The Third Winchester
8 The Dead twin
Saí andando silenciosamente quase não notando a presença de Sam e Dean.Mais não foi a energia deles que me despertou a ateção,uma dor imensa atravessou meu peito,eu senti aquela dor uma vez,somente uma vez na vida.Quando minha irmã morreu,mas não era aquela dor,era como se...ela estivesse ali comigo,olhando pra mim.Senti tudo escurecer e parece que eu a vi claramente olhando e sorrindo com tristeza pra mim,imergi na escuridão sem previsão de volta.
Me senti tentando mover uma montanha enorme de cima de mim,não conseguia despertar totalmente a ponto de abrir os olhos.Inalei forte e um cheiro conhecido que me alarmou os sentidos,aquele maldito cheiro de hospital me perturbava e era como um sinal que piscava"foge logo daqui!".Tudo me veio à mente,minha mãe doente enfurnada em seus últimos dias num hospital e eu a seu lado,até que um dia eu estava indo ao hospital para vê-la e não me deixaram entrar,empurrei os seguranças e vi o corpo de minha mãe coberto por um lençol branco,mas escorria sangue por todo ele,era vermelho e fétido,como sal misturado a algo realmente podre.Puxei o lençol e vi minha mãe de olhos fechados e a boca jorrando sangue,aquilo até hoje me perturba.
Saí de meu transe e meu cérebro agora funcionava a mil com sua bateria mais poderosa,o medo e a dor.Levantei e vi minhas roupas guardadas num saco preto com o logo do hospital,não era o que minha mãe ficava,mais hospital era tudo igual ,todos sinalizavam perigo.
Me troquei rápido e fui chegando ao elevador devagar,entrando lá eu fiquei sozinha enquanto aquela lata andante de sardinha descia até o térreo.Saí sem maiores problemas até que vi Sam e Dean entrando no hospital,virei pro outro lado e corri sem parada desviando de enfermeiros e médicos mais do que dispostos a me derrubar.Tive um insight de quando eu e minha irmã corríamos na floresta juntas,de como eu me sentia bem,segura ali não importava o que.Saí acelerada pela porta lateral e corri mais ainda até a rua,corri por uns vinte minutos até que ouvi uma voz me chamar,estava baixa mais me fez para pra ver de quem era,me virei e não acreditei no que vi,era ela,Jennifer estava ali,ela era igualzinha a mim só que loira e seus olhos eram azuiz como os de Sam,ela se aproximava,mas não era possível,não depois de tudo o que tinha acontecido.
Olhei pra frente e vi a estrada que levaria à casa de Bob alguns quilômetros a frente,corri sem parada tentando afastar a visão que tive,corri como nunca corri antes.
-Anny,para,para agora!-uma voz gritava ao longe,era Sam.
Olhei pra trás e acelerei mais ainda,vi a floresta que me levaria até lá,ela me envolveu deixando pra trás meus irmãos.Corri desesperadamente até chegar ao estande de tiro de ontem.Parei ali e aquela sensação de estar sendo observada voltou como um tiro,olhei pra trás e a vi sorrindo como se quisesse me tranquilizar,as mãos posicionadas a frente de seu corpo pediam pra que eu ficasse ali.
-Não fuja,eu estou aqui,tá tudo bem-ela me disse.
-Não!
Gritei e corri sem parada até ver a casa de Bob e fui entrando como se não tivesse amanhã,quando entrei me senti impotente quando Dean me derrubou e me deu uma chave de braço,olhei de novo e ele parecia transtornado,fora de si.Sam me encarava com o que parecia ser pena e veio ao me encontro com uma seringa na mão.Agora eu lutava furiosamente pra sair dali o mais rápido possível
-Calma,vai ser pro seu bem,se não for o Sam eu chamo um médico pra fazer,então para de se mecher-Dean gritava.
-Não,mãe!me solta!-eu gritei a todo pulmão.
Sam agora estava perigosamente perto de mim com aquela seringa,me curvei pro lado e senti aquela energia estranha,olhei pro lado e a vi ali olhando furiosamente para a situação.
-Larga minha irmã!-ela berrou e a seringa estourou enquanto Dean caía e Sam ficava sem sinal de reação-Anny,tá tudo bem?Eu to aqui,sou eu Jeh.
Olhei pra tudo aquilo e fiquei estática,não,não era minha Jeh,não podia ser.
-Calma,não precisa ficar assim tá tudo bem-ela dizia se aproximando.
-Fica longe de mim seja lá o que você for!Minha irmã tá morta,e você não é ela!-eu berrava em desespero.
-Calma Annice,é ela sim,acho que vocês tem muito o que conversar não é?-disse Castiel aparecendo do nada.
Achei que estava enlouquecendo ou tendo o pior pesadelo de minha vida.Ofeguei descontroladamente até parar e encará-los tentando encaixar a situação de modo racional,não deu certo mesmo.
-Você não é ela-disse eu friamente.
-Anny calma,eu sei que parece estranho mas...
-Cala a boca!você não é ela por que eu mesma a vi morrer,eu mesma a sepultei!-eu berrava.
-Ela voltou como Dean voltou pra Sam Annice,se acalme e deixa ela explicar-Castiel pedia.
-Isso.não.é.justo.isto.não.é.possível!-eu disse pausadamente.
-Isso é verdade Cas,e por que elas são iguais?-Dean perguntou atonito olhando pra nós como se fossemos experimentos.
-Eu voltei,voltei pra ficar com você,como antes minha irmã-ela me disse sorrindo entre lágrimas.
Castiel parou à minha frente e me explicou o que aconteceu com Dean,sua volta,e que o mesmo aocnteceu com minha irmã,só que ela não era um receptáculo,era uma protetora,minha protetora.
Baixei a cabeça e fechei os olhos ficando assim por não sei quanto tempo,senti todos os olhares em mim e Jennifer se aproximando devagar.Tudo agora se encaixava num quebra cabeças de dor que eu senti estilhaçar em mil pedaços que me dilaceravam como pequenas facas ritmadas em meu peito.
-Não toque em mim-sussurrei pra ela.
-Anny,eu to aqui,pra te proteger,pra gente ficar juntas como sempre...
-Juntas?exatamente como quando a mamãe morreu,acho que não,não preciso disso como não precisso todos vocês.Cansei dessa brincadeira não vai funcionar por que com a dupla prodígio eu não tenho contato e ao que parece não terei,e duas,você estava morta pra mim muito antes de relamente aconntecer,se for pra ficarmos juntas e você fugir como fez quando a MINHA mãe estava ali numa cama morrendo enquanto eu assistia tudo aquilo sozinha?!eu dispenso isso,você está morta pra mim e é assim que vai ficar!
Tudo depois disso foi muito rápido,ela veio pra cima de mim ferozmente e eu simplesmente virei e a parei com um chute direto no peito,ela parou e me encarava com terror nos olhos,sorri diante da situação,não sabendo o porque.
-Não ouse me tocar com essas mãos sujas sua vadia nojenta e covarde!-eu gritei a Jogando longe com uma bofetada bem dada-e quanto a vocês,chega,pra mim já deu.
Olhei pra eles com desprezo,sem controle de tudo aquilo.Subi as escadas lentamente lembrando da nossa maior diferença.Eu nunca abandonei minha família na necessidade.Mas agora paro pra pensar,o que eles são pra mim?Vou deixà-los e a imagem de irmãos,de família que eu começava a desenhar se desfez em pedaços deformados e irreconhecíveis.
Entrei no quarto e fiz as malas guardando tudo rápido,meu lobo estava ao meu lado olhando tudo com tristeza num silêncio mortal.
-É preciso Lú,eu tentei mas não aguento mais.
Coloquei as malas e sacolas nos braços e fui saindo lentamente até chegar na sala,todos me encaravam tristes,eu os encarei com supremacia enquanto descia as escadas,ninguém me impediu.
-Anny,não me deixe-Jenifer sussurrou.
-Talvez assim você entenda como eu me senti tempos atrás-revidei-Lú,vamos.
Olhei e vi meu lobo parado ao lado dela,com cara que dali não saía,uma raiva me assolou e eu simplesmente fui saindo.
-A escolha é sua Lú,eu não vou insistir,mas quando ela te abandonar espero que não me procure.
Saí,guardei tudo no carro e o liguei dando a partida pra longe dali.Me sentia machucada por dentro,mutilada e entorpecida.Bem,agora eu vejo que a teoria antiga é verdadeira:chega um ponto na dor que ela própria se entorpece.
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