The Tolomei - A história por trás de Shakespeare.
11 Herança, poderia ter algo melhor?
O que estava acontecendo comigo?
Talvez estivesse sobrecarregada. Corri o mais rápido que pude. Nunca mais quero ver a família Becker, ou quem quer que eles sejam.
Como minha roupa estava na casa deles, achei melhor comprar uma roupa pra assim ir no banco e ver a herança que minha mãe deixou pra mim. Quando cheguei lá, exigi falar com André Rizzi; eles me levaram á uma sala da qual eu achei que talvez ao passar dos anos ele tivesse ficado importante pro banco.
Quando entrei, vi a cara de choque dele, e eu notei tudo naquela sala, até a placa dizendo "Direttore André G. Rizzi", apertamos as mãos e para quebrar aquele silêncio constrangedor, finalmente disse:
– Então, vim aqui pegar algo que pertenceu a minha mãe, e que agora me pertence. — E sorri, mais ele continuou me analisando, como se eu fosse um fantasma ou algo parecido. — Algum problema Sr. Rizzi? Não fala inglês?
– Oh, não. Desculpe, eu falo sim inglês. — Ele sorriu. — É que tirando os olhos verdes, você é idêntica a sua mãe..
– Ah, que bom, fico feliz em ouvir isso. — Sorrindo, ele me levou á um cofre enorme e me deu a chave do cofre da minha mãe.
– Se me lembro bem, seu nome deve ser Amélia, Amélia Tolomei. Bem Amélia, sua mãe protegeu com sua vida essa herança. E eu queria que você fizesse o mesmo, ela odiaria ver algo acontecer com ela. — E saiu do cofre, para me dar privacidade para ver o que minha mãe estava guardando todos esses anos pra mim.
Eu não estava aguardando dinheiro, muito menos outros bens materiais, mais estava aguardando papéis velhos. Quem sabe?!
Dentro do cofre havia uma caixa de madeira, com uma placa de prata escrita com as iniciais "KWT", a caixa era muito bonita, mais pra abri-lá eu precisava de uma chave, da qual, minha mãe levou para o túmulo junto com ela.
Agradeci o Sr. Rizzi, e fui pra um hotel, do qual eu me acomodei e tentei abrir a caixa a todo o custo. Na portaria tinha uma senhora chamada Angela Klein, uma senhora muito bonita e também muito simpática.
Os cabelos pretos presos realçavam a beleza da recepcionista. Quando cheguei lá, logo abri um sorriso e disse:
– Você poderia me emprestar uma chave de fenda, um martelo e um alicate? — Aqueles olhos castanhos me questionavam, mais ela estava querendo ser gentil, então ela me deu o que eu pedi, e logo subi para o quarto.
Não fazia ideia de como iria abrir, fui tentando de todos os jeitos até que.. click. Finalmente meu esforço valeu a pena! Abri e lá encontrei fotos da minha mãe com meu pai, ambos pareciam felizes, mais além de mim tinha mais uma garotinha.. A garotinha da qual eu tinha sonhado antes de chegar na Itália. Seria ela minha irmã?
Lá também tinha um terço muito bonito do qual eu resolvi colocar no pescoço e também tinha um exemplar de Romeu e Julieta. Minha mãe estava louca? Ou não?
Quando estava lendo o livro, tocou o telefone do meu quarto. Angela me disse que tinha uns gêmeos na portaria, e uma moça chamada Andrea Tolomei. Deixei ambos entrarem. Não demorou muito pra minha campainha tocar.
Quando abri, estavam Jullie, James e a tal Andrea. A tal menina que poderia ser minha irmã. A tal menina com quem eu havia sonhado. Quando a vi, logo dei um abraço nela. Me afundei naqueles cabelos pretos, enquanto os olhos azuis dela se enchiam de compaixão e orgulho.
– Que saudade que eu senti de você, prima. — Andrea sussurrou no meu ouvido. Quando ouvi aquilo, eu sorri. Mais não poderia ficar a noite inteira abraçada com ela, os gêmeos do qual eu prometi que não ia nunca mais ver, estavam ali.
– Então, o que vocês querem? — Revisei meu olhar para os gêmeos.
– Você é louca, extremamente louca. Achamos que os Krueger tinham pegado você, até que nossa amiga te viu e nos ligou. Nunca mais faça isso de novo, nunca. — Foi Jullie quem começou.. Espera, é isso mesmo? Jullie a menina que me odiava? As pessoas mudam. E como.
– Sam queremos falar com você, e Andrea e nós estamos do mesmo lado, por favor. Confie em mim. — Aqueles olhos azuis me suplicavam para que eu ouvisse o que ele tinha a dizer, e assim eu fiz. Deixei os três estranhos entrarem no meu quarto.
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