindo de que babaca?” Perguntei sem paciência.
“Você... me dando uma surra” Ele disse entre risos. Um circulo já tinha se formado ao nosso redor e vários oh’s foram ouvidos. Eu estava fervendo de raiva.
“Você sabe que eu posso, imbecil!” Disse chegando mais perto dele.
“Sam, Sam, Sammy. Isso era quando éramos menores. Eu cresci e agora estou mais forte que você” eu olhei de cima a baixo e ri irônica. Apesar de que não posso negar, ele é tão... PARE DE PENSAR NISSO PUCKETT! Você o odeia! “Experimenta Sam” A raiva era tão grande que eu nem liguei mais para suspensão, parti pra cima dele. Mas pra minha surpresa antes de eu enfiar um soco bem na sua cara ele segurou minhas mãos e me girou fazendo meus braços ficaram cruzados no final da minha costa, ele segurava meus braços juntos com uma mão só e a outra foi para minha cintura me puxando para perto dele e grudando nossos corpos. Minhas costas grudadas em seu peito e seus lábios de encontro a minha orelha “Viu só?” Ele sussurrou em meu ouvido e aquilo me arrepiou toda. Não só pela proximidade ou porque ele sussurrou em meu ouvido, mas sim a mordiscada que ele deu em minha orelha antes de me saltar. E então me saltou e saiu andando. O Benson pirou?
“SEU GRANDE IDIOTA!” Gritei quando ele já estava na porta do refeitório. Mas ele me ignorou. Ele me Paga!
(Ponto de vista Freddie Benson)
Por que eu fui fazer aquilo? Por que o contato do corpo dela com o meu me deixou tão balançado? Por que eu não consigo parar de ter esse tipo de pensamento com a loira?
“Cara, o que foi aquilo?” Gibby me perguntou assim que conseguiu me alcançar. Ele e Brad.
“Eu não sei!” Falei tão confuso quanto eles.
“Freddie, você não só parou ela. Você a provocou. Está querendo que os sonhos virem reais?” Brad perguntou e eu arregalei os olhos. Aqueles sonhos malditos.
“Que sonhos?” Gibby perguntou em entender. Mordi meu lábio e apertei meus olhos quando Brad respondeu
“Alguns sonhos impuros que Freddie tem tido com a inimiga numero um dele.” Ele riu depois de falar. E eu continuei com os olhos pressionados fortes.
“Ai Meu Deus, Benson” Gibby disse com os olhos arregalados “Você tem sonhado que mata a Sam?” Após ele falar isso abri meus olhos imediatamente e o olhei como se ele fosse um louco. Brad negava com a cabeça e ria.
“Gibby, não é isso” Eu disse com calma.
“Outro tipo de sonho impuro, Cara” Brad falou e então acho que a ficha de Gibby caiu.
“WOW!” Ele falou e riu “Com a Sam? Pensei que você não a suportasse.”
“E não a suporto” Disse serio.
“Bem, isso não parece coisa de alguém que não suporta a outra” Ele disse com sobrancelhas erguidas e um sorriso malicioso.
“Para com isso, eu a odeio e pronto” Disse e sai de perto deles com raiva. Mas uma coisa não saia da minha cabeça. Por que eu a provoquei?
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