The True Best Friend

1 Capítulo 1 - Confusões internas


"Amigos virtuais não precisam nos sentir para enxergar nossas lágrimas, ao contrário de amigos ‘reais’ que nos olham e não enxergam realmente a dor da nossa alma."

Emerson PDV

Mais um dia levantando às seis horas da manhã. O calor intenso de Miami faz acordar automaticamente sem precisar de um despertador me atrapalhando. Meus chinelos estão jogados pelo quarto escuro, estico meu braço direito ligo o abajur, crio coragem e sento-me na borda da cama. Pego meu celular dentro da cômoda e vejo milhares mensagens de Ketlyn:

[Esquilo]: Emerson, o festival é hoje.

[Esquilo]: Foi cancelado, é amanhã, três horas da tarde. Nem adianta dar desculpa você esta de férias.

[Esquilo]: Um garoto derrubou sorvete na minha blusa acredita.

[Esquilo]: Christopher esta brigando com um garoto em frente do Rock All.

[Esquilo]: Ele apanhou feio, sabe o que eu acho? Acho é pouco.

Decido ignorar o resto das mensagens, pois tinham muitas. Levanto de vez, vou até o banheiro do meu quarto. Tomo um banho, faço minha higiene e caminho até o closet. Visto as roupas de sempre; uma calça jeans preta, camiseta com manga três quarto azul justa em meus braços, e solta na região da barriga, meu tênis All-Star preto.

Saio de meu quarto sentindo o cheiro das panquecas de minha mãe. Desço as escadas calmamente checando os outros sms de Ketlyn.

[Emerson]: Estou indo para praia.

Coloco o objeto em meu bolço e vou à cozinha. Chegando ao cômodo, observo minha mãe fritando as deliciosas panquecas com habilidade.

“Olá mãe.” Digo me aproximando dela e beijando seus cabelos.

“Bom dia, querido. Esta cedo não acha.” — A mesma despeja as panquecas no prato ao seu lado. Mamãe volta atenção para mim, e sorri. — “Onde pensa que vai seis e meia da manhã?” – Perguntou com as mãos na cintura fina.

“Vou ver Ketlyn, talvez mais tarde eu vá ao Ruan.” – A informo.

“Já já seu pai acorda para trabalhar.” – Pego minha bolça que esta perto da fruteira. — “Precisa de dinheiro para o ônibus?”

“Não, mãe. Vou a pé.”

Eu vou até ela dou outro beijo em seus cabelos e me despeço. Enquanto eu caminho até a praia penso em varias coisas, mas a principal dela é: o que vou fazer no futuro? Eu tenho dois anos ainda de colegial, mas já gostaria de adiantar o processo para adivinhar o que vou me interessar futuramente. Seriamente não sei o que fazer. Esse conflito esta em mim, desde sempre, duvidas e confusões são duas coisas que atrapalham meu cotidiano. Chegando a praia, avisto uma morena conhecida por mim.

“Hey, esquilo.” – Ketlyn sorri.

“Olá, gnomo. Esta cedo não acha?” – Ela cruza os braços e me encara.

“Eu precisava sair de casa, esse calor estava me matando.” – Afrouxo o meu colarinho. – “Mesmo eu amando esse lugar, às vezes tenho vontade de ir embora daqui”.

“Não é o único. Vamos sentar a praia esta vazia, nem abriram as lojas ainda.” – Olho para seus olhos castanhos escuros eles estão brilhando olhando para o mar.

Ketlyn e seu amor pelo mar. Mar e Ketlyn é a junção perfeita. Uma surfista que garanto que não conseguiria viver longe do esporte e do mar.

“Então... Conseguiu se inscrever para competição da semana que vem?” – Pergunto a ela, e a mesma nega.

“Não tenho dezoito ainda.” – Ela se joga na areia e suspira alto.

Anna PDV

Desde quando o despertador ficou tão alto. Minha cabeça esta latejando. Abro os olhos lentamente e vejo que estou escorada em montes e montes de livros. Mais uma noite passando em branco de tanto estudar. Não sou a garota estudiosa, mas quando estamos falando de provas finais já é outra coisa. Olho para cômoda a minha direita e vejo que são dez horas da manhã. Não passei a noite totalmente em branco, dormi por pelo menos duas horas.

“ANNA. ANNA. ANNA. ANNA. ANNA. ANNA.” – Escuto alguém bater incansavelmente na porta de meu quarto.

Abro a porta devagar, mas um ser magro e japonês passa pela minha porta voando.

“Saiu meu teste no MIT.” Diz minha amiga sorrindo.

“E?” Arqueio a sobrancelha esperando que ela continue.

“Acertei oitenta por cento.” — Arregalo os olhos.

“VOCÊ PODE IR PARA FACULDADE ADIANTADA.” – Grito feliz por minha amiga. “Jaqueline, estou tão feliz por você. Sua mãe já sabe”. – A mesma assentiu. – “O que ela disse?”

“Que eu já posso ir ajeitando a mala para faculdade.”

Por um lado sua ida é muito boa, mas por outro. Ficar sem minha amiga que me apoiou que sempre esteve comigo nos momentos difíceis. Vai ser difícil de largar minha japonesa.

“Anna.” – Ela murmurou vendo minha feição. “Você sempre vai poder me visitar.” — Segurou meu rosto em suas mãos. “Eu sempre vou estar com você acima de tudo. Além que você vai ter Camila, os dois Gabriel (s), e o João.”

“ Jaque, eu te amo acima de tudo. Seu sonho é passar nessa faculdade sendo a primeira a ingressar no MIT da nossa escola. Estou triste? Claro, mas seus sonhos vêm em primeiro lugar para mim. Porra! É o MIT, eu já te idolatrava antes imagina agora?’’ — Jaqueline solta uma risada baixa.

“Eu também vou sentir sua falta.” – Sorriu triste. “Mas olha para mim, daqui uns anos você vai para Stanford ou Harvard, pense nisso.”

“Jaque, vamos falar a verdade, eu não vou conseguir entrar em praticamente nenhuma faculdade. Minhas notas só são boas por causa de você e as outras meninas.”

“Então trate de estudar. Tem um site na internet, que varias pessoas ensinam as coisas para você, é tipo um reforço.”

“Vou pensar no seu caso, Jaqueline.” – Ela sorri.

“Camila esta nos esperando no carro.” – Jaque olha atrás de mim, e arqueia a sobrancelha. “Faz mal passar a noite em branco.”

“Desculpa mãe. Vamos logo, antes que Camila perca a paciência como da ultima vez e sua as escadas gritando.” – Caminhamos até a porta, mas a garota para.

“Antes, pegue o livro de física, vou te ensinar as leis de Newton.”

Logo depois de pegar meu livro, descemos as escadas conversando animadamente sobre a sua ida a faculdade. Jaque esta ansiosa para partir para universidade, enquanto eu provavelmente vá reprovar o terceiro ano. Sinceramente, talvez vá ser bom. Não faço ideia do que fazer futuramente, meus pais me dizem para cursar direito. Exatamente meu pai diz para cursa-lo, já minha mãe medicina, eu não me dou bem com nenhuma das duas opções. A cada uma semana penso em uma faculdade, mas logo mudo de ideia, me deixando cada vez mais frustrada por não achar algo.

“Até que enfim.” – Camila disse impaciente. “Gabriel já ligou duas vezes perguntando se iriam demorar. Caso vocês não saibam o clube zero não guarda por muito tempo as reservas.”

“Camz, desculpa eu perdi a hora estudando.” – Mila sorriu e correu para me abraçar.

“Estudando agora? Vamos logo que vai chover.” – Brincou. – “Ano que vem Stanford, Harvard, Yale ou Oxford. Todas brigando por mim.” – Sorriu convencida.

“Cadê aquela garota que eu conheci; que era tímida e pedia desculpa por tudo?” – Perguntei brincando. Camz era extremamente tímida, era muito vê-la conversando durante as aulas. Acabei conhecendo ela pela Jaque, que é sua companheira de laboratório desde o primeiro ano. – “Cadê minha antiga Camz?”.

“Ainda esta aqui, só que ela mudou.”

Emerson PDV

Estava dentro do mar junto com Ketlyn. Ela conversava comigo sobre a escola, algo que eu estava ignorando, estou férias, não quero saber de tal.

“Eu estou precisando de ajuda em estatísticas, eu quase não passei. Graças a Evellyn eu consegui”. – Evellyn e Ketlyn são irmãs gêmeas, mas não idênticas. Ketlyn é meu eu feminino, somente de personalidade, pois sua aparência é diferente de mim.

“Se você largar um pouco a prancha e pegar nos livros, talvez você passe tranquila.”

“Você esta parecendo o professor Ian, vive falando isso para mim.” – Resmungou. – “Surfar é minha vida. Surfe é meu futuro, talvez eu ganhe uma bolça de estudos na Berkeley por surfe. Então calados”.

“Okay. Mudando de assunto. O que aconteceu como Christopher?” – Perguntei. Christopher é o Quarterback de minha escola, o cara mais popular, que namora da capitã das lideres de torcidas. Um verdadeiro chato, isso que ele é. O garoto fica enchendo meu saco me chamando de perdedor, nerd. Além de às vezes jogar raspadinha em mim.

“Ele terminou com Rebeca, e foi afogar as magoas no Rock All, o babaca deu encima da filha de um dos motoqueiros, e se ferrou.” – Explicou rindo. – “Sabe que eu acho?”.

“Acho é pouco”. – Completei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.