The Submissive

2 Torturas, punições.


Notas iniciais
Voltei! Sério que vocês gostaram? Omg! Acho que to muito feliz, não, não acho, eu to é feliz! Enfim... 2º capitulo, vamos lá? Apenas umas lutas básicas entre amigos u.u'

~ Beatriz ~

Não queria ficar em casa, não estou afim de festa. Devia ter imaginado quando sai com uma regata do Ramones e uma calça rasgada do banheiro. Meu cabelo pingava, não havia mais barulho, minha mãe tinha saído pra comprar " meus presentes" tudo tava escurecendo. Um brilho chamou minha atenção... Uma adaga... metade preta. Tão negra como cinzas humanas. Metade prateada, clara como o céu. Seu punho era de couro vermelho sangue, com um anjo? demônio? de olhos rubis... Ao lado um cartão...

" Cuide bem do que à mim pertencerá, herdeira do anjo...

Ass. Um novo amigo."

_ Novo...amigo?

_ Quem filha? — perguntou meu pai, entrando.

Enfiei a adaga dentro da minha bota. Meu pai sempre teve aquele estilo meio hippie, ele não premetiria uma arma. E eu não podia deixa-lo ler o bilhete ou vê-la ele ia ficar paranoico. Ele quase não me deixará entrar nas aulas extras, mas, minha mãe o havia convencido de que seria bom para minha adaptação e defesa. Arrumei minhas luvas... Escondi o bilhete debaixo do travesseiro.

_ Beatriz? — chamou meu pai, agora definitivamente dentro do quarto.

_ Sim?

_ Feliz aniversário.

_ Obrigada. — disse revirando os olhos.

Fomos até a Picape Chevi 53 marron desbotada, estacionada no meio- fio.

_ Pronta pras mutilações , pequena? — disse apertando minha bochecha.

_ Sempre — disse estralando os dedos. — Mas, eu quero chegar cedo. — fiz biquinho.

_Okay. — ele disse e começamos a caminhar juntos até a garagem.

_ Pai, eu disse " Chegar cedo" — revirei os olhos pro ponto morto ao qual ele se dirigia.

Ele quis contestar, mas, decidimos e fomos no Mini Cuper vermelho da minha mãe. Ela havia ido na casa da mãe do Caio fazer torta azul, ela tinha começado com algumas manias de comida azul desde que leu alguns livros meus. Mais expecificamente " O LADRÃO DE RAIOS" . Chegando no curso, encontrei Igor conversando animadamente com a Danielle. Dani ria descontroladamente e corava, tentando frustadamente ignora-lo sem sucesso, afinal eles meio que tinham uma história de "ódio" eterno desde o fundamental ou algo assim.

A professora Sta. La Rue, sim, ela tinha o mesmo nome da filha de Ares de Percy Jackson. Sta. La Rue me viu e acenou animada, checando sua lista logo em seguida para anunciar em tom grave:

_ Revanche — ela suspirou — pela quadragésima vez... Mary Danielle Martinez e Igor Scott.

Ri da careta de Dani a menção do nome " Mary", eu seguida ela suspirou e saiu saltitando puxando Igor para o tatame, Igor gargalhou e a seguiu, as vezes nem pareciam que eles se odiavam.As vezes eu chegava a pensar que... Será que eles no fundo se gostavam?

A alegria durou pouco. Após os 15 primeiros minutos, Dani foi decretada a vencedora dando uma chave de braço, que fez o garoto cair no Tatame e, depois o imobilizando com um chute nas bolas. E muito antes de bater o três tempos ela colocou seu pé no peito de Igor, pressionando, ouvindo-se em seguida um grito vitorioso: " Sou a Melhor !" .

_ Vitória de Dani... desempate bem feito. — Suspirou Sta. La Rue — Mais não precisava ser tão baixo não é...Igor quer ajuda? — ela perguntou

_ Um saco de gelo já ta muito bom... — Disse o garoto enquanto mancava, saindo do tatame — Aliais... Vamos começar com uma geladeira... e depois veremos. — ele segurava as partes.

Enquanto ele saia, Dani apertou a bunda do garoto,sorrindo meiga.

_ Volta índio. — ela disse gargalhando — Vamos ver se ganho pela nona vez nesta semana. — ela virou e foi em minha direção.

Caminhei ao seu encontro.

_ Hey Bia! — ela gritou

_ Cara, você é cruel... — comecei

_ É... Eu sou assim... — ela disse enquanto jogava os cabelos castanhos com as mãos para trás e mandava beijos, para ninguém específico.

_ Próxima... — Anunciou a treinadora — Steven Green, atual campeão, contra Mary Danielle.

_ Quantas vezes vou ter que dizer? Só Dani, treinadora...professora... Okay? Obrigada! — ela gritou, depois virou-se pra mim — Senta e aprenda. — ela praticamente correu de volta pro Tatame. Era impressionante a velocidade com que Dani se movimentava e em menos de um minuto, Steven estava esticado no chão vencido por uma chave meia — quatro, com cinco chutes em seu " amiguinho" e um soco no olho esquerdo que tava roxo. A professora aplaudindo, batia palmas, enquanto Danielle saia murmurando um "Façam melhor, otários" . Eu adorava a garota,mas, tinha de admitir... Se tratando de torturas, ela e o irmão, eram os melhores.

_ Aliais Dani, o seu irmão não vem? — perguntei, olhando ao redor.

_ Bem... Bia... é q-que... ele...ele...bem... — ela gaguejava nervosa.

_ Ele?

_ Ele está...

_ Está?

_ Ahn...

_ Desembucha, criatura! — me exaltei

_ Ele ta tomando café com uma ex-aluna do colégio, filha de um milionário da região, no Black's Coffe. — ela atropelava as palavras — Ao que parece, ela vai voltar a estudar aqui.

_ Vamos. Lá. Depois — disse entre dentes

_ Clarooo — ela cantarolou rapidamente, fazendo uma careta em seguida. — Também não vou com a cara daquela Barbie — ruiva menstruação de porcelana.

_ Próxima: Srta. Ang versus Sr. Scott — Ouviu-se a voz profunda da treinadora.

Me dirigi ao Tatame, Igor já parecia bem melhor... Depois de um minuto na enfermaria do colégio, ainda mancava,mas, estava sem a bolsa de gelo. Eu estava com muita raiva, que nem pensei, me movimentei em transe e só sai dele, quando ouvi os berros de Sta. La Rue .A professora estava gritando e eu encima do corpo inerte do futuro — pretendente a namorado da minha prima. Ou da minha melhor amiga.

_ Bia?... Como?... C- como?... — Dani gaguejava, podia ouvir medo e admiração na sua voz. Talvez até raiva.

_ Eu não sei... O que aconteceu? — perguntei

_ Quatro costelas...quebradas... As bolas chutadas... — Começou a professora — Sabe o que isso significa, mocinha?

_ Hasta La Vista Cuerso? — perguntei, num espanhol distorcido.

_ Melhor!!! — Ela jogou sua lista pra trás — Vocês estão concorrendo ao prêmio nas interestaduais!

_ Oque?...Eu não, eu não... — falei em estado de choque.

_ Obrigado Igor! — Dani gritou empolgada e deu um soco no ombro dele.

_ De nada — podia jurar que ele estava segurando o choro.

_ Hãm...Ah!... Desculpe... — A garota deu um passo atrás nervosa.

_ Nada — ele murmurou.

_ Vamos Dani. Preciso ajustar...Uns erros... — disse enquanto puxava a garota para o vestiário. Tiramos os quimonos, eu amarrei meu cabelo preto e longo num rabo de cavalo com uma faixa vermelha, Dani estava com um vestido branco rodado, colete jeans, botas e um chapéu preto estilo rei do pop, Michael Jackson. A garota sempre odiava usar o mesmo estilo, por isso pesquisava coisas novas, e ultimamente ela estava num conceito de moda: rock — country — hippie . Meu pai ainda me esperava do lado de fora. Eu o despachei, dizendo que ia tomar um expresso no Black's Coffe com Danielle, ele assentiu e cumprimentou a menina, desejando beijos e abraços a família. Fomos na moto de Dani e paramos algumas vezes, porque a garota cismava que queria comprar um cappucino da sua cafeteria predileta...Do outro lado da cidade...

Demoramos um pouco à chegar no refeitório do Black's Coffe, Dani estacionou a moto, com um som estridente, e entramos. Passei os olhos por lá e facilmente encontro Caio. Com sua jaqueta de couro favorita, seu cabelo jogado pra trás, bebendo um copo de cappuccino. Ele estava rindo. Não, gargalhando... Ele estava... Acompanhado? A garota era esguia e magra, bunda e seios pequenos assim como a mesma, tinha um cabelo fino e um tom de vermelho sangue- puro, como se tivesse acabado de tingi-lo. Ela se virou e faz um biquinho charmoso para Caio. E eu a reconheço: Marya.

_ O que aquela garota acha que está fazendo? – Dissemos eu e a irmã do garoto em uníssono.

Sinto meus punhos se cerrando. Eu e Marya já disputamos um garoto uma vez. Mas ele escolheu outra: Lizandra, se eu não me engano. Mas, um garçom de um café, e o meu melhor amigo, eram coisas completamente diferentes. Nós duas marchamos até a mesa dos dois, e eu esbarro na mesa com força, de proposito. Maya estava colocando um pedaço de bolo na boca. Esse que foi parar direto pra sua cara e espirra em sua cabelo tingido.

_ Ahn... Desculpe. – Digo, irônica.

_ Não foi nada, eu posso limpar – ela responde, inclinando-se para pegar um guardanapo.

O qual Dani pegou e mergulhou no copo do irmão.

_ Eu acho que não. – Ela disse com um sorriso.

Julliana surge e passa as mãos em cima dos ombros de Caio.

_ Eu simplesmente, adoro isso!

Caio, parecia irritado, colocando as mãos entre a cabeça e a balançado negativamente.

_ Argh – Maya pega seu copo de chocolate quente e joga em mim. Que desvio facilmente. Danielle começa a rir da cara da garota. Pega seu próprio café e vira na cabeça dela lentamente, enquanto a ruiva esperneia e tenta empurra-la.

_ Ah, Dani, como você é má – Digo, contendo um riso – Estragou a chapinha dela.

Danielle chaga bem perto da garota , a compressa do copo entre sua mão e a cabeça encharcada de Maya.

_ Você... – Ela sussurra – Me deve um café da Cafetaria Tradicional De São Francisco.

Maya a encara com raiva e sai correndo.

_ Isso foi infantil e desnecessário. – Caio dá um soco na mesa.

_ Ui... Tá bravinho é? — digo irônica.

_ Beatriz... Porque fez aquilo com a garota? — Ele pergunta, fuzilando a mim e a irmã.

_ Meus motivos? — perguntei, sentando na mesa e lixando as unhas com a faca que Maya estava usando pra cortar o bolo- dou uma breve pausa — Não sei — admito- Só achei interessante a idéia de estragar a chapinha dela...

_ Argh! Eu não acredito no que acabo de ouvir — Caio murmurou. — Seu ciúme é ridículo e desne ...

_ Af Caio. Cala a boca, Caio — Dani o interrompeu- ta muito estressadinho, TPM, amigo?

_ Não obedeço ordens suas irmãzinha... Aliais... Pensei que você fosse mais madura...

_ Chega! — gritei — Se está tão bravo, porque não vai atrás daquela garotinha idiota?

_ Talvez eu vá.

Todos no local olhavam pra nossa direção, Julliana tentava advertir Caio,mas, ele não ouvia, passou direto por mim. Sorrindo presunçoso. Enquanto eu gritava pra ele nunca mais me dirigir o olhar, na vida!

_ Sabe de uma coisa, Bia? Você não é e nunca será o centro do universo! O " mundo" não gira ao redor de Beatriz Ang, entenda! Não sei como gostei de uma estupida...fraca... como você! Você que não ouse dirigir nunca mais uma palavra à mim na sua inútil vida. — ele sorria mais ainda, eu estava em choque. Não sabia o que fazer — Se posso chamar de vida... Viver quase morta, não comer, não sair, só lutar e ler. Ser internada mais de 40 vezes por uma bobagem! Você é estúpida! Você destrói tudo o que toca! Você é miserável e eu tenho nojo... Melhor!... Tenho pena de você. Ta tudo acabado, se posso chamar isso de alguma coisa, afinal, fui eu que nunca quis nada com você. — disse enquanto saia atrás de Maya.

Eu estava sem reação, não sabia o que fazer, não sabia o que dizer...Então fiz o que uma pessoa lógica fária. Sai correndo e chorando, não acreditava no que Caio tinha me dito, no que eu tinha ouvido. Eu odiava admitir o obvio,mas, eu gostava dele, sentia algo.Muito.Ainda.

Peguei um táxi pra casa, jogando o dinheiro na cara do motorista, pude ver Dani e Ju acenando para que eu descesse, gritei com o motorista enquanto este saia correndo na direção do endereço que lhe derá. Bati a porta, sem pedir o troco, corri pela entrada, trancando a porta e indo para o meu quarto.

_ Filha? O que foi filha? — gritava minha mãe em frente a porta do meu quarto.

_ Sai daqui. Eu não preciso de mais ninguém com dó de mim.

_ Filha...

_ Sai!!! — gritei. Não conseguia acreditar em como meu dia havia se transformado. Não conseguia tirar aquelas palavras da minha mente. Decidi dormir e amanhã, mostraria ao Caio quem seria digno de pena.

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No dia seguinte desci as escadas correndo, e me deparei com Caio lá em baixo. Como ele ousa, ir atrás dela e chegar aqui na maior cara de pau? Ele tentava agir normalmente,mas, eu não queria suas explicações ou desculpas. Caminhei calmamente pra perto do seu rosto, roçando o dedo em seu lábio inferior levemente mais cheio que o outro, ele me abraçou. Então com a mesma velocidade em que seus braços me envolveram, eu me soltei, dando um chute nas suas bolas e um soco no seu olho.

_ Saia daqui! — Eu gritava, tentando segurar o choro.

_ Mas, Bia, me escuta — Ele tentava se explicar, enquanto tentava segurar a minha mão.

_ AGORA!!! — gritei empurrando-o para fora.

A porta bateu em sua cara com um estrondoso : BAM! Corri pra escada, indo novamente para o meu quarto,mas, um brilho chamou minha atenção. O presente misterioso brilhava iluminando metade do corredor. Decidi ir ler um dos meus livros,mas, nem as lerdices do Percy me animavam.

_ Melhor dormir, quem sabe isso não passa de um pesadelo; e talvez amanhã tudo volte ao normal...Espero... — sussurrei para mim mesma.

Fechei os olhos, o sono me prendendo ao nada, a escuridão me tragando e afogando sentimentos em mais sentimentos.

Notas finais
Bom... Como já disse... se curtiu? recomende e compartilhe. Flw?Vlw.