The Trans and the Straight

1 Transexual and Heterossexual.


Notas iniciais
Boa leitura!

Eu sou a Harley, eu sou uma garota heterossexual, e meu namorado, Bill, é menor do que eu, tem traços femininos, e é chamado pelos outros de Bonnie. Sua família não tem ideia do motivo pelo qual ele pediu um binder de aniversário, tem o cabelo curto como de um menino e é sempre tão calado.

Demorou algum tempo até que ele confiasse em mim. Começamos a conversar pela internet. No seu Facebook, o seu nome ainda é Bonnie, e eu acreditava que ele era uma mulher, até o dia que ele abriu seu coração pra mim. Ele tinha medo que eu não quisesse mais ser sua amiga. Ele já tinha colocado muita confiança em mim, e disse que “Não queria perder esse laço.”. Eu vim de uma família cristã, por isso esse medo da parte dele. Mas apesar de boa parte da minha família ser homofóbica/transfóbica (Exceto pelos meus pais, eles são as pessoas mais bondosas que eu conheço.), eu nunca fui assim. Eu tenho vários amigos, ao passo que Bill tem poucos, mas os que tem, são de confiança, e respeitam seus pronomes. Sinto um respeito muito grande pelos seus amigos.

Eu sou loira de olhos castanhos, e ele é moreno de olhos cinzentos. Eu me identifico como mulher, ao passo que ele nunca se viu como uma. Bill é transexual, mas poucos sabem disso. E aos poucos, fui me apaixonando por ele. O seu jeito tímido, a sua sinceridade, a sua paixão pela vida... Começamos a namorar depois de cinco meses de amizade. Ele ficou bem inseguro no começo.

— Você não se importa que eu seja uma mulher? – Perguntou ele. –

— Você nunca foi uma mulher, Bill. – Eu respondi. –

Depois que eu disse isso, ele me abraçou com força, e finalmente trocamos nosso primeiro beijo. Me lembro disso com carinho. Não foi exatamente o que eu sonhava... Foi ainda melhor.

Então, ele me levou para conhecer seus pais. E... O que posso dizer? Eles foram destrutivos. Disseram “Nossa filha é lésbica! Não a criamos para ser assim!”. Foi então que Bill explodiu. “Eu não sou lésbica. Eu sou um homem!”. Quando o pai dele parou de berrar, ele conseguiu explicar um pouco sobre sua transexualidade... Até que a mãe dele começou a chorar. Depois disso, ele pegou minha mão, se desculpou comigo, gritou com seus pais e fomos embora. No meio da rua, vi lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

— Pra onde estamos indo?

— Eu não sei. – Ele disse. –

No final das contas, ele dormiu na minha casa. Explicamos a situação para meus pais, e justo como eu esperava, eles aceitaram prontamente. Inclusive, se preocupavam com Bill como se ele fosse um filho, e ficaram muito felizes com o nosso namoro. É, meus pais são assim. No dia seguinte, seus pais não quiseram saber dele. Nem no outro. Apenas uma semana depois, eles ligaram, pedindo para que ele voltasse. Houve muita discussão, horas no telefone, mas Bill não cedeu. Disse que não queria nunca mais voltar. Já havia sofrido muito preconceito e maus tratos dentro daquela casa (Inclusive já tinha apanhado algumas vezes.), e se recusou a voltar. Meus pais o apoiaram, dizendo que ele podia ficar o tempo que precisasse.

O que aconteceu? Bem, hoje em dia ele mora comigo. E nós dois estamos ajudando várias pessoas na comunidade LGBT+: Fazendo grupos na internet, conversando com pessoas em depressão... Estamos, basicamente, fazendo o que os preconceituosos não fazem: Espalhar amor.

Notas finais
Até a próxima! o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!