The Supernatural Girl
7 Capítulo 7 - Ferrou
"Fiquei totalmente assustada com o que via. As pessoas eram completamente estranhas. Mas é claro que estavam usando fantasias, porque, que tipo de pessoa, como o garoto que estava escorado no armário, tinha cobras no cabelo, o pior, VIVAS. Ele era todo verde e usava um óculos escuros.
Do outro lado, tinha duas meninas, aparentavam ser gêmeas. Uma tinha os cabelos alaranjados e a outra, os cabelos azulados.
Tomei coragem e fui andando pelo corredor. Todos me olhavam. Estava prestando atenção em todos ao me redor, quando esbarro em alguém. Olhei para baixo e vi vários livros caídos no chão e uma pessoa os catando. Me agachei e ajudei a menina à pegar os livros. Quando nos levantamos, entreguei o livro à ela, que deu um sorriso de leve. Pude lhe observar. Tinha uma pele branca, igual a neve, olhos castanhos esverdeados, cabelo meio alaranjado e meio loiro. Usava um óculos, escondendo sua bela face.
– o-obrigada — disse gaguejando.
– nada. Qual é o seu nome?
– Anitta e o se-eu?
– Annie. Você poderia me informar o motivo dessas pessoas estarem fantasiadas? — ela olhou ao redor, franziu a testa e retornou a mim.
– que pessoas?
– ué! Todos que estão nesse corredor.
– mas ninguém está fantasiado.
– kkk para de gracinha. É sério!
– mas posso lhe afirmar que ninguém está usando fantasia. Estão todos normais.
– como se ter cobras na cabeça fosse normal. Mas deixa pra lá.
Por acaso, você viu o Jorge e o meu primo Ruggero?
– você está falando do Jorge Blanco???
– sim. O único.
– como você o conhece? Todos temem ele aqui.
– como assim? O Jorge não mata nem uma formiga.
– você que acha. Ele é o popular daqui. E o ruggero, bem, ele também é popular, mas tem uma alma boa.
– disso eu sei. Convivo com ele todo dia e sei que ele é outro sonso. Mas, você viu eles?
– devem estar na sala B.
– obrigada pela informação. Depois a gente se vê. Tchau.
– tchau — saí de lá em busca daqueles dois.
(...)
Estava em outro corredor com portas com letras, então comecei à procurar a letra B, que lógico, era a segunda porta. Ouvi uma barulheira lá dentro. O barulho era igual na minha sala quando o professor falta. Bate na porta, mas ninguém abril, então eu abri a porta vagarosamente, quando vejo uma bagunça na sala" — Annie
Por Ruggero:
"A professora de culinária tinha faltado, graças à Deus, não aguentava ter que ficar fazendo pratos com aranhas, baratas e lagartixas. Tava conversando com a Dulce. Minha amiga do colégio, ela era rebelde totalmente, mas é muito gente boa. Vi a porta da sala abrir, pensei que era o diretor, mas na verdade, era uma coisa muito pior: era a Annie. O que ela estava fazendo aqui. Como estava sentado em cima da mesa com a Dulce, abaixei e me escondi atrás dela.
– me esconde — ela olhou pra frente e viu a Annie.
– eu não vou ficar de escudo sobre você e seus problemas com as ex.
– mas ela não é a minha ex. Ela é minha prima.
– e qual é o problema dela te ver?
– é uma longa história. Depois te conto, mas pelo amos de Deus, me esconde.
– tá. Pode deixar....opa! Ela ta vindo para cá.
– finge que não estou.
– será uma coisa impossível, mas vou tentar — Annie foi até à Dulce.
– oi, poderia me informar se o menino que está atrás de você é o meu primo Ruggero? — Ferrou.
– como? Não tem ninguém atrás de mim.
– não se faça de desentendida o ruivinha.
– pra sua informação, eu tenho nome, é Dulce.
– prazer, Annie. Agora, me dá licença — ela praticamente empurrou a Dulce, me descobrindo.
– hora, hora se não é o meu primo Ruggero.
–o-oi Annie! O que faz aqui?
– essa pergunta eu faço à você. O que faz nesse lugar? E cadê o Jorge?
– calma. O Jorge tá na outra sala.
– então vem — disse ela me puxando pela orelha até fora da sala — agora me mostra a sala do Jorge.
– melhor não. O professor dele deste horário é muito bravo e eu posso me ferrar com ele.
– estou nem aí. Que o raio o parta. Eu só quero o Jorge aqui na minha frente.
– aaa. Vai você então.
– então tá. Só que vai ser pior. Qual é a sala?
– a G.
– ok. Me espera aí.
– tá — e ela saiu andando até a sala G. Aiii estamos ferrados.
Por Jorge:
Estava na aula do professor Jerry, quando alguém bate na porta. Ele a abre, revelando a...perai....Annie?????? O que ela faz aquiiii????
– licença. Eu poderia falar com o Jorge.
– é muito importante? Porque não gosto que atrapalhem a minha aula por besteiras.
– mas é claro que não. Se fosse coisa boba, nem nesse lugar eu tava. É que a mãe dele está aqui na escola querendo falar com ele. E é urgente. Nem queira ver a mãe dele brava.
– a sim. Jorge — ouvi ele me chamar.
– sim professor.
– a sua mãe está na escola. Acompanhe a senhorita aqui.
– a sim. Licença — disse saindo da sala — o que faz aqui???
– o que você faz aqui????
– cadê o Ruggero?
–Ali — disse apontando à ele que estava no meio do corredor.
– quero explicações. Por que mentiram? Que tipo de colégio é esse?
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