The Survivors
2 Perdas/ Um recomeço
Notas iniciais
Aproveite.
Enquanto alguns dos meninos levavam aquelas criaturas para fora da mansão, Rafaela ainda tentava salvar a vida da garota, quando era medica tinha aprendido como lidar com venenos e como fazer para que ele não se espalhasse e tentava, mesmo que sua consciência gritasse que era em vão, ela ainda tentava salvar a vida da jovem do jeito que sabia.
Passa-me a faca. _ela pediu para Kath, que olhava tudo meio enojada.
Rafaela cortou o pedaço de pele onde o ferimento se espalhara, deixando o espaço meio morto, a garota inconsciente se sobressaltou levemente com a dor causada.
Água quente. –Ela pediu e a garota lhe passou. Ela jogou delicadamente a água por cima do ferimento, queimando a pele dali e soltando um cheiro um tanto desagradável.
Algodão. –Pediu novamente e limpou toda extensão do machucado, que estava mil vezes pior agora, depois de limpar, passou álcool e enfaixou. Dentro de algumas horas saberiam se aquilo tinha dado certo e a garota voltasse a vida como era antes ou como um monstro comedor de carne. Rafaela pediu para que Kath saísse do quarto, pois se aquilo não tivesse dado certo, ela teria que matar a pobre garota e não queria ninguém por perto para presenciar a cena avassaladora.
Todos no andar de baixo limpavam a sala principal, passando álcool e todo tipo de desintoxicador que tinham encontrado pela casa.
Os garotos ainda enterravam as criaturas do outro lado da rua deserta.
Vamos, temos que ir buscar mais alimentos ainda, antes do o por do sol. –Mike falava para alguns garotos que comiam e cochichavam sobre Olívia.
Eles se apressaram e saíram, subindo nas motos e indo para o outro lado da cidade.
As garotas e garotos que ficaram faziam toda a tarefa da casa, abriam as janelas para que o ar e sol entrassem na casa e estavam todos muito quietos.
Gabe em especial estava muito abalado, não saberia o que fazer sem Olívia, que por menos tempo que se conhecessem, ele estava apaixonado por ela e rezava para que as táticas de Rafaela dessem certo.
Enquanto algumas garotas preparavam o almoço, já inquietas pela demora, um barulho alto cortou o ar em volta deles.
NÃO! – Gabe gritou e as lágrimas banharam seu rosto pálido, Isabelle o abraçou e ele desmoronou nos braços da amiga. Seu amor acabará de ir, para sempre.
Rafaela desceu, com os olhos vermelhos e o nariz também. Antes de matar a garota, chorou, por que já estava cansada dessas coisas levando suas jovens irmãs embora.
Eu sinto muito. –Ela falou baixo, mas todos puderam ouvir, apesar do choro incessante de Gabe, o jovem que perderá seu primeiro amor.
Todos estavam profundamente abalados, até Brenda, que no momento olhava com pena para Gabe e tinha lágrimas lhe descerem pelo rosto de porcelana.
Eu fiz o que eu pude. –Rafaela falou, já vencida pela dor, sentou-se com as mãos na cabeça, na escada, não se conteve, não era aquela mulher forte, só tentava ser. Não era assim antes do mundo virar do avesso e gente morta voltar a vida...
Flashback on
Dra.Rafaela, emergência na ala de cirurgia. A voz do alto falante informou e a jovem doutora correu.
O hospital estava um caos, muita gente machucada pelos ‘zumbis’, ninguém sabia de onde aquelas coisas tinham surgido.
Tinha policias por todo o lado, algumas pessoas tinham ficado muito alteradas depois de mordidas ou arranhadas pelas criaturas.
Na ala de emergência, tinha uma garotinha, de no máximo 9 anos, estava chorando e aterrorizada, estava de perfil, por isso Rafaela não pode ver o outro lado de seu rosto, mas assim que viu, quase vomitou. O lado esquerdo do rosto da garotinha estava destruído. Faltava um olho e toda a bochecha tinha sido arrancada, deixando a mostra os dentes da criança.
Ai meu Deus! _ela exclamou. Nunca tinha visto nada mais assustador na vida.
A mulher na frente da criança não tinha metade do braço direito e chorava de dor. Rafaela não sabia o que fazer, nunca tinha visto nada igual nos seus 3 anos naquele hospital.
Procurou limpar os ferimentos e logo as vitimas dormiram. Mais tarde fora avisada de que os ferimentos foram causados pelos ‘zumbis’, seres que deveriam estar mortos e que voltaram a vida e estavam se alimentando de gente. O hospital estava lotado.
Nos noticiários diziam para não saírem de casa e não acolherem ninguém que tivesse sido ferido pela criatura. Não sabiam de nada sobre o caso, estavam investigando. Enquanto ela estava sentada na sua sala, com mais três colegas, tomando um café, ouviu-se três tiros e vários gritos.
Senhor! –Fátima gritou e derrubou seu café.
Rafaela saiu da sala, apressada. Foi para a sala de emergência e se deparou com um guarda aterrorizado, apontando a arma para a mãe e a filha que agora estavam mortas no chão. Tinham a aparência meio...Azulada talvez? E fediam muito.
Ai meu deus! O que houve? –Ela perguntou, checando a pulsação de ambas.
E-elas se levantaram e tentaram me-me morder! –O guarda falou, aterrorizado e com a arma ainda apontada para as mortas.
Acalme-se, abaixe essa arma! –Rafaela estava com medo de ele disparar e acerta-la. –Já estão mortas. –Ela falou, mais suavemente e mais dois guardas entraram na sala e ajudaram o guarda a se acalmar.
Quando fora para casa naquele dia, viu pelas ruas seres que rastejavam e ficou tão aterrorizada que mal conseguiu dirigir o carro.
Entrou rapidamente na sua casa, que tinha um portão à prova de balas e não conseguiu sair do carro, não conseguia se mexer, não conseguia acreditar que um fato de ficção tinha se tornado real.
Um barulho vindo do portão a acordou, um grunhido também vinha de lá. Ela quase gritou, mas não teve ar para faze-lo.
Saiu do carro e entrou em casa o mais rápido que conseguiu.
Assim que o fez, não pensou em mais nada além de colocar todos o moveis da sala na porta, brecando a passagem de quem quer que fosse.
Assim que o fez, caiu no sofá e chorou, chorou como se não houvesse amanhã e foi assim que conseguiu dormir.
Quando já era de manhã acordou com a forte luz que vinha das enormes janelas da sala.
Abriu os olhos bem devagar e assim que se lembrou de tudo, rezou para que fosse um sonho, mas viu que não era, pois estava na sua sala, dormindo num sofá.
Não se deu ao luxo de chorar, ao invés disso correu pro telefone e ligou para todos que conhecia, por sorte estavam bem.
Não teve coragem de abrir a porta, seu coração batia descompassado só com a hepotise.
Viu televisão o dia todo e descobriu o por que de tudo aquilo.
1° O governo dos Estados Unido estava trabalhando há muitos anos, para criar uma formula que trouxesse os mortos de volta a vida.
2° Há alguns dias tudo saiu do controle por causa de 100 mortos que estavam sendo testados e acabaram por matar a todos que estavam no enorme laboratório.
3°Não havia cura.
Rafaela ficou simplesmente paralisada diante da tv. Como seu país podia fazer isso sem o consentimento dos cidadãos?
Quando escureceu, ficou amedrontada. Seu portão rangia de um jeito estranho e os grunhidos estavam cada vez mais altos e ela tinha medo que eles a pegassem.
No dia seguinte já sabiam de muitas coisas sobre os ‘zumbis’.
Eles não apareciam diante ao sol (o que fez Rafaela abrir toda a casa), só morriam quando algum dano sério fosse causado na sua cabeça, tinham um ótimo olfato e para tranqüilizar a todos, eram lentos e fracos, mas sempre estavam em grupos de vários.
As regiões que não tinham sido infectadas eram A América do Sul, África e uma parte da Inglaterra. Os restantes tinham sido infectados e estavam totalmente fora de controle, as autoridades pediam para ninguém sair de casa durante a noite, mas milhares viajavam e acabavam cercados pelas criaturas no meio da estrada.
Nada mais se aplicava, as leis não eram mais validas, nada mais seria normal.
Agora poderia haver roubos, porte de armas e etc...
Os policias não tinham tempo pra ficar prendendo humanos enquanto matavam zumbis.
Durante 1 mês Rafaela saia todo dia em busca de alimentos e...Armas.
Depois de um bom tempo, já tinha tudo o que necessário por um ano. A situação não estava assim tão critica, havia 90 zumbis para cada 1000 humanos, era o que diziam. Algumas cidades estavam fechadas, ninguém saia e ninguém entrava. Durante a noite Rafaela fechava toda a casa e não fazia barulho, nem a tv ligava, não poderia haver nada que chamasse a atenção dos seres.
Quando seu portão estava fraco e ela temia ser atacada a qualquer momento da noite, decidiu. Iria embora dali, sabia que seria perigoso agir durante a noite, mas não tinha jeito. Colocou tudo no seu carro, que graças a deus era grande, uma caminhonete 4x4 cabine dubla. Na carroceria foi todo o seu alimento e dentro da cabine, as muitas armas que conseguira.
3 Colt python 357
4 Colt 45
3 Colt 1911
2 Revolver 38
5 Pistolas CAL 380
5 Pistolas TAURUS PT 59
Fora às milhares de munições que nunca usara.
Saiu de manhã, o mais cedo possível. Ela iria para o lado nobre da cidade, onde havia casas enormes e segurança de sobra.
Enquanto dirigia pela cidade deserta, se deparou com alguns carros, carregando em algumas lojas.
Quando chegou no lado nobre da cidade, estava certa, o local estava deserto. Os ricos vazaram.
Encontrou uma mansão enorme e abriu a garagem.
A casa estava aberta, como se todos tivessem saído as pressas.
Entrou na casa, que estava clara, por sorte, pois os lugares escuros eram habitados por zumbis. A casa estava em ordem, aquela parte da cidade não tinha sido afetada.
Deu uma varredura na casa, procurando em cada canto, não achou nada. Verificou o sistema elétrico, tudo certo também.
Você deve estar se perguntando, pra que uma casa tão grande pra só uma pessoa?
Ela não planejava viver sozinha pra sempre.
A idéia era sair por ai a procura de jovens sem família e sem proteção, que ela poderia dar de sobra. Naquela noite, arrumou toda casa, que tinha 7 quartos e era a maior que já vira na vida. Dormiu a noite toda, cansada pelo esforço. A casa era 100% segura, portões de aço, a porta da frente de ferro com varias trancas, câmeras...
Dormiu tranqüila aquela noite e não teve pesadelos com sua família.
A família de Rafaela tinha perdido contato com ela, a ultima vez que se falaram, eles iam para a América do Sul.
No começo do dia ela acordou disposta, pegou sua arma favorita, a Colt pynthon 357 e saiu, a procura de qualquer um que estivesse sozinho.
Os primeiros que achou, foram Gabe e Isabelle, estavam num posto de gasolina, reabastecendo a moto. Eles pareciam bem abalados. Ela estacionou a picape do lado deles.
Estão indo pra onde? –Ela perguntou, com um sorriso.
Pra onde deus quiser. –Gabe falou.
Querem vir morar comigo? –Ela foi direta.
Eles se olharam, desconfiados. Ninguém daria um lar assim em troca de nada.
Porque? –Isabelle perguntou e suas sobrancelhas se arquearam.
Eu estou sozinha e vocês não tem pra onde ir, eu tenho segurança, comida e uma casa. –Ela falou. Eles se olharam de novo e assentiram.
Falshback off
Notas finais
Se quiserem capítulos menores, avisem.
Comentem G.G
Obrigada.
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