Notas iniciais
Olá meus queridos.Bem,eu tive um bloqueio criativo excruciante pra essa fic.Nada me vinha a mente,daí eu do nada ouvi Carry on My Wayard son,e tudo me veio a mente,mais ainda faltava alguma coisa,algo sentimental pra complementar,algo fora do conhecido no seriado.Então ouvi Lie,Lie,Lie do David Cook e esse capítulo foi escrito.Então peço que ouçam essa música do David Cook enquanto estiverem lendo está bem?

Tentei me apoiar na parede e me controlar, a vertigem tomando forma e trazendo de volta aquelas imagens e aqueles sentimentos de quando Gabriel resolveu brincar de casinha nos usando como seus bonecos.

Talvez com Sam fosse diferente, mais fácil por assim dizer. Nele eu não via uma figura tão próxima, tão autoritária quanto Dean, e pelo que sabia meu irmão mais velho era o representante dos céus, então estava fora de cogitação ter alguma coisa com qualquer um dos dois.

Firmei os pés e senti alguém segurar minha cintura. Emmet estava ali. Seus braços me acolheram e subiram comigo de volta pro quarto.

-Você é tão frágil, tão pequena, como podem pensar em fazer uma coisa dessas com você?Tá tudo bem Annice, não precisa se fazer de forte, não pra mim, só queria que me deixasse perto de você, que te ajudasse com isso- ele sussurrou no meu ouvido.

Ele me deitou na cama e foi saindo.

-Emmet,não vai,fica- eu sussurrei.

Ele fechou a porta e voltou pra perto. Seus braços me envolvendo enquanto eu me entregava às lágrimas.

Virei o corpo e encarei seus olhos que me confundiam; lágrimas jorrando e a raiva me tomando por completo. Dei a volta por ele e desci as escadas, todos estavam ali.

-Não sou um brinquedo, não quero ser uma ferramenta, não quero ser a mãe de ninguém e nem ser a responsável por ninguém, tô sem chão agora, não tenho direção e a única coisa que vocês querem é acabar comigo de um jeito ou de outro?Perdi o Chuck, depois sem tempo pra me levantar eu perdi o Nate, o que mais cada um de vocês vai arrancar de mim?Todos vocês estão se preocupando com alguma coisa, mais alguém já parou pra pensar em mim?No que eu quero?-eu desabafei.

Uns encaravam seus próprios pés, outros encaravam as imperfeições da parede. Cada um pensando em alguma coisa pra me responder.

-Vejo que não- eu murmurei saindo.

Ouvi passos pesados e senti as mãos de Dean se fecharem em minha cintura.

-Você não sabe como a cada dia isso me dilacera; não poder ser totalmente franco com você, ter que me manter longe. Ou você acha que só você está sofrendo com isso?Que nós não sentimos desejo por você?Sam é o que mais sente, ele é o enviado das trevas, então querem que isso termine rápido, você sofre, mais e nós que somos seus irmãos, não acha que sentimos o mesmo?- Dean disse firme.

-Não agüento mais isso Dean, eu me sinto fraca, controlável. Não quero ser assim, quero ter opção- eu sussurrei quase sem voz.

Soltei-me de seus braços e fui até a sacada, olhei a pedra que jazia em meu pulso e inutilmente tentei segurar o choro, a falta que Nataniel fazia chegava a doer fisicamente nessas horas.

-Nate, eu tô sozinha, me ajuda, por favor, você prometeu- eu sussurrei encarando o céu.

Senti uma brisa leve acariciar meu rosto trazendo o cheiro de Nate, meus olhos banhados por lágrimas de saudade.

-Por que está chorando?

Olhei pra trás e havia um garoto me olhando, ele me lembrava alguém, só não sabia quem.

-Quem é você?-eu perguntei nervosa.

-Por que está chorando?- ele perguntou de volta.

-Dean!- eu gritei.

Todos saíram da casa e Dean me colocou atrás dele, Sam ao lado parecia nervoso.

-Miguel- Dean rosnou.

-Olá Dean, como vai?Acho que tenho que contar algumas coisa pra vocês não é?- o garoto disse se aproximando.

Entrelacei meus dedos com os de Jehnnifer que suava e tremia. Dean estava a ponto de discretamente arrancar uma pistola da cintura.

-Você quer atirar num anjo do Senhor Dean?Do que adiantaria?Já disse, eu vim contar algumas coisas pra vocês, principalmente pra ela- o garoto disse apontando pra mim.

Sem perceber eu estava num lugar estranho, escuro. Um quarto de hotel.

-Onde eu estou?- eu murmurei tentando me localizar.

-Vendo a verdade sobre você- o garoto murmurou ao meu lado.

Continuei observando e vi minha mãe entrar num quarto e puxar discretamente um homem com ela, os dois usavam uma aliança branca no indicador direito.

Olhei melhor e vi um homem grande com lindos olhos azuis e cabelos como os meus, sua pele branca sendo revelada pela camisa que ele tirava uma tatuagem de como se tivessem vários ramos envolvendo seu tronco se espalhavam, delicadamente. Peraí, com quem minha mãe iria transar?

Mais uma vez a cena mudou pra um restaurante de estrada. John Winchester entrando e indo em direção a uma pessoa que se escondia com um cardápio. Mamãe estava ali e tinha um pequeno volume em seu ventre, então já estava grávida de nós.

-John, eu estou grávida, não sei o que fazer por isso te chamei- mamãe sussurrou.

-Oi pra você também, eu já sabia disso. Castiel me avisou disso, e eu já sei o que fazer- John murmurou.

Ouvi toda a conversa sobre a profecia, vi John mostrando a mamãe que o mundo sobrenatural existia e o porquê daquilo tudo. Minha cabeça estourando e meu estômago revirado.

E depois, a frase final de John.

-Vou cuidar delas, fingir que são minhas. As duas mestiças de anjo que nascerão de você, e depois tudo acontecerá sozinho, e você sabe o que fazer- ele disse entregando o anel que tanto uso a minha mãe. A perda preta cravejada não era a prova de um amor, e sim a marca de uma promessa. Senti nojo de carregar em meu dedo essa coisa por tantos anos.

E pra acabar com o que restava de mim, vi Jehnnifer com John e ele contando tudo a ela, ela confirmando que já sabia de tudo, e que ajudaria a profecia a se cumprir.

-Acredito que agora cumprir seu destino será bem mais fácil, você não é uma Winchester querida, não precisa mais sofrer- ele disse desaparecendo.

Apareci de volta na sacada e caí de joelhos, a sensação de ser enganada. De estar suja e tapeada por todos ali. Olhei pra todos e por último pra Jehnnifer, minha raiva borbulhando em meu peito.

-Você sabia, todos vocês sabiam não é?- eu sussurrei encarando cada um deles.

-Anny, mana, não é assim... — Jehnnifer começou.

Em dois passos eu estava na frente dela, sua respiração falhando, minha raiva no ápice.

-Sua vagabunda nojenta!Eu acreditei em você, acreditei em suas mentiras!- eu gritei.

Minha mão bateu em seu rosto tirando um estalido audível e um grito de surpresa. Um baque; e ela estava no chão.

Subi as escadas, peguei minha mala e saí de lá não sendo impedida por nenhum deles. Minha dor tinha acabado com qualquer sentimento a não ser a raiva que me consumia.

Entrei no carro e acelerei pro mais longe que podia de tantas mentiras.

Notas finais
E aí queridos,gostaram do capítulo?E da música que o inspirou?Bem,espero que tenham gostado, e que comentem tá bom?Prometo não demorar mais tanto tempo pra postar.