The Truth About Love!

2 II- Relacionando-se


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem meus lindos. Sketcher está solteiro outra vez, faz parte né?
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Vamos aos agradecimentos?
Os primeiros lindos da fic são: Pkena, Linkbill e Kerolinny. Obrigado pelos comentários.
Quer ser um(a) lindo(a)? Basta me mandar um review depois de ler esse capítulo.
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Boa leitura!

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-Bom dia senhor Fernando.

-Bom dia secretário. O que temos para hoje? –Perguntou Fernando adentrando na sua grande sala, seguido pelo loiro secretário com várias pastas na mão.

-Bem, seu café está na mesa junto com os pães de queijo. O senhor tem uma reunião com a comissão de lucros às sete e meia, depois teremos outra reunião com os acionistas e patrocinadores da empresa às dez horas. Pausa para o almoço às duas da tarde. Seguimos com a reunião com a comissão de publicidade as três e quarenta e terminamos o dia com relatório do setor financeiro para debatermos sobre como foi o fechamento do mês. Dia cheio, chefe.

-Esse é um dos que está mais livres, filho. Pode ter certeza. –Filho? Afinal quantos anos era a diferença de idade dos dois? Pensou Carlos, mesmo com a aparência jovial, Carlos sabia que seu chefe já estava quase nos quarenta e ele tinha vinte e quatro anos. Não existia como seu chefe chamá-lo de filho.

-O senhor ainda vai precisar de mim?

-Bem, se você tiver já organizado a sala de reuniões e programado tudo para me que elas acabem no horário. Não irei

-Vou resolver isso, agora mesmo. –E mais uma vez o garoto loiro saia correndo. Nada na sua vida era fácil. Tudo sempre terminava em correr.

Foi até a sala de reuniões e aprontou tudo. Colocou as pastas nos lugares certos onde cada um dos poderosos ali iria sentar. Distribuiu xícaras e copos em cada lugar e ligou todo o aparato tecnológico. Quando por fim, já ofegante, terminou de arrumar tudo, olhou no relógio e já estava quase na hora. Climatizou a sala e destravou a porta. Poucos minutos depois poderosos homens e mulheres eram seguidos por meros assistentes ou secretários e todos ocupavam cada lugar. Por último senhor Fernando entrou e logo depois o garoto loiro fechou a porta.

-Vamos começar. Relatório Carlos. –E o jovem prontamente abriu o relatório na mesa onde estava o seu chefe, que por sinal era o chefe de todos. Logo começou um grande debate entre eles sobre a empresa. Carlos anotava tudo com muita precisão e competência. Ás vezes alguns fios caiam sobre seus olhos e ele jogava para trás da orelha.

E assim seguiu o dia, depois de uma reunião. Outra reunião. O almoço foi a melhor coisa do dia. Fernando e Carlos sentaram-se a mesa do restaurante que ficava mais próximo à empresa.

-Então senhor Carlos...?

-Moreira. Carlos Moreira.

-Carlos Moreira. Você está fazendo um trabalho muito bom. Geralmente os meus antigos secretários e secretárias desistiam antes da hora do almoço.

-Se depender de mim, ainda irei ter muita dor de cabeça nesse emprego, chefe.

-Chefe apenas dentro da minha empresa. Aqui fora eu sou Fernando ou senhor Fernando.

-Então... –Ficou um pouco encabulado. –Senhor Fernando, você sempre almoça aqui?

-Todos os dias, mas acho que o seu salário não vai permitir fazer isso. –Logo os dois compartilharam uma risada, quem sabe aquilo não poderia ser o início de uma amizade? –Não que eu pague mal, mas aqui as coisas são bem caras. Até para um executivo bem resolvido.

-Acho melhor eu ir para algo mais do meu nível. –Carlos pôs as mãos sobre a mesa e ameaçou levantar, mas Fernando o impediu segurando seu antebraço.

-Fica. É meu convidado...

-Imagina, chefe... –Fernando lhe mandou um olhar de reprovação. –Ahh, senhor Fernando.

-Já que você quer ser tratado como meu empregado até aqui fora, então senta aí e come que eu vou pagar o nosso almoço. –Riram mais uma vez.

-Ok chefe, o senhor que manda.

-Mas como eu já conheço muito sobre você, que tal falarmos de mim? –Carlos se assustou, poucos eram os chefes simpáticos e que gostavam de conversar sobre si mesmo.

E Fernando também era reservado, mas ele sentia uma confiança diferente naquele rapaz, os fios loiros e os olhos acinzentados, que pareciam únicos, transmitiam paz e confiança.

-Qual sua idade?

-Não se deve perguntar isso. –Censurou Fernando.

-Não se deve perguntar isso a uma mulher, não a um homem.

-Boa. Eu tenho trinta e seis. –Revelou e Carlos se assustou.

-O quê? Mas... Mas... O senhor, você está muito bem!

-Exercícios físicos, boa alimentação e uma ajudinha da genética. –Fernando deu uma leve piscadela e o coração de Carlos deu uma batida mais forte. O loiro se assustou com aquela pulsação e acabou por fazer uma pergunta mais pessoal ainda.

-O senhor tem esposa? Filhos? –Perguntou e logo levou o copo com água para boca, para evitar que o milionário percebe-se seu rubor.

-Nada de esposa e um problema chamado Maria Luiza de quatorze anos.

-Porque um problema?

-Maria Luiza é muito rebelde, não me respeita e sempre que vem para minha casa só me trás problemas e confusão.

-Ahh, talvez seja porque ela quer sua atenção. Sabe, senhor Fernando, eu tenho duas irmãs gêmeas de catorze anos também e quando elas nasceram, meus pais tiveram problemas com elas e meio que me deixaram um pouco de lado. Para chamar atenção eu bagunçava na escola, quebrava algumas coisas, fugia de casa por algumas horas e eles ficavam loucos com o loiro-problema. –Riu do próprio comentário fazendo o mais velho se encantar por aquele sorriso.

-Ela mora com a mãe, mas os problemas só aparecem quando ela vem me ver.

-Talvez seja falta de atenção. Não me leve a mal, mas o senhor deve trabalhar demais e quando ela aparece o senhor fica trabalhando e ela querendo carinho e atenção.

-Vou ver isso. Agora, vamos voltar! O papo está ótimo, mas o trabalho nos chama. –Fernando levantou e foi até o caixa. Carlos ficou constrangido, se sentia como a moça indefesa do encontro que ia comia e ficava olhando o cavalheiro pagar a conta e a última coisa que ele poderia ser é ser uma moça.

O dia continuou com mais reuniões e mais anotações e mais dores de cabeça. Carlos chegou exausto em casa. Mau chegou e foi recepcionado com um abraço duplo das duas “pivetinhas” o apelido carinhoso que ele usava com as loiras. Subiu para sua bagunça e se deparou com roupas pelo chão, livros de ética e coisas da faculdade jogadas e um pouco de lixo por ali também. Tirou os sapatos, o blazer e a gravata e deitou-se apenas com a camisa branca cheia de botões, a calça preta e as meias pretas também. Esparramado na cama, Carlos descansava.

-Filho visita! –Gritou Dona Maria.

-Ahhh mãe! Manda vir amanhã. Eu tô exausto.

-Você vai gostar da visitinha...

-Oi Carlito. –Falou a voz grossa.

-Manu? É você. –E logo outro loiro passou pela porta, esse maior e mais encorpado que o loiro deitado. Carlos levantou da cama e correu até onde o loiro estava e abraçou-o forte. –Poow, que saudade! Não nos falamos pessoalmente há semanas, só pelo Facebook.

-Também estava com saudade do mais novo secretário do maior império automobilístico de Belo Horizonte.

-Olha quem fala, o professor de matemática de ensino médio mais gato de todo o mundo, bem aqui no meu quartinho bagunçado. –Os dois riram com ambas as brincadeiras e Emanuel sentou-se na cama e o Carlos deitou os fios loiros no colo do maior enquanto recebia algumas carícias ali. Sempre foi assim, desde os tempos de escola. Ambos se descobriram gays juntos.

-Como foi o seu dia? –Se abaixou e deu um leve selinho nos lábios do menor. Era como um ritual dos dois, sempre que se encontravam partilhavam de um selinho.

-Nossa, eu andei tanto, escrevi tanto, almocei divinamente e foi tudo incrível. Meu chefe é um poço de simpatia, caráter e muita beleza.

-Wow. O olhinho brilhou falando do chefinho. Cuidado com o assédio sexual. –E eles riram de novo.

-Ahh, seu bobo. Ele só é incrível, mas é meu chefe...

-Seu chefe e aposto que é hétero.

-Acertou. Tem filha e tudo. –Explicou o secretário. –E o seu dia? Como foi meu querido professor de matemática.

-Corrido. Como todo professor, eu tenho um aluno problemático.

-Gatinho o aluno?

-Deixa de ser idiota. Carlito, eu não vou me meter com um menor, por favor, né!

-Por que ele é problema? Se ele não é nem gatinho.

-Eu não disse que ele não era gatinho...

-AHHH! Eu sabia. –Falou Carlos levantando e ficou fazendo cócegas no belo abdômen do maior, que estava sobre a camiseta. –Me explica...

-Vou te contar meu dia.

[...]

Emanuel chegou cedo à escola, teria uma conversa séria com o aluno com dificuldade, no dia anterior tinha tido uma conversa muito séria com a diretora sobre o aluno Guilherme Mark.

[...]

Dia anterior.

Dona Lorena era a diretora da Escola, uma mulher séria e comandava a escola com punho de aço, às vezes derrapava como todos os gestores derrapavam, mas os louros que ela conquistou comandando a escola eram formidáveis.

-Com licença. –Falou Emanuel entrando na sala. –Posso falar um pouco com a senhora?

-Claro senhor Cavalieri.

-Então, hoje eu tive aula na turma do segundo ano.

-Algum problema?

-Não é bem um problema, mas eu gostaria de saber sobre um dos alunos da turma É que ele apresentou um pouco de dificuldade na minha disciplina e eu queria ver o histórico dele.

-Claro, o senhor tem todo o direito, apenas me diga o nome que eu mando a impressão direto para a secretária. O nome do aluno.

-Guilherme Mark do segundo ano.

-Ahh eu deveria imaginar. O aluno Mark sempre teve problemas aqui nessa instituição. Achei até positivo ele ter ido à sua primeira aula, ele falta bastante, mas o histórico irá lhe dizer isso. Já mandei para a secretária.

-Obrigado.

[...]

Emanuel leu todo o histórico de Guilherme e sentiu que precisava ajudar aquele garoto, as faltas estavam presentes em todas as disciplinas e o garoto apresentava notas medianas e algumas disciplinas ele só passava devido as provas de recuperações. Emanuel foi até a sala do segundo ano.

-Com licença, professora Paloma. –Falou Emanuel na porta da sala.

-Claro, o que o senhor gostaria?

-Ahh, eu gostaria de falar um pouquinho com o aluno, Guilherme Mark. –O castanho olhou para o professor e se sentiu constrangido. Logo gritinhos eram ouvidos pela turma. –Silêncio pessoal. Posso professora?

-Claro. Senhor Mark acompanhe o professor Cavalieri.

O aluno acompanhou o professor até a sala dos professores que estava vazia e eles sentaram-se à mesa onde o senhor Cavalieri estava com seu material. Os dois sentaram-se e o professor jogou algumas folhas para o aluno folhear.

-Me explica isso? –O castanho se assustou e começou a folhear o próprio histórico.

-Esse é o meu histórico escolar, certo?

-Exatamente. Você viu quantas ausências você já teve esse ano? Como você pode aprender alguma coisa de matemática assim? -O aluno abaixou a cabeça.

-Quer dizer, que o senhor não vai me ajudar?

-Exatamente o contrario. Eu vou te ajudar, desde que você se comprometa a não faltar às aulas e se esforçar para aprender algo.

-Me comprometo. Vai ser aqui na escola? No contra turno?

-Será no contra turno, mas a diretora não me autorizou a te ajudar na escola, então eu te chamei aqui, para saber se a sua casa está liberada, para as aulas no período da tarde.

-Ahh. –Ficou tímido. –Assim, talvez, mas as aulas seriam todas as tardes?

-Não, seriam nas segundas, quartas e sextas. Porque nas terças e quintas eu tenho aula na escola. Mas eu preciso da autorização dos seus pais...

-NÃO. –Interrompeu o menor. –Quer dizer, meu pai não pode saber que eu estou tendo reforço, ele me mataria.

-Você não tem uma boa relação com ele, não é?

-Digamos que o senhor Nathan Mark não é muito simpático. Nem gosta do filho. –Entristeceu-se.

-Claro que não, todos os pais amam os filhos.

-O senhor tem filhos?

-Não. É melhor você voltar para sua sala, ainda tem aula e você não é ruim só em matemática.

-Então, tchau professor. Até amanhã.

-Até Guilherme.

O dia passou-se normal para Guilherme, o tédio nas aulas sempre estaria presente. Nesse momento ele se lembrou do amigo e da namorada dele. Nesse momento deveria estar fumando um baseado enquanto ele tinha que ter postura de bom filho. Depois de uma manhã tediosa o garoto foi para casa, como sempre andando já que morava um pouco próximo do prédio da escola.

Ao entrar no apartamento, sentou-se no sofá e descansou. Depois do almoço e de organizar a casa ele novamente sentou-se no sofá para descansar. Seu pai era um verdadeiro militar, mesmo não trabalhando no exercito. A relação dos dois era decadente sempre, não passava de um boa noite todos os dias. Seu pai era ocupado e trabalhava até os fins de semana. Guilherme foi acordado de seus devaneios quando a campainha tocou. Geralmente era Otávio, mas ele sempre avisava quando viria. Contrariado o garoto foi até lá e abriu a porta.

-Boa tarde, sobrinho! –Falou o seu tio, Bernardo. –Cadê o meu maninho? –Falou se jogando no sofá.

-Tio, você sabe que o papai não quer você aqui. Ele te acha uma péssima influência para o herdeiro dele.

-Tem cerveja ai?

-Não. Você não ouvi o que eu disse?

-Ahh, ele tá tão ocupado com aquela empresa que nem vai saber que eu andei aqui, a não ser que o meu sobrinho lindo conte pra ele, vem cá sentar no colo do titio vem? –Falou o moreno batendo as mãos no colo.

-Ahh me erra. –Disse sentando no outro sofá.

-Você tem um belo corpinho, podia ser um ator pornô mesmo. Só que vai ter que ser passivo, você já deu a bundinha?

-Cala a boca Bernardo. –Jogou uma almofada no tio. –A ultima coisa que eu faria na vida é ser ator pornô.

-E dar a bundinha para o titio?

-Também não, seu pervertido sexual.

-Olha, que eu dizia que nunca ia ser ator pornô e agora quase sempre tô comendo uma bundinha por ai.

-Ahh me erra tio, por favor. Acho bom, você ir embora. Meu pai não vai gostar de te ver aqui.

-Eu vim aqui para pegar a minha mesadinha que seu pai sempre me dá.

-Arrgh. –Bufou o castanho entrando no quarto do pai para pegar o dinheiro que o seu pai sempre dava para o tio. Era uma quantia bastante razoável. –Tá aqui. –Entregou o envelope nas mãos do tio e seu braço foi puxado fazendo os dois se encontrarem, quase se beijando.

-E o beijinho do titio. –O castanho quase perdeu o controle ao sentir a respiração máscula do moreno. O corpo do tio era quente e firme, os braços largos, o peitoral bem malhado, as mãos do castanho estavam espalmadas no peitoral do tio, mas ele não separava o corpo. Até que por um acesso do cérebro.

-Me solta, tio. –Empurrou o peito do maior, que passou as duas mãos pela cintura do menor e não ligou para suas palavras.

-Você tá gostando! Me dá um beijo, depois você não vai conseguir parar.

-Me solta, Bernardo. Vai embora. –Falou o castanho empurrando o maior para fora do apartamento.

-Garotinho, eu ainda vou te comer. –E levou uma portada na cara.

[...]

Bernardo e Alberto marcaram à tarde de se encontrar pra resolver algumas pendências sobre o processo contra a produtora de filmes pornográficos. O advogado já estava esperando o seu cliente na sala de reuniões da empresa.

-Demorei? –Perguntou o ator, usava uma camiseta preta e um jeans surrado.

-Atrasado. –Falou o advogado colocando melhor os óculos no rosto. –E eu não suporto atrasos. Além do mais, essa roupa não é nada adequada ao ambiente de um escritório.

-Você quer que eu venha com essas roupas de almofadinha?

-É o mais adequado.

-Primeiro: Eu não tenho essas roupas. Segundo: Eu gosto dessas roupas que eu visto, elas fazem as pessoas olharem para cá. –Levou uma das mãos para a região do seu pênis e apertou com força. O advogado mirou os papéis e o ator sorriu maliciosamente sentado numa cadeira ao lado do ruivo.

-Na próxima reunião venha com um blazer, pelo menos. Você tem dinheiro sim para comprá-lo afinal iria me contratar para ser seu defensor e convenhamos, eu não sou nada barato.

-Ok, no nosso próximo... –Levou a boca para ouvido do menor. –Encontro, eu venho mais adequado para você.

-Acho que é melhor você se separar. –Levantou-se o ruivo. –Vamos conversar sobre o processo...

E os dois falaram por horas e horas sobre o longo processo que mandaram para a produtora e comentaram sobre como iriam usar para ganhar a causa, claro que sempre com Alberto desviando das indecências e cantadas furadas de Bernardo.

Durante a noite, o ruivo teve de ir à casa do seu velho amigo e um dos primeiros a confiar nos seus serviços para falar sobre o caso que pegou mais atualmente, o do ator. Fernando e Alberto se conheceram ainda quando o ruivo estava terminando a faculdade. Depois de formado o mais novo pediu para ser advogado júnior na empresa, apenas para melhorar na organização dos contratos e outros detalhes, mas um dos clientes tinha planejado um golpe quase perfeito para aplicar no dono, fazendo o milionário perder muito dinheiro e muito prestígio, claro que o ruivo atentou-se em um pequeno detalhe que o oportunista esqueceu-se de acertar e ganhou a causa fazendo o salafrário pegar dez anos de prisão, sem direito a liberdade condicional.

O ruivo chegou ao prédio do amigo, com sua Ferrari e logo subiu. O moreno estava se descabelando falando com a mãe de sua filha que exigia aumento de pensão. O menor entrou e logo foi para o escritório e flagrou o ex-patrão aos berros no telefone.

-Você... Está louca? Eu já pago muito bem para você educá-la e mesmo assim você não faz isso direito... Você acha que eu sou um banco aberto que você pode pegar dinheiro sem parar... Não... Eu já disse... Não vou aumentar... Alô? Alô? –E a mulher havia desligado. Fernando jogou o telefone sobre a mesa e se jogou na cadeira respirando fundo.

-Problemas com a louca da mãe da sua filha?

-Maldita a hora que eu bebi e fiz essa burrada, Alberto. Maldita!

-Maldita a hora ou a mulher? –Ironizou o advogado.

-AMBAS! –Gritou. –Então, como andam as coisas no seu escritório? Já que faturou milhões e esqueceu os velhos amigos.

-Que é isso, cara. Você sabe que se eu ganhei milhões quem me abriu as portas foi você.

-Já que sou um velho amigo, pode me ajudar nesse caso. Ela vai querer arrancar meu dinheiro e eu não conheço nenhum advogado tão bom quanto você.

-Nem eu conheço. –Revelou. –Mas eu infelizmente não posso, estou numa causa um pouco complicada.

-Me fala cara?

Alberto pegou um cigarro e acendeu ali mesmo, foi até a varanda e ficou lá enquanto Fernando continuava na mesa tomando um pouco de vodka.

-Você conhece aquele ator, Bernardo Guimarães?

-Bernardo Guimarães? –Tentou puxar da memória. –Soube de um filme que ele fez, mas faz um bom tempo.

-Pois bem, agora ele vive como um vadio.

-Um vadio?

-Sim, ator da indústria pornô, indústria gay.

-Sério? Ele é o cara que você vai acusar?

-Não, ele vai ser o que eu vou defender...

-Me explica direito, não estou captando.

-Ele foi contratado por uma produtora que prometeu alguns milhões, mas ele tinha que fazer alguns vídeos. Ele fez os vídeos e na hora de receber os milhões o contratante sumiu no mundo com o trabalho dele.

-Por isso, ele procurou um advogado tão bom em direito internacional?

-Acho que sim.

-Mas ele deve ter uma boa grana, afinal te contratar é meio caro, meu amigo.

-Estou fazendo de graça. –Fernando se engasgou com o líquido.

-De graça? Adoeceu Albertinho? –Apelido carinhoso.

-Não, mas eu ofendi o garoto e resolvi fazer isso como desculpa.

-Garoto? Quantos anos ele tem?

-Não sei ao certo, talvez vinte e quatro, mas esquecendo disso, contratou uma nova secretária?

-Secretário.

-Não existem muitos rapazes nesse meio.

-Mas ele é um bom rapaz. E eu estou duvidando um pouco da sexualidade dele.

-É deve ter razão.

-Então, marcamos outra pequena reunião, outro dia? Ainda tenho que resolver os problemas com a mãe da Maria Luiza.

-E eu quero reler a intimação. Depois nos vemos. Ex-patrão.

-Até mais, Albertinho. –Trocaram um aperto de mão e o advogado partiu.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim.
Comentem o que acharam dos relacionamentos entre os personagens que não são os casais? Gostaram? Acham que forcei a barra? Gostaram da foto do meu Fernando?
O que vocês acham de cada um dos meus seis lindos? Por favor, falem que ouvir vocês! Adoro cada um de vocês! Fernando, Carlos, Guilherme, Emanuel, Bernardo e Alberto vão aprontar muito ainda!