The Supernatural Girl
8 Capítulo 8 - Poderes?!
– quero saber o porquê de vocês estarem nessa escola que não tem nada a ver com a flora — já estava com o sangue fervendo.
– não podemos te contar — disse Jorge.
– por que não? O que tem de demais nessa escola? Pra que continuar mentindo?
– o assunto é delicado...e você não vai gostar nada, nada de saber.
– eu não entendo pra que tanto suspense.
– ok, vamos te contar.
– vamos o que??? — disse Rugge indignado com o que Jorge disse.
– é melhor assim.
– a minha tia vai me matar. Ela não quer que conte.
– como assim?? A minha mãe tá no meio da confusão????
– ok Annie, vamos te contar, só promete que não vai deixar a minha tia nos matar?
– ok. Agora contar logo!!!
– ok. Sabe quando eu disse que eu vim pra cá porque meus pais iam trabalhar fora e não queriam me deixar sozinho na Italia?
– sei. Que que tem?
– eu menti. Na verdade, eles não estão trabalhando fora e eu vim pra cá para estudar nessa escola, porque ela era melhor do que a da Italia.
– eu sabia que você tinha mentido! Primeiro, que você gaguejou e segundo, eles confiam em você e você não é nem louco de fazer festinhas.
– e tem mais — disse Jorge – os cursos que eu fazia que impedia de nos vermos nos dias de semana, na verdade era essa escola que eu ia. Vou todas as tardes durante a semana inteira.
– e onde entra as plantas??
– em lugar nenhum. Não estudamos isso. Você sabe que eu nunca gostei de coisas relacionados a isso — disse Rugge falando o obvio.
– se vocês não aprendem sobre plantas nessa escola, então, o que aprendem? — eles ficaram um minuto em silêncio, depois Jorge respirou fundo e me disse.
– aprendemos à como controlar nossos poderes, nos defendermos e aprender magias — comecei à rir, mas quando olhei pra eles, estavam com a cara normal.
– perai. Como assim magia, poderes?
– é Annie! Eu e o Jorge somos feiticeiros.
– o que??????? Vocês estão brincando neh?
– não Annie, não estamos — disse Jorge sério.
– e mais uma coisa...
– o que Rugge?
– você também tem poderes!
–ham???? Eu????
– sim. Sua mãe estava tentando esconder isso de você à tempos, mas parece que não conseguiu.
– ah é??? Se eu tenho poderes, por que nunca aconteceu nada comigo hen? — disse gozando.
– simples — disse Jorge dando um passo à frente — seus olhos, que cores estavam naquele último domingo depois que você foi embora?
– vermelho...perai, você viu?
– sim. Seus olhos ficam vermelhos quando está com raiva.
– e quando você começa à correr e andar de skate, o que acontece?
– quando ando de skate, sinto como se estivesse voando com ele. E quando corro, parece que estou veloz.
– viu, quem disse que você não tem poderes? — olhei para Jorge com uma cara assustada e comecei à dar passos para traz.
– não! NÃO! Eu não posso ter poderes. Sou uma menina normal como qualquer outra.
– Não Annie. Infelizmente não. Você tem poderes sobrenaturais.
– parem. Parem de me falar coisas que não existem. Sou uma garota normal!!! — saí correndo chorando. Ia embora para casa, quando me toquei que não sabia como ir ao portal de volta para a floresta. E agora???
Vi Ruggero e Jorge sair correndo até mim.
– Calma Annie. Eu vou abrir o portal pra você ir embora — Rugge pegou aquela mesma chave no bolso e girou no ar, aparecendo um portal roxo — por favor, pega leve com tia Esmeralda.
– pode deixar que eu vou ter uma boa conversa com minha mãe. Tchau.
– tchau — eles disseram juntos e eu atravessei o portal, caindo de costas no chão.
– ai! De novo caí no chão duro — me levantei e fui correndo para casa.
(...)
Chegando em casa, fui direto para o meu quarto, encontrando Snow. Quando olhei para o lado, vi uma mulher com um vestido amarelo brilhante. Ela era linda.
– o que está fazendo no meu quarto?
– calma. Não vim te machucar. Me chamo Hanna. Sou a diretora do WhiteWing School.
– o que você quer comigo?
– vi que você entrou na minha escola hoje. Lhe observei e vi que seus poderes eram diferentes. Um tipo que nunca vi entre os meus 30 anos como diretor do colégio. Por que não estuda em meu colégio para poder treinar e saber controlar com seus poderes?
– eu não tenho poderes nenhum. E não quero estudar lá porque já tenho uma escola.
– bom...se quiser mudar de ideia, me ligue ou vá no colégio se matricular. Aqui está o meu Telefone — disse me dando um cartão com um número — até — ela balançou sua varinha e desapareceu.
Me deitei na minha cama e fiquei refletindo sobre tudo.
Um tempo depois, ouvi a porta da sala se fechar. Fui correndo até lá, porque sabia que era minha mãe. Quando cheguei na sala, vi que ela estava colocando sua bolsa na mesa, me viu e me cumprimentou.
– oi filha.
– oi — disse seca.
– que foi meu amor? Algum problema? — quando eu ia responder, vi a porta se abrir, era o Ruggero. Iria ficar mais fácil para eu dizer tudo à ela.
– oi família.
– oi rugge! — disse minha mãe alegre.
– oi Ruggero.
– oi prima — a cara dele foi tipo de que estava sabendo o que ia acontecer.
– mãe, quero conversar com você.
– claro minha filha. Pode falar.
– se quiser, eu vou pro meu quarto.
– não Ruggero. Você fica.
– o que foi filha? Algum problema?
– sim. Muitos. Quero lhe fazer uma pergunta. E fale a verdade.
– pode perguntar. Não tenho nada à esconder de você.
– por que não me contou que tenho poderes e me escondeu todos esses anos? — minha mãe fez uma cara de susto e olhou pra ele, com um olhar de "você contou?".
– do que você está dizendo Annie? Ta louca?
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