The Supernatural Girl
4 Capítulo 4 - A Floresta e o Lobo Branco
"Vi Rugge conversando com o Jorge, que lhe entregou um livro estranho: era todo vermelho com uma estrela que nunca tinha visto na vida, e foi logo embora. Iria perguntar ao Jorge o que era esse livro, mas o maldito sinal tocou. Fui logo para a sala com aquele livro na cabeça" – Annie
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Horas depois:
"Saí da escola, subi em meu skate rumo à minha casa. No caminho, vi meu primo Ruggero conversando com Jorge, em um caminho diferente e, resolvi seguir eles. Minutos depois, estávamos em uma floresta, estranhei, os dois nunca vieram aqui, até onde eu sei. Estranho, agora não é a hora do curso deles? Que tipo de curso é esse? Cuidar das árvores da floresta?! Tá, agora é sério! Fiquei seguindo eles e ao mesmo tempo, me escondendo atrás das árvores. Fui correndo para a árvore ao lado, quando minha blusa agarra em um galho. Me virei e tirei minha blusa e, ao virar, os dois não estavam ao meu alcance. — Como podem ser tão rápidos?! Me virei para trás nem por 5 segundos. Olhei de um lado para o outro, à procura dos dois. Estava completamente perdida. Sentei em um tronco caído para pensar um pouco, com esses dois conseguem sumir nos 5 segundos que eu virei? Me questionava sobre isso quando vi um arbusto se mover. Fiquei encarando aquilo até ver um enorme lobo branco pular de lá, mas antes que ele chegasse até mim ele caiu no chão parecendo chorar de dor. Me assustei um pouco de início, mais isso logo mudou quando vi a flecha alojada na pata daquele belo animal branco como a neve, apesar de estar todo sujo com lama e sangue. Eu, como toda adoradora de animais, não pude ficar quieta ao ver aquela cena! Conduzi o lobo, que pareceu entender minhas intenções, para um rio ali perto. Peguei sua pata e vi que a flecha tinha atravessado, então tive que quebrar uma das hastes antes de pressionar a área ao redor da mesma e puxar de uma vez. O lobo urrou e acabou mordendo meu braço, o que eu admito que doeu muito. Acariciei sua cabeça enquanto falava:
– Já acabou, vai ficar tudo bem... – repeti essas palavras até que senti o lobo soltar meu braço. – Bom garoto, agora fica quietinha que eu vou fazer um curativo improvisado nisso e te lavar.
Peguei um lenço que eu tinha no bolço e amarrei na pata do animal, o conduzi para dentro do rio, que batia em meus joelhos e o lavei, vendo aos poucos sua pelagem branca como a neve.
– Mamãe e papai provavelmente vão dar chilique mas...Eu vou ficar com você garoto, e pra isso preciso te dar um nome. Que tal...Snow? Porque você é branquinho como a neve. – disse e ele latiu lambendo minha bochecha logo em seguida.
Ri e terminei de limpa-lo o conduzi para fora do lago e me sentei por lá junto com ele esperando que ele secasse. Ficamos por cerca de uma hora por lá até que ele já estava bem seco e então eu levantei e decidi pegar um taxi pra ir pra casa. Conduzi Snow para fora da floresta e liguei pro taxi, que chegou depois de meia hora, coloquei Snow no banco traseiro e sentei no banco do passageiro na frente, dando o endereço pro taxista que simplesmente seguiu em direção ao destino sem nem questionar o do porque eu ter colocado um lobo no banco traseiro do carro dele.
Se passaram 20 minutos, e chegamos em casa. Tirei Snow delicadamente do banco do táxi e paguei o motorista que em seguida, foi embora. Abri a porta de casa bem devagar, olhando de um lado para o outro, para ver se não havia ninguém em casa.
– Ufa! Não tem ninguém em casa. Vem Snow! — disse guiando-o.
Subimos as escadas, Snow já estava melhor, mas ainda andava com dificuldade. Entramos em meu quarto e fechei a porta, para que ninguém chegasse e tivesse uma surpresinha!
– Aqui será o seu quarto, quero dizer, nosso quarto. Snow pulou na minha cama e adormeceu. — Bom...enquanto você descansa, eu vou tomar um banho, estou cheia de terra. Peguei meu sabonete, meu shampoo, meu condicionador e uma toalha. Entrei no banheiro, tirei minha roupa e liguei o chuveiro, colocando na água quentinha" — Annie
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