The Travel
1 One Normal Life
Notas iniciais
Como toda a história começa com "era uma vez", a minha não vai começa.Eu não sou como todas as meninas bobas e apaixonadas por ai. Eu praticamente não me comovo com nada nesta vida. Apenas com livros. Eles são o meu mundo. E quando minha tia pergunta:
– E os namoradinhos?
Eu respondo com muito prazer:
–Presos em livros tia, mas a maioria já ta morto.
E se você já me viu chorar presumo que já tenha me visto terminar um livro. E estou eu aqui em River Bluff, uma cidadezinha de Kentucky onde eu nasci em 14 de Maio de 1995. Fui criada aqui e estou aqui até hoje, mas quando fizer 20 anos quero viajar, morar em ourro lugar. Principalmente na Itália. Semore foi meu sonho morar lá. É um paraíso. Muitos sonham em ir para Paris, Roma, mas a minha visão de um local incrível é um pouco diferente, não são os lugares mais românticos do mundo e sim os que eu sonhei a minha vida toda.Eu quero sair de Kentucky, definitivamente. Eu já viajei para o Brasil, lá é um lugar lindo, eu me hospedei no Rio, de frente para a praia. O calor de lá é grande e as praias são maravilhosas demais. Há um barulho na janela do Rio que eu não consigo tirar da minha cabeça, até eu me dar conta de que o barulho vem da minha janela. Pedras pequenas sendo lançadas contra elas que me tiram do meu flashback da viajem para o Brasil. Demora um tempo para eu levantar da cama e abrir a janela. A pessoa que está lá fora não para de jogar as pedras mesmo depois que eu coloco a minha cabeça para fora. Só param de acertar as minúsculas pedras, que causam uma dor imensa, contra a minha testa quando já fui acertada por três. É Madison. Minha amiga de infância.
– Me deixa entrar — diz Mad.
– Jogar pedras contra a minha janela e a minha testa — digo gritando ainda mais no "testa" — não é o melhor jeito?
– Você não atendeu o telefone e eu me destrai — ela gritou de volta.
– Você esqueceu sua chave como sempre né? — eu dei uma chave aqui de casa para ela porque ela sempre vem aqui, mas ela sempre esquece mesmo. Ela abre a boca para falar algo e eu a interrompo — Eu to descendo, até porque eu preciso de um gelo.Eu fecho janela e desço as escadas pelo corrimão, como uma criança. Aliás, é o jeito mais fácil e rápido.Minha mãe que com certeza ouviu nossos gritos está indo abrir a porta, ela está no meio da sala quando me vê.
– Sarah! Eu não sabia que você estava acordada — disse minha mãe abrindo a porta da sala.
– Ela também não sabia tia — Mad falou particamente pulando no colo da minha mãe.
– Parabéns Sarinha — diz minha mãe vindo em direção a mim para me dar um abraço. Eu tinha até esquecido que hoje era meu aniversário. Eu esqueço de tudo quando penso na Itália ou no Brasil. Ela se afasta um pouco para ver meu rosto e eu esboço um sorriso para ela. De perto as rugas dela são mais visíveis, mas ela não tem tantas então isso da um charme ao seu rosto. Suas feições não são de uma senhora de 50 anos, ela parece bem mais jovem.
– Obrigado mãe — digo beijando ela — eu tinha esquecido do meu aniversário hoje. Eu nem sabia que dia era hoje.Depois que minha mãe já está longe de mim Mad vem correndo na minha direção.
– Sassa! — é como ela me chama.
– Mad! — eu grito de volta para ela mesmo estando perto o suficiente até para me ouvir até se eu sussurrar.
– Eu já ouvi gritos demais hoje — diz minha mãe fazendo Mad me soltar do abraço que já estava me sufocando.
– Ta tia — responde Mad me puxando escada a cima.
–Café de Aniversário? — pergunto. Minha mãe acena com a cabeça — No sótão.
–Não esqueça dos cubos de açúcar — diz Mad as gargalhadas que eu não sei o motivo.
Subimos, na verdade ela sobe e eu sou literalmente puxada. Paramos em frente à porta do meu quarto abrir a porta acima de nós que puxa uma escada para subir para o sótão e consigo finalmente respirar. Entro no meu quarto, pego o meu livro meu celular e subo atrás dela. Depois que sentamos ela abre um sorriso malicioso e diz:
–Parabéns — e começa a fazer cosquinha em mim.Ela sabe que e isso não é fofo, não é engraçado, e que eu vou chutar a cara dela. E eu consigo.
Chega uma mensagem no meu celular e Mad pega ele imediatamente antes que eu possa ao menos pensar em me mexer. É uma mensagem que eu não sei de quem é dizendo "Parabéns linda"
– Conaaaaaaan — ela prolonga com aquela voz mais fina associada ao romance — Mensagen do Conaan! E você nem me conta das novidades né?
– Eu e Conan? — rio debochadamente — Conan Oliver? O garoto mais gato da nossa escola que gosta de "5 minutos além da escuridão"? — é um livro, uma duologia na verdade. "5 minutos além da escuridão" e "10 minutos além da clareza". É a minha duologia favorita.
– Sim Conan Oliver. O gato nerd que tem tudo a ver com você e que você tem uma paixão desde o meio do ano passado quando ele te pediu uma caneta emprestada na aula de física. Aliás, que físico dele hein
.- Cala a boca. Tá ele me chamou de linda — fico corada nas bochechas — e nós conversamos todos os de vá entrar aqui com um buquê de orquídeas roxas, que ele sabe que são minhas favoritas e me pedir em namoro — mas de corada fico vermelha, irritada.- Ele sabe até a sua flor favorita, o que o impede de comprar elas?
– Eu. Eu impeço ele. Eu não sou a pessoa mais bonita do mundo, e ele é.
– Você é linda Sassa.
– Talvez eu seja mesmo — digo com um tom de superioridade e jogo o cabelo.Ela ri, só que a risada dela é estranha, o que a torna engraçada. Então eu rio mais da risada dela e não do que eu fiz.
–Sarah, Madison! — grita minha mãe.
– Pode entrar mãe.
– Claro, se vocês quiserem que eu jogue o café da manhã no chão e puxe a escada por mim tudo bem — diz ela com irnonia.Eu olho para Mad e ela já sabe o que eu quero.
– Eu andei até aqui porque meu pai foi trabalhar com o meu carro porque o dele quebrou.
– Madison Leets — é o sobrenome dela — sua casa é aqui na esquina, e hoje é meu aniversário.
– E ela é sua mãe — responde Mad.
– Se eu tiver que escutar mais uma palavra das duas eu volto com o café da manhã e a surpresa pra a Sarah lá para baixo.
– Que surpresa? — eu já estou abrindo a escada — Você sempre soube que eu sou uma pessoa muito curiosa.
– Pega isso — ela estande a bandeja — e quando eu subir a gente conversa.Ela sobe, fecha a escada e senta na minha frente e de Mad.- Então como você não deve saber, seu pai não te mandou pensão esse mês — minha mãe e meu pai se separaram à dois anos e ele tem mandado pensão para mim todo o mês então eu não sei o que aconteceu, até Mad está surpresa — mas isso não é uma coisa ruim — ela continua — ele te mandou hoje uma coisa muito melhor que inclui a sua pensão e o seu presente.
– O que é? Fala logo — eu estou sentada, mas muito agitada.
– Seu pai — ela fala devagar — te enviou uma — ela tira uma carta do bolso — pasagem. Abra e descubra para onde é.
– Uma passagem? Sério? — eu estou gritando de euforia e rasgando o embrulho.
– Para onde? Abre logo isso. Você é muito mole. — Mad está ansiosa ao meu lado.
–Itália — eu grito.
–AI MEU DEUUUS — Mad está gritando tanto que eu não consigo nem ouvir minha própria mente.
–Itália, eu não acredito — abraço minha mãe — muito obrigada.
– Fala isso para o seu pai — diz ela ao mesmo tempo em que a canpainha toca.
–Tem razão, vou ligar para ele.
– Meninas comam, eu vou atender a porta — a campainha toca de novo.
Eu pego meu telefone enquanto Mad pega uma rosquinha caramelada. Eu respondo a mensager do Conan, e ligo para o meu pai.
–Pai, muito obrigadaaaaaaaa — grito assim que ele atende — É para quando o voo? — eu digo meio enrolado por estar comendo um bolinho de chuva bebendo suco de laranja que minha mãe fez.
– Segunda que vem filha — ele diz com uma voz calma
–Ai Meu Deus! Já? Hoje é sexta!
– Ai Meu Deus — responde meu pai de zoação imitando minha voz — Já. Arrume as suas malas, e procure seu passaporte. Eu não vou poder te levar no aeroporto porque eu to saindo aqui da Itália e vou para o Brasil amanhã. Pede para algum amigo ou amiga sua te levar. Não deixe sua mãe ir. Você vai ficar 4 semanas lá. E pode levar uma amiga.
–Ta bom pai — eu rio — Beijos.
– Beijos filha. Eu desligo.
–O seu voo já é segunda? — pergunta Mad assustada.
–É amiga- respondo com uma voz desnimada — mas ele deixou eu levar uma amiga — ela me olha — Eu ainda estou pensando quem eu levo.
Amiga? — ela pegunta indignada.
– É claro que eu levo você — eu estou muito eufórica. Ela se levanta e me abraça.Minha mãe entra no sótão.
– É para você.
– Quem é?
– Um tal de Conan Oliver — eu e Mad trocamos olhar — é melhor você ver o que ele te trouxe.
–Fiquem ai, nem tentem espionar da janela do meu quarto.
Eu desço as escadas pelo corrimão denovo, porque estou ansiosa demais para descer a escada. Alguma coisa está me consumindo, crescendo dentro de mim. É claro que ele não veio aqui me pedir em namoro ou algo assim. Então porue eu estou tão nervosa assim?Eu abro a porta e vejo Mad na janela.
–Vamos para o jardim Conan.
–Okay, só me mostre onde é — ele pega minha mão e eu quase tive um ataque ali mesmo.Isso é errado. Só quando chegamos no jardim atrás da minha casa que eu percebo duas coisas: Que Mad mudou de janela para olhar e que ele tem um buquê de orquídeas roxas.
– O que você que é ia falar comigo?
– Bem — diz ele — Parabéns — e ri. A risada dele é tão gostosa que em vez de rir eu fico toda vermelha — e eu trouxe isso para você — ele me entrega as orquídeas.
Eu falo com ele, mas eu o considero como amigo porque eu sei que é assim, e somente assim que ele me vê e que eu não posso o ver de outra maneira também. Afinal, tem Selly. A namorada metida dele.
– Tem um cartão — digo pegando o papel.
– É — ele coloca as mãos nos bolsos e balança as pernas de um lado para o outro.
Eu só queria dizer que eu não sei o que é, só que eu sinto alguma coisa por você que eu não posso explicar. Eu terminei com a Selly. Bom, eu não tenho muitos desejos, mas o único que eu quero realizar agora é ter você — Conan.
Eu quase choro por aquele bilhete. Mas antes que isso possa acontecer ele coloca a mão nas minhas costas, passa a outra pelos meus longos cabelos começando do preto em cima até chegar no loiro de baixo, acaricia minhas bochechas e por fim nos beijamos. Aconteceu. Ali. Com uma platéia de quebra. Uma coisa que eu nunca pensei acontecer.Eu me afasto dele sentindo que não era o certo a fazer. O que eu sempre quis desde a sétima série era o Conan. E agora que o tenho não posso tê-lo.
– Conan, eu simplesmente não posso — eu dou mais um passo para trás -é difícil, mas eu não posso.Você é um cara legal, mas eu não posso. Eu tenho certeza que tem várias garotas querendo ter pelo menos um encontro com você, eu não sou a pessoa certa. E ainda tem isso, um cara romântico. Eu achei que você era tão superficial. O mais gato da escola. Namorado de uma líder de torcida. Tinha que ser superficial. Não pensei que era romântico — eu dou um passo me aproximando dele.
– Você é a garota que anda de shorts, calças, e casacos enormes, sempre de tênis, a garota que parece nunca chorar — diz ele — Aliás, nunca vi você de vestido. — Eu me sinto confortável assim- olho para os pés e balanço os tênis de um lado para o outro — e se você acha que eu não choro é porque você não me viu terminando "10 minutos além da clareza ".- Quando a Klari se mata.- E o Kyle ve ela pendurada na corda, roxa, na floresta — respondo.- É tão bom falar com alguém que me entenda — eu o acompanho enquanto ele senta na mesa ao nosso lado — A gente podia sair amanhã, como amigos claro. Podemos ir a um restaurante se não se importar — Esse é o problema Conan. Eu viajo para Itália segunda feira e amanhã é o aniversário da Mad, domingo eu tenho compromissos, mas vou ficar feliz se você me levar no aeroporto.
Eu percebo que ele fica triste mas acena com a cabeça. Eu olho em volta fazendo o maior esforço para não encontrar com o olhar caido dele. As flores são de cores suaves de um lado e vibrantes do outro. Tem uma ponte mesmo não tendo um rio abaixo dela. Tem várias luzes que dão vida ao lugar de noite. Não tenho motivos para querer sair daqui, mas é um intuito que eu sempre tive, desde pequena eu falava que queria morar fora, fazer um curso. Eu só tenho viajado e voltado para casa, mas hoje, aqui, rodeada por isso tudo eu sinto que meu lugar não será mais neste ambiente.
– Então — diz Conan me trazendo de volta de minhas reflexões — eu preciso ir.
–Você vai para a festa da Mad amanhã né? — eu abaixo a voz — vai ser no Little Stef.
– Eu vou sim — ele levanta.
– Leve a Medley para a festa — eu estou sussurando perto do ouvido dele — eu soube que ela tem uma quedinha por você — ele ri e eu em seguida.
– Okay, você sabe mais sobre as gatotas do que eu.
– Claro que eu sei. Até amanhã.
– Até conselheira — ele entra no carro rindo e eu dou uma gargalhada dele depois que já se foi.
Mad sai da janela de onde ela deve ter assistido de camarote o show que ela não sabia como tinha terminado.
– Então é isso — diz ela — ele te convidou para sair?
– Convidou — eu olho para meus pés.
– E você aceitou né? — ela levanta meu queixo.
– Me diz que você aceitou, por favor.
– Mad.
– Vamos, me responde — uma curiosidade enorme predomina ela naquele momento. Ficamos em silêncio por um instante e sinto como se o olhar dela me queimasse até a alma.
– Calma, é difícil.
– O que é difícil? Eu te fiz uma pergunta muito fácil. É só dizer sim ou não.
– Não, eu não aceitei — respiro fundo.
– Porque? Você é maluca? Depois daquele beijo. Aquele beijo foi um erro! — desta vez eu realmente explodi.
– Porque um erro? Eu ouvi que ele terminou com a Selly, e ele foi quem você mais quis desde a sétima série. O que aconteceu Sarah?
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