Notas iniciais
O capítulo é curto, mas foi proposital. Apartir desse momento, estou jogando pra vocês aí um mistério excitante!!! Quando lerem esse capítulo a pergunta será simples: "Quem será o desconhecido?", e eu convido vocês a descobrir :) Podem começar as suas apostas, mas eu garanto que nos próximos capítulos que ainda virão as coisas vão começar a ficar confusas. Prestem bem atenção aos sinais! ~ A CO-ESCRITORA DA FIC TRATOU DE CRIAR UMA FANFIC APENAS SOBRE O PERSONAGEM TÃO COMENTADO MORGAN DRUMMONF. LEIAM! http://www.fanfiction.com.br/historia/174556/My_Name_Is..._Morgan_Drummonf.

NARRAÇÃO DE CATHERINE

Meus dedos deslizavam pelas teclas pretas e brancas lentamente, sem pressa. Pouco a pouco a melodia se espalhou pelos cantos da casa, enquanto meus olhos se fechavam e minha alma flutuava logo ali, ao lado de meu corpo. Suspirei satisfeita, então sorri com a minha imaginação. E se tudo estivesse mesmo tão perfeito? Cada nota tocava meu coração como um espinho, provocando dor angustiante. Finalizei a canção com o peito já apertado, sufocado por uma sensação horrível. Sensação que eu não sabia pelo qual era provocada. Talvez... Medo.

O vento atravessou a fresta da porta e das janelas, soando um assobiou frio e sombrio em meio ao silencio. Levantei-me arrepiada, e peguei a água quente no fogão, colocando-a em uma xícara que estava pronta na pia. Balancei com calma o pacotinho de ervas do chá que já se encontrava ali, e caminhei em direção ao sofá. Quando estava prestes a sentar, algo me levou até a janela. O vento fraco soprava a cortina, e foi-se crescendo dentro de mim um desejo incontrolável de descobrir o que havia lá fora, se é que havia algo.

A noite estava escura, sem estrelas espalhadas pelo céu. E não, não havia nada lá fora além da minha dignidade, a qual eu havia perdido há muito tempo ao me entregar a impulsos e paranóias desse gênero. Onze horas da noite, e eu tomando um chá de ervas, refletindo sobre meus atos ridículos. Mas a questão não era essa, e sim que... Eu conseguia ver algo nos arbustos, em meio ao breu da rua deserta.

Foi quando a campainha tocou.

Depositei a xícara na mesinha em frente ao sofá, tentando evitar qualquer barulho, então caminhei hesitante em direção a porta. Meu corpo queimou ao tocar a maçaneta.

- Sou eu, o Dean. – eu ouvi alguém dizer atrás da porta.

Respirei depois de longo tempo sufocada por meu medo, então girei a maçaneta.

- Olá. – esbocei um fraco sorriso.

- Está tudo bem? – ele perguntou.

- Ah, sim.

- Achei que estaria acordada. Pude ouvir você tocando enquanto vinha para cá. – ele sorriu.

NARRAÇÃO FEITA PELO DESCONHECIDO.

Assisti a cada movimento sem importância de Catherine naquela noite. Eu gostaria de tê-la matado bem ali, agora, enquanto ela procurava por algo fora da casa, observando pela janela. Sua distração me ajudaria a atacar e calar esse desejo incontrolável dentro de mim. Droga... Seria a hora perfeita.

Escondi-me rapidamente assim que a campainha tocou.

Era Dean.

Eles trocaram algumas poucas palavras antes que ele entrasse. Seus passos eram lentos, mas firmes. De forma discreta, colocou suas duas mãos no bolso.

- Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou, andando em direção a ele.

Catherine parou ao seu lado, e ele a encarou.

- Só estou preocupado. – ele fitou o tapete.

- Pode me dizer com o que? – ela tentava olhar diretamente em seus olhos.

- Brad e eu achamos melhor que alguém fique com você aqui... Caso algo aconteça. – ele voltou seu olhar para ela.

Pude ouvir o riso de Catherine, o qual quebrou a tensão estampada no rosto de Dean.

- O que é? – ele perguntou, um pouco confuso.

- Isso explica o seu jeans e a camiseta de pijama.

- Você tem uma ótima observação. – ele sorriu.

- Obrigada. Pode ficar aqui esta noite, tem um quarto extra.

- Um quarto extra para terrestres, certo? – ele ironizou.

Idiota, eu pensei.

Eles subiram as escadas, e eu tratei de sair daquela casa. Havia muito que fazer naquela noite.

Notas finais
QUEM VOCÊ ACHA QUE É O DESCONHECIDO?