The True Love
8 Beijo e acordo
Notas iniciais
- Obrigado a todos! Amamos vocês! — Gritou Jinyoung ao sair do palco.
Pulei nas suas costas e dei um beijo em sua bochecha, descemos até o camarim onde todos estavam.
- ótimo trabalho!- Disse nosso representante sorrindo. — Próximo show só no último dia do ano!
Sorrimos, felizes. Que vida perfeita! Comemoramos com refrigerante e salgadinhos ali mesmo, brincávamos, jogamos salgadinhos um no outro, estávamos tão felizes! Meu celular tocou.
- Alô?
- Filho? — Disse a voz passiva da minha amada mãe.
- Omma! — Berrei. — Estou com saudades! Como a senhora tem passado?
- Ah, Gong, — ela disse. — também estou com saudades meu querido. Estou bem e você? Acabei de assistir ao show de vocês.
Eu não gostava quando minha mãe assistia aos nossos shows, ela é uma mulher evangélica errado homossexualismo, e o Fan servise que apresentamos nos shows já é o suficiente para ela falar coisas chatas. Antes eu ficava chateado, por que nada daquilo era de verdade. Agora que é real nem sei como agir.
- Ah... Eu estou muito bem, omma. — Garanti. — Estamos trabalhando duro para trazer mais sucesso a Banda.
- Sei... Filho, você não pode parar com esse tal de Fan servise?
- Omma, pare com isso. Percebeu que só faço Fan servise com o Jinyoung? É por que ele é meu melhor amigo e também, não tem nada demais, só nos abraçamos...
- Mas filho...
- Omma, tenho que desligar. — Menti — depois nos falamos.
Ninguém havia prestado atenção na conversa, a não ser Jinyoung, é claro. Sorri tristonho e apoiei minha cabeça em seu ombro. Ele abraçou-me e deu um beijo em minha testa.
- Não fique triste, pequeno. Ela é uma boa mulher, só quer o seu bem.
- Meu bem é você, hyung. — Disse.
Ele sorriu, levantou minha cabeça com o dedo indicador e o polegar, beijou-me. Eu poderia morrer agora, assim, entre um dos seus maravilhosos beijos, entre seus braços que me protegiam, com ele.
- Um brinde a banda! — Berrou CNU do meu lado.
Sorri ao sessar o beijo. E observei, todos deveriam fazer brindes.
- Um brinde a nossa amizade! — Disse Baro.
- Um brinde ao Gongchan que perdeu o medo e o preconceito! — Jinyoung brindou dando-me um selinho.
- Um brinde a vocês por estarem sempre ao meu lado! — Disse sorrindo.
- Um brinde a frangos! — Sandeul berrou.
Sim, ele é viciado em frangos. Rimos e brindamos, felizes. Chegamos em casa, Jinyoung estava cansado, mandei ele dormi, pois eu estava com insônia. Enquanto todos estavam em seus quartos, sentei-me na sala ligando o abajur e comecei a folhear um livro qualquer. Estava prestes a cair no sono quando algo tocou meu ombro. Abri a boca para gritar, mas ele tapou minha boca com sua mão. Baro sentou-se ao meu lado.
- Está com problemas com sua mãe, não é? — Ele perguntou tirando a mão de minha boca.
- Não é bem isso... Ela só não sabe de mim e Jinyoung, se um dia souber vai surtar.
- Entendo... — Ele disse pegando minha mão — Não ligue muito para isso, curta o momento.
- Estou tentando, Baro. Mas tenho receio... Minha mãe sempre disse para mim que isso era errado, nojento, ela me criou assim. — Disse triste.
Os dedos de Baro brincavam com meu cabelo, ele era um bom amigo.
- Não fique assim, você tem B1A4. Somos todos seus amigos, não vamos deixa-lo na mão.
Sorri, ao levantar a cabeça Baro simplesmente me beijou. Não sabia o que estava acontecendo, eu fiquei completamente confuso, o que é isso?! Baro tinha que parar, mas eu não o empurrei. Eu deixei! Que droga é essa?! Jin... Jinyoung... Meu hyung me ama, por que estou fazendo isso?! Empurrei Baro.
- Cara, me desculpa! — Ele disse.
Limpei meus lábios com o antebraço.
- Sério, Gongchan! Eu não queria! — Ele falou. — não, não. Não é isso, eu fiz sem pensar, desculpa mesmo, cara! Eu... Eu sou um idiota, desculpa.
- Guarde suas desculpas para Sandeul e Jinyoung, Baro. — Falei. Ele assustou-se.
- Pare com isso, por favor! — Ele implorou. — Nunca foi minha intenção beija-lo... Eu só agi por impulso...
- Tudo bem, calma. — Disse após pensar algumas vezes sobre o assunto. — Não irei contar nada a ninguém, isso se você também não conta.
- Tudo bem, é um acordo? — Ele perguntou.
- Sim, um acordo. — Assenti.
Baro sorriu, depois sentou-se ao meu lado, pegando uma revista de carros. Ele folheava, folheava e bang! Estava adormecido. Levantei do sofá e o cobri com um cobertor, voltei para o quarto e deitei-me ao lado do Jinyoung.
Observando seu rosto... Como ele consegui ser tão lindo? Como ele consegui? Meu coração a ele pertenci... Como pude beijar outra pessoa? Outro homem? O que ele irá achar de mim agora? Ele não vai querer mais nada comigo, certo? Ah, que droga! Estou me sentindo um lixo, estou tão confuso! Eu sou tão idiota! como pude?! Jinyoung nunca faria algo do tipo comigo! Eu sou... A pior pessoa do mundo?
Não consegui dormi, Levantei, andei de um lado para o outro, mexi no PC, ouvi música e já era 8h30min da manhã. Jinyoung abriu os olhos devagar a procura de algo que deveria está ao seu lado: Eu. Quando deu conta que eu estava sentado na cadeira sorriu e apoiou a cabeça na cabeceira da cama.
- O que houve com você, Chanie? — Perguntou ele pedindo para que sentasse ao seu lado.
Não obedeci. Virei a cadeira ficando de cara com a janela. Senti as mãos de Jinyoung tocando meus ombros, ele deu um beijo estalado em minha bochecha.
- O que aconteceu, Chanie?
Não posso contar a verdade, fiz um trato com Baro, não podia quebra-lo assim, mas também não posso mentir para meu hyung, não para ele.
- Nada, não se preocupe. — Disse virando e dando um beijo em sua bochecha. Ele sorriu.
Aproximou seu rosto do meu, ele iria me beijar, mas eu não podia, eu não tenho esse direito, eu não parei Baro na hora certa. Abri as mãos em frente ao seu corpo, um claro gesto de "Pare", ele olhou confuso, mas parou.
- Gongchan, você não é assim, alguma coisa aconteceu.
Ele estava certo, algo aconteceu. E isso está me matando por dentro. Minha consciência está pesada, meus olhos quase fechados pelo sono e minha autoestima está lá em baixo. Não posso continuar com isso, sou muito fraco.
- Eu... Eu e Baro nos beijamos. — Consegui dizer, não olhei para ele, estava envergonhado demais para encara-lo, mas presumi que ele estaria zangado, não falou nada. — Eu... Eu sinto muito.
- Como assim, "nos beijamos"?!
- Beijar.... Você sabe o que é isso. — Disse revirando os olhos.
- você gostou?...
- NÃO! — Berrei. — Eu não gostei, você... Você é o único homem que pode tocar em mim... Eu sinto muito, não foi a intenção de nenhum dos dois, só... Só caímos em tentação.
Esperei por uma resposta, demorou, mas eu não Levantei minha cabeça durante o tempo de espera. — Jinyoung segurou meu queixo e a levantou, ele sorriu. Que sorriso... Derrubou toda a minha estrutura.
- Tudo bem se isso não acontecer de novo. Eu sei que você é todinho meu.
No fundo eu sabia que ele estava chateado, era claro, mas ele não iria demonstrar, não assim.
- Hyung... Não precisa fingir... Sei que está chateado.
- Sim, Chanie, — ele disse sentando. — eu estou chateado, triste. Não com você, claro que não... Estou um pouco desapontado e com ciúmes... Mas é só isso... Logo passa.
Sorrindo, aproximou seu rosto do meu e beijou-me. Eu simplesmente adoro meu hyung, não consigo mais viver sem ele. Ao término do beijo, ele sorriu.
- Não vai acontecer de novo, hyung.
- Tudo bem, eu confio em você. — Ele disse sorrindo.
Como existe pessoas assim no mundo? Jinyoung é um anjo, — Um anjo pervertido, ok. — não sei como ele consegui chegar a esse ponto, tão lindo e tão compreensivo... Eu não sei como seria minha vida sem ele, sem meu hyung eu não seria nada além de um garoto triste. Agradeço todos os dias por tê-lo aqui, comigo. Obrigado Deus por ter colocado o Jinyoung na minha vida! Eu dizia sempre em pensamento. Ainda me lembro do dia que o conheci...
Flashback:
- Vamos, Gongchan! — Disse minha mãe chamando-me para entrar no táxi.
Sorri e a segui. Hoje iria conhecer os integrantes da futura banda que irei participar, deveria ser legal, iria realizar meu sonho. Só espero que eles sejam legais, sei que será uma banda de 5 integrantes, e que já estão todos confirmados. Chegamos a gravadora e subimos para o local da reunião.
- Bom dia! — Disse em coro com minha mãe.
- Bom dia! — Eles responderam, sorrindo.
Na sala de reunião havia num total 10 pessoas, tirando eu e minha mãe. Os integrantes eram todos garotos, da minha faixa de idade, pareciam ser divertidos. Dois deles conversavam como se conhecessem a séculos, o de óculos mexia no celular e o mais bonito — na minha opinião. — olhava para mim. E chegou a hora das apresentações.
- Gongchan, esses são: Baro E Sandeul. — Ele disse apontando para os que conversavam. — Dongwoo, — o de óculos. — E Jinyoung, ele é o líder. — O que me olhava sorriu.
Após fechamos o contrato fui para o elevador com minha mãe. Estava tão animado! Jinyoung parou ao nosso lado.
- Olá! — Ele disse sorrindo. — Sou Jung Jinyoung! O líder da banda.
- Ah, Olá! Sou Shik Gongchan... Creio que só o mais novo da banda... — Disse pensativo. Ele sorriu.
- Maknae, certo?
- Sim, sou o maknae. — Disse sorrindo.
- Posso te chamar de "Chanie"?
- Ah, tudo bem! — Falei sorrindo.
- Jung Jinyoung, não gostaria de ir a nossa casa?- Minha mãe perguntou.
Sei por que ela fez isso, eu não tenho muitos amigos, ela queria que eu fosse feliz, um garoto normal com amigos. Graças a minha mãe o Jinyoung se tornou meu melhor amigo.
Fim de Flashback.
Jinyoung não falava muito bem com Baro Dês do que aconteceu e tive a leve impressão que Sandeul também não falava direito comigo. Baro provavelmente tinha contato para ele o que aconteceu entre nos dois naquele dia. Não o culpo, eu fiz o mesmo.
- Amor, — Jinyoung chamou puxando-me para sentar-me no seu colo. — vamos comemorar nossos 5 meses juntos?
- Claro que Sim. — Respondi dando um selinho nele.
- Vamos fazer o que? — Ele perguntou.
- Que tal comemorarmos do jeito que começamos? — Perguntei dando outro selinho nele. Ele esperou por uma continuação. — O parque, é claro, hyung!
Ele sorriu.
- Foi ali que começou a gostar de mim?!
- creio que sim... — respondi pensativo. — quando você começou a gostar de mim?
- Hm... Fico até com vergonha de falar. — ele riu.- foi meio que amor a primeira vista. Quando fui na sua casa já estava com borboletas no estômago.
- sério?! — exclamei.- que fofo, hyung!
~
E lá estávamos. Eu e o Jinyoung com os mesmos óculos que usamos naquele dia, no mesmo parque de diversão. É tão bom passar o tempo livre com ele. Depois de um dia todo no parque, tomando sorvete e comendo fast food, Jinyoung e eu paramos em frente ao carrossel. Jinyoung começou a fazer caretas, as que fossem engraçadas e me fizessem rir, ele ganhava um beijo, é claro que rir para todas. Quando estava prestes a dar um selinho nele, uma voz ecoou nos nossos ouvidos.
— Oppa! – Gritou aquela voz irritante que eu sabia muito bem quem era, reconheceria em qualquer lugar.
Senti um frio na espinha.
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