The Supernatural Girl

2 Capítulo 2 - O Susto


– Bom dia mãe, bom dia pai — diz Annie se sentando em frente à mesa.

– Bom dia minha filha. Por que está com essa cara? — diz a mãe lhe entregando as panquecas.

– Além dessa ser a minha cara mesmo, só estou com um pouco de dor de cabeça.

– Annie, começou cedo? — diz sua mãe brava.

– Foi mal.

– Filha, tenho uma notícia para lhe dar.

– Qual pai?

– Seu primo Ruggero vai vir da Itália para morar conosco por um tempo, mas não sei que dia irá chegar.

– Legal! — diz Annie colocando um pedaço de panqueca na boca.

Annie olha as horas no relógio da cozinha.

– Caramba! Estou super atrasada. Vou ter que ir voando, senão eu perco a prova. Tchau.

– Tchau filha, boa prova — diz sua mãe acenando.

"Peguei meu skate e fui correndo pra escola, não deu nem tempo de me maquiar, acordei tarde demais. Hum, falo isso como se eu me preocupasse com maquiagem.
Enquanto andava no meu skate, tinha a impressão de que ele saía do chão às vezes, mas deve ser outra das minhas paranoias, estou pensando seriamente em ir para um psicólogo." — Annie

Annie chega ao colégio e vai correndo em direção à sala.

"Cheguei na sala igual um foguete, não sabia que eu era tão rápida assim. Vários olhares se desviaram pra mim.

– Atrasada — diz a professora me olhando com cara de brava.

– Desculpe, perdi a hora. — disse sem jeito.

– Seja pontual, porque na próxima vez, não irá fazer a prova. Sente – se.

– Ok.
Pensamento: eu odeio essa professora, não sei porque ainda está na escola se já tem 70 anos, tá fazendo hora extra aqui.

A prova era em dupla, e só tinha um lugar vazio: do lado do Jorge. Estão tive que sentar ao seu lado.

– Oi Jorge — disse com um sorriso no rosto.

– Oi — Jorge diz olhando para a prova,sem aquele sorriso lindo dele que sempre alegrava meu dia" — Annie
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"As horas passaram e eu fui, tranquilamente, em cima do meu skate, rumo à minha casa. Estava meio triste, porque Jorge não falou comigo, sinceramente, ele nem me olhou o dia todo. Acho que ainda está bravo comigo. Não tenho culpa. Não gosto dele e pronto.

Cheguei em casa, abri a porta e de repente, me deparo com um garoto sentado no sofá da sala, assistindo televisão. Aparentava ter 18 anos, era meio alto, devia ter de 1,70 à 1,80 de altura. Usava uma blusa branca listrada com um blazer azul, estava com uma calça jeans preta e um all star vermelho. Tinha um topete, achei exagerado.

– Ahhhhhh!!! Um ladrão!!!

Ele tomou um susto e levantou num pulo.

– Calma, calma! Eu sou tão feio assim?

– O que faz na minha casa? — disse pegando meu skate, com a tentativa de me proteger.

– Eu achei que aqui era a casa do meu tio Frederico — diz ele colocando a mão na frente, com medo que eu acertasse meu skate nele.

– O que? Mas, esse é o nome do meu pai — fiquei confusa e abaixei o skate.

– Annie?

– Sou. Como sabe meu nom.... espera aí, Rugge?

– Sou eu mesmo, seu primo! — diz ele abrindo os braços.

– Rugge! — saí correndo para abraça-lo — que saudade.

– Também estava, minha priminha.

– Não me chama assim. Não tenho mais 8 anos.

– Ok — rugge estava com um sorriso no canto da boca.

Sentamos no sofá.

– Me conta as novidades. Como foi passar 3 anos na Itália?

– Foi ótimo! Lá é maravilhoso! — diz Rugge, abrindo um sorriso.

– Humm, não vejo a hora de conhecer lá!Eeeee, por que você veio para cá?

– Por-porque e-eu tive que vir? — Rugge estava nervoso.

– É querido — disse com tom irônico.

– É q-que m-meus pais foram viajar à trabalho e não queriam me deixar sozinho.

– Mas você já não é maior de idade?

– E-eu sou é? A sim. Já tenho 18 anos.

– Então, me fala o porquê de meus tios não te deixarem sozinho? — já estava nervosa.

– É q-que...você sabe que eles não gostam de festinhas, essas coisas assim. E eu adoro fazer isso.

– Ah, claro. — estava tentando acreditar." — Annie