The Truth About Love!
9 IX- Árvore, Escritório e Jantar!
Notas iniciais
-
DESCULPAS PELO ATRASO DE DOIS DIAS, MAS EU TENHO EXPLICAÇÃO: Gente, eu fiquei doente. Até fui no hospital e aí já viu né, não deu para escrever, mas eu voltei!
-
Agradecimentos? Muito obrigado aos lindos!
A Crazy Girl, Nessie, Giovana, Lucão, Usacchi, Nanacat e Law The Bitch One! (Sentindo falta da galera que comentava antes e sumiu!) Obrigado lindos do Sketcher!
-
Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
-
ESSE CAPÍTULO É DEDICADO ESPECIALMENTE À: DeMat que recomendou a fic e eu amei! Quem quiser recomendar, fique a vontade!
Era mais uma manhã fria de sexta-feira. Carlos estava terminando de se preparar para o trabalho. Terminava de abotoar a camisa branca formal e ajustar o cinto da calça. Estava radiante de felicidade, afinal ele e o chefe estavam muito bem, obrigado.
–Que sorriso lindo, meu amor. –Disse a mãe do loiro.
–Voltei para o trabalho antigo, mãe. Estou radiante! –O loiro explicou se arrumando em frente ao espelho do guarda-roupa.
–Estou vendo, soube que o seu chefe é muito bonito.
–E...
–E nada, só estou comentando! –Explicou.
–Ele é bonito mesmo. –Maria sabia que o filho era gay e talvez até o pai soubesse. –Mas é meu chefe e eu trabalho para ele. –Comentou mais para si do que para a mulher.
–A vida tem uma magia incrível, meu amor.
–Ok, Bruxa de Blair, eu tenho que ir. Estou atrasado. –Brincou com a mãe dando um beijo fácil na testa da mulher. –Eu te amo.
–Eu te amo mais!
O jovem saiu apressado para o trabalho. Correu até o ponto de ônibus mais próximo e esperou que o seu passasse. Felizmente, seu ônibus passava rápido, devido aos poucos trajetos e assim, levava menos pessoas e era mais rápido que os normais. Chegou cedo à grande empresa automobilística. Desceu e foi até a cafeteria mais próxima comprar o sagrado cappuccino do chefe. Correu para o elevador que já estava quase cheio, ele não estava atrasado, mas gostava de chegar cedo e organizar tudo na mesa do chefe e colocar o cappuccino do devido lugar.
O elevador parou no andar desejado o último e ele correu para a última sala. Abrindo a porta, deu de cara com o dono dos seus pensamentos em sua mesa. Fernando estava com os óculos de leitura, os cabelos levemente úmidos e a roupa social que sempre deixava ele incrivelmente lindo e sexy. Olhou de soslaio para o loiro que entrou na sala.
–Está atrasado! –Brincou o chefe.
–Desculpe, patrão. Eu tive alguns contratempos. –Entrou o menor deixando o cappuccino sobre a mesa e sentando na bela cadeira de couro que ficava ali a frente. –Porque chegou tão cedo?
–Tinha que resolver alguns grandes problemas, as ultimas secretárias eram tão bagunçadas que seu quarto perdia para a bagunça delas... –Riram. –Resolvi organizar algumas coisas para não te deixar sobrecarregado...
–Fico lisonjeado em ver o patrão fazendo o serviço do subalterno. –Riram de novo.
–Você nunca foi um simples subalterno.
–Bem, eu tenho que organizar meu trabalho não? –Revelou o loiro levantando e indo em direção a porta.
–Carlos... Espere. –O loiro parou e voltou ficando perto da mesa, o empresário agora estava em pé. –Eu... Eu nunca estive com outro homem antes... Eu não tenho ideia de... Eu não sei como devo prosseguir... É... Não sei se você precisa de um pedido de namoro... –Aquilo fez o loiro gelar. –Ou se nós estamos bem assim como estamos e eu... Eu queria saber sua opinião, estamos namorando, ficando, nos conhecendo... Poxa, eu não tenho ideia.
Ver Fernando falando deixava Carlos extremamente abobado. O grande empresário se enrolando com palavras era algo muito raro de ver e ainda, meio que, se declarando para ele. Seria grandioso, se não fosse tão assustador!
–Então... O senhor...
–Me chame de você, quando estivermos a sós. –Interrompeu o moreno.
–Você... Você quer saber o que temos, é isso?
–É... Mais ou menos!
–Bem, isso é algo que temos que discutir entre nós. Sabe, eu não posso decidir isso por nós, entende? –Revelou o loiro extremamente feliz por dentro e com calmaria por fora. Fernando estava se declarando e quase propondo compromisso.
–Então... Que tal um jantar naquele restaurante aqui perto, para discutirmos sobre isso, eu estou mesmo confuso.
–Como um encontro? –Radiou o loiro.
–É... Parecido com isso!
–Então, sim. Hoje à noite? –O moreno assentiu. –Ok, eu venho às nove.
–Não, não tem necessidade de vir, eu vou te pegar em casa, afinal não seria um encontro se eu não fosse. –O loiro sorriu.
–Ah... Tudo bem, eu vou para minha sala. Qualquer coisa é só chamar! –Avisou o loiro já quase saindo.
–Espera! –O maior fechou a porta, que o loiro havia acabado de abrir e instintivamente agarrou a nuca do loiro puxando o menor para um beijo forte e cheio de paixão. As línguas brincavam e brigavam uma com a outra. O maior era agressivo ao segurar a nuca do menor, o loiro apenas segurava o rosto másculo do empresário. –Bem, agora eu te autorizo a ir!
O menor saiu sorridente, quem iria acreditar que o loirinho sem graça e favelado que sofreu para conseguir fazer um curso de graduação, agora estaria a um pé de namorar um dos maiores empresários do Brasil.
[...]
Bernardo tinha a tarefa de ir ao escritório do ruivo, deixar toda a documentação de verdade e uma reunião muito importante que Alberto havia marcado por telefone ontem à tarde. Sempre cheio de gritos e ataques histéricos, o ruivo quase matou o moreno pelo aparelho.
[...]
Noite anterior.
O telefone de Bernardo tocava incessantemente, o moreno estava dormindo na sua cama, ainda era cedo, mas como ele estava acostumado a trocar horários, acabava dormindo durante a tarde e só conseguia pegar no sono novamente no outro dia por volta das duas da manhã.
O moreno levantou apenas de cueca e pegou o aparelho que estava jogado no criado-mudo.
–Alô?
–BERNARDO!
–Fala, Albertinho.
–Você já leu o jornal, hoje?
–Você que é o advogado, não eu! Você que tem que ler essas coisas!
–E o que você faz? Fica vendo o Kamasutra? Assistindo vídeos com posições novas? –Ironizou.
–Quase isso, mas eu prefiro pegar umas fotos suas e ficar batendo punheta.
–Seu nojento! Amanhã, bem cedo aqui! Quando você ver, você vai surtar! Traga todos seus documentos reais!
–Tá certo!
Bernardo voltou a dormir, sem se preocupar com o piti do ruivo, afinal isso já era natural.
[...]
O moreno chegou à recepção do escritório onde o ruivo trabalhava, vendo a bela mulher negra que trabalhava como sua secretária, que sempre ficava babando no moreno. E claro, era ótimo para ele ser bajulado.
–Bom dia, Ana.
–Bom dia, senhor Bernardo. O senhor aqui tão cedo, alguma reunião importante?
–Exatamente isso!
–Ok, vou avisar que o senhor chegou.
A mulher ligou para o telefone do escritório do ruivo e logo autorizou o moreno a entrar. Bernardo se encaminhou para a excêntrica sala do excêntrico advogado.
–Olá, doutor! –Falou o moreno.
–Entra e senta que lá vem bomba! –O moreno entrou e sentou-se um pouco assustado.
–Você não leu o jornal de ontem, né?
–Já te disse que eu não faço isso.
–Olha só a chamada da notícia: “O advogado que caiu nas graças do ator. Verdade?”. -O moreno pegou o jornal da mão do ruivo e começou a ler a notícia. –Você acredita nisso? “Segundo vizinhos do ator é possível ouvir gemidos baixos e gritos de prazer, quando o advogado está presente. Um dos porteiros do prédio onde mora o ator, já revelou que as visitas do advogado são constantes e que os dois trocam olhares suspeitos e até apaixonados.” -Citava o advogado extremamente irritado.
–Poxa, saí no jornal!
–O QUÊ? –Gritou o advogado revoltado.
–Ué, se você se revoltar e ir com pedras e cassetetes na mão, só vai aumentar esse comentários.
–EU VOU PROCESSAR ESSE JORNAL! ISSO É CALÚNIA!
–Não é não, você já foi mesmo ao meu apartamento e, me perdoe ruivo, mas você grita quando estamos... Você sabe!
–BERNARDO! VOCÊ NÃO TÁ ENTENDENDO...
–Não grita faz favor! –Disse o moreno massageando as têmporas.
–Bernardo, você não tá entendendo a gravidade da situação, você sabe como o meio de advogados é conservador e preconceituoso?
–Não tenho ideia...
–Se isso vazar, o ramo de advogados vai cair em cima de mim e meus clientes vão todos voar para outros advogados.
–Calma... É só uma nota de jornal, isso não vai interferir em nada.
–Você não sabe, né? Hoje pode ter sido uma simples nota de jornal, amanhã pode ser a capa da revista mais famosa do Brasil, você não sabe com que estamos lidando.
–Então, o que você vai fazer?
[...]
Sexta-feira, Guilherme estava correndo contra o tempo para não se atrasar para a aula da professora mais carrasca de todo o ensino médio. Simplesmente, havia ficado o tempo todo do intervalo num dos esconderijos da escola com a companhia do professor que era tão gostoso.
Guilherme e Emanuel estavam se pegando naquela manhã cheia de nuvens no céu. Eles se encontravam debaixo de uma árvore longe da quadra esportiva da escola. Era um lugar escondidinho e muito desconhecido por quase todos os alunos. Felizmente ninguém iria ali. Guilherme lembrava-se dos beijos trocados com o loiro, a maneira como o loiro segurava sua cintura e descia a mão para as nádegas, a forma como ele fazia os movimentos com a língua e puxava os fios compridos do cabelo castanho.
E agora, estava correndo para voltar a sala, desejando que por um milagre de Deus aquele monstro de saia tenha se atrasado e que pudesse assistir a última aula do dia. Ao chegar a frente a sua sala, a porta estava fechada, o primeiro sinal de que estava encrencado, ao abrir a porta o monstro estava de pé, escrevendo algo na lousa e claro que logo olhou para o belo adolescente de cabelo castanho.
–Bom dia, senhor Mark.
–Desculpe-me professora, mas eu tive alguns contratempos no banheiro. –Logo a turma toda passou a rir do garoto e mesmo que com uma vergonha imensurável, o menor precisava de uma boa desculpa.
–Acho que deveria resolver seus problemas intestinais na diretoria, senhor.
–Mas...
E as palavras morreram na boca depois do aceno de “expulsão” da professora. Revoltado o aluno teve que ir direto para a sala da diretora, que como já estava cheio de advertências, agora levaria uma bela suspensão.
E ao chegar à direção, todas as suas suspeitas se concretizaram, depois de um interminável sermão sobre responsabilidade e cumprimento de horários e uma suspensão que teria de ser assinada por ser pai e entregue no dia em que Guilherme fosse voltar. O castanho estava liberado, correu para o mesmo lugar onde se encontrará com o professor e lhe mandou um sms pedindo para ir lá encontrar-se com ele.
Depois de alguns minutos o belo loiro chegou, com a camisa social e a calça jeans, os cabelos sempre muito bem cortados e os olhos expressivos.
–O que houve?
–Suspenso!
–Seu pai vai te matar...
–E eu não sei?
–Então... O que você acha de... Passar a noite lá em casa? Você dorme lá, amanhã você volta para casa e enfrenta seu pai, o que acha? –Falou sorridente o loiro.
–Eu adorei a ideia! –Respondeu beijando os lábios doces do loiro.
–Agora, é melhor eu ir. Saia daqui a alguns minutos, ok? –O menor assentiu que sim. Os dois se beijaram mais uma vez e o loiro saiu indo voltando para o prédio escolar.
Como estava liberado e tinha uma cópia das chaves da casa do professor, Guilherme resolveu ir até lá, para iniciar um almoço talvez e os dois tivessem um dia legal juntos e uma noite espetacular. Indo pelo caminho, Guilherme acabou sendo agarrado por alguém e levado até um beco sujo e sem saída. Assustado o menor tentou pular o alto muro para fugir, mas não conseguia subir nele.
–Você é viado, Gui?
O castanho ficou estático reconhecendo a voz do amigo. Otávio estava mesmo ali?
–O-Otávio?
–Me responde! –O menor virou e encarou o amigo com uma expressão de ódio no olhar. Estava em pé, com os braços rentes ao corpo, mas pronto para atacar o menor, se ele fizesse algo.
[...]
–Eu acho que vou processar o jornal. –Explicou o menor ainda chocado com a notícia que leu no papel.
–Com que acusações?
–Calúnia, difamação, danos morais. Ahh Bernardo que seja, você não sabe nada dessa área mesmo.
–Isso eu deixo para você. –O maior levantou ficando de frente ao menor, que já estava de pé. –Já que resolvemos nossos probleminhas, vamos namorar um pouco?
O maior foi até o menor com agilidade e segurou os cabelos ruivos com força para atacar aqueles lábios rosados do ruivo.
–Nã-Não, Bê... Eu tenho que trabalhar. Logo, um cliente novo chegará...
–Cliente novo? Eu sou um antigo, mereço tratamento especial! –Falou jogando o corpo do menor sobre a mesa com alguns papéis e atacou o pescoço dele.
–É importante... É um modelinho ai em ascensão que acabou sendo enganado por uma agência de modelos, não é minha área, mas o pai dele foi muito influente para mim.
–Quem se importa!
–Sem chupões, Bê. Estou trabalhando!
–Transa comigo, aqui em cima!
–Nem morto! –Alberto empurrou o corpo forte do maior para fora da mesa e logo o telefone tocou assustando os dois. Alberto apertou o botão e logo a voz da secretaria apareceu.
Alberto e Bernardo começaram a se “arrumar” enquanto o menor enrolava a secretária no telefone, os dois já estavam separados e Alberto autorizou a entrada do novo cliente.
Bernardo viu um adolescente loiro, com terno e uma pasta em mãos. O loirinho tinha a altura de Alberto e os cabelos eram lisos e compridos, na altura da nuca. Tinha uma franja loira e dois lindos olhos azuis. O interior de Bernardo começou a se corroer ao ver o sorriso faceiro do seu ruivo para o loiro.
–Ok, Senhor Guimarães... Estamos acertados? –Falou o ruivo numa tentativa de tirar o moreno dali de dentro.
–Acho que sim... –O garoto ainda esperava na porta da sala e Bernardo fingiu dar um abraço hetero no seu advogado, mas o objetivo era falar com ele. –Não pense em dar bola para esse pivete ai! –Avisou o ator sussurrando no ouvido do advogado e o ruivo viu uma oportunidade.
–Pode entrar, senhor Roberto Macarto.
O loiro entrou sendo bem vigiado pelo olhar do ruivo e sendo fuzilado pelo olhar do ator.
–Bem, eu já vou doutor... Muito cuidado, ai! –O loiro olhou para o moreno estranhando a forma de ele falar. –Com os meus documentos! –Tentou explicar o moreno. Que logo saiu chateado pelo olhar que o seu ruivo lançou para o novo modelinho.
O ator saiu em disparada com raiva, quando estava assim só uma coisa poderia melhor seu humor... Trabalhar, que no seu caso era o mesmo que transar!
[...]
–Fala, Guilherme! Você é viado?
–Do... Do que você está falando?
–Eu vi você... Você se beijando com o tal professor da sua turma... Eu vi... E eu não acreditei! Ele está te chantageando, né? Diz que é! –Otávio estava muito perto do amigo. O maior segurava os braços do menor e chacoalhava ele como se fosse um boneco de pano.
–Você... Deve ter me confundido... Isso não aconteceu.
–Não mente, porra! –O maior empurrou o castanho com força fazendo-o cair no chão. –Era você sim! Eu... Eu quero só ver, quando o senhor Nathan descobrir que o filhinho dele gosta de dar a bunda!
Guilherme viu a oportunidade, o maior estava com as pernas levemente abertas e o pé do garoto estava entre as pernas dele. Guilherme chutou a região peniana do amigo com força, o fazendo cair, com as mãos segurando o membro machucado. O castanho correu com pressa, para fugir do amigo que agora descobriu a sua sexualidade.
O garoto, depois de uma grande corrida, conseguiu chegar a um ponto de ônibus para ir até a casa do professor. Logo que chegou ao apartamento do homem, o garoto deitou-se exausto no sofá e acabou pegando no sono.
–Guilherme... Acorda! –Emanuel massageava os fios compridos e castanhos do garoto. –Você tá ai faz tempo?
–Não sei... –Falou o garoto sonolento. Emanuel estava agachado ao lado do garoto que estava no sofá. –Que horas são?
–Duas da tarde. Eu cheguei e acabei de fazer o almoço. Imaginei que você estava com fome, então resolvi te acordar.
–Obrigado... Vamos comer!
O almoço dos dois foi calmo, mas Emanuel percebeu a distancia do menor. Guilherme estava avoado e só concordava... Não parecia nada com o garoto alegre e falante que o professor adorava. O loiro achou que talvez, fosse pela suspensão e pelo medo da reação agressiva que com certeza o pai do garoto teria.
–O que houve, Gui?
–Nada! –Respondeu o menor comendo sem grande emoção, nas palavras.
–Tá chateado, pela suspensão?
–Um pouco. –Falou com a mesma indiferença.
–Então me conta... O que realmente está acontecendo? –O loiro estendeu a mão indo de encontro a do garoto e apertou com força. –Sabe que pode confiar em mim...
–Ah... Emanuel... São bobagens, que estão rondando minha cabeça!
–Compartilhe estas bobagens comigo.
–É... O meu melhor amigo... Ele viu você e eu... Naquela árvore e acho que ele vai contar para o meu pai.
–Mas... Como?
–Eu não sei... Ele não estava blefando... Tinha muita certeza na voz e eu ainda tentei dizer que não, mas ele sabia que era eu... E agora?
–Não tenho ideia, seu pai vai fazer algo extremo se souber disso.
–Você não tem nenhuma ideia de como podemos sair dessa situação...
–Ainda não, mas nós vamos pensar em algo. –O maior apertou a mão do menor. –Juntos!
[...]
Anoitecia na grande Belo Horizonte, Carlos havia chegado completamente nervoso em casa e desde o momento que chegou até o presente momento, ele revirou o guarda-roupa do avesso e não achou nada usável.
–Ohh... Deus, eu estou sem nenhuma roupa adequada! –Reclamou o menor jogando mais e mais roupas sobre a cama.
–Você tem que se acalmar, filho. É só um jantar de negócios! –Respondeu a mãe do secretário, na verdade, o loiro havia mentido para a mãe. Afinal, ela não poderia saber que era um jantar íntimo.
–Usa aquele smoking novo que você ganhou da vovó, penteie os cabelos para trás e usa aquele perfume forte que o papai gosta. –Falou uma das irmãs com uma barra de chocolate na mão e os cabelos presos em um rabo de cavalo. A garota se chamava Giovanna.
–Valeu, baixinha! –E o loiro foi fazer exatamente o que a menina disse, o sonho dela era fazer estilismo e moda e parecia mesmo que ela tinha conhecimentos na área. Depois de vários minutos se arrumando, o loiro ficou pronto. –Como estou mamãe?
–Como sempre meu amor, lindíssimo! –A mulher deu um forte beijo na testa do filho e um abraço apertado. Logo a buzina do carro avisou que o maior havia chegado.
–Já vou, mãe... Me deseja sorte!
–Boa sorte nesse jantar importante, amor!
E era isso mesmo, um jantar importante... O primeiro encontro com o empresário mais gato de BH. O loiro abriu a porta e logo e aproximou do carro preto e blindado do maior. Logo entrou no carona e viu quão lindo estava o moreno. Fernando estava com o cabelo bem penteado, o perfume forte, o terno impecável e o sorriso sincero e perfeitamente branco.
–Preparado para o nosso jantar?
–Claro, aonde vamos? Naquele restaurante próximo a empresa?
–Não, achei melhor irmos a um lugar diferente e melhor, algum problema?
–Nenhum!
O caminho foi calmo e silencioso. O loiro estava levemente nervoso, mas tentava não transparecer o nervosismo, já o moreno dirigia compenetrado e calmamente pelas ruas, até que calmas, da cidade. Depois de poucos minutos, os dois chegaram num grande restaurante de comida italiana. O estacionamento estava vazio, apenas o carro do moreno ficou ali.
–Você tem certeza que esse restaurante está aberto?
–Absoluta, vamos entrar?
–Claro.
O restaurante estava vazio, não havia ninguém além dos funcionários. As mesas estavam vazias.
–Boa noite. Uma mesa para dois para Fernando Malfitano? –O moreno falou para o senhor que estava disponibilizando as mesas. O senhor levou os dois até uma mesa incrível, com uma garrafa de vinho e duas taças bem postas. –Obrigado, senhor. –O senhor saiu deixando os dois a sós.
–Acho que chegamos cedo, afinal não tem ninguém aqui.
–Acreditaria se eu dissesse que eu fechei o restaurante para nós dois?
–Sério? Você fez isso?
–Digamos que sim! –O maior riu e o menor ficou boquiaberto com o que o moreno fez. –Vinho?
–Claro!
Fernando serviu o vinho para o menor e os dois brindaram.
–Você só pode estar louco... Fechar um restaurante, pra que tudo isso?
–Gosto de privacidade!
–Já que estamos com privacidade, posso te dar um beijo?
–Achei que nunca pediria! –Os dois se levantaram e trocaram um beijo apaixonado. Os poucos funcionários que estavam no ambiente, não se incomodaram com o beijo dos homens, talvez pelo contrato de sigilo. –Vamos fazer o pedido?
–Claro!
Notas finais
Personagem novo, gatinho! Ele fica ou não? Acharam belo?
Otávio descobriu sobre o professor e aluno, como será que nossos lindos vão conseguir se safar? Se ele contar pro Nathan, qual vai ser a reação dele, hein?
Gente, que romântico o Fernando fechar um restaurante para ficar com privacidade com o Carlito! Será que é privacidade ou ele tem vergonha do Carlos? Huum... Fica a dúvida hein?
-
Comentem, por favor! E quem quiser, sinta-se livre para recomendar! Beijokas e até mais!
Fale com o autor