The Third Winchester

26 A little bit dark in the blue ski


Notas iniciais
E ai gente,demorei mais estou aqui de novo,então aproveitem o capítulo e não se esqueçam de comentar! O/

Beijei Nataniel como se não houvesse amanhã, era tudo um mover enlouquecido de bocas sedentas e mãos exploradoras. Eu o desejava,ele me desejava,éramos os dois diferentes, explosivos ao limite e intensos, impossivelmente intensos, eu senti ali fogo, e se eu morresse queimada por ele morreria a mulher mais feliz do mundo.

-Uau, vão se engolir hein. – Jô disse enquanto saía e nos encarava surpresa.

-Ah, vá fazer isso com Dean, mas nos deixe em paz!-Nataniel disse ainda em meus lábios- tenho um trabalho a terminar aqui.

Afastei nossas bocas e nossos corpos encarando-o furiosamente.

-O que foi?- ele perguntou confuso.

-É isso que sou pra você?Nosso beijo é só isso pra você?Um trabalho a terminar, pois pode considerar eternamente terminado!- eu disse enquanto entrava na casa.

Subi correndo pro quarto pisando duro acabando com todo e qualquer clima de alegria que restava ali. Entrei batendo portas e deixando lágrimas caírem livremente por meu rosto, quem aquele otário pensa que é pra falar que me beijar é um trabalho a ser terminado?!Abri minha mala e dei de cara com o telefone de Chuck, na hora minha memória trouxe a sensação daquele beijo e daquelas mãos me fazendo arrepiar.

Queria sair agora, me liberar um pouco e esquecer-me de tudo isso nem que seja por uma noite, uma única e maravilhosa noite. Lembrei-me de que na cidade havia um bar espanhol que de muito serviria por enquanto.

Tomei um banho me demorando nos detalhes, deixei a água quente fazer-me esquecer dos detalhes e de tudo mais. Saí revigorada e sabendo muito bem o que faria. Dançar.

Ainda nua enrolada numa simples toalha curta eu saí do banho dando de cara com Dean sentando na cama. Quase soltei a toalha no susto.

-Dean!O que está fazendo aqui?-disse eu roxa de vergonha.

-Acho que agora não é uma boa hora não é?Mas não importa, precisamos conversar- ele disse botando minha almofada em cima de seu visível volume.

-Agora é uma péssima hora Dean, eu tenho que sair e não sei se você já percebeu mais eu estou nua!-Eu disse apontando pra porta- sai daqui!

Dean deve ter entendido o recado e foi se levantar, mais nesse processo ele tropeçou se agarrando no que pôde; no caso minha minúscula toalha que foi abaixo me levando junto.

Eu caí sem toalha em cima de Dean, sentada em seu quadril sentindo que seu membro queria rasgar a calça, fiquei quase roxa de vergonha quando notei que Dean me encarava sem nenhum pudor, ele no fundo parecia confuso, mas externamente ele parecia saber o que fazer.

-Você não vai a lugar algum; todos saíram e estamos sós aqui-ele sussurrou parecendo querer se conter.

-Posso ao menos trocar-me?-Perguntei me levantando e puxando a toalha.

Levantei me enrolando na toalha e peguei minhas roupas com uma pressa que achei estranha, Dean não era assim, então por que estava agindo desse jeito?

POV DEAN ON:

Aquilo tinha mexido comigo, me perturbado muito. Todos me perguntaram se eu me lembrava de algo, já que Sam não se lembrava de absolutamente nada, e depois de saber o que quebrava aquilo ele parecia mal, culpado ou sei lá o que.

Eu me lembrava de tudo, absoluta e completamente tudo, desde o que vi; tá certo que eu não controlava, mas aquelas imagens que estavam na minha cabeça, por mais que eu soubesse que eram falsas tinha atiçado meus sentidos, e com certeza eu queria tirar a prova. Annice era minha irmã, mais aquilo bagunçou minhas perspectivas.

Estava eu sentado quando a vi subir as escadas pisando duro e resolvi ir atrás. Ouvi barulho de chuveiro enquanto eu entrava em seu quarto e sentava em sua cama, seu cheiro saía do banheiro me tomando e tirando o mínimo de sanidade que eu tinha por ali. Fiquei ali sentando tranquilamente esperando que ela saísse do banho. Ouvi a porta abrir e o que eu vi me deixou quase louco. Annice estava enrolada em uma toalha mínima, uma toalha de rosto pra mim, seu rosto era um misto de raiva, vergonha e confusão; mas suas curvas fizeram o resto, eu enlouqueci querendo tomá-la pra mim, de possuí-la ali mesmo.

Um choque passou pela minha cabeça, ela era minha irmã!Que merda eu tava pensando?!Ela queria que eu saísse e era o que eu estava fazendo quando eu tropecei e a levei junto, quando olhei pra cima ela estava nua revelando seios fartos e intumescidos ou de frio ou de excitação. Sua face revelava culpa, então era um misto dos dois.

Ela se levantou com o rosto queimando de vergonha se enrolando toda na minúscula toalha de novo, pegou sua roupa quase querendo correr dali. Entendi o que eu estava pra fazer, ela é minha irmã caralho, minha irmã!

Levantei e saí do quarto quase correndo e morto de vergonha, meu papel aqui é protegê-la, e não desejá-la!

POV DEAN OFF

Troquei-me aos prantos, não sabia se de desespero, de vergonha ou de sei lá o que mais. Botei um conjunto preto de renda, uma calça também preta e por cima um espartilho prato com reflexos roxos, nos pés coloquei uma ankle rendada. Não queria ficar ali, estava perdida demais pra isso.

Comecei a chorar de novo e o número de Chuck em veio a mente como uma corda a que me agarrar, eu estava mal, perturbada demais e não suportaria ficar aqui. Dei a volta pegando as chaves e correndo pro carro, Dean me encarava da janela enquanto eu arrancava. Ainda entre soluços eu disquei o número quase desistindo após alguns toques inúteis, mas ele finalmente atendeu e eu solte um suspiro aliviado involuntário.

-Bass falando- ele disse.

-Chuck?- eu perguntei.

-Annice?Annice é você?Está tudo bem?- ele perguntou preocupado-Onde você está?

Olhei pros lados e me vi na mesma praça em que eu o vi pela primeira vez, eu não sei como parei ali, mas sorri involuntariamente com isso.

-Lembra de onde você me achou da primeira vez?Aquela praça?-eu disse.

-Você vai ver uma garagem se abrir, é a minha, entre com o carro- ele disse.

Desliguei e olhei pros lados, então ele morava por perto. Vi luzes se piscarem e uma garagem abrir; acelerei aos poucos até poder vê-lo banhado pela luz da lua, seus cabelos ficaram mais negros ainda e seus olhos pareciam um tipo de fogo reluzente.

Ele me chamou com a mão pra estacionar, mas alguma coisa me dizia pra deixar meu carro fora da casa.

Encostei o carro na guia saindo devagar do carro tendo certeza que estava bem e sem meus olhos inchados. Saí e ele sorria parecendo confuso preocupado e curioso com o que via.

-Não vai entrar?- Ele perguntou.

-Que tal darmos uma volta?Acho melhor- eu falei.

-Claro, que tal a praça?Andamos um pouco e entramos depois se você quiser- ele disse me pegando pela mão.

Nós conversamos sobre tudo, eu fiquei chateada de não poder contar tudo a ele, desde o que ou ao que faço fora ser médica. Chuck tinha um modo incrível de me fazer sentir melhor, mas alguma coisa me fazia ter um pé meio que atrás com ele, quase que uma reserva que algo que ele tinha me fazia sentir.

-Chega!Annice, eu preciso te contar, eu não posso mais guardar pra mim!- ele disse me segurando pelos ombros com força me levando a encará-lo diretamente.

-Chuck, calma, você pode falar, mais me solta — eu disse tentando tranqüilizá-lo.

Chuck me soltou e nós nos sentamos em um banco qualquer. Só agora eu tinha notado o quanto aquele lugar era deserto.

-Eu te amo Annice, sei que seremos felizes juntos depois dessa profecia acabar-ele disse.

Olhei num misto de confusão e raiva pra aquilo tudo, como ele sabia disso?E que papo era aquele, não, por que se Nataniel era um anjo caído, Chuck então era um... Não!

Corri até a árvore em frente ao banco em que estávamos batendo minha mão com a maior força possível. Abri meus olhos e eu já estava em meu carro, dei a partida arrancando dali a toda.

Fiz o caminho de volta com o rosto banhado em lágrimas, me sentia traída, usada. Um meio demônio, Chuck era um mestiço das trevas!

Desci do carro e saí correndo até dentro da casa de Bob, ali todos e encaravam e começavam a pegar suas armas.

-Anny, o que foi?- Jennifer me perguntou angustiada.

Balbuciei mais o choque era demais, então toquei a mão dela passando o que tinha acontecido enquanto estive fora, ela me sentou no sofá enquanto eu me recuperava.

-Bob, como se mata um mestiço?- Jennifer quase rosnou ao perguntar.

-Atirando até dizer chega, embebendo o corpo de sal e água benta e tacando fogo- ele disse- quem vamos matar?

Matar?Peraí, não é pra tanto, quem disse que eu queria que ele morresse, só queria que ficasse longe. Meu celular tocou e eu já sabia quem era.

-Anny, Annice agente precisa conversar- ele disse.

-Chuck, eu não quero conversar, isso acabou antes mesmo de começar, eu tenho livre arbítrio aqui, e não vou escolher ficar com alguém por causa de uma profecia, então, por favor, não me procure; eu não quero que se machuque- eu disse desligando.

Todos me olhavam apreensivos e depois pra parede, olhei por lado e Zacharias me encarava fulminando de raiva. E agora, o que vai acontecer comigo?

Notas finais
Então...
comentem,comentem,comentem!
E até o próximo capítulo que não será postado sem pelo menos três comentários.