Notas iniciais
Heey.. Tudo bem com vocês? Espero que sim. Quero pedir desculpas por não ter postado antes, mas eu estava cheia de coisas para fazer. Agradeço aos meus queridos leitores que comentaram o capítulo anterior.. Para agradecer á vocês, escrevi um capítulo grande. Nos vemos daqui a pouco

Hermione fora chamada até a sala de Minerva, alguém muito importante a esperava.

–Estou aqui. –A garota entrou na sala.

–Senhorita Granger. –Minerva cumprimentou.

–Então é realmente a verdade. –Uma Hermione mais velha levantou-se da cadeira de couro e encarou sua imagem jovem.

–Eu vou ficar assim. –A versão jovem estava espantada ao constatar que sua versão mais velha usava os cabelos presos em um coque perfeito, conjunto de saia e blusa com cores pastéis, meia calça amarronzada e saltos altos pretos.

–Vocês tem muito que conversar. –Minerva saiu da sala.

–Você pode me explicar o motivo pelo qual eu e Malfoy viajamos no tempo e mesmo assim temos um futuro. Isso quer dizer que voltamos? –Hermione versão jovem perguntou.

–Isso quer dizer que nós somos o futuro sem a sua viagem no tempo. Essa viagem no tempo nunca aconteceu comigo. –Afirmou.

–Eu tenho tantas perguntas. –Sentou-se ao lado de sua versão adulta.

–Sou uma mulher muito ocupada, então me faça seis perguntas. –Definiu.

–Certo. A primeira. –Anunciou. –Como você soube que Rony era o homem da sua vida? –Perguntou.

–Senti isso. –Respondeu um pouco sem saber como havia percebido.

–Segunda: Como é ser adulta? –Questionou.

–Normal. Eu sou uma Granger Weasley, então ser adulta e ter esses sobrenomes fazem as coisas tornarem-se menos difíceis. Mas mesmo assim é trabalhoso e intenso ser adulto. –Respondeu rapidamente.

–Terceira: Você já se perguntou quanto Rose sofre por ouvir as palavras que você acabou de me dizer? –Perguntou quase como uma acusação.

–Do que você está falando? Ou melhor, do que você está me acusando? –A mulher levantou a guarda.

–Você não faz ideia do peso que você coloca nos ombros da Rose com suas palavras. Nunca me imaginei dessa maneira, nunca imaginei que daria valor a droga de um sobrenome como Malfoy fazia e eu achava ridículo. –Levantou e ficou de frente a adulta. –Não importa se você é Potter, Weasley, Granger, Malfoy, Lovegood, Longbottom. –Sacudia os braços freneticamente. –Isso é apenas um sobrenome. –Gritou.

–Você não tem ideia do que você está falando. São sobrenomes de grandes nomes da Guerra. –A mulher defendeu-se.

–É apenas um sobrenome Granger. –Sorriu triste ao constatar que havia cuspido seu próprio sobrenome com nojo assim como Draco costumava fazer.

–Não, não é pequena eu. –A mulher estava exaltada, as veias alteradas.

–Rose confia mais numa amiga que ela conheceu essa semana do que na mãe que ela conhece uma vida inteira. Esse preconceito que você e Rony colocaram na cabeça dela, fazendo-a odiar Scorpius só deixou a história mais interessante. Foi exatamente esse preconceito com o sobrenome dele que a fez ficar hipnotizada pelo Romeu e então ela se viu uma Julieta apaixonada pelo rapaz que o pai a fez prometer que não se apaixonaria. Vocês não permitiram que ela pudesse dizer o que sentia e agora tudo está confuso pra ela e ela está tomando iniciativas idiotas. –Gritou na direção da mulher.

–Eles não irão ficar juntos. Isso é só ilusão, coisas de adolescente. –A mulher virou-se de costas e logo se virou de frente de novo.

–Nunca imaginei que ficaria assim. –Apontou para a adulta. –O que eu fiz comigo? O que você fez comigo? Quando eu me tornei isso? Quando eu comecei a dar valor à droga de um sobrenome? –Gritou revoltada.

–Você não deveria falar coisas que não sabe pequena eu. –A mulher estava com lágrimas nos olhos.

–Quando você se tornou esse ser amargurado? Como você consegue ser tão amargurada quando tem um casamento estabilizado e filhos lindos? –A versão jovem permitiu que as lágrimas invadissem seu rosto.

–Você quer realmente saber? Tornei-me esse ser amargurado no momento em que desisti de viver o real amor da minha vida, quando abri mão do homem da minha vida, quando eu disse “sim” e me casei com um homem que não amava verdadeiramente, tudo isso para ter uma vida estabilizada e filhos lindos, foi nesse momento que me tornei amargurada. No momento em que escolhi ser uma Weasley e não uma Malfoy. –Gritou mais amargurada do que nunca.

–Uma Malfoy? -Hermione soluçou tentando entender as palavras que a sua “outra ela” acabara de falar.

–Você não entende pequena eu, isso não começou com Scorpius e Rose. Eles são apenas a segunda geração da história de Romeu Malfoy e Julieta Granger. Malfoy’s e Granger’s não nasceram para ficar juntos. Essa história é condenada, não importa quantas gerações se passem uma Granger e um Malfoy nunca ficam juntos no final. É trágico, mas é real. Nunca ficam juntos. –Vociferou e deixou as lágrimas escorrerem pelo rosto alvo e enrugado.

–Não pode ser verdade, eu não me apaixonei pelo Draco. –Hermione levou as mãos á cabeça.

–Se apaixonou. Não negue você sempre o amou. Desde sempre. –Falou pausadamente.

A jovem Hermione não conseguia mais ouvir nada, então saiu da sala de Minerva correndo, precisava ficar sozinha.

–O que disse a ela? –Minerva perguntou em um tom autoritário e preocupado.

–Apenas metade de uma verdade que eu gostaria de esquecer. –E assim a Hermione adulta saiu. Estava confusa. Triste e amargurada.

Mas para o azar da adulta Hermione, ao sair do castelo ela bateu de frente com um homem de olhos azuis acinzentados que a encarou assustado.

–Granger. –Cumprimentou. –Desculpe-me, esqueci que você agora é Weasley. –Sorriu sarcasticamente.

–Como vai a Senhora Malfoy? –Disse no mesmo tom de sarcasmo.

–Melhor do que você, disso eu tenho certeza. –Provocou.

–Ah Malfoy, sempre desprezível. –Revirou os olhos.

–Sempre revirando os olhos. –Sorriu, mas dessa vez verdadeiramente.

–Me poupe. –E saiu andando.

O homem fechou os olhos num ato involuntário lembrou-se de como Hermione costumava ser feliz quando se encontravam escondidos, abriu os olhos e encarou o castelo e sentiu medo de encontrar outro dele, só que jovem, e cheio de perguntas que ele realmente não desejava responder e então voltou para trás. Ainda não estava pronto para aquilo.

Dentro do castelo havia uma Hermione de dezessete anos sentada debaixo de uma árvore, sentindo o gosto salgado de suas lágrimas. As palavras da mulher que ela acabara de falar pairavam em sua mente “Se apaixonou. Não negue você sempre o amou. Desde sempre”. Ela não podia ter razão, ela não estava apaixonada por Draco, não podia estar. Mas logo uma memória tomou conta de sua mente.

Flashback:

Gina e Hermione haviam feito uma aposta idiota, a morena nem sabia a razão de ter apostado uma coisa tão infantil.
–Hermione Jean Granger você apostou. –Gina estava brava. –Se eu tivesse coragem de ficar com aquele cara de cachorro, você beijaria o Malfoy. Eu beijei aquela boca nojenta, agora é a sua vez. –A ruiva sentenciou.

–Ginny, por favor. –Hermione estava entrando em pânico.

–Aproveite que o Malfoy está sozinho no jardim e o beije. Agora. –Ordenou.

–Mas... –Hermione começou a falar, mas Gina a olhou feio e a morena desistiu de falar e saiu andando.

Quanto mais Hermione se aproximava do loiro, mas seu coração acelerava.

–O que você quer Sangue-Ruim? –O loiro encarou-a com repulsa.

–Não importa o que eu faça, morre aqui. –A morena anunciou e o loiro não entendeu.

Hermione tomou fôlego, deu três passos para perto do loiro, selou-o e se afastou.

–Mas o que você... –Draco encarou-a sem saber o que falar.

Hermione apenas olhou para o loiro e saiu com passos largos. O que havia sido aquilo?! Por que seu coração havia parado ao senti-lo perto? Por que sua boca estava formigando?

–E então como foi? –Gina perguntou.

–Minha boca está formigando. –Hermione levou os dedos a boca.

–Isso quer dizer que o seu corpo queria mais Draco Malfoy. –Gina zombou.

–Nunca. –Hermione bateu o pé.

–Sempre. –Gina riu.

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Hermione tocou os lábios com a ponta dos dedos, fechou os olhos e as lágrimas continuavam a escorrer.

–Você só sabe chorar Granger? Draco sentou ao lado dela.

–Ultimamente só tenho motivos pra chorar. –A garota secou as lágrimas com a manga da blusa.

–O que aconteceu dessa vez? O loiro escorregou o corpo pela árvore e sentou-se ao lado dela.

–Ela esteve aqui, a outra de mim. –Suspirou pesadamente.

–Fique feliz, ao menos ela foi corajosa de vir. O outro de mim ainda não veio. –Cruzou os braços.

–Eu me tornei um monstro, eu fiquei insensível e achando que o meu sobrenome vale alguma coisa. –Os olhos voltaram a marejar.

–Você pagou a língua, vivia me enchendo porque eu sou um Malfoy e tenho orgulho disso. –Sorriu de lado.

–Você está amando me ver assim. –A garota levantou.

–Estou. –Admitiu enquanto se levantava.

–Por que você me odeia tanto Malfoy? Tudo isso por causa do meu sangue? Arqueou a sobrancelha.

–Não. Eu te odeio ainda mais pelo seu sangue, mas odeio você principalmente por ser perfeita em tudo, sempre fazer tudo certo. –Revirou os olhos. –Você não é uma santa Granger. –Deu um passo a frente.

–Eu nunca disse isso. –Contestou.

–Mas é o que parece. Você sempre fica dando uma de garota honrada, mas você quer realmente saber o que é? Vociferou. –Uma garota cheia de senso superior. –Cuspiu as palavras com firmeza.

–Você veio aqui para piorar a minha situação? Deu dois passos a frente. –Porque se foi isso, meus parabéns. –Soluçou.

Foi então que Draco percebeu que havia tripudiado em cima de um cadáver.

–Eu... Não queria ter falado essas coisas assim. –Draco tentou voltar atrás.

–Mas falou. –As lágrimas escorreram.

–Não chora. Não por minha culpa. –Ele encurtou a distância dos dois, colocou o rosto dela em suas mãos e secou suas lágrimas com os polegares.

Hermione fechou os olhos ao sentir o toque delicado e ao mesmo tempo firme do loiro. Era a melhor sensação que já tivera em sua vida.

Quanto mais Draco acariciava o rosto da morena, mas ele queria acariciar e mantê-la junto a ele, protegê-la.

–O que eu faço? Perguntou e abriu os olhos e encarou os olhos de Draco tão perto dos dela.

–Ao menos uma vez faça o que você quer fazer, não o que os outros querem que você faça. –Draco aconselhou.

Hermione tirou as mãos de Draco de seu rosto e as segurou, levou-as até o peito e as batidas do coração da menina batiam contra a mão esquerda do loiro.

–Você sente isso? A garota perguntou e Draco assentiu. Você consegue entender que eu tenho um coração e que ele sente coisas que eu não posso sentir? O loiro assentiu novamente. –Você sente o mesmo? Perguntou.

Draco então pegou as pequenas mãos de Hermione e as colocou em seu peito.

–Eu sinto o mesmo. –Confessou.

O contato de suas mãos uma na outra estava queimando, como se estivesse em chamas. Draco não podia mais resistir á ela, Hermione era impressionantemente a pessoas que Draco mais queria. Por mais que ele houvesse negado por toda a sua vida, a garota de cabelos cheios e cheia de atitude havia chamado sua atenção desde a primeira vez que a viu, ele sabia o que sentia, só não sabia a intensidade.

–Só essa vez. –Draco disse.

–Apenas essa vez. –A morena confirmou.

O loiro então decidiu de que se haveria algo para se arrepender que se arrependesse por uma coisa que ele desejava fazer. Entrelaçou um braço na cintura da morena, a mão livre dentro dos cachos rebeldes da morena e a puxou para si e a beijou. O beijo que ambos haviam esperado por muito tempo, um sabor que jamais haviam provado com nenhuma pessoa, um sentimento que jamais haviam sentido por ninguém.

Separaram-se e se encararam, nenhum dos dois sabia o que fazer ou o que falar.

–Eu... –Hermione queria achar algo para dizer, mas sua cabeça estava confusa demais para formar uma frase que fizesse sentido.

–Não diz nada. –Draco interrompeu.

–Isso não era pra ter acontecido. –Hermione não falava do beijo em si, mas sim do que ela havia sentido com o beijo. Amor.

–Mas aconteceu e não me diga para esquecer. –O loiro estava determinado.

–Você não entende a gravidade disso? –Cruzou os braços.

–Mais do que você. –Estava começando a ficar irritado.

–Não parece, você está tentando fazer as coisas parecerem normais, mas elas não são. –Hermione gritou.

–Esse monstro é você quem está pintando. –Disse e virou-se de costas para sair.

–Você não vai me virar as costas Malfoy. –Segurou-o pelo braço.

–Você está fazendo um drama por algo que pode ser bom para todos nós. –Soltou-se da menina.

–Bom para todos nós? Como você pode dizer uma asneira dessas? –Hermione vociferou.

–Pode não ser bom para todos, mas é bom para mim. Ficar aqui onde ninguém sabe quem eu realmente sou e não me odeiam pelo que eu fui. –Os olhos ficaram marejados.

–Você é egoísta. –Acusou-o.

–Talvez eu seja, mas você também é. –Acusou de volta.

–Por quê? -Ergueu a sobrancelha.

–Porque você só está menosprezando tudo isso porque não gostou de ver a pessoa que se tornou. Você tem que encarar as coisas do jeito que elas são. –Cuspiu a acusação sem dó nem piedade.

–Você ainda não viu o que nos tornamos quando ficamos adultos. –Colocou o dedo no peito do loiro.

–Tenho certeza de que não fiquei pior do que já sou. –Concluiu.

–Você é cruel. –Cerrou os punhos.

–E doido. Não sei como achei que nós poderíamos de alguma forma nos entender. –Meneou a cabeça.

–Nós dois? Eu e você? –A garota estava branca como giz.

–Não. Nós dois, eu e o Potter. –Ironizou.

–Não seja irônico. –Ordenou.

–Não minta. Você sabe o que existe entre eu e você. –Disse e saiu andando.

O pior é que ela sabia o que havia entre os dois. Havia amor, mas havia também medo. Medo de amar um ao outro e medo da perda que certamente viria.

Notas finais
Tadinha da Hermione, alguém mais ficou com dó? E o beijo Dramione? Foi muito fofo néeh?! Quero pedir, humildemente, para que comentem nesse capítulo.. É bom saber o que vocês acham da fic. Comentem & Recomendem. Indo responder os reviews do capítulo anterior ( :