The Suburbs.
1 Ajuda de um amigo.
Notas iniciais
14:56 a.m — Los Angeles.
– Ei, pega essa! – Gritou Ryan mais uma vez para mim e lá ia ele: após pegar certa velocidade, jogava a bicicleta dando impulso para frente, simplesmente pulava, a deixando ir... Até cair no chão.
Bom, o meu nome é James Martin, tenho 17 anos – pelo menos não daqui a alguns meses! -, moro em uma das cidades suburbanas de Los Angeles. Eu e meus amigos – Ryan, David e Logan –, sempre estamos fazendo algo para fugir do tédio que paira todos os dias por aqui. Ah, e também tem a Luna. Nós todos somos que nem melhores amigos e tentamos proteger uns aos outros desde que a guerra em nossa cidade começou a dar o ar da graça.
– Qual é, Ryan, aquela era a minha bicicleta! – reclamou Logan se levantando ao ver sua bicicleta atirada ao chão. Ryan começou a correr rindo e obviamente não deixaríamos barato.
– Segura ele James. – disse Logan. Nós encurralamos Ryan o jogando no chão, enquanto eu o segurava ali, Logan dava leves chutes em seu estomago – como se fosse uma briga real.
David se aproximou e abaixou-se até Ryan, dando um beijo e sua cabeça e logo em seguida passando a mão – o fazendo rir do ato do amigo -, ajudamos Ryan a se levantar e continuamos nossa caminhada.
– Onde está a Luna? Não a vejo desde ontem... – perguntou David
– Ouvi dizer que a mãe dela estava doente, talvez seja esse o motivo dela não estar saindo tanto. – informou Ryan e nós assentimos com a cabeça.
Continuamos andando por aquelas curvas curtas, passando por diversas outras casas da vizinhança, até avistarmos Luna.
– Oi... – falamos em coro.
– Oi. – nos cumprimentou e soltou um riso sem humor.
– Como você está? – perguntei me pondo ao seu lado.
– Bem, eu acho. – disse abaixando sua cabeça.
– Sua mãe está melhor? – Logan perguntou.
– Sim, ela deu uma melhorada, mas nós precisamos comprar alguns remédios ainda. – abaixou sua cabeça novamente e suspirou. – Meu pai foi viajar e estamos sem o dinheiro para comprar. Tenho medo que ela piore! – abracei Luna de lado, vendo-a se acomodar em meus braços.
Depois de longos minutos, Logan se pronunciou novamente:
– Nós daremos um jeito, Luna. – informou sorridente.
– Mas... Como?
– A cidade aqui é pequena, nós somos adolescentes e saímos por aí todas as noites, se nada der certo, nós poderíamos tentar algo errado. – disse.
– Não! – exclamou Luna.
– Mas por que não? – perguntei.
– Ora, isso é errado Justin! E se pegarem a gente? – Sim, ela estava meio que desesperada.
– Relaxa Luna, é para uma causa nobre. Queremos ver apenas sua mãe melhor e você também, então não será nada demais. Coloque isso na sua cabeça: não será errado. – Ryan a tranquilizou e ela assentiu.
Ficamos o resto da tarde com Luna. Ela era tão linda e meiga, as vezes tão incapaz de se defender sozinha. Acredito que todos nós tínhamos uma leve queda por ela, afinal, Luna era uma das poucas garotas que poderíamos encontrar aqui – e ainda por cima, a mais bela.
Segundo Logan, teríamos que ser espertos se quiséssemos conseguir o que queríamos para ajudar a mãe de Luna. Como havia dito, estamos em uma época que cada detalhe conta, há muitos soldados lá fora agora, teríamos que tomar muito cuidado.
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