The Truth About Love!

8 VIII- Reconciliações


Notas iniciais
Capítulo fresquinho e como o nome já diz: Temos reconciliações!
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Vamos aos agradecimentos? Obrigado!
Usacchi, Giovana, Reir, Amanda, Misaki, Lucão, Kerolinny, Law The Bitch One e Pkena! Valeu menos seus lindos do Sketcher!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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PRÓXIMO CAPÍTULO: 13 de março. (Estou doente!)

Passou um mês! Um mês de sofrimento para uns, de ressentimentos para outros e de muita solidão na vida amorosa dos nossos seis belos rapazes! Guilherme voltou para a casa do pai. Nathan o recebeu com beijos, abraços e um belo puxão de orelha. Algo como: “Porque você fez isso, seu moleque inconsequente?”.

Mas para a felicidade dele, não levou nenhuma agressão. Por sorte não disse onde estava e quando a polícia veio colher o depoimento, ele mentiu dizendo que estava numa casa abandonada, num terreno esquecido, num bairro pobre da cidade. Deu o endereço, ele conhecia aquele lugar. Era perto da casa de Emanuel, mas ninguém iria reparar.

Depois da volta para casa, seus dias eram uma chatice. Não tinha mais as aulas particulares com o professor de matemática e a relação dos dois era apenas de aluno e professor. Poucas vezes se falavam além do assunto de números e os beijos estavam escassos por todo esse tempo.

Já a vida do professor não era menos chata! Emanuel recebia o desprezo do aluno sempre que podia. Guilherme era tão arrogante quanto o próprio senhor Nathan Mark. Aliás, como foi péssimo o primeiro encontro com o sogro. Se é que ele ainda poderia chamar de sogro!

Senhor Mark era o que poderíamos classificar como o todo poderoso, o Deus, o membro mais importante de toda a sociedade mineira. Para ele, o mundo girava em torno de todo o dinheiro que ele possuía. E isso era uma das “qualidades” que Emanuel mais desprezava. O amor pelo dinheiro.

Numa manhã de aulas comuns, Emanuel estava decidido a ter uma conversa seria com o castanho. Desse dia em diante, Guilherme iria ter certeza se queria Emanuel para sempre ou se os dois nunca mais trocariam olhares mais amorosos na vida.

Era uma manhã chuvosa na capital mineira. As primeiras aulas seriam na turma de Guilherme e Emanuel já sabia exatamente o que fazer. O professor entrou na sala como todos os dias, sorridente e colocando a mochila sobre a mesa.

–Bom dia, galerinha!

–Bom dia, senhor Cavalieri.

–Estou com as provas aqui. –Emanuel usava uma camisa social e um jeans bem marcado na frente, que ele havia percebido que o olhar do menor tinha ido naquela região. –E como eu vou precisar corrigir, vou passar um trabalhinho aqui, para ajudar na notinha dos incompetentes. –Os alunos riram, o professor Cavalieri era gato, divertido e sabia ensinar muito bem.

O maior escreveu números de páginas e questões na lousa e mandou os alunos anotarem. Eram muitas páginas e questões. Tomaria toda a primeira aula.

–Bem, eu vou ficar por aqui. Qualquer dúvida os monitores irão ajudar! Podem ir.

Os alunos levantaram e começaram a sair. Guilherme estava verdadeiramente lindo. Os fios haviam crescido um pouco, batiam quase no final da nuca e estavam cada dia mais brilhantes. Ele usava um casaco sobre o uniforme e um jeans de lavagem bem clara.

–Senhor Mark. –Guilherme virou assustado. –Tem algo na sua prova que eu preciso rever, poderia ficar por alguns minutos?

–Ah... Claro. –Guilherme voltou e sentou na frente da mesa do professor.

Os alunos saiam lentamente e Emanuel mexia nas provas como se não estivesse ligando para presença do menor ali. Todos saíram e ficaram apenas aqueles dois.

–Poderia fechar a porta?

Guilherme se levantou e foi até a porta fechando-a. Emanuel se levantou também, com a prova do aluno na mão.

–Parabéns pelo sua nota dez!

Guilherme estava se esforçando para não depender de Emanuel e sempre tirava notas boas em matemática.

–Era isso? Senhor Cavalieri.

–Calma. –Emanuel colocou o papel sobre a mesa e escreveu um zero bem grande na prova. Na verdade, aquela era uma cópia da prova. A original não estava nem com a nota ainda. –Melhorou agora? Nota zero.

–O quê? Não pode fazer isso! É abuso de poder!

–Claro que posso, eu posso tudo!

–Deixa meu pai saber disso.

–Esquece, seu pai! –Emanuel puxou o braço do menor com força, deixando a marca dos dedos sobre o pequeno pulso e sentou ele com agressividade sobre a mesa. –Quando você vai entender que seu pai não tem nenhum poder sobre você?

–Mas... Eu respeito ele!

–Respeita ele é? –Emanuel se aproximou, daquele jeito perigoso, com aquele sorriso fácil, com aqueles pelos excitantes que ele tinha espalhados pela barba, se pôs entre as pernas de Guilherme e roçou os pelos da barba na bochecha sem pelos do menor. –Pode respeitar, mas é a mim que você ama, não é?

–É sim! –Falou vencido o aluno!

[...]

A situação entre Bernardo e Alberto também não era das melhores. Bernardo não sabia mais nada sobre o ruivo. Alberto havia sumido do mapa! Sempre que o moreno iria procurar o ruivo em seu apartamento ou no escritório tinha sempre a mesma resposta. “O Senhor Duarte está de férias e não podemos informar onde!”

Que Droga! Alberto havia saído de férias e ninguém podia dizer para onde? Isso só poderia ser obra dele, nesse longo mês sem ver o seu querido ruivinho. Bernardo trabalhou arduamente. Talvez todos os dias ele fodesse algum dos atores gringos que ele adorava. Bernardo amava os atores gringos. Os brasileiros eram bonitos, sexys e com corpos atraentes, mas não sabiam gemer e o sexo era sempre muito forçado, principalmente pela base de atuação deles ser muito pouca. Já os gringos, Bernardo fazia o que queria que eles sempre desejam mais. E como Bernardo era uma verdadeira máquina de sexo, ele fodia com força, forte e mostrava para os gringos o que um pau brasileiro podia fazer.

O mês se passou todo em trabalho, mas Bernardo não conseguia esquecer aqueles fios alaranjados, aquela barba ruiva tão bela, aqueles olhos claros que encantavam, aquela voz irritante e briguenta, aquele prazer que o ruivo tinha em dizer “não”, “nunca”, “jamais” e no final sempre fazer o que o moreno queria. Talvez, o moreno gostasse tanto do advogado pelo fato da beleza dele ser bem europeia, mais a sua essência e principalmente o temperamento do belo ruivo serem bastante brasileiros. Bernardo amava essa mistura de exterior com o nacional e nenhum dos atores que ele já teve o prazer de fazer gozar com suas estocadas conseguia se igualar ao seu belo advogado.

Alberto resolveu sumir depois das mentiradas de Bernardo. Sua cabeça estava em um nível alto de quase explosão e seu coração estava extremamente machucado. Bernardo era um... Monstro. Um ser que não tinha sentimentos que só pensava em si mesmo, isso mesmo! Bernardo era um egoísta! Que só queria saber de transar pelo dinheiro e de mentiras para não dizer sua verdadeira origem, como um Mark, um herdeiro de um império iria trabalhar com o pau? Sendo quase um garoto de programa?

E ainda mentir a identidade e tentar abrir um processo com documentos falsos. Era muita ira para um advogado só. E antes que Alberto explodisse de ódio, ele saiu de férias. Nada como um mês inteiro em Londres. Ahh, pacata Londres. Anos e anos de história. De glória. Um brilho sem igual, talvez Londres só perderia para Paris no aspecto de cidade incrível. Alberto era um apaixonado por Paris. De tanta paixão, ele achou melhor nem visitá-la. Já conhecia Paris inteira! Melhor era se encantar pela beleza e o clima londrino. Aquele frio incrível que só Londres possuía. Aqueles monumentos, aquela história graciosa.

Alberto gastou talvez todo o dinheiro que ganhou em um ano apenas em um mês visitando Londres, mas isso não arranhava nem a superfície! Seu dinheiro era algo quase inesgotável, se resolvesse parar de trabalhar hoje, ainda teria dinheiro para uma vida inteira. Talvez parar de trabalhar não! Alberto amava advogar. Era sua vida estar num tribunal, expor opinião, argumentar, questionar, discutir e principalmente. Ganhar uma causa. Não havia nada mais incrível do que ganhar uma causa e receber por isso, mas como tudo que é ótimo dura pouquíssimo, ele teve de voltar para o Brasil.

E logo que chegou, viu na internet, o novo filme que seu belo moreno havia feito no período que esteve viajando. Bernardo estava na capa, com uma cueca dourada que mal cobria as partes intimas daquele corpo incrível. O olhar safado, o sorriso sacana, aqueles braços incríveis. Alberto resolveu assistir a primeira cena. Era gravada em um quarto que parecia de motel. Tinha dois homens na cama, se beijando e se tocando. Até Bernardo entrar. Com uma calça colada ao corpo e o dorso todo ensopado de óleo. E ali ele fez aquilo que era pago para fazer. Transou com os dois homens ao mesmo tempo e sem deixar os dois no tédio. Só Bernardo para ser tão incrível ao ponto de dar prazer aos dois. E aquilo foi à gota d’água!

Alberto pegou o carro e dirigiu rapidamente até o apartamento singelo do ator. Entrou no prédio residencial e subiu até o andar onde o apartamento do mais novo. Tocou a campainha.

–Oi... Alberto?

–Surpreso? –Indagou o menor revoltado.

–Sim, você some e eu não tenho notícias suas durante todas estas semanas e aí você aparece na minha casa do nada?

–Não vai me convidar para entrar?

–Claro. –Bernardo deu espaço para o menor entrar.

Alberto entrou e se assustou com o apartamento. Estava tudo na mais perfeita ordem, não havia roupas pelo chão, copos com bebidas variadas, restos de pizzas ou coisas quebradas. Tudo estava na mais perfeita ordem.

–Legal... Até que enfim um dos teus vadios fez o favor de arrumar essa zona. –Alberto olhava tudo com certo espanto, ira e confusão. Até sentir os braços fortes circundarem sua cintura e a boca ágil ao seu pescoço.

–De que adianta, se o meu vadio favorito fugiu de mim?

–É... –Tentou parecer forte, mas ele já arfava sentindo os leves beijos do maior. –Como foi fazer seus filminhos de novo?

–Ciúmes?

–Não! Absolutamente... É... Se você... É... Pode piorar a sua situação na causa... É... Exatamente! –Inventou o menor.

–Nossa... –Bernardo sorriu com o ciúme do seu querido ruivinho, o maior virou o corpo do advogado e atacou o queixo do menor. –Adorei a sua desculpa esfarrapada!

–Seu insolen...

E o menor não conseguiu continuar, já que havia tido os lábios atacados pelo fugaz beijo do ator.

[...]

Talvez de todos esses ressentimentos e raivas, as maiores foram a do nosso terceiro possível casal. Carlos estava extremamente magoado, tão magoado que se visse aquele homem na sua frente seria capaz de passar o restante de seus dias na cadeia. Carlos logo depois que foi demitido conseguiu um trabalho de secretário numa empresa de advocacia do centro de Belo Horizonte.

Seu novo trabalho era bem menos pesado, porem o salário era menor, mas ele não ligava. Sua chefa era uma mulher de cerca de quarenta anos, uma mulher bonita para as daquela idade, mas muito pouco feminina. Poderia ser comparada com um sargento de gloss. Usava roupas sociais que deixavam o corpo dela desproporcional e as peças eram num tamanho maior que o dela. Nos fins de semana, fazia horas extras para conseguir mais um pouco de dinheiro para tentar saldar as dívidas, talvez esse fosse o seu grande defeito, gastar o dinheiro de maneira exagerada e mesmo que tivesse aprendido noções de economia e de administração financeira, não conseguia fazer isso com suas próprias despesas.

O domingo era o único dia em que ele podia ficar em casa, geralmente ficava com seus pais e suas irmãs. Iam a um parque próximo da residência, ou ao cinema, a única coisa que buscava no domingo era distração. As irmãs e a mãe sabiam que ele estava mal, mas não o motivo. Carlos não era muito aberto com a família, embora sua orientação não fosse aberta, ele sabia que os pais suspeitavam.

Mas chorar pelo chefe que lhe demitiu é uma coisa tão banal! O cara que você mais gostou em toda a sua vida, lhe demitiu por um motivo completamente torpe. Quem demitiria alguém por ser gay? Ainda mais depois de um beijão como aquele no shopping. Carlos podia ser gay sim, mas se aceitava e se amava. Não era um... Incubado. Como o ex-patrão. Isso mesmo, Fernando era um incubado. Pensava o menor com ódio.

Já Fernando, sua vida estava catastrófica, a maioria das novas secretárias, exatamente, novas e secretárias. Uma das cláusulas novas para se candidatar ao emprego era ser do sexo feminino. As garotas não suportavam dias no trabalho. Eram bagunçadas e pouco competentes.

Às vezes se pegava pensando no secretário mais aplicado e porque não, gato que já teve na vida. Carlos trabalha com um sorriso no rosto sempre, além de ser lindo e muito competente, fazia tudo que era mandado e sempre com responsabilidade e alegria. Era desse tipo de profissionais que ele sentia falta! Desse tipo de profissionais ou do loiro?

Além dos problemas com os funcionários da empresa, Fernando passava por uma barra em casa. Maria Luiza havia surtado com a notícia de que o pai havia demitido o funcionário mais legal de todos. Carlos e ela se deram muito bem e mesmo que por pouco tempo, eles gostavam muito. Além de ter feito um inferno, exigiu que o pai recontratasse o loiro e que fosse pedir desculpas a ele. Claro que Fernando negou, mas a garota era esperta e disse que se ele não fosse iria ficar sem falar com o pai, sem ir à escola e ficaria trancada no quarto até ver com seus próprios olhos, Carlos trabalhando novamente lá. E assim, Fernando teve que ir ver o menor. Óbvio que isso era um desejo interno dele, mas quando a pessoa quer se auto enganar coloca um motivo bobo a frente e o motivo era a birra da filha.

Logo que chegou ao pequeno sobrado onde vivia a família Moreira, foi recebido por um senhor loiro e alguns fios grisalhos, com uma aparência serena. Deveria ter quase sessenta anos.

–Pois não?

–Ah... Senhor Moreira?

–Isso, o que o senhor gostaria?

–Ah, eu sou o ex-patrão do Carlos e eu gostaria de falar com ele.

–Queira entrar, senhor...

–Fernando Malfitano, prazer. –O empresário deu a mão para o homem que logo apertou e mandou-o entrar.

Fernando entrou e viu a simplicidade do lar, porém era muito organizado e bonito. O sofá ficava de frente para a TV, com uma mesa de centro antes. O homem subiu as escadas e o empresário se acomodou no sofá.

Senhor Elias entrou no quarto do filho que estava transcrevendo um documento para o computador.

–Filho? Tem um senhor querendo falar com você.

–Um senhor? Quem?

–Disse que é o seu ex-patrão. Fernando!

–Ah... –O coração de Carlos pulou, ele não devia ter essa reação. Carlos fechou o cenho novamente. –Mande-o subir.

O homem saiu e logo o empresário estava entrando no quarto do menor. Viu a bagunça que ele já conhecia e ela havia lhe encantado, junto com os olhos verdes do loiro.

–Não repara na bagunça, você já até conhece. –Falou Carlos sem tirar os olhos do computador.

–É... Olá Carlos. Posso sentar aqui? –Referiu-se a cama.

–Se você pretender ficar muito tempo, pode sim. –Continuou na mesma posição.

–Eu gostaria que você me olhasse nos olhos, por favor.

–Não é mais meu patrão para exigir as coisas.

–E eu vim aqui, exatamente por isso. Carlos... Ah, eu sou péssimo em me desculpar, acho que todos os grandes empresários são assim também, mas eu necessito de você de volta. Você conseguia organizar minha agenda como ninguém e ainda era sempre bem humorado e a empresa necessita de profissionais capacitados e bem humorados como você.

–E de onde você tirou que eu ainda quero trabalhar para você? –Carlos virou e encarou aquele moreno que não via há tempos. Como Fernando conseguia ser sempre sexy? Ele usava uma camisa branca com os primeiros botões abertos, já que ali estava quente, a gravata frouxa e calça que sempre deixava aquele lugar bem privilegiado. –Eu estou em um ótimo emprego e ganho bem. –Mentiu.

–Se for pelo dinheiro eu te pago o dobro, reduzo seu período de hora e faço tudo que você quiser para permanecer na empresa.

–Não adianta fazer promessas, senhor. Eu não vou voltar.

–Como não. –Levantou-se e caminhou até onde o menor estava. –Você tem que voltar...

–Você não é ninguém para dizer o que eu tenho ou não de fazer...

–Claro que sou. –O maior agarrou os pulsos e levantou o corpo loiro deixando-o em pé. –E eu tenho algo para te dizer...

[...]

Guilherme estava deitado sobre a mesa da sala de aula, sem a camisa e o casaco apenas com o jeans e Emanuel estava sobre ele, mas com todos os trajes.

–A-Acho melhor agente parar... Alguém pode vir aqui, Emanuel.

–Me chama de professor.

–O quê é isso? –Riu o aluno. –Algum tipo de fetiche?

–Não. Só que eu amo os movimentos que sua boca faz quando você diz: professor.

–Saí de cima de mim, professor. –O menor disse a última palavra com sensualidade.

–Você ainda vai me deixar louco, moleque.

Emanuel levantou e tentou se arrumar. A camisa estava amarrotada e os cabelos despenteados. Por sorte as salas tinham paredes grossas e que inibiam os sons, mas os dois não fizeram nada além de alguns amassos. Guilherme levantou e vestiu o uniforme.

–Será que os alunos não estão sentindo sua falta?

–Claro que não, ninguém gosta de mim mesmo.

–Ohh, como sofre o garoto odiado por todos...

–É bom ser odiado por todos, quando se é amado pelo seu professor gato de matemática.

–Ahh... –Suspirou apaixonado. –Todas as vezes que você diz professor e gato na mesma frase eu me imagino preso e cheio de detentos querendo me “punir” por eu ter abusado de um menor.

–Tem menores que adoram ser abusados. –Insinuou o mais novo agarrando o pescoço do professor. Suas mãos passeavam pela nuca e cabelo do maior.

–Sério?

–É... E o seu aluninho aqui é um, Professor!

Se beijaram com volúpia, mais uma vez, naquele dia.

[...]

Já Bernardo e Alberto tinham feito bem mais que o professor e o aluno. O ruivo estava deitado olhando para o teto do quarto do apartamento de Bernardo. O anfitrião estava ao seu lado, mais olhava para a janela. Alberto pensava em como era fácil com aquele moreno, bastava Bernardo estalar os dedos e ele já estava lá babando pelo ator.

–Ah... Porque eu sou tão idiota?

Gritou com ódio, nem ligando para o ator que estava ao lado. As roupas estavam pelo chão e uma camisinha aberta no criado-mudo.

–Você não é idiota, só é apaixonado.

–Apaixonado? Eu?

–Também poderá, eu sou muito irresistível.

–Se liga, idiota!

Alberto empurrou as costas do maior que acabou por cair no chão, mas como estavam enrolados com o mesmo edredom o maior levou consigo deixando o ruivo despido. O advogado se sentiu envergonhado e tentou se cobrir com as mãos, enquanto maior levantava.

–Ahh, para de doce, eu já fiz bem mais do que ver você pelado.

–Porque tu és sempre tão insensível?

–Eu sou insensível?

–Me trata como um desses teus putos idiotas.

–Você não pediu para ter tratamento de princesa.

–Argh! Quer saber, eu vou embora.

Alberto levantou e começou a catar as roupas no chão. Quando abaixava o tronco, Bernardo o via completamente exposto e seu membro dava sinal de vida. Deitou na cama e ficou a encarar o menor catar as roupas.

–Uau, quando você se abaixa fica tão sexy!

–Cala a boca, Bernardo.

–Só fica mais sexy quando fica gemendo bem alto: Ahh Bê! –Falou ignorando o mais velho.

–Eu mereço isso, tchau tá! –Alberto já terminava de vestir a camisa e Bernardo levantou agarrando pelo pulso.

Nudez era algo completamente normal na vida do ator, ficar pelado em casa era algo que ele costumava fazer e fazer isso na frente de pessoas também era moleza, claro, com a ajuda que a natureza lhe deu. Era até fácil ficar pelado.

–Me solta... E se veste pelo amor de Deus!

–Você adora me ver assim.

–Desisto!

Alberto conseguiu se desvincular dos toques do maior e ia em direção a porta quando foi surpreendido.

–EU TE AMO! Se é isso que você quer ouvir, então escuta.

–Vo-Você tá dizendo isso da boca para fora! –Disse encarando o chão envergonhado.

–De que adianta eu me enganar, hein? Você é a única coisa que eu me faz continuar nesse mundo idiota. Você acha mesmo que eu gosto de tudo isso! Ter um irmão que sente vergonha de mim, uma profissão que é motivo de vergonha. Eu sei, eu faço isso porque eu quero, mas é a única coisa que eu faço bem. E nem isso mais estou conseguindo!

–Co-Como assim? –Perguntou ainda estático.

–Todos os dias, antes de gravar. Eu tomava pílula para ereção, alguns atores tomam, para garantir a ereção, mas eu nunca tinha precisado disso antes, mas...

–Mas?

–Eu não conseguia me excitar vendo aqueles gringos idiotas ou qualquer coisa que costumava me excitar. Porque nenhum deles era você. Nenhum deles tinha o seu poder sobre mim! E porra, se isso não for amor, eu não sei que droga é!

Alberto virou para encarar o maior, ele estava sentado sobre a cama e olhava com os vidrados. O mais velho olhou aquele corpo, aquele rosto, aquele sorriso sacana não estava ali. Estava apenas os olhos de gatinho assustado. Como se caso ele fosse embora, tudo iria não passar de um devaneio.

–Se-Se você estiver me enganando, eu juro que acabo com essa sua vida miserável de puto pornô. –Bernardo sorriu.

–Não tem como não amar esses seus esparros, doutor! –Alberto sorriu e ele sabia que aquilo iria acabar daquele jeito de sempre.

Correu para os braços do ator e beijou aqueles lábios miseráveis de puto pornô.

[...]

–Algo pra me dizer? –Perguntou muito perto do empresário. Aquilo era perigoso demais. –Então... Diz!

–É... Podemos sentar?

Ambos sentaram na cama, um ao lado do outro. Carlos estava assustado, o que seria que seu ex-chefe iria dizer?

–Nossa, Carlos... Vo-Você não só foi um incrível profissional, como... Conseguiu fazer coisas acontecerem comigo, que poucas vezes aconteceram.

–Eu não estou entendendo, Fernando.

–Carlos, você é mais que um profissional pra mim... É como um... Amigo!

–Amigo? –Talvez aquela definição não estava tão boa para o menor. –Isso não muda nada entre nós. Eu ainda vou permanecer no meu serviço.

–E isso mudaria?

–Isso? O quê?

–Isso!

Fernando agarrou os fios aloirados do menor e puxou a boca dele para entrar em contato com a sua. Carlos não correspondeu ao beijo devido ao espanto, mas logo ele sentiu a língua do moreno pedindo espaço naquele beijo, Carlos estava com os olhos abertos e percebeu que Fernando estava com os olhos fechados e parecia certo do que estava fazendo, o loiro passou a corresponder ao beijo apaixonado que o moreno lhe deu. O beijo era ágil e apaixonante, Carlos segurava a nuca do empresário que segurava o cabelo loiro do secretário.

–Então... Isso muda alguma coisa? –Perguntou o moreno ofegante.

–É... Talvez sim, mas você vai continuar me ignorando depois?

–Acho que não, te vejo amanhã naquele mesmo horário. –Perguntou o maior já de pé. Arrumando a roupa e deixando claro que estava excitado.

–Pode ter certeza que vou estar lá.

–Bem, tchau.

–Tchau!

O empresário foi embora e o loiro mandou um e-mail pedindo a demissão. Carlos estava extremamente feliz com as novidades do dia. Talvez agora os nossos seis belos rapazes consigam manter esses “contatos” mais íntimos, ou não!

Notas finais
Agora os capítulos serão assim: Com cenas cortadas, gostaram dessa nova forma? Espero que sim!
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Qual a melhor reconciliação? Comentem a favorita de vocês e também as outras né? kkkkkk
Guilherme e Emanuel na mesa da sala de aula, que perigo!
Alberto e Bernardo transaram na casa do ator, nossa que fogo desses dois!
E Fernando foi mega fofo indo até a casa do Carlito e pedindo para ele voltar!
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COMENTEM MEUS AMORES!