The Treehouse

1 Death happens, and theres no evidence.


Notas iniciais
Bom, gentem.
Simplesmente amo escrever suspense, então espero que gostem.

Desde que me tornei detetive, nunca havia me deparado com uma sequência de casos assim. Eu não era de ficar assustada, mas depois de ir aquela última cena do crime o medo começou a brotar em meio de meus sentimentos.

Tudo começou quando alguém me fez uma ligação, o que não era uma coisa comum, pois quando havia alguma ocorrência a central nos ligava pra avisar e não um alguém qualquer.

-Detetive Johnson? — A voz era esganiçada, como se tivesse sido alterada no computador.

-É ela. — respondi.

-A morte acontece e não há provas — A voz disse pausadamente.

-O quê?! — Perguntei já fazendo um sinal pra alguém rastrear o número.

-A morte acontece e não há provas — Repetiu — Venha me encontrar e o arrependimento surgirá. — Completou.

- Quem é?! — Gritei, mas não antes que desligasse. Porém foi o suficiente para meus colegas conseguirem rastrear o número do telefone, o que nos levou para uma casa não muito longe da delegacia.

Chegando lá, reparei junto com minha equipe que tinha todos os sinais de que havia acontecido um assassinato naquele lugar, mas nenhum corpo. Marcas de sangue por todo o lugar, mas especialmente concentradas no centro da cozinha, em cima da mesa de jantar. Nesse momento comecei a levar em conta que poderia ter sido feito um sacrifício para algum tipo de ritual.

-Nenhum corpo nos outros cômodos, somente marcas de sangue por todo o lado. — Informou-me o legista.

-É, estou vendo que esse vai ser um caso estilo quebra-cabeça. — Respondi — Por sorte, adoro desafios.

-Nós sabemos que adora, quando temos casos difíceis sempre pedimos a sua ajuda. — Disse ele dando um sorrisinho e saindo.

Nunca havia parado para pensar nisso antes, e é verdade, eu era melhor em desvendar casos complicados do que casos mais simples. Estava perdida em meus devaneios quando o meu celular tocou.

- A morte acontece e não há provas — Essa voz de novo não. Esse assassino era bem rápido pro meu gosto. E agora tinha o número do meu celular, isso tinha começado a ficar pessoal.

-Quem é você e como conseguiu o número do meu celular? — Eu disse com a voz alterada.

- A morte acontece e não há provas, venha me encontrar e o arrependimento surgirá. — Dessa vez disse pausadamente e desligou.

- Merda! — Resmunguei para mim mesma — Outro assassinato, em outro lugar. E agora ele tem meu celular. — Disse para os outros do grupo que estavam lá comigo.

Demoraram mais para rastrear o local de onde viera esta ligação, pois era um celular provavelmente descartável e não um telefone fixo, mas depois de umas três horas na delegacia, os resultados vieram em minhas mãos.

O apartamento era simples e com poucos cômodos, o que facilitou nossa busca por provas, mas de novo, só sangue, e o ponto principal das evidências sanguíneas era a cozinha, em cima da mesa de jantar, que era grande para um apartamento tão pequeno.

Certamente mais de uma pessoa havia morrido no local, e no centro da mesa de jantar encontrava-se um telefone descartável. Meu número de celular foi o único a ser discado naquele aparelho, que por sinal estava sem nenhuma maldita prova. Nenhum fio de cabelo, nenhuma digital, nada. Isso estava começando a me intrigar cada vez mais, e junto com a intriga vinha à dúvida: Como alguém era capaz de ser mais esperto do que o departamento de polícia de uma cidade? Bom, eu digo como assim que eu encontrar essa pessoa louca.

Notas finais
E aí, gostaram?
Deixem uma review pra eu ficar feliz!
xx