The True Forks (com nova autora)

16 2ª TEMPORADA :: O Primeiro


Notas iniciais
Como podem perceber, não aguentei muito tempo longe do nyah e dessa fic pela qual a cada dia cresce o meu sentimento e junto a ele, seu significado em minha vida. Espero que gostem da segunda temporada!!! Não vejo a hora de ler seus comentários e saber o que estão esperando dos próximos capítulos. Caprichei nesse viu? Mais de 2.000 palavrassssssssssssss. Não é bastante perto dos outros? Pretendo manter um bom número de palavras nos próximos. Bom, só espero que alcance as expectativas de muitos. Estou super empolgada para voltar à ativa COM TODA A FORÇA.
Qualquer erro de digitação ou de português, por favor me contatem que ficarei muito grata! BOA LEITURA e BOA AVENTURA c:
@tainamosch para papos, dúvidas e ideias.
ps: pretendo criar ainda uma conta pra fanfic no facebook mais pra frente, se tudo der certo. Quero vocês mais perto de mim hahahaha.

CATHERINE


- Eu havia matado Morgan Drummonf? – perguntei-me, agora sem muita certeza.

Não via mais seu corpo, apenas pó. Levantei-me e observei relutante seus restos que antes eram parte da sua imortalidade. Era como se eu tivesse absorvido por meio dos meus poros toda a vida que ainda restara em seu corpo. Aquilo me assustava. Aquele poder em si me assustava, mas também me oferecia uma sensação inexplicável de segurança.

O barulho da porta interrompeu meus pensamentos. Damian.

Seus olhos oscilavam entre mim e o que ainda havia de Morgan. Era claro em seu olhar a tamanha confusão que aquilo estava causando a sua mente.

- Você fez isso? – ele perguntou, olhando para mim.

- Fiz – respondi automaticamente.

Damian olhou novamente para mim.

- Melhor sair daqui para que eu possa cuidar de tudo. – ele olhou para os restos de Morgan no chão e depois se virou para os tubos que pingavam sangue no chão.

Foi quando me lembrei de que havia pulado da cama sem nem ao menos sentir os tubos se soltando de minhas veias. Coloquei minha mão instantaneamente em meu braço, e logo retirei o curativo que cobria apenas minha pele milagrosamente curada.

Olhei para Damian buscando por respostas, mas ele apenas olhou para meu braço sem surpresa.

- Saia pela janela. – ele disse, desviando sua atenção agora às cinzas no chão.

- Pulando? – perguntei ainda mais confusa.

- Catherine, você é uma vampira agora. Olhe só do que você foi capaz. – ele disse, olhando-me diretamente nos olhos enquanto ligeiramente apontava para no que havia se transformado Morgan.

Andei em direção à janela. Eu sabia o que fazer, no fundo sabia. Mas antes…

- Por que está fazendo isso? – virei-me para ele.

Damian me fitava sem certeza se havia entendido minha pergunta.

- Muita coisa aconteceu enquanto você esteve apagada, ok?

- William está vivo? – a esperança encheu meu peito sem que eu permitisse.

Damian fitou friamente o chão ao seu lado, depois voltou seu olhar para mim.

- Eu sinto muito.

Não acreditava em suas palavras. Se William estava morto, ele nada sentia quanto a isso.

- Você o matou.

- Tentei.

- O que isso significa? – minha impaciência parecia transparecer em meu rosto.

- Eu lhe contarei tudo, mas precisa confiar em mim. – ele disse, olhando diretamente em meus olhos como sempre fazia.

- Já fiz isso uma vez. – eu disse antes de pular pela janela do hospital.

|||||||

Observei meu reflexo no lago. Aquele rosto que eu via mal parecia o mesmo o qual encarei por tantos anos de frente a um espelho. A cor de meus olhos parecia diferente, não sabia explicar ao certo como e por que. Por dentro de minha pele aparentemente frágil e macia, meu coração havia se transformado em pedra. Ninguém seria capaz de notar o quão resistente meus músculos estavam. Quase parecia a mesma pessoa, porém congelada por um poder do qual eu nada sabia até agora. Mas era só o começo, disso eu tinha certeza.

Sentada na beira do lago, agarrei uma pedra ao meu lado. Ao segurá-la, o toque aparentemente delicado de minha mão a transformou em pó. Senti o farelo por entre meus dedos cair de encontro com a terra pouco úmida enquanto me levantava sentindo-me um monstro. E talvez seja nisso que eu havia me transformado.

Segui em direção ao final da floresta, onde encontraria um atalho para voltar para Forks. Tudo fora muito rápido. Eu claramente não possuía controle sobre meus movimentos. Estavam alterados de forma assustadora. Mais rápidos, porém mais discretos. Em poucos minutos eu estava próxima de Forks. Mas algo impediu a minha tentativa de seguir em frente ao meu objetivo.

Um lobo.

Ele estava ali, parado a minha frente, sem mostrar sinais que pudessem alertar perigo. Apenas parecia me observar, sem mover sequer um músculo. Por um momento, achei que talvez conhecesse seus olhos esverdeados que me fitavam com surpresa. O lobo a minha frente não me parecia muito jovem até correr bravamente em direção às árvores que levavam à cidade. Segui-o sem nem cogitar permanecer parada ali.

Damian me impedira de repente de continuar.

- Você não pode voltar. – ele disse.

- E por que não?

- Eu responderei à todas as suas perguntas, mas antes temos que sair daqui. – seus olhos não desviavam dos meus.

- Saiba que eu tenho muitas perguntas. – eu disse, me aproximando.

- Então está pronta para confiar em mim? – seu tom parecia quase desafiador.

Afastei-me.

- Por que não me matou antes, Damian? – perguntei, olhando novamente em seus olhos para ter certeza de que diria a verdade.

- Eu matei.

- Não parece. – eu disse, sem ainda desviar meus olhos.

Observei seu vulto passar quase despercebido por mim, levando-o rapidamente para perto de algumas árvores longe dali.

- Você vem? – ele gritou.

Respirei fundo e em cerca de menos de dois segundos eu estava ao seu lado novamente.

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Ele permaneceu em silencio durante toda a caminhada – a qual não teve nenhum aspecto vampiresco, por mais incrível que parecesse. Fiquei sempre dois passos atrás dele. Queria estar segura de que ele não poderia fazer nada contra mim.

- Não seria mais fácil se fossemos correndo, ou alguma coisa do tipo? – perguntei.

Damian olhou para mim ainda em silencio.

- Quando saiu do hospital estava muito fraca. Suas pernas ficaram muito tempo sem movimento.

- Não. – respondi.

Ele se virou para mim parando no caminho. Seu olhar parecia surpreso.

- Não?

- Não. – repeti sem sentir necessidade de argumentar.

- Achei que depois de… – ele mesmo se interrompeu: — Bom, a caminhada era para fortalecer seus músculos.

- Me fortalecer mesmo sabendo que posso te destruir como fiz com Morgan?

Ele sorriu novamente, agora mostrando seu sorriso completamente.

- Tente. – me desafiou.

Eu queria me aproximar e tocá-lo até a morte. Mas o que eu provaria a um pequeno resto de pó? E… Eu não tinha a mais ninguém. Apenas Damian. Por mais que tentasse negar os fatos, eu precisava dele. E por algum motivo eu acreditava que ele também precisava de mim. Sempre precisou. Era a única explicação para eu ainda estar viva.

Ignorei-o continuando a caminhada a sua frente, enquanto Damian agora me seguia.

Em quem mais eu confiaria se não ele?

|||||||

Depois de uma longa caminhada, Damian parou ao meu lado quando estávamos perto da estrada – que não estava muito longe da nossa última parada. Minha garganta queimava. Hesitando o que se parecia com fome, tentei me distrair o observando enquanto agarrava um saco feito de pano atrás de uma pedra. Ele deve ter deixado aquilo ali no caminho do hospital. Tentei não pensar nas grandes possibilidades de naquele pequeno saco estar as cinzas de Morgan.

- Damian, preciso que me conte tudo que sabe. Eu faço parte disso tudo agora mais do que nunca. Preciso entender por que estou assim. Não posso tocar em nada nem em ninguém; matei o vampiro mais forte de todos. Eu preciso de respostas, Damian. E pra isso você terá que parar de omitir a verdade.

Ele me olhou por um instante.

- Por muito tempo acharam que Morgan fosse o primeiro, mais velho e mais forte dos vampiros. Você merece saber que ele não é.

- Como tem tanta certeza? – perguntei confusa e curiosa sobre sua resposta. Ainda não acreditava em boa parte de suas palavras.

- Porque sou eu.

- O que? – o espanto era nítido em meu rosto.

- Eu sou o primeiro. – ele disse.

Logo todos os fatos se embaralharam em minha cabeça. Como tudo aquilo estava acontecendo tão rápido nos últimos dias? Eu me lembrava como se fosse ontem quando minha vida ainda era normal. Perguntava-me se um dia aquela loucura toda acabaria por se transformar em meu único conceito de normal. E o que isso me tornaria enfim?

- Há muito tempo, — ele continuou — William e Emily foram transformados por Morgan e trazidos para cá. A mansão de Morgan fica aos arredores de Forks, fazendo então desse o pequeno jardim de William, e as pessoas seus brinquedos. Ele começou os casos matando muitas pessoas, inclusive uma garota muito especial chamada Sarah.

- Emily também é uma vampira?

Damian ignorou minha pergunta.

- Sarah foi sua melhor amiga, aquela a qual você amou. – eu disse, rapidamente voltando para o assunto que interessava.

- Não foi Sarah quem ele matou naquele dia e certamente eu não fui quem Morgan transformou por ter visto tudo. – sua expressão era séria, como desde o início.

Respirei fundo tentando absorver tudo aquilo.

- Ele sabe de você? – perguntei.

- Não. Se soubesse teria medo de agir como vem agindo por séculos e décadas. – pude ver um leve sorriso de satisfação no canto de seus lábios.

Voltamos ao bom intervalo de silencio.

- Como eu fiz aquilo? Como o matei se é tão poderoso?

- Morgan foi transformado por meu irmão, que assim como você, foi transformado por mim.

Seu tom era irreconhecível. Era possível perceber como nunca a autoridade em cada palavra que passava entre seus lábios. Mas aquilo não me causava medo. Pelo contrário, apesar de não ter total confiança nele ainda, estar ali fazia com que me sentisse de certa forma segura. Seu olhar confirmava tudo no que parte de mim já acreditava. Ele jamais iria me matar. Ele me queria ali. Ele planejou isso.

- Morgan a subestimou, e no começo eu também. Eu ia te matar, Catherine. Mas meus planos mudaram.

- Desde quando?

- Desde que a contei sobre William.

- Você me contou o segredo da espécie porque sabia que…

- Que iria se tornar uma vampira. Nada do que faço é um impulso.

- Sua mordida não poderia ter me matado?

- Apenas uma mordida só irá liberar o veneno que transformará o humano em vampiro. Quando quiser matá-lo terá que sugar todo o seu sangue.

Eu me sentia uma metralhadora de perguntas, mas preferia não parar tão cedo. Quando eu parasse, os pensamentos viriam. Todo o terror que eu recolhia para dentro de meu peito se libertaria e criaria vida com o objetivo de me assombrar. Eu sabia que em breve teria de enfrentar o meu medo. Aquilo era como uma parte de minha transição para o sobrenatural. Porém eu não estava pronta, e gostaria de nunca estar. Mas uma hora seria impossível evitar.

Minha garganta ainda queimava.

- Quem morreu “no seu lugar” nos primeiros casos? – voltei a metralhar.

- É a única pergunta a qual ainda não consegui responder.

- E como eles passaram a pensar que você fora quem se transformou naquele dia?

- Eu os manipulei: Morgan e William. Mexi na memória deles, me coloquei no lugar daquele que eles transformaram.

Repugnei-me com suas palavras e o tom frio com o qual elas passavam por seus lábios.

- Você é um monstro mentiroso manipulador, Damian. – o desafiei sem medo.

- E você é muito corajosa para apontar suas palavras assim na minha cara.

- Eu não tenho medo de você. Ainda posso te matar.

- Você acha mesmo? – ele riu consigo mesmo.

Damian andou alguns passos em minha direção e me segurou um pouco abaixo de meus ombros com força dos dois lados. Por minha surpresa, nada aconteceu. Ele permanecia parado olhando diretamente em meus olhos.

Tentei me soltar, e com sua permissão consegui. Toquei estão em seu rosto com uma de minhas mãos, mas ainda nada aconteceu.

- Seus poderes não me fazem nem cócegas. – ele disse.

- Ainda não tenho medo de você. – disse, afastando-me de seu rosto.

- Por que não?

- Não teve coragem de me matar antes.

- Não quis ter matar antes. – corrigiu.

Damian continuava bem a minha frente, perto o suficiente para que fosse impossível ignorar seu olhar.

- De qualquer forma continuo viva.

- Em parte. – levantou as sobrancelhas.

- O que importa é que você quis isso, você quis que fosse assim. Quis que eu soubesse de tudo isso e de quem você é. Você me escolheu, admita.

- Eu te escolhi, Catherine.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.