The Time Machine
10 Draco VS Draco
Notas iniciais
Heey ♥ Bom, era para eu ter postado ontem, maas... Ontem foi o meu aniversário! Parabéns para mim. rsrs
Não vou enrolar vocês porque vou postar o tão esperado capítulo "Draco vs Draco". Você vão amar, ao menos, eu amei escrever.

Um Draco mais velho acordou de madrugada com os gritos de sua mãe. Narcisa havia ficado depressiva e tinha pesadelos horríveis constantes desde a Guerra.
–Mãe. –Draco ajoelhou do lado da cama da mulher que se contorcia. –Me reponde. –Pediu e a mulher abriu os olhos.
–Draco, meu filho, me perdoa. –Pediu agarrando a gola da blusa do loiro.
–Te perdoar pelo que? –Arregalou os olhos assustado.
–Eu tive um pesadelo horrível, você estava aqui e me olhava com rancor e você tinha a mesma idade de quando eu falei com ela. –Falou quase sem respirar.
–Falou com ela quem? –Draco sentou-se ao lado da mãe na cama.
–A garota, a sangue ruim, Granger. –Respondeu com angústia na voz.
–O que a senhora disse á ela? –Draco estava assustado e com medo da resposta.
–No dia do seu julgamento, todos o culparam de certa forma, mas ela não. –Pausou. –A garota te defendeu, mesmo que discretamente, ela disse que você foi “O garoto que não teve escolhas”. E não teve mesmo. Nos olhos dela estavam estampadas duas coisas. –Pausou novamente, lembrando-se do olhar da morena. –Amor e medo, amor por você e medo de te perder. –Engoliu á seco. –Quando terminou o julgamento eu falei com ela. –Fechou os olhos.
–O que disse? –Prendeu a respiração.
–Você tem que me entender Draco. Quando eu a olhei, me vi nela. Ela te amava assim como eu amo seu pai, sei que se houvesse outra Guerra e você escolhesse o lado errado novamente, ela te seguiria e levaria com você uma criança que não tinha culpa alguma e faria dele ou dela você. Eu me lembro do medo que senti quando seu pai se juntou ao lado errado da guerra, mas mesmo assim o segui, porque o amava. –As lágrimas escorreram. –Mas se eu dissesse á ela que estava falando aquelas coisas para protegê-la, ela não acreditaria, então falei que o fiz para lhe proteger. –Disse.
–O que disse? –Repetiu.
–Que era melhor para você que ela se afastasse. Você precisava casar com a garota Greengrass para elevar novamente o nome de nossa família. Disse também que ela lhe arruinaria e que vocês jamais dariam certo, porque ela era uma sangue ruim e isso não mudaria nunca e que eu não queria um neto nascido de uma sangue ruim. –Sentiu culpa. –Ela chorou tanto, mas eu a aconselhei a casar com o Weasley, ter um casamento estabilizado e filhinhos ruivinhos lindos. –Draco a olhou revoltado.
–Tem mais alguma coisa pra me contar? –Levantou-se e virou-se de costas para que sua mãe não visse a raiva transparecendo em seus olhos.
–Eu disse á ela que um Malfoy jamais ficaria com uma Granger e quer saber o susto que eu tomei quando Scorpius era pequeno e numa tentativa de puxar conversa comigo, ele me disse “Vó, não conta pra ninguém, mas eu acho que gosto de Rose Jean Granger Weasley”. –Forçou um riso. –Quando ele falou aquilo, nos olhos azuis dele, iguais aos seus, eu pude ver que um Malfoy pode sim ficar com uma Granger, aquele sentimento nunca se apagará, porque o que ele sente pela garota é exatamente o que você sentiu pela Granger. –Draco virou-se pra ela e estava chorando. –Merlin! Você ainda a ama. –Concluiu.
–Faz muito tempo mãe, eu não a amo mais. –Bateu a porta e encarou uma Astoria com os olhos cheios de lágrimas.
–Ela está certa, você ainda ama aquela sangue ruim. –Gritou furiosa.
–Não fale besteiras Astoria. –Draco tentou passar por ela, mas ela o agarrou pela manga da camisa.
–Não minta. Você não fala meu nome como falava o dela, com doçura e por isso que eu a odeio, porque ela ainda tem o que eu passei uma vida inteira tentando conquistar. –Disse entre soluços.
–O que? –Draco soltou-se com calma.
–Seu amor. –A mulher abaixou a cabeça.
Draco apenas caminhou para o quarto, ele sabia que Astoria e sua mãe tinham razão, ele ainda amava Hermione, ele jamais deixaria de amar a sua morena, nunca deixaria de sonhar com seus olhos amendoados, nunca deixaria de sentir no ar o cheiro de livros que havia nas mãos dela e nem do gosto de morango que tinha seus lábios rosados. Ele sempre a amaria.
No outro dia, bem cedo, o homem achou a coragem que tanto tinha procurado e se direcionou para Hogwarts precisava agora, mais do que nunca, olhar para seu antigo eu e ver o rosto de uma Hermione jovem e cheia de vida.
Minerva andou apressadamente pelos corredores e abriu a porta da sala de aula com força.
–Senhor Mitchell, você tem visita. –Deu ênfase e o loiro levantou num pulo e a seguiu.
O jovem loiro parou em frente á sala da diretora, respirou fundo e pensou muitas vezes antes de abrir a porta, aquilo era realmente muito difícil. Entrou, pigarreou e um Draco bem mais velho levantou-se da cadeira em que estava e encarou-o, o homem estava á beira de um colapso.
–Você demorou. –Draco jovem foi o primeiro á falar.
–Mas vim. –O outro loiro estava imóvel.
–Hermione já veio. –Contou.
–Eu sei, eu a encontrei no dia em que eu vim aqui, mas desisti de entrar. –Confessou.
–Então se sente, tenho algumas perguntas. –E se sentaram um de frente ao outro.
–Pode começar. –Esfregou uma mão na outra.
–Você a ama? –Foi direto.
–Quem? Granger? -Arregalou os olhos azuis acinzentados, que nem mesmo a idade os fez perder o brilho.
–Não, Astoria. –Olhou-o esperando por uma resposta.
–Eu sou casado com ela. –Mostrou a aliança de ouro marcando o dedo.
–Não estou falando de casamento, estou falando de amor. –Franziu o cenho.
–Já está acontecendo. –Riu pelo nariz.
–O que? –Endureceu os músculos, cheio de tensão.
–Você já está apaixonado por ela. –Abaixou a cabeça.
–Como você sabe? –Ergueu sobrancelha.
–Você colocou o amor acima do dever de se casar com uma mulher que pudesse reerguer a família Malfoy. –Disse.
–Por que vocês não ficaram juntos? –Perguntou.
–E quem disse que já tivemos algo? –Apertou os olhos.
–Porque eu me conheço e sei que se amasse não a deixaria ir. –Afirmou.
–Ela me deixou ir. –Abaixou a cabeça novamente.
–Como assim? –Draco jovem ajeitou-se na cadeira
O outro loiro, mais velho, afundou em suas memórias procurando pela que mais o machucava e a achou trancada em um baú no fundo de sua memória. Cada detalhe realista e dolorido ainda podia ser lembrado e sentido.
Flashback: On
Ele estava à espera de sua namorada, o loiro estava no jardim escondido de todos.
–Draco, nós precisamos ter uma conversa séria. –A voz soou atrás do loiro.
–Antes de conversar. –Ele caminhou até ela sorrindo, esperava um beijo, mas ela o afastou e ele a olhou com uma interrogação formada em seu rosto.
–Eu estive pensando em tudo o que está acontecendo e hoje eu tive uma certeza. –Sua voz embargada, seus olhos já inchados de tanto chorar. –Tá tudo terminado. –Disse rápido.
–Me dê um motivo pra isso. –O loiro pediu.
–Que futuro eu teria com você? -A garota estava com os braços cruzados. –A heroína e o vilão. Não é o que eu quero. –Abaixou a cabeça. –Sinto muito Malfoy... –Começou a falar.
–Malfoy? –Riu sem humor.
–Sinto muito, muito mesmo Malfoy, mas eu e você não somos o certo. –Disse e sabia que mentia.
–E o que é certo? Você e o Weasley? –Vociferou.
–É. Eu e ele. –Quase gritou.
–Me poupe. –Revirou os olhos.
–Draco você nunca acerta nas suas escolhas. –Acusou.
–Eu sei e não importa o quanto eu tente, eu nunca acerto. –Engoliu a saliva. –E eu tentei, acredite. –Suspirou pesadamente.
Draco sabia que havia se metido com uma garota problema, e que aquela briga era pior do que as outras vezes, por mais que dessa vez eles não estivessem raivosos como das outras vezes, o tom que Hermione usava em sua voz, cortava-o como facas afiadas.
Ela estava quebrando seu coração novamente, como das outras milhares de vezes.
–Então me diga, Hermione, diga que sou uma bagunça. –Pediu ironicamente.
–Você nunca me escuta. –Acusou.
Ele a encarou e em seus olhos enxergou aquele pequeno brilho que sempre o pegava, e sempre o fazia mudar de ideia. Procurou um resquício de sorriso e não o achou, ele sabia que um dia já havia sido a razão pelo sorriso da morena.
–Então pegue tudo o que restou de você e eu e jogue no lixo. –Draco cuspiu as palavras.
–É o que farei. –A morena iria sair, mas Draco a puxou pelo braço e seus rostos estavam quase colados.
–Diga que não quer meu beijo. –Provocou-a.
–Eu preciso de distância. –Soltou-se dos braços do loiro e começou a andar.
–Me diga qualquer coisa, só não me diga que o que você precisa é ele. –Draco pediu.
–Ele me dará um casamento estável e filhos lindos. –Hermione fechou os olhos. Mais uma mentira.
–Você só não poderá dizer que mais tarde, daqui á alguns anos, que é dele que você estará sentindo falta, porque será em mim que você pensará quando estiver prestes á dizer “sim”, porque é de mim que você lembrará quando for dormir e eu serei o primeiro pensamento seu quando acordar e em todos os momentos da sua vida você pensará “E se fosse Draco e não o Weasley?” sabe por quê? –Não esperou resposta e nem precisava. –Porque você me ama. –Afirmou. –Então Hermione, me poupe do que você está pensando e me conte uma mentira melhor do que essa que você acabou de contar. –Trombou no ombro da morena e saiu pisando duro.
Flashback: Off
O Draco mais velho encarou o mais novo, havia acabado de lembrar daquilo que ele menos queria pensar naquele dia e agora ele sabia a verdade, os atos de Hermione e suas palavras cortantes não haviam sido reais. Ela havia o contado uma mentira atrás da outra. Ela o amava e ele sabia que suas palavras haviam se cumprido, sabia que Hermione se lembrava dele todos os dias.
–Têm uns cinco minutos que você está imerso em seus pensamentos e eu gostaria de saber se tem haver com a minha pergunta. –O garoto loiro cruzou os braços.
–Vou resumir. –Avisou. –Eu a amava, ela me amava, nós namoramos escondidos, mas um dia ela chegou pra mim e despejou milhares de mentiras e me disse que ficaria com o Weasley porque ele daria a ela uma família linda e estabilizada e ontem eu soube que minha mãe encheu a cabeça dela e a fez acreditar que o melhor pra mim era o término de nosso namoro. –Resumiu e deu de ombros.
–Você iria um dia se casar com ela? –Perguntou curioso.
–Na noite em que terminamos iria pedir a mão dela em noivado. –Contou e tirou do bolso uma caixinha vermelha de veludo e a abriu mostrando uma aliança dourada e entregou ao “outro dele” e o loiro mais novo leu dentro da aliança seu nome “Draco Malfoy”.
–Você a amava tanto assim? –Perguntou com lágrimas incomodando seus olhos.
O outro Draco tirou de dentro da camisa uma corrente fina de ouro e nela havia outra aliança e nela havia escrito “Hermione Granger”.
–É algo que levarei comigo até a morte. –Disse e a colocou dentro da camisa novamente.
–Eu a beijei. –Contou.
–Acredite, é o melhor sabor que você sentirá em sua vida inteira. –Encarou-o. –Você vai desistir dela? –Perguntou.
–Desde quando eu desisto do que eu quero? –Arqueou a sobrancelha.
–Quando além do desejo, você a ama. Amor requer sacrifícios. –Levantou-se.
–Você a amava, eu não. –Bateu o pé.
–Eu vejo em seus olhos a mesma coisa que vi nos meus. Você a ama e sempre vai ama-la, não importa se vocês vão ou não terminar juntos, você sempre a amará. –Garantiu.
–Você ainda a ama? –Sabia a resposta.
–O que você acha? –Perguntou.
–Acho que sim. –Respondeu.
–Eu a amo. –Depois de pensar um pouco, respondeu. –Sempre a amarei. –Os olhos azuis acinzentados estavam marejados.
–E por que não lutou por ela? –Questionou.
–Porque eu estava com o orgulho ferido. –Explicou.
–Você vai voltar aqui outro dia? –Perguntou esperançoso.
–Talvez. –Levantou-se.
–Então, até. –Despediu-se.
–Tchau. –E saiu da sala.
Minerva entrou em sua sala.
–Como foi esse negócio de “Draco vs Draco”? –Sentou-se.
–No mínimo esclarecedor e no máximo assustador. –O loiro respondeu com os olhos fixos ao nada.

Aviso:
Minha internet está muito ruim, quando ela estiver um pouco decente eu respondo os reviews do capítulo anterior. Desculpem, mas ela está ruim mesmo. : (
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