The Truth About Love!

17 XVI- Dois meses depois


Notas iniciais
Dei uma demoradinha, mas esse mês de janeiro, vai ser bem mais rápido pra atualizar... - Vamos aos comentários? Obrigadão aos lindos gaby, OhRitah, Giovana, Matt, Lucão, Uncle, GoticGirl, Philipe, Klarisse e Antonio... Obrigadão lindos do Sketcher... (Senti uma pequena queda nos reviews, mas eu já esperava que isso fosse acontecer!) - Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo! - Sintam-se a vontade de comentar e recomendar!

Dois meses passaram e Guilherme continuava pensando na possibilidade de voltar com ou sem a ajuda de Max. O castanho e o loiro quase não se falavam. Max resolveu deixar o brasileiro pensar, sem qualquer pressão fazendo os dois falarem apenas o básico. O loirinho continuava entristecido, ficar sem falar com o brasileiro e ainda sem saber se ele toparia ou não a sua ideia.

Guilherme era lindo aos olhos do loiro e o melhor, não o tratava de maneira forçada como todos os ingleses. Afinal, ser nobre poderia ser legal e ter suas vantagens, mas as pessoas nunca eram realmente verdadeiras, nem todas as pessoas que cantavam “God Save The Queen” queriam realmente aquilo.

Guilherme pela primeira vez tinha acordado primeiro que Max. Era um sábado, então eles não teriam aulas, ou qualquer atividade que a escola exigisse. O brasileiro odiava aquele lugar, queria que ele explodisse, sentia falta do calor do Brasil, do calor de Minas, o verão na Inglaterra não se comparava nem com um pouco com o verão do Brasil.

Lá estava o loiro. Max dormia agarrado com as cobertas, o rosto levemente vermelho, talvez pelo frio daquela manhã, os fios loiros estavam grandes chegavam ao meio da nuca, deixando o rosto do loiro bem infantil, Max não tinha pelos no rosto, já Guilherme começava a ter algum sinal de barba crescendo.

O brasileiro levantou e foi até a cama do menor, analisou o pequeno ali dormindo como se fosse a pessoa mais serena do mundo. Guilherme sabia de seus sentimentos por Emanuel, mas Max era tão diferente do loiro brasileiro. Emanuel era forte e viril, era quente e tinha um corpo de Deus, já Max era um garoto, magro e tímido, era lindo daquele jeito. E Guilherme cada dia mais se encantava pela beleza e inocência do garoto.

O maior foi até o banheiro e fez sua higiene matinal. Cada dia que passava, Guilherme pensava em uma forma de sair dali, de voltar ao Brasil, mas o garoto conhecia muito pouco Londres e nem tinha dinheiro suficiente para volta ao Brasil, aliás, ele não tinha dinheiro nenhum, nem para andar um quarteirão em um táxi londrino. Ao voltar, viu o garotinho de pé. Havia acabado de levantar, Max estava com o pijama todo amarrotado e os fios bagunçados coçava um olho com uma das mãos e a boca soltava um bocejo gostoso, daqueles que todos nós soltamos pela manhã, depois de uma maravilhosa noite de sono.

Guilherme não aguentou, Max era bem higiênico e a última coisa que ele queria era um beijo antes de escovar os dentes, mas quem disse que o brasileiro iria ligar, o maior caminhou lentamente até o loiro, que nem percebeu a aproximação repentina e logo foi atacado pelos ávidos lábios de Guilherme.

Max suspirou com o susto, abrindo mais a boca, fazendo com que Guilherme fosse mais fundo ali naquela cavidade úmida. O gosto de cereja da boca do menor, fez o maior aprofundar cada vez mais o beijo. As mãos tímidas de Max foram até as costas do brasileiro e apertaram a pele branca de Guilherme, já uma das mãos de Guilherme segurava a cintura do inglês, enquanto a outra se encaminhava para a bunda magrinha do menor.

Max tomou um susto quando sentiu a mão grande do brasileiro apertando sua nádega esquerda. Soltou um suspiro e conseguiu separar do beijo...

–O que é isso?

–Eu pensei... Pensei e já decidi...

–E o que você decidiu? –Parecia óbvio, mas Max queria ouvir aquelas palavras saírem da boca do brasileiro.

–Eu... Eu quero o seu dinheiro pra voltar para o Brasil. -E Max sentiu uma forte dor ao ouvir aquilo.

O menor sim, realmente sabia que nunca teria o coração de Guilherme, principalmente pelo fato de Guilherme sempre sonhar e falar o nome “Manu”, que para Max não tinha significado nenhum, mas pela entonação, o loiro percebia que era alguém especial para o brasileiro, porém Max esperava que o maior dissesse que gostaria de transar com ele e não que apenas o seu dinheiro era o que era importante.

Guilherme caminhou ainda com a boca colada na do menor e empurrou com força o menor contra a parede, que gemeu com o movimento brusco. Guilherme atacou o pescoço branquinho do menor que ficou com a boca livre para gemer, ao receber as chupadas e mordidas do garoto brasileiro.

Max continuava sendo atormentado pela frase. “Eu quero o seu dinheiro...” o loiro queria esquecer esse pensamento, mas a frase seguia rondando a sua mente, rondando e rondando. Guilherme seguia distribuindo beijos no peitoral e na barriga do loiro, que estava gemendo apenas pela sensação de formigamento em seu baixo ventre, sua cabeça estava longe...

–Max? Vou te chupar, ok?

–Hã? Hm? –Falou acordando de seus pensamentos e Guilherme sorriu, o garoto brasileiro acreditava que estava fazendo o garoto ficar inconsciente de prazer.

–Vou chupar o seu pau! –Falou o garoto brasileiro apertando o membro do menor com força, o que ocasionou um gemido e um aceno positivo com a cabeça. Guilherme baixou o moletom do menor e o membro rosado do menor estava tão duro e a cabeça parecia que ia explodir com o mais sutis dos toques. Guilherme aproveitou a excitação do menor e engoliu o membro de uma só vez. Max suspirou e quase ficou sem ar com a sucção rápida e surpreendente do castanho. Guilherme continuava com a felação e ouvindo os suspiros fortes e descompassados do loirinho. Aquilo massageava o ego de qualquer pessoa, principalmente o ego de Guilherme que estava a tanto tempo sem sexo.

Max continuava suspirando, mas logo resolveu desistir. Colocou as duas mãos na cabeça de Guilherme e puxou pra cima. Guilherme subiu achando que o loirinho queria um beijo, mas ao se aproximar da boca do menor e tentar atacá-la sentiu as duas mãos do menor fazendo pressão no seu peito, naquele típico sinal de que pare.

–Que foi?

–Não... –Falou o loirinho nervoso. –Não é certo...

–Ué? Não é certo? Porque não é certo? Você não quer mais? Eu fiz algo errado? –E Guilherme também acabou ficando nervoso. A possibilidade da sua volta ao Brasil estava indo embora, voando de suas mãos.

–Não... Gui... Você é lindo... –O menor olhou aquele corpo, apenas aquela cueca com um membro duro dentro e pensou em desistir, mas não era certo. –Seu corpo me chama atenção, mas...

–Mas?

–Mas você ama outra pessoa, você sente vontade de estar junto de outro cara, você gosta de outro homem e bem... Por mais incrível que você seja, eu não posso ficar no meio de um amor, isso vai contra qualquer princípio meu...

–Mas eu quis, eu aceitei!

–Por causa do dinheiro! –Guilherme engoliu em seco, talvez sua cabeça só estivesse vendo tanta perfeição em Max, apenas pelo dinheiro que o loirinho poderia lhe dar. Talvez, sua mente estivesse inventando todo aquele desejo, no fundo, apenas a quantia era o que lhe importava, ele sabia disso, seu amor por Emanuel era maior que qualquer coisa. –Não precisa ficar nervoso! Eu vou sim dar o seu dinheiro... Não se preocupe.

Guilherme sentou-se na cama atônito. Olhou para o loirinho ali, com o peito livre, apenas com a calça de moletom, com os olhos tão azuis brilhantes e os cabelos bagunçados.

–Mas... Isso é que não é certo! Você não pode me dar dinheiro assim...

–Sou nobre, tenho dinheiro suficiente pra isso!

–Mesmo assim, eu não aceito! É seu dinheiro!

–Então a passagem que eu já comprei em seu nome vai ser perdida? Então quer dizer que meu dinheiro já foi jogado no lixo? –Guilherme levantou, seus olhos se encheram de lagrimas e ele correu em direção ao loirinho, dando um abraço forte naquele corpinho magro.

O castanho chorava como uma criança, voltaria para o Brasil, Max havia lhe ajudado a voltar para o Brasil, a reencontrar o amor da sua vida... A sair daquele inferno e a única coisa que o maior fazia era chorar, chorar como um bebê...

–Mas... Como você já comprou a passagem, se não saberia se eu ia ou não querer?

–Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você aceitaria. Você estava desesperado... E situações desesperadoras pedem medidas desesperadas. Eu sabia que você iria querer voltar, principalmente nessas últimas noites em que você ficava falando: “Manu” e “Manu” sem parar, o que isso significa?

–É... É o apelido do meu namorado... Max, você é o meu anjo da guarda... Mas, como eu vou conseguir sair desse internato do inferno!

–Você deve saber que eu estou há anos aqui! Eu sei de todos os macetes e essa noite mesmo, você vai se ver livre desse internato... E na segunda pela manhã, você vai se ver livre da Inglaterra.

[...]

Aquela inusitada família estava feliz. Fernando estava sorridente, sentado a mesa e terminando de enviar um e-mail importante pelo celular, deixando o seu prato de comida esfriando. Maria Luiza falava alguma bobagem que fazia o loiro rir. Carlos já frequentava o apartamento do amado e já tinha ganhado a filha do patrão há um tempão. Os almoços em família eram feitos todos os sábados, por exigência de Carlos. Fernando sempre gostava do trabalho e se pudesse viveria na empresa, mas Carlos disse que era mais saudável ele tirar dois dias para descanso do que só um. O moreno fez birra no início, mas depois de alguns afagos do loiro, acabou cedendo e agora era assim, almoçavam no sábado e ficavam a tarde inteira juntos, no domingo se falavam por telefone e às vezes saíam à noite e durante a semana tinha toda a rotina de trabalho e claro, algumas escapadinhas para os motéis.

–Pronto, e-mail enviado... De que vocês conversavam? –Perguntou o moreno guardando o aparelho celular.

–Estávamos lembrando-se da reação do Carlos ao ver aquela garçonete dando bola pra você, papai. –Falou a garota sorrindo. –Ele queria levantar e ir embora.

–Você não viu o jeito que aquela mulher te olhou? –Falou o loiro levemente vermelho. –Deu uma vontade de mandar ela se preocupar com o emprego dela e não ficar olhando os homens que vão jantar lá...

–Mas ela não estava olhando pra qualquer homem, ela estava olhando para mim... –Falou o moreno se achando e Carlos revirou os olhos com aquela afirmação.

–É... Talvez o senhor Fernando seja bom demais para um jovem secretário executivo. –O maior riu com as suposições do menor e Maria Luiza começou a se servir.

–Vamos almoçar logo, estou morrendo de fome...

Logo o casal também começou a se servir daquele almoço maravilhoso feito pela empregada de Fernando.

–E então, a nova empresa do almoxarifado é mais séria que a antiga? –Perguntou Carlos olhando para os olhos verdes do amado.

–Vocês não vão falar de trabalho, aqui não né? Por Deus... –Reclamou a menina fazendo os dois ficarem sem assunto. –Pai, o senhor sabia que eu tô namorando? –Informou a garota fazendo o maior se engasgar com a própria comida e ter que tomar quase um litro de água depois.

–Namorando? Que história é essa?

–Quem é o gatinho? É da sua escola? –Carlos deu corda e recebeu um olhar reprovador do maior.

–É, é um menino da minha sala, ele é bem legal e parece com o Carlos... Sabe loiro e com os olhos bem expressivos.

–E... Esse garoto disse que vocês são namorados? –Perguntou Carlos.

–Disse e nós estamos nos dando bem até agora, ele é um pouco ciumento...

–Pelo visto, é parecido com o Carlos mesmo! –Comentou o maior, ainda chocado.

–Os ciumentos são os melhores... –E antes que o assunto terminasse a campainha tocou.

–Cássia, atende a porta, por favor! –Falou Fernando chamando a senhora que trabalhava pra ele.

–Já vai, seu Fernando... –Logo a mulher passou pela mesa onde os três almoçavam e foi até a porta principal do apartamento. E a mãe de Maria Luiza apareceu ali, com os fios loiros e uns óculos de sol. Carregava uma pequena bolsa e já foi entrando como se morasse ali.

–Ahh, que inferno que é esse país! Já estou morrendo de saudades da neve de Nova Iorque. Fernando, onde está a minha filha? –Gritou da sala e logo ouviu a filha a chamar e foi até a sala de jantar, vendo uma cena inusitada.

Fernando sorridente, em pleno sábado almoçando em casa, Maria Luiza com uma roupa que não era preta e sim, vermelha e com um sorriso gigante no rosto. E um loiro desconhecido que parecia bem a vontade ali. A mulher se surpreendeu e logo foi até onde a filha estava sentada.

–Vamos, meu amor... Mamãe te trouxe uns presentinhos... Fernando a conta chega no fim do mês tá?

–Espero que seja só dos presentes da minha filha, Andreia...

–Não seja muquirana! Então filha, vamos?

–Estou almoçando aqui, com o papai e... Com um amigo dele...

–Papai? Pelo visto esse tempinho longe, muitas coisas mudaram, hein? Vai desejar morar com o seu pai, agora também? E me largar sozinha?

–Pra falar a verdade, ela quer sim morar comigo. –Sorriu vitorioso o empresário. E Andreia se desesperou, a possibilidade da sua mesada desaparecer era muito grande se Maria Luiza ficasse com o pai.

–Esse tipo de assunto, não é para ser tratado na frente de estranhos! –Comentou Andreia exaltada e logo Carlos ficou envergonhado e quis sumir dali. Fernando olhou para o loiro e depois encarou a mulher que estava nervosa. –Quem é esse loirinho?

–Ele trabalha para o papai.

–E agora o seu pai traz empregadinhos para a casa, realmente tudo virou de pernas pro ar!

–Ele não é empregadinho do meu pai, mãe!

–Ele é o que então?

–Eles são... Amigos... Bons amigos! –Falou a menina se exaltando... Andreia agarrou o braço da garota e Fernando ameaçou levantar, pondo as duas mãos espalmadas na mesa. Andreia percebeu a aliança no dedo do maior. Uma aliança prateada na mão direita e imediatamente olhou para a mão do loiro que estava também com uma aliança prateada.

–Vamos para casa e conversamos... Depois você decide se fica com seu pai e comigo!

–Você não pode exigir isso da nossa filha, Andreia! Ela decidi se vai ou se fica!

–Eu vou, pai... –Falou resignada a menina, que logo levantou e prendeu os cabelos. –Vou pegar todas as minhas coisas e vir para cá! –E juntas as duas mulheres saíram. Andreia revoltada pela possibilidade de perder o sue dinheiro mensal e Maria Luiza revoltada com a agressividade da mãe, os papeis se invertiam na cabeça da garota... A mãe que antes era carinhosa e amorosa, agora era agressiva e pouco ligava para a filha e o pai que antes era o agressivo, agora era a figura carinhosa.

[...]

Bernardo estava arrumando sua última mala. Naquele mesmo dia pegaria um voo para Los Angeles onde as primeiras audiências do processo aconteceriam, Durante os dois meses anteriores ao processo, Alberto quase não dava bola para o ator e Bernardo tentou de tudo para chamar atenção do ruivo.

Levou ele para a mesma casa onde os dois foram uma vez, usou uma sunga de couro bem sado masoquista para ver se o ruivo se animava. Tentou de todas as formas fazer o ruivo esquecer um pouco o processo e ir se divertir com o moreno, mas Alberto era muito compenetrado e sabendo que o processo iria acontecer logo e ele não havia feito nada de tão espetacular, precisava daqueles dois meses para fazer todos os seus argumentos, pensar nos possíveis contra-argumentos, chamar testemunhas, ver o que o Bernardo poderia dizer, analisar o que daquilo seria interessante, ver as possíveis acusações da empresa, ver o testemunho dos chefes. O caso era complexo demais, mexer com a lei norte-americana era difícil, mas Alberto sempre tirou de letra.

O moreno ouviu a campainha tocar e imaginou ser o ruivo. Logo um sorriso travesso surgiu em sua face e ele retirou a camisa. A última mala já estava arrumada. A campainha soou novamente.

–Já vou! –Falou e logo abriu a porta, mas o seu sorriso morreu ao dar de cara com o seu irmão. Nathan Mark estava ali, em sua frente, com olheiras gigantescas e um sorriso meio cansado. –Nate? Tudo bom?

–Você sempre pelado pelo meio da casa... –Reclamou o moreno entrando e logo se sentando no sofá velho de Bernardo, o ator acompanhou e sentou-se ao lado do irmão.

–Aconteceu alguma coisa? Você parece abatido!

–Estou com saudades do meu filho... –Era incrível ver o poderoso Nathan tão entregue assim, mas Guilherme sempre havia sido seu grande tudo, mesmo que rigoroso e até um pouco desleixado, Nathan sempre amou o filho, embora da sua maneira torta. –Ele tá longe de mim a meses, e sabe... Ele já fez dezoito anos... Ficou de maior e eu nem liguei pra ele...

–Ué... Traz ele de volta? Imagina como ele deve tá infeliz, Nate... Poxa, ele não conhece ninguém, mal sabe falar o idioma. –Na verdade, Bernardo sabia que Guilherme era sociável e logo conheceria alguém e também que ele sabia muito bem se comunicar em inglês, mas vendo a situação de Nathan, era capaz do empresário desistir e tirar realmente o garoto de Londres.

–Não posso Bernardo... Ele tem que se livrar dessa doença, já me basta o meu irmão sendo gay, eu não quero que o meu filho também compartilhe desse mal.

–Até quando você vai ficar com isso de mal, Nathan? Eu já te expliquei, isso vem com você não é doença!

–Não! Você sempre foi normal até os doze anos, Bernardo! –O empresário levantou exaltado. –Até aquela maldita noite de seu aniversário de doze anos...

–Nate... Eu já disse que eu sempre fui daquele jeito, você que nunca tinha notado porque nunca deu bola pra mim! Nunca ligou pra mim...

–Mentira! Você fez aquilo... Depois que ficou doente desse jeito... E eu não permito que o meu filho também seja um doente maldito igual ao tio!

[...]

Carlos caminhava rapidamente até chegar ao apartamento simples de Emanuel. Fazia um bom tempo que o loiro não via o loiro maior e precisava conversar com ele. Ao chegar à porta do apartamento do maior, Carlos tocou a campainha e logo o loiro com a barba grande e um cigarro na boca apareceu. Sorriu ao ver o amigo e o abraçou. Carlos o encarou sem saber o que dizer. Emanuel era um desleixado na época da faculdade, além de beber e fumar, também não ligava muito para a aparência, tinha todos os que queria ao seus pés.

–Manu? Que diabos é isso, você voltou ao fumar?

–Voltei...

–Por que? Você disse que se sentia bem melhor sem os cigarros! –O loiro menor entrou e viu a bagunça da sala. Emanuel não era uma pessoa altamente organizada, mas ainda assim preservava o limpo. –Manu!

–Qual é, Carlito... Vai ficar me regulando, nem na faculdade você era assim... E é por que a gente ficava bem mais horas juntos...

–O que diabos aconteceu com você? Olha essa barba, essa baderna, essa droga enfiada na sua boca... –O menor olhou para o lado e viu uma garrafa de vinho vazia e ainda tinha duas caixas de pizzas, uma bem velha toda mofada e outra menos velha, mas também mofada. –Olha só essas caixas de pizza, por Deus, Manu isso aqui fede!

–Minha vida tá uma porra, Carlito! –Falou o maior tirando o cigarro da boca e jogando no chão e pisando. –Tudo desandou faz uns meses e você... Você simplesmente me largou!

–Não, Manu! –O loiro menor foi até o professor e o abraçou. Manu chorou levemente sobre o ombro do menor e sentiu a força do abraço do amigo. –Você... Nós... Nós partimos pra rumos diferentes... Você foi trabalhar e eu também, nós precisamos disso pra sobreviver, mas todos os dias eu pensava em você... Você... Você é meu melhor amigo, foi meu primeiro beijo... Eu te amo, acima de qualquer coisa... –O menor se separou do loiro e ficando nas pontas dos pés deu um selinho no professor que agora parecia mais calmo. Carlos sentou no sofá e deitou a cabeça do amigo em seu colo, mexendo nos fios aloirados dele.

–Eu fui demitido... –Revelou com um meio sorriso e de olhos fechados, principalmente pra não ver o olhar de Carlos e por estar se sentindo bem com a massagem no cabelo.

–Por causa do garotinho? Ele te deu problemas?

–Não... Ele viajou faz tempo e eu acabei metendo os pés pelas mãos, não foquei no trabalho e... Bem... Isso me fez ser demitido...

–Você tá precisando de ajuda? Sabe, eu tô ganhando bem e acho que dá pra dar uma ajuda...

–Não, eu tô de boa, aquele meu tio anda me ajudando... Sabe, em troca daqueles favores...

–O tio pervertido?

–Não... O tio velhinho, aquele que precisa de gente pra concertar aquela casa dele, que mais parece possuída pelo demônio! –O maior riu, fazia semanas que ele não ria. E aquilo foi bom demais pra ele.

–Pelo menos, não é aquele nojento pervertido! Você quer que eu venha passar uns dias aqui? Sabe, pode ser bom pra você e pra mim... Eu também tô pensando em sair um pouco de casa...

–Acho melhor não, aqui tá essa zona, mas logo eu melhoro, ok... Me conta de você...

–Estou noivo! –Mostrou o anel para o loiro que sorriu, Emanuel sempre soube que Carlos sonhava em casar e ter um relacionamento bem sólido. –Quer dizer, não é bem noivo, só estamos em um relacionamento sério...

–Você e o patrão? –O loiro menor acenou que sim. –Poxa, que legal... Se não der certo, pode processar ele e vai ganhar uma grana! –Sorriu o maior e recebeu um tapinha de leve na cabeça do menor.

–Não vai jogar praga no meu namoro!

–Quero dormir, Carlito...

–Vai tomar banho então, tira essa barba e eu deito contigo na cama... –O loiro maior sorriu e logo levantou encaminhando para o banheiro. Carlos e Emanuel eram tão amigos, que até dividir cama não afetava nenhum pouco o coração de nenhum deles!

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! Pois é, gente... Max desistiu do sexo com o Gui, se fosse eu não teria desistido, mas o Max é muito integro e então o que vocês acharam dessa atitude do loirinho? O Gui fala "Manu" enquanto dorme, quanto amor né? Como vocês acham que o Gui vai conseguir sair do internato? Andreia voltou e levou a filha consigo... Será que ela vai envenenar a menina mais uma vez contra o pai, ou Maria Luiza já está curada? E não é que a megera percebeu as alianças... Isso será um problema para um dos nossos casais? Nathan e Bernardo, os dois irmãos... Nathan sente falta do filho, mesmo assim não cede... O que vocês acham do Nathan? Huum, pelo visto aconteceu alguma coisa com o Nathan e com o Bernardo no aniversário de 12 anos do Bê, o que teria acontecido hein gente? Palpites? E os dois amigos da fic voltaram a conversar... Saudades da amizade Carnuel? São uns lindinhos né? Manu na fossa, mas será que ele saí logo? E será que se o Carlos fosse morar com o Manu, será que o Fernando ia aceitar de boa? Nossa, advogado não apareceu diretamente nesse capítulo, sentiram falta dele? No próximo ele dá o ar de sua graça! - GENTE, EU ESTOU COM UM GRUPO NO FACE E QUERO A PRESENÇA DOS LEITORES, NÃO É UMA OBRIGAÇÃO, MAS EU QUERIA MANTER CONTATO COM O MÁXIMO QUE EU PUDER... OLHA TÁ AQUI O LINK DO GRUPO, OLHEM E ENTREM, POR FAVOR! https://www.facebook.com/groups/225119220990657/ - COMENTEM E RECOMENDEM!