The Tales

2 Capítulo 2 - Desejos e Dívidas


Notas iniciais
Bem, eu meio que re escrevi esse capítulo e acho que a parte no plano original ficou bem melhor do que já estava. Não que algum de vocês tenham lido como estava, masok.
Com você a minha versão de Aladdin.
Realmente espero que gostem.

Nas terras distantes, havia um lugar chamado Agrabah. Era governado por um sultão, o reino era rico. Mas havia aqueles que não se beneficiavam da riqueza do reino, aqueles que tinham que resolver seus problemas com roubo. Um desses ladrões de Agrabah era Aladdin, um jovem que cresceu nas ruas. Seus pais lhe abandonaram quando ele era jovem, nunca pensou muito no por quê. Na verdade ele não era um mero ladrão, era considerado o melhor dos melhores ladrões.

O rapaz havia acabado de fugir da cadeia com a ajuda de seu macaco de estimação, chamado Apu. Fugia de guardas reais enquanto contava às moedas que havia conseguido roubar dos mesmos guardas. As pessoas em seu caminho tornavam as coisas mais difíceis pra ele, não conseguia passar muito bem. De uma forma ou de outra ele conseguia passar, seja pulando nas paredes ou de um modo normal.

Um guarda lhe surpreendeu aparecendo no fim de um beco. Ele não tinha para onde ir. Foi capturado, ou seja, estava condenado. Os guardas o levantaram pelos braços e começaram a andar em direção à prisão. Um homem de vestes vermelhas se coloca na frente do jovem e dos guardas. Os guardas reais parecem paralisados enquanto o homem se aproxima de Aladdin.

– Oi... Guardas? Vocês estão vivos? – Aladdin perguntou olhando para os guardas que o seguravam.

– Eles estão bem. Mas você sabe que este não é seu caso. – O homem usava um grande chapéu em forma de cilindro onde havia uma pena vermelha. – Mas tudo vai ficar bem com você. Isso se você fizer algo para mim.

O homem sorriu e Aladdin retribui tal sorriso. Isso era um acordo dos bons para o jovem ladrão. Os guardas lhe soltaram, foi então que ele caiu no chão. O homem lhe estendeu a mão, o ajudando a levantar. O rapaz ficou um tanto impressionado com a atitude, não entendia bem o que estava acontecendo. Presumiu que envolvia magia, mas só sabia disso.

– Qual o trabalho, senhor...? – Perguntou o garoto, ansioso para cumprir sua tarefa. Não pensava em questionar as habilidades do mais velho, muito menos seu envolvimento com a magia.

– Meu nome não é importante. Tudo que você tem que saber é que vai ter de roubar algo de um imperador que mora no reino mais próximo, então você ficará bem.

Aladdin sorriu com a nova informação. Gostou de ver que seu nome havia se tornado famoso o suficiente depois de tantos anos de roubo e este tipo de coisa. Nada importa o que o feiticeiro queria, ele ia conseguir para o mago. Qualquer coisa se isso fosse significar que ele seria pago com sua própria liberdade.

Partiu com Apu em um camelo até o reino mais próximo. De acordo com a descrição do mago ele iria encontrar o objeto em uma caverna esculpida em formato de tigre. Parecia ser algo um tanto interessante. Ou ele pelo menos ele achou que era uma caverna.

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Julia acabara de se mudar para um pequeno apartamento na cidade de Carmel Hills. Haviam poucas caixas no lugar, ela já tinha arrumado o novo guarda roupa. Tudo que a moça conseguia pensar agora era quanto tempo ia levar até ela conseguir suas respostas. Duda estava sempre indo ao apartamento para ver como a outra estava.

Claro que Julia não havia contado da mensagem que recebera para ninguém. Nem sequer sabia se a pessoa que mandara aquela mensagem realmente sabia algo sobre o desaparecimento de seu noivo. Depois de um banho, a garota decidiu que ia sair pela cidade e fazer um lanche por lá.

– Bom dia! Como está indo a primeira semana na cidade? – Perguntou Duda enquanto lhe atendia na lanchonete.

– Não muito bem. Sinto falta do Mark. – Os olhos da garota lacrimejaram, mas logo os limpou com sua mangas. – Mas vai tudo ficar bem.

– Juro que nunca vou entender o que a fez ficar aqui. – Estava claro que Duda não era do tipo que pensava muito antes de falar. – Está a fim de sair hoje?

Julia teve que negar o pedido, com certeza não estava preparada para ir a canto algum. Depois que fez uma refeição foi embora. Claro que adorava a presença de Duda, mas não estava preparada para falar da perca de Mark. Desde a noite do desaparecimento de seu noivo ela vêm tendo pesadelos com ele e como qualquer coisa poderia ter lhe acontecido.

Enquanto viaja em seus pensamentos, Julia observa a viatura de policia chegando até a delegacia. Matheus sai de tal viatura e tira Igor de lá. Mesmo sabendo que isso não é problema dela, Julia se sente empurrada até a delegacia. Ela tinha que descobrir o que está acontecendo.

Igor se sentia tão envergonhado. Enquanto Matheus lhe colocava naquela cela tudo que ele conseguia pensar era no que as pessoas iam pensar. O Sr. Pipes entrou na delegacia furioso, olhava para Igor com ódio e superioridade ao mesmo tempo. Seguido dele entrou a noiva de Mark, Igor não conseguia lembrar bem de seu nome.

– Eu quero ver esse lixo numa cela de verdade até o fim da semana! – Gritava o homem mais velho, um dos mais ricos da cidade. Igor não devia ter sido idiota e tentado roubar algo de sua casa. – Estou pedindo muito?

– Desculpe, senhor Pipes, mas não é assim. Ele tem direito a um julgamento como qualquer outra pessoa. – As palavras de Matheus deveriam lhe acalmar, mas Igor não ficou nem um pouco tranquilo.

– Desculpas não adiantam. Você fala como se esse lixo tivesse alguma chance de escapar de uma pena. – O mais velho se aproximou lentamente da cela. Igor sabia que ele queria lhe ver sendo punido. – Eu vou ver você ser trancado e jogarem a chave fora. Isso é para você aprender o seu lugar!

O homem mais velho foi embora da delegacia. A noiva de Mark se aproximou de Matheus. Igor presumiu que estava tentando descobrir o que havia ocorrido. Claro que Matheus ia falar que o outro havia invadido a casa do Senhor Pipes e tentado roubar algumas coisas. Ela e Matheus tiveram uma pequena discursão.

Igor conseguiu ouvir algo sobre Mark e presumiu que a garota estivesse se informando do andamento da investigação. Matheus falou que as coisas ainda estavam confusas e que poderia levar um tempo. Julia se voluntariou para ajudar, disse que é ótima de investigação e que pode acelerar as coisas. Matheus disse que ele contrataria Julia se ela não tivesse algum tipo de envolvimento pessoal com o caso.

Foi enquanto os dois discutiam que Thiago entrou. Vestia um terno preto com uma gravata vermelha. Ele se aproximou de Matheus e Julia e pediu desculpas por interromper os dois. Falou então que iria defender Igor no tribunal.

– Desculpa se isso não está muito claro senhor, mas eu não tenho como lhe pagar. – O garoto tentava ser engraçado com a situação, mas essa era a verdade.

– Não há nenhum problema. – Thiago andou até a cela e estendeu a mão a Igor. – Eu vou defender o senhor de graça. Nada como uma oportunidade como essa para provar o quão bom advogado eu sou.

– Um pouco humilde também. – Igor riu com suas palavras e ficou feliz por ter conseguido fazer o seu novo advogado rir também. – Então estamos de acordo. Quando eu sair vou fazer o que puder pra lhe pagar. – Então apertaram as mãos.

Na sua saída, Thiago falou que Igor tinha direito de ficar livre até o julgamento e também se apresentou para Julia. Falou para a garota que conhecia Mark e que sente muito pelo que aconteceu. Ainda disse que ela poderia se juntar à ele como uma estagiária, estava investigando o caso do desaparecimento assim como Matheus.

Julia sorriu com a proposta e aceitou a vaga. O xerife não ficou nem um pouco feliz com essa aliança entre Julia e Thiago. Foi então que o advogado saiu da delegacia com Igor e Julia, enquanto Matheus dava uma lida nas informações que conseguiu com o senhor Pipes.

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Não era uma caverna, mas sim um Palácio. Enorme, com uma estátua da cabeça de um tigre sobre ele.

O palácio em questão era maior do que Aladdin imaginava. Apu distraia os guardas enquanto o ladrão invadia o palácio pela janela. Aladdin se viu num quarto revestido de ouro e pedras preciosas, uma grande tentação. Podia roubar qualquer item do recinto e estaria melhor que as demais pessoas no seu reino. Por mais que parte dele quisesse colocar todos os itens do quarto dentro de um saco, ele sabia que essa não era sua tarefa. Mesmo sendo a primeira vez que fazia trabalho por encomenda ele não queria estragar as coisas. Iria se manter fiel ao pedido.

Saiu do quarto e se deparou com um longo corredor. Havia muitos espelhos no tal corredor, o que deixou Aladdin um pouco assustado. Sempre ouviu de como nobres preparavam armadilhas e as cobriam com espelhos. Ele conseguiu chegar até o meio do corredor, onde viu um cofre de cobre. Já que o cofre parecia ser bem importante, presumiu que o item estaria dentro do tal. Usou uma adaga que conseguiu em uma de suas aventuras para abrir o cofre, não foi uma tarefa difícil.

No cofre havia várias joias e pedras preciosas, mas ele sabia que sua missão não envolvia nenhum dos itens. Ele pegou uma lâmpada de outro com detalhes de esmeralda. Era esse o objeto que o mago havia descrito para ele. Com um sorriso ele viu seu próprio reflexo dentro da lâmpada.

– Se eu fosse você largaria isso. – Falou uma voz feminina atrás dele. Logo sentiu uma adaga contra sua nuca. – Não estou brincando.

– Desculpa, senhora, mas eu tenho um trabalho. – O ladrão se virou e conseguiu acertar um chute na moça. Ela se levantou enquanto ele tentava correr de volta para o quarto e segurou sua perna. O ladrão então caiu, a moça se levantou e ficou sobre ele.

– Isso é meu. – Ela disse colocando suas mãos na lâmpada e mantendo o ladrão preso com seus joelhos.

Antes que ela arrancasse a lâmpada de suas mãos Aladdin conseguiu soltar o braço em que segurava a adaga. Seu corpo esta em cima deste braço. Ele então usou o cabo da adaga para atingir a moça na cabeça. Ela ficou tonta e caiu, dando liberdade para ele se soltar.

– Acho que não. – Disse o ladrão com um sorriso de orgulho colocando a lâmpada entre suas vestes.

– Volte! – Ela gritou, se levantando. Nesse momento Aladdin pôde ver como ela era bonita.

– Talvez depois. — Então viu sua saída livre e correu até o quarto por onde havia entrado. – Adeus!

A garota atirou facas em Aladdin, ele conseguiu desviar de tais ataques por pouco. Algo naquela guerreira lhe lembrava de si mesmo, mas não sabia muito bem dizer o que. As adagas os desaceleraram, permitindo que ela o alcançasse. Interessante como ela possui movimentos de batalha desenvolvidos. Era a primeira garota com tais habilidades que ele conhecera. Conseguiu a enganar e prender sua roupa à um enfeite na parede. A deixando presa por um tempo.

– Você não deveria fazer isso! Nem imagino o quão ruim é esta lâmpada! – A garota gritava tentando se soltar.

O ladrão chegou até a parte de baixo do palácio e nocauteou alguns guardas. Apu o acompanhou e os dois subiram em um camelo. Então ele começou sua viagem de volta à Agrabah.

Assim que chegou à Agrabah viu o mago na entrada do reino. Ele sorriu quando Aladdin lhe mostrou a lâmpada, o ladrão viu os olhos do mais velho ficarem vermelhos. O ladrão entregou a lâmpada ao mago e esperou seu pagamento. O mais velho pegou uma esmeralda que estava em cima da lâmpada e então devolveu a lâmpada ao ladrão.

– E o pagamento? – Perguntou Aladdin, descendo do camelo. – Não que isso seja pouco, mas eu quase morri e acho que mereço mais do que isso.

– Claro que merece, mas algo me diz que isso pode ser tudo que você queria. – O homem desapareceu numa nuvem de areia. Aladdin ficou revoltado e um tanto assustado porque ninguém costuma desaparecer assim.

O rapaz jogou a lâmpada no chão em revolta. Não acreditava que havia sido enganado, isso o fez lembrar de que não se confia em feiticeiros. Quando o ladrão pegou a lâmpada do chão viu que estava um pouco suja de areia. Limpou a areia da lâmpada com suas vestes e então uma fumaça saiu da lâmpada.

A fumaça deu origem a uma forma humana, ou pelo menos meio humana. Um homem maduro da cintura pra cima e da cintura pra baixo era apenas fumaça. Estava ligado à lâmpada pela fumaça prateada. Usava uma roupa muito antiquada e sua expressão não parecia nem um pouco simpática.

– O que diabos é isso?! – Se perguntava o ladrão. Apu parecia amedrontado.

– Me chamo Gemli S, sou um gênio. Estou aqui para lhe servir e conceder 3 desejos. – O ser lhe respondeu com uma voz poderosa. – Qualquer coisa que desejar. Mas existem limites.

Aladdin sorriu ao ouvir as palavras do gênio. Ele finalmente podia ter tudo com o que sempre sonhou. Tudo que lhe mantinha longe de seu sonho eram algumas simples palavras. Com um sorriso Aladdin se curvou diante o gênio.

– Aladdin, ladrão mais conhecido de Agrabah ao seu serviço. – Disse o rapaz.

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Paula esta fechando o cofre, já é fim de noite. Duda passou lá mais cedo para avisar sobre o que aconteceu com Igor. A moça anda até a porta e tranca sua loja, mas assim que sai da loja se depara com Thiago. Isso a assusta um pouco, o advogado ri.

– Desculpe-me assustá-la. – Ele falou delicadamente, mas suas palavras pareciam armas. – Você não deveria ver ele. Pelo menos espere até seu julgamento.

– Por quê? – A garota estava um pouco revoltada, foi fácil de notar. – Ele é meu--

– Como eu estava dizendo, qual o ponto de ver ele agora? Seu antigo “companheiro” é a outra parte e não queremos que ele consiga prender o jovem ladrão, certo?

Paula ficou em silêncio. Não queria se meter com Senhor Pipes mais uma vez. Da última vez que ela fez isso as coisas não saíram tão bem. Notando que a moça havia entendido o recado, Thiago se foi.

Julia estava saindo do escritório de Thiago, onde ela passou a tarde lendo informações sobre o caso de Igor e o de seu noivo. Ela sentia um pouco de dor de cabeça. Pelo que Igor tinha lhe dito, ele foi pego dentro da casa do senhor Pipes. Provavelmente o crime que o senhor vai usar é invasão, já que Igor não deve ter roubado nada.

Quando ela chegou à lanchonete, Duda estava conversando com Luan. Julia achou melhor não se meter entre os pombinhos. Se aproximou do balcão, Henrique se aproximou dela. Ele ria assistindo a irmã conversando com o garoto por quem tem uma queda desde sempre. Julia pediu um café expresso e um pequeno bolo.

– Eles estão saindo há quanto tempo? – Perguntou Julia para Henrique. Nem sabia se os dois estavam de fato juntos. Sabia que ambos tinham sentimentos um pelo outro.

– Desde que eu me lembro. Mas não estão de fato saindo. Ele nem sequer está aqui. Pelo que o pai dele se importa, ele não se mistura com pessoas como nós. – Ele bebia um café com pedras de açúcar. Julia já havia notado que os irmãos pareciam gostar de mais de açúcar, ela não ia conseguir aguentar.

– Como assim? – Julia não entendeu bem o que Henrique queria dizer com “pessoas como nós”.

– O pai dele não gosta de pessoas que não são tão bem financeiramente quanto nós. – As palavras de Henrique pareciam esconder feridas.

– Quem diabos é esse cara?

– A pessoa que está processando o Igor. O Senhor Pipes. – Julia ficou surpresa e um pouco revoltada ao ouvir o que Henrique havia dito.

Nesse momento Julia se viu incentivada a defender Igor. O garoto pode ter roubado, mas o Senhor Pipes não tinha direito algum de tratar o rapaz daquele modo. Duda e Luan se despediam. Parece que o rapaz tinha que voltar para casa se não seu pai ia atrás dele. Julia não gostou muito do fato de o menino estar namorando Duda escondido.

Mas se a mais nova não se importava, Julia não tinha direito de se importar. Por mais que conhecesse Duda há pouco tempo, ela queria que sua amiga fosse feliz. E ela sabia que a moça merecia um rapaz que lutasse contra o mundo para tê-la.

Isso a fez lembrar de Mark. Tentava nem pensar no rapaz, mas isso era difícil. Principalmente depois de ter passado a tarde inteira revendo sobre o que havia acontecido naquele dia. Não conseguia pensar nele sem sentir as lágrimas caírem por seu rosto. Por isso voltou para o apartamento. Tentou se deitar, não pensar em Mark. Não conseguia suportar imaginar o estado do rapaz.

Igor estava sentado em um beco, coberto por uma caixa. O garoto não tinha outro lugar para ir. Senhor Pipes havia se certificado que ele fosse expulso do seu apartamento. Claro que esperava isso, já que não pagava aluguel há vários meses. Nesse momento ele se sentia tão pequeno quanto o Senhor Pipes costumava lhe tratar.

Em 3 dias ele seria julgado e provavelmente condenado. Isso não era de todo mau, pelo menos ia ter cama e comida. Ele não ia conseguir suportar os olhares das pessoas assim que saísse do tribunal. Não quer que as pessoas digam que sempre estavam certas sobre ele. Ele pode ser mais que um ladrão, mas a vida lhe tornou isso.

Alguém se aproximou dele. Quando Igor olhou para cima, viu Ana Luiza. Presumiu que a garota estivesse atrás de alguma exclusiva com o futuro criminoso da cidade. Mas ela o surpreendeu e lhe deu um agasalho. A repórter disse que ia ajudar Igor o quanto ela pudesse, não por pena, mas porque ela já passou por algo semelhante.

Ela lhe deu uma carona até sua casa e o deixou ficar pela noite. Ana Luiza falou que ele deveria ir atrás de um emprego, o juiz ia gostar de ver que Igor estava tomando iniciativa. Ele nem sequer teve uma chance de falar que não queria, ela demonstrou compaixão e disse que acreditava nele. Ninguém nunca havia feito isso por ele.

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No passar de alguns meses Aladdin havia feito umpedido. Ele então se tornou Sultão de Agrabah, ainda lhe restando dois pedidos. Gemli nãopoderia se importar menos com o que o rapaz viria a pedir. Este primeiro pedido foi mais do que prova de que a humanidade não vai além de ganância e cobiça. O rapaz não aproveitou muito bem a vida como sultão, muitos problemas.

– Eu posso desejar não ser mais sultão? – Perguntou o rapaz, depois desses meses ele se considerava amigo do gênio. Afinal, Gemli tinha que segui-lo onde fosse. – Hein, Gênio?

– Sim, já disse mil vezes. Você pode desejar o que quiser. Menos a ressureição de alguém morto ou uma alma gêmea. – O gênio rolou os olhos, quem poderia desejar uma alma gêmea. Nessa terra todos possuíam uma e os dois estavam fadados a se encontrar.

Aladdin pensou na sua mãe quanto o gênio mencionou que não poderia ressuscitar aos mortos. Era o que seu coração mais pedia. Se sue mãe estivesse com ele nesse momento talvez ele se sentisse mais feliz. Tratou logo de se livrar de tal pensamento, não gostava de pensar no passado ou em coisas tristes.

Nem sequer entendia porque estava tão insatisfeito já que tinha tudo. Apu estava bem feliz também, tinha todas as bananas que um sultão poderia demandar. Foi então que chegou um papagaio do reino ao lado. Mesmo reino de onde ele havia roubado aquela lâmpada. Então Aladdin ficou preocupado.

‘Sultão de Agrabah, gostaríamos de informar que iremos ao confronto de seu exército se for preciso. Algo valioso foi tomado de nós por um de seus ladrões e nós não podemos arriscar perder isso. – Sultão de Abatsu’

Eles possuíam um grande exército, o de Agrabah não era nada na frente dele. Abatsu sempre foi um grande reino, com muitas riquezas. Lendas dizem que Agrabah e Abatsu eram irmãos que decidiram montar seus reinos com a herança de seus pais. Agrabah usou todo o ouro e pedras preciosas que herdou para montar prédios e seu castelo. Achava que isso iria fazer seu povo mais feliz.

Abatsu foi mais inteligente, guardou suas riquezas e montou um reino com pedras e ferro. Isso foi melhor já que o povo de Agrabah se viu muito tentado. A maioria morreu em brigas por ouro e no fim o Rei Agrabah se matou. Abatsu deveria ter tomado o reino, mas não encontrou o objeto mais valioso de seu irmão. E apenas com tal objeto os dois reinos poderiam ter sido unidos.

O jovem sultão não tinha ideia do que fazer. Parte dele queria fugir, mas sabia que não podia abandonar o seu povo. Não quando ele havia os colocado numa grande enrascada. Nem sequer possuía um conselheiro, o seu antigo conselheiro havia se transformado em papagaio. Estranho, mas Aladdin meio que entendia.

– O que acha que devo fazer? Gênio? – Gemli rolou seus olhos e deu de ombros para a pergunta. – Apu? – O macaco brincava com uma banana como se fosse espada. – Acho que não dá pra lutar.

Então o macaco montou dois castelos com a banana e então ele empurrou um no outro e fez um grande castelo. Gemli ficou realmente impressionado com a ideia do macaco. O papagaio do outro reino ainda estava lá. Era vermelho, olhava para o macaco com algo semelhante à inveja.

– Vocês acham que a gente poderia dar um jeito de unis os reinos? – Perguntou Aladdin ao macaco, o gênio e o papagaio. Nenhum respondeu.

Gemli costumava dizer que as enganações e falsidades dos humanos ainda iriam destruí-los e queria ver isso de perto.

– Duvido que vão aceitar fazer negócios com o ladrão. – Disse o gênio com um olhar de preocupação. Se questionava porque Aladdin ainda não havia desejado estar longe dali.

Então Aladdin entendeu o que poderia fazer. Ainda lhe restavam dois desejos e isso seria o suficiente para se salvar e dar um jeito de salvar o reino.

– Desejo saber onde Agrabah escondeu o seu objeto mais precioso. – Disse o jovem sultão, fazendo o gênio lhe soprar uma nuvem prateada. Então ele sabia onde encontrar o objeto mais precioso de Agrabah, agora lhe sobrava um desejo.

– Desejo voltar para o começo, assim que apanhei a lâmpada.

Ali estava Aladdin mais uma vez, com uma lâmpada dourada em mãos. Só que dessa vez ele tinha uma ideia melhor do que fazer desejos idiotas.

– Vida de Sultão nunca foi pra mim. – Ele conversou com Apu antes de subir no camelo e cavalgar de volta à Abatsu. O macaco ficou confuso. Aladdin tinha um sorriso no rosto.

No caminho ele esfregou a lâmpada com suas vestes, Gemli apareceu. Como um gênio ele não havia esquecido nada. Agora eles estavam no salão real do Sultão. Era um homem baixinho e com barba branca. Parecia bem humorado, mas seu conselheiro não era alguém muito legal. Nem sequer mostrava a cara, ficava atrás de uma cortina.

– Sugiro que lhe corte a cabeça. – Disse o conselheiro, sua voz era um tanto estridente e irritante.

– Ah não. – Falava o ladrão de cabeça baixa, Gemli e Apu estavam de seu lado só que um pouco mais atrás.

– Claro que não vou fazer isso. Parece um tanto severo. – Falou o Sultão com um sorriso. Aladdin pensou que talvez pudesse ter algum aliado ali. – Só cortar alguns dedos deve servir. – Talvez não, pensou o rapaz.

Foi nesse momento que alguém adentrou na sala, uma moça um tanto formoso. Aladdin ficou boquiaberto com ela, tinha um charme e tanto. Além do mais, ela estava andando com um tigre ao seu lado. Sem coleira e nem nada. Mas o tigre não tirou a atenção de Aladdin da garota.

– Jasmine, estou ocupado. – Falou o sultão de uma forma gentil. Parecia ter uma grande afeição pela moça.

– Eu sei. Vim intervir. – Disse a garota andando até o sultão.

– Você não pode interferir! Ele roubou e deve pagar! – Gritava o conselheiro detrás da cortina. Jasmine pareceu um pouco entediada com isso.

A moça se moveu gentilmente até a cortina e então a puxou com a ajuda de seu tigre, que não parecia tão feroz. Atrás da cortina o conselheiro não era mais do que um papagaio. Aladdin riu.

– Do que você está rindo?! Ainda posso fazer sua cabeça ser cortada! – O papagaio gritava ao voar até Aladdin. Apu pulou no papagaio e colocou uma bola daquelas que as crianças brincam na sua boca.

Então o macaco fez sinal de que estava tudo certo, o papagaio continuava resmungando mesmo sem ser capaz de formar palavras. Aladdin riu e então notou que Jasmine ainda falava com o sultão, com um sorriso no rosto.

– Bem, cheguei A uma decisão! – Gritou o sultão com um sorriso no rosto e batia as palmas balançando as pernas na sua cadeira real.

– Eu falo pai. – As palavras que saíram da boca da Jasmine fizeram que Aladdin entendesse o modo que ela chegou à sala. Ela então andou até um pouco mais próxima de Aladdin. Foi ai que ele a reconheceu.

– Garota guerreira. – Disse ele em admiração, ela era ainda mais linda sem uma adaga apontando pra ele.

– Ladrão. – Ela disse fingindo estar surpresa. – Pode me chamar de Jasmine. – Ela então ofereceu sua mão para ele apertar. Não era algo que se esperava de pessoas da realeza.

Mas ela parecia diferente por alguma razão, especial.

– Meu pai concordou em te deixar vivo e ileso se tiver algo a oferecer e se devolver a lâmpada. – Ela falou com um sorriso sincero, esperava que ele pudesse fazer tais coisas. – O que acha?

– Acho que me dei bem. – Ele falou de forma inapropriada e então colocou a mão na boca. – Sinto muito, princesa.

– Já disse que me chamo Jasmine, me chame como tal. – Ela parecia um pouco perturbada com a forma como Aladdin a chamava.

– Sinto muito, Jasmine. – Ele tinha um sorrisinho diabólico para a garota, de brincadeira para ela. – Eu acho que tudo ficará bem já que tenho a lâmpada em mãos. – Disse o jovem ladrão entregando a lâmpada para a princesa e rezando para que a mesma não notasse que faltava uma esmeralda.

– Bom. Algo mais para garantir que não vai virar comida de tigre? – Ela pergunta gentilmente entregando a lâmpada para seu pai e acariciando seu tigre.

– S-Sim. Eu sei onde está o tesouro de Agrabah. – Assim que Aladdin terminou sua frase todos na sala o olharam com admiração.

Menos Gemli, já que ele sabia muito bem que Aladdin sabia sobre o paradeiro do tesouro já que ele havia lhe concedido tal sabedoria.

Depois de ajudar o Sultão e seus homens à encontrar o tesouro dentro da lápide de Agrabah, Aladdin pôde ficar livre. Mas se manteve no reino. Reino. Já que Abatsu havia encontrado o tesouro. Mas devido à um pequeno detalhe no acordo entre os irmão no passado, o reino inteiro agora se chamava Agrabah.

Ainda havia pobreza, mas depois da união dos reinos tal pobreza diminuiu muito. Jasmine e Aladdin foram em muitas aventuras juntos, eventualmente se apaixonando e casando. O ladrão usou seus últimos três pedidos com sabedoria.

– Desejo que você seja livre. – Ele disse fazendo com que Gemli pudesse finalmente se ver livro de humanos, isso também fez com que o gênio passasse mais tempo com Aladdin e sua família.

– Desejo que o último desejo seja seu. – Disse o ladrão, concedendo o desejo para que Gemli pudesse desejar o que ele quisesse. Por incrível que pareçam Gemli nunca achou nada para desejar.

Quando as nuvens de escuridão da antiga profecia começaram a tomar os reinos ao redor deles, Aladdin sentiu que teria que salvar sua família. Inteira.

– Eu sei que não tenho direito disso, gênio. Mas você poderia por favor usar seu último pedido para proteger Jas, Apu e a si mesmo?

– Não, você deve ser protegido também! – Gemli gritava enquanto as nuves sombrias se aproximavam por todos os lados. – Por favor!

– Claro que não. Confie em mim. – Aladdin disse dando um olhar de confiança para o gênio. Um deles teria que se certificar que os outros seriam realmente levados e não apenas destruídos.

Com muito ressentimento o gênio concordou em fazer o que Aladdin queria. Fez um desejo para que toda a família fosse protegida, salvo Aladdin.

Então desapareceu numa nuvem prateada. Aladdin correu pelo castelo até o cofre, encontrou a lâmpada brilhando com uma luz prateada. Com um sorriso ele pegou a lâmpada e a segurou próxima do peito, rezando para que tudo desse certo.

E tudo ficou escuro em Agrabah, logo tal escuridão também tomou o plano existencial inteiro.

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Igor estava varrendo o chão do escritório. Julia ficou orgulhosa ao ver que o rapaz estava querendo mudar drasticamente. Ela conseguiu organizar todos os fatos sobre o assalto. Nenhum item foi roubado da casa do Senhor Pipes, então ele só deve processar pela invasão domiciliar.

Thiago não parecia preocupado, algo aprecia lhe certificar de que Igor não iria ser preso. Ele foi para o tribunal antes de todos, parecia ter uma reunião por lá.

A garota se ofereceu para dar carona para Igor. Quando ela chegou lá, viu que o julgamento era fechado e que não poderia fazer parte. Apenas as duas partes e o juiz poderiam estar presentes e Julia não sabia se realmente fazia parte de algo.

A audiência não levou muito tempo. Quando os rapazes saíram, Igor comemorou e a abraçou. A garota ficou um pouco confusa, não entenda muito bem como Igor poderia ter se saído bem num julgamento como este. Thiago não respondeu quando ela perguntou o que havia acontecido.

– Desculpe, mas me falaram que eu não podia falar sobre isso. – Foi a resposta de Igor quando ela o perguntou sobre o que havia acontecido dentro da sala do juiz.

A moça ficou um pouco ofendida por não poder ser parte do segredo sobre como Igor havia escapado, mas ela ficava feliz de saber que o Senhor Pipes havia quebrado a cara. Houve uma comemoração na lanchonete de Duda e Henrique, mas a garota não estava lá.

O irmão dela contou para Julia que ela e Luan haviam ido até a floresta para um piquenique, Julia não achou isso muito apropriado. Henrique deixou claro que não tinha cabeça para ser irmão protetor e sabia que Duda ia saber se virar. Então a garota notou o rapaz que trabalha digitando os casos jurídicos.

Ele provavelmente poderia responder as perguntas dela. Depois de alguns minutos de conversa, ela descobriu que seu nome era Cayo.

– Me desculpa, mas eu realmente não deveria falar sobre isso. – Ela já estava cansada de ouvir este tipo de coisa.

– Por favor. Eu juro que não vai ter problema nenhum para você. – A garota parecia realmente desesperada por essa informação. – Ninguém vai se machucar.

– Está bem. – Ele disse soltando um suspiro. Julia sorriu. – O seu chefe fez uma troca. Ele entregou algo para o Senhor Pipes e o caso foi fechado. O rabugento retirou todas as queixas, por mais que estivesse revoltado. Acho Que ele ficou ainda mais revoltado quando viu o que Thiago tinha.

– O que foi que Thiago entregou para o Senhor Pipes? – A garota estava mais curiosa do que antes.

– Uma flauta de prata. – Isso deixou a moça completamente confusa, não conseguia entender o apego de alguém como o Senhor Pipes com uma flauta.

Seu celular tocou e então ela viu uma mensagem que lhe deu calafrios.

“Parece que seu bom chefe não é tão bom advogado como é negociador. – R”

Achava que essa pessoa já havia a esquecido. Não conseguia imaginar onde diabos poderia estar esse tal de R. Ninguém estava ouvindo sua conversa com Leo, pelo menos que ela soubesse. A garota correu de volta para seu apartamento, precisava de tempo para si mesma. Precisava pensar.

– Oi. – Igor se surpreendeu ao ver Paula atrás dele. Não havia ouvido dela desde que foi preso. – Desculpa não ter ido ver você. Eu realmente queria ir mas--

– Mas você não queria arriscar que o Senhor Pipes lembrasse do seu ressentimento contra você. – Ele disse forçando um sorriso. Na verdade estava muito magoado pelo que a moça havia feito. No momento que ele mais precisou, ela lhe deu as costas. – Eu entendo, princesa.

– Então, o que você me diz... – Ela aproximou seus lábios do ouvidos de Igor. Passou sua mão por cima da blusa dele. – Quer ir pro meu apartamento?

O rapaz se sentiu impulsionado a ir com ela e ter uma noite incrível, mas sabia que não podia. Era tarde e ele teria que trabalhar cedo no dia seguinte. E ainda se sentia um pouco ferido pelo que Paula havia feito.

– Desculpe, mas amanhã tenho que trabalhar. Meu tempo não é mais tão livre quanto era antes. – Disse o rapaz dando um beijo em Paula e voltando para a casa de Ana Luiza.

Paula voltou para sua casa, que não era muito grande. Ela começou a imaginar as coisas que Igor deveria estar fazendo com Ana Luiza naquela casa. Um lado dela lhe dizia que o rapaz estava dormindo, mas o outro dizia que ele estava na cama com aquela repórter vadia. Não conseguiu suportar o ciúmes que estava sentindo, pegou seu telefone e discou algum número.

– Oi. Sei que não nos falamos à um tempo mas... Você está a fim de vir para cá? – Ela mordia os lábios enquanto olhava no espelho. Este era seu modo de se vingar de Igor. Ela tinha que mostrar que este era um jogo para dois.

Não levou muito tempo, alguém bateu a sua porta. A garota atendeu a porta e viu a pessoa que estava ali, de terno e casaco. Era o Senhor Pipes.

– Bom te ver, querida. – Disse ele antes de entrar na casa e a beijar com muita paixão. – Senti saudades disso.

– Eu também! – Ela tirou sua blusa e arrancou o casaco do mais velho.

Thiago e Lucas se encontraram na prefeitura. A lua brilhava numa cor de mel atrás dos dois. O advogado sorriu de forma maliciosa para o prefeito. Ele ainda estava ganhando e o outro sabia disso.

– Vocês nunca foram bons de jogo. – Thiago dizia ascendendo um cigarro. – Esperava que você soubesse que eu não posso ser derrotado. Nós todos devíamos saber disso.

– Claro. Mas nós a encontramos. – Lucas não demonstrava muita emoção. Seu tom era rígido enquanto o de Thiago era de deboche.

– Se você quer outra guerra, terá o que deseja. – Thiago sorria enquanto admirava a paisagem junto de Lucas. Tinha certeza que iria ganhar.

– Depois de tantas perdas, velho amigo.


– Tais perdas tornam a coisa inteira divertida. – Thiago foi embora sorrindo depois de pisar no resto do cigarro. Já havia enfrentado exércitos uma vez e faria isso de novo.


Notas finais
Poucos personagens novos e daqui pra frente vamos ter cada vez menos.
Realmente quero dizer que reviews seriam bem vindas, sério.
Espero que tenham gostado.