The Truth About Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
‘Porque tudo o que eu sei é que nós dissemos "Olá", e seus olhos parecem chegar em casa. Tudo o que eu sei que é simples, não é? Tudo mudou. Tudo o que sei é que nós seguramos a porta. Você vai ser minha e eu serei seu. Tudo o que sei desde ontem é que tudo mudou.’
Taylor Swift feat Ed Sheeran – Everything Has Changed
Não foi muito depois que Santana e Brittany apareceram no hotel. Encontraram Quinn e Rachel ainda sentadas ao piano – a loira olhava ternamente a morena, que tinha os olhos castanhos presos nas teclas do instrumento e tocava uma das músicas que Quinn tentara ensina-la.
“Hey.” A voz carregada da latina tirou as duas da pequena bolha. “Nós não deviamos estar indo pra casa da sua vó, Q?”
“Não.” A loira respondeu simplesmente e ganhou um olhar incrédulo de Santana. “Russel foi imbecil noite passada, e eu não quero que a Rachel tenha que passar por aquilo novamente.”
“O que ele fez?” Brittany perguntou preocupada. Tanto ela quanto a latina conheciam o pai da loira a muito tempo, e esperavam qualquer tipo de comportamento vindo da parte dele.
“O de sempre.” Quinn deu de ombros friamente. “Ficou fazendo tempestade com o fato de eu ser gay, acusou a Rachel de ter me transformado em uma aberração e outras coisas. Então eu coloquei ele no seu lugar e nós voltamos pro hotel.”
Santana grunhiu irritada. As vezes se perguntava como Quinn ainda voltava para casa sabendo que teria de aguentar Russel. Ela certamente não teria estômago suficiente. Já enfrentava com Brittany o preconceito da cidade e durante muito tempo enfrentou a distância da própria família. Mas eles haviam aceitado. Russel nunca fez.
“Seu pai é um babaca.” Disse por fim.
“Quinn, eu não vejo problema em ir no aniversário da sua avó.” Rachel se pronunciou e a loira a encarou confusamente. A namorada realmente queria passar por aquilo novamente? “Eu realmente gostei da sua família, e não acho que deixar o Russel acreditar que nos venceu seja a decisão mais sábia.”
Quinn suspirou. Rachel estava certa – como sempre. Sabia que seu pai acharia que tinha razão em todas as estupidezes que falara na noite anterior se elas não aparececem no almoço. E preferia que o céu caisse em sua cabeça do que dar o gostinho a Russel de saber que seus comentários a afetaram de alguma maneira.
“Tudo bem.” Se deu por vencida e sorriu fracamente em direção a namorada e as amigas. “Mas não quero ficar muito tempo.”
“Posso concordar com esses termos.” Rachel sorriu terna e levantou do banco, dando um beijo rápido na namorada. “Agora, nós duas precisamos nos arrumar.”
“Nós esperamos aqui, Q.” Brittany sorriu de forma reconfortante e começou a puxar a latina para um dos sofás que ali estavam.
As duas garotas subiram para o quarto e não muito depois já retornavam prontas. Resolveram ir no carro da latina, já que o hotel onde as garotas estavam hospedadas era na metade do caminho de volta para ela e Brittany.
Como esperado, os carros lotavam a enorme entrada da mansão. Todos os Fabray haviam vindo prestigiar o aniversário da matriarca da família. As quatro garotas sairam lentamente do carro e fizeram seu caminho até a entrada. Foram recebidas por Frannie, que olhou para Quinn de forma surpresa.
“Pensei que você não vinha.”
“Rachel me fez mudar de ideia.” A loira mais nova admitiu num suspiro e Frannie a olhou de forma agradecida.
“Obrigada por isso Rachel.” Deu um abraço em cada uma das garotas antes de as puxar para dentro da casa. “Vovó vai ficar muito feliz. E obrigada por virem, Santana e Brittany.”
“Nunca iria perder essa festa.” A latina respondeu alegremente e Brittany assentiu concordando.
Quinn começou a olhar em volta e sua irmã percebeu, a lançando um olhar indagador. “Onde está o Ethan?”
Antes que a loira pudesse responder, uma pequena mancha de cabelos escuros e olhos claros se lançou nos braços de Quinn, sorrindo alegremente.
“Ei, campeão.” A alegria era evidente no tom de voz da loira e Rachel se pegou sorrindo pelo carinho óbvio que sentia emanar da namorada. “Como você está?”
“Legal.” Ethan sorriu mais largamente e então seus olhos azuis focalizaram Rachel. Ele segurou a mão de Quinn apertado. “Quem é você?”
“Sou Rachel.” A morena sorriu e estendeu sua mão para o garotinho, que a apertou desconfiado.
“Você é namorada da minha tia?” Ele perguntou curioso e a morena concordou um pouco apreensiva. Então Ethan sorriu ainda mais largo. “Eu posso te chamar de tia também?”
“Claro que sim.” Rachel respondeu emocionada e o pequeno garoto estendeu os braçinhos em sua direção, pedindo um abraço que foi concedido com alegria pela morena.
As outras quatro mulheres observavam encantadas a interação de Ethan e Rachel. Nunca tinham visto o menino ser tão receptivo a alguém antes, e isso as alegrava. Quinn tinha um sorriso terno nos lábios. Ficava imaginando a morena interagindo com seus futuros filhos e seu coração cantava de emoção.
Logo elas se juntaram ao restante da família e Judy e Charlotte sorriram aliviadas ao perceberem suas presenças. Podiam jurar que Quinn não apareceria após o embate com o pai na noite anterior, e sabiam que sua vinda tinha a pequena morena como causa.
Só podiam agradecer a Deus por ter colocado Rachel na vida de Quinn.
O resto do dia passou sem nenhum embate entre Russel e Quinn. O clima pesou em determinados momentos, mas Rachel nunca deixava a namorada ficar tempo suficiente na presença do pai para que brigassem mais uma vez.
Charlotte podia afirmar que apesar disso, seu aniversário havia sido um sucesso, e quem sabe no ano seguinte conseguiria fazê-lo sem nenhum momento incomodo.
“Quinn, vocês já estão indo?” A senhora loira perguntou quando viu a neta e a morena caminhando em direção a saída com Santana e Brittany em seu encalço.
“Sim, vovô. Estamos um pouco cansadas e nosso voô para Nova York sai cedo amanha.”
“Oh.” Charlotte murmurou tristemente. “Então deixe-me abraçá-las.”
E assim as quatro garotas foram seguradas pelos já frágeis braços da matriarca da família. Logo Judy, Frannie e Ethan também se despediam delas. O abraço do garoto com Rachel foi quase tão longo quanto o que ele havia trocado com Quinn e isso a fez sorrir.
Apesar de tudo, a viagem havia sido melhor que o esperado. Conhecera algumas das pessoas mais importantes da vida da loira e fora pedida em casamento pela mulher de seus sonhos.
Era mais do que esperava.
“Liguem quando chegarem na cidade.” Judy pediu quando as garotas entravam na carro. “E Rachel? Não deixe a cabeça dura da minha filha demorar tanto tempo para voltar à Lima. Ficarei muito feliz se as visitas das duas se tornarem mais frequentes.”
“Pode deixar, Judy.” A morena riu.
“Ei, você atua como se eu não viesse mais para Lima, dona Judy.” Quinn faz um beiçinho adorável e cruza os braços.
“Quinn Fabray, você veio para cá umas três vezes nos últimos dois anos.” Judy rebate divertida e observa a filha corar com seu olhar. “Se isso é vir visitar a familia, não quero nem saber o que você faria se fossemos uns monstros.”
“Eu prometo que voltaremos logo.” Rachel promete e ganha uma piscadela da sogra. “Agora que conheci a cidade e vocês, farei questão de a arrastar do estúdio para cá nem que seja a força.”
Santana ri. “E você consegue fazer isso, baixinha?”
“Pode apostar que sim.” Rachel pisca e todas começam a rir, para completo desespero de Quinn, que fica cada vez mais envergonhada. “Tenho algumas táticas infalíveis de convencimento.”
“Meu Deus, até imagino essas táticas.” Frannie comenta ainda rindo. “A Quinn está mais vermelha que um tomate.”
“Cala a boca, Fran.”
Isso rende mais algumas brincadeiras e então, finalmente as garotas entram no carro, seguindo até o hotel, onde Quinn e Rachel ficam. Elas se despedem de Santana e Brittany, que prometem uma viagem num futuro próximo até Nova York.
A cada passo que dão para dentro do hotel, Rachel tem mais certeza de que sua vida mudara completamente nesses poucos dias, e ela não se arrependia de nada. Conhecera uma parte de Quinn que não havia visto isso antes, e sabia que essas pequenas coisas só a faziam amar ainda mais a namorada do que antes.
A sua vida era definitivamente boa, e parecia que só tinha a melhorar.
Quando concordara com a viagem, não pensara que ganharia uma família tão maravilhosa e novas amigas tão leais. Realmente não tinha do que reclamar. Só podia agradecer por ter aquela loira deslumbrante em sua vida, que tirava-lhe a sanidade e o fôlego e que era completamente romântica.
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