Notas iniciais
Adolpho VS Paul

Depois de ser bruscamente surpreendido por um garoto de cabelos azul, em quanto urinava. Foi muito estranho e desconfortável para Euclides. Um garoto de dezesseis anos, de cabelo comumente desgrenhado e loiro branco. Euclides, um jovem tímido. De poucos amigos. É um jovem diferente dos outros, pois possuía estranhas habilidades especiais. Que ele não aceitava. Ele as descobrira desde que pequeno, quando mato sua mãe na hora de seu nascimento. E quase não sobreviveu também. Por ter deixado mais da metade da equipe de parto inconsciente por horas.

Mas hoje ele esta voltando às aulas. Euclides, caminha pelos corredores do mesmo jeito de sempre, olhando sempre para o vazio sem dar atenção para os olhas esquivos a sua volta. Pois é meio compressível, que não é muito comum uma pessoa andar por ai vestindo luvas grossas com sparks, um camisão longo, causas justas e rasgadas, de baixo de um sol ardente.

Chegando ao corredor da sala de aula de geologia, vira dois jovens correndo desembestados a sua frente. Eles provavelmente, como Euclides, também estavam atrasados para a mesma aula. Quando eles bateram a porta da sala de aula, Euclides chegou logo atrás. Um professor baixinho, careca, que suava muito os fitava do outro lado da sala com um paninho encharcado nas mãos.

Com muita raiva, e em silencio, indicou ferozmente as cadeiras para que eles se sentassem. Dirigiram-se para as cadeiras. Algumas pessoas riam baixinho, para que o professor não percebesse. Os únicos lugares que haviam sobrado eram no fundo da sala.

Minutos depois com três pequenas folhas amareladas o professor Bile, se dirigiu aos três e as depositou sobre as suas mesas. E simplesmente disse:

– Depois da aula. Nesta sala endereçada.

Sua voz era irritantemente rouca. A aula fora muito chata. O professor Bile falou um pouco sobre as montanhas rochosas. Mas foi interrompido, por um aluno que fingia estar interessado, mas estava apenas fazendo com que o professor perdesse o rumo da aula e a aula passasse mais rápido.

Ao fim da aula, quando o sinal tocara, o professor fez sinal para que o seguissem. Os três o fizeram. Os quatro andaram por alguns minutos pelos corredores empenhados de alunos e funcionários. Chegando a uma sala de aula aparentemente vazia, o professor pediu para que os três se sentassem. Ele se dirigiu para o fundo da sala, e falou com alguém que parecia ter surgido do nada. Uma mulher magra, alta, de pele cinza. E algo nela lembra muito Euclides. Mas o mesmo achara pura coincidência.

Passados alguns segundos de conversa, Euclides notara que a mulher não parava de fitar o outro garoto que também se atrasara. Agora que prestara atenção, era o mesmo menino de cabelos azuis que entra no banheiro, quando também estava o usando. E a outra menina, nunca vira antes. Era baixa, de cabelos longos avermelhados, e era pálida. Ela também usava o palito horrível da escola. Então, o professor se retirou sem dar atenção aos alunos.

A mulher se dirigiu para um quadro negro, pegou uma pedra de giz e escreveu com letras colossais: DIRETORA MARGARET WALKER.
– Boa tarde. Como podem ler, sou a Diretora Margaret Walker, estou neste recinto antes mesmo de vocês circularem como espermatozoides nos testículos dos seus pais. E você, que vergonha. No primeiro dia atrasado, Adolpho? Como isso meu filho? – Ela bufara para o garoto de cabelo azul. Ele abaixou a cabeça encabulado – E você quem seria, minha querida? – Ela se dirigiu severamente a garota, de cabelos ruivos. Que parecera congelar, por terem notado sua presença ali.

– Olá. Sou Amália. – Balbuciando, ela completou – Amália Morgan.

– Você não é feia minha querida. Mas poderia prender este cabelo nojento, e usar direito este palito da escola. Se for usar use com o uniforme completo. Não sei nem porque inventei de liberar o uso opcional do uniforme. É o caus. – Ela pois as mãos sobre a cintura fina, e caminho até Euclides. Que tremeu por um estante, mas esboçou uma expressão de vazio em seu rosto. – Mas e você bonitinho, como se chama?

Com um pouco de esforço Euclides a respondeu:

– Euclides.

– Do que mais?

– Só Euclides.

– OK. SÓ EUCLIDES. Qual é o seu sobre nome? – Ela se inclinara e colocara sua cara ossuda de ante a de Euclides. Que tentou não prestar atenção naqueles olhos, que lhe transmitiam muito medo.

– Walter. –Respondeu com um sussurro.

– O que você disse? Eu não o entendi – Ela parecia debochar daquilo tudo.

– Eu disse WALTER! – Sem querer Euclides berrou na cara da diretora. Que de surpresa, parecia ter sido empurrada para traz. Ela parecia ter ficado mais pálida do que o normal.

A diretora e toda a sala ficaram ainda mais silenciosas que antes. O único som que se podia ouvir era do ar condicionado ligado.

Mas o silencio fora quebrado logo em seguida, por um garoto de pele morena e cabelos ondulados. Por incrível que pareça ele lembrava um pouco a diretora. Quando ele escancarou a porta. Todos lhe deram atenção.

– Com licença, ti... Ah quero dizer, Diretora. – Ele pigarreou, e a diretora se ajeirou dentro de suas roupas sociais cinzentas e muito justas.

– O que você quer Paul? – Ela se recompôs e caminhou até ele.

– Vim pegar a autorização, para que me libere da aula de calculo. Para comparecer ao treino do time, que fora marcado no mesmo horário.

A diretora enfiou seus longos dedos magros dentro do bolso de seu palito social. Tirando um pequeno envelope. Entregou ao jovem, e lhe deu as costas. Mas Paul não se retirou, ele não parava de olhar para Adolpho, garoto de cabelo azul, com ar de ironia. E falou:

– Já no primeiro dia pirralho? Sabe que vai morrer né? – E deu uma risada nojenta.

– Cala boca. – Defendeu-se Adolpho

– Não, o que você vai fazer picolé? – Zombou mais uma vez, o Paul.

– Cale-se, e se retire desta sala Paul. Estou ordenando – Bradou a diretora. Mas já era tarde. Adolpho estava furioso, e de repente o ar ficou friamente cortante, e parecia sair uma fumaça branca de Adolpho. Amália massageou as mãos, pois estava tremendo. E em um piscar de olhos, Adolpho estava correndo na direção de Paul e o empurrando par ao corredor lotado. As pessoas tiveram que sair do caminho.

Quando choram com a parede, ambos rolaram no chão. E logo podia se ver o corpo de Adolpho romper o ar. Correntes elétricas envolviam os corpos de Adolpho e Paul. E antes mesmo que todos começassem a gritar atiçando a briga, todos entraram em pânico, porem não se afastaram muito apenas procuram se proteger a todo custo.

As correntes elétricas que saiam do corpo de Paul atingiam e destruíam o piso e o teto. Cartazes de horários, e molduras de momentos e prêmios da escola voavam pelos ares. Mas quase completamente recuperado do golpe, ia novamente Adolpho para cima de Paul, ele levantou as mãos e uma nevoa forte jato saíram delas. Atingiram Adolpho, prendendo seu corpo na parede, como se estivessem preso dentro de uma armadura de gelo.

Rapidamente Paul se libertara de sua prisão gelada e sem pensar duas vezes correu em direção a Adolpho, que fez o mesmo. Mas antes que pudessem atingir um ao outro, algo os interveio. E seus corpos voaram no ar colidindo em uma porta trancada e o outro em uma parede que rachara. Uma garota de cabelos longos e loiros, muito bonita estava com os braços abertos e com os punhos fechados. Ela vestia roupas de líder de torcida. Ela tinha um olhar severo. Os dois garotos caíram no chão, inconscientes.

Todos abismados observaram cena, alguns tentaram se aproximar e outros continuavam em choque. Passados alguns instantes a diretora Margaret se dirigiu a multidão. Seus olhos escureceram e ela começou a falar com todos: VOCÊS NÃO VIRAM NADA... VOCÊS NÃO SABEM O QUE ACONTECEU... NADA ACONTECEU... VOCÊS ESTÃO ATRASADOS PARA AULA... VÃO! SAIM DA AQUI...

De repente toda a multidão, se dirigiu diante dos destroços e desaparecera pelos corredores. O silencio, e tal vez o pânico, se estabelecera naquele corredor. Agarota abaixara os braços finalmente, e foi em direção ao Paul. Ela o tocava e o chamava, sacodia seu corpo até para tentar acorda-lo. Ele acordou, porem sonso.

– Meu amor você esta bem? – Perguntou a garota aflita.

– Meu amor... Eva... Eu... Estou... “Tó bem”... – E apagou novamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.