The Stupid, The Proud.
15 Natasha Romanoff Doesn't Like People.
Notas iniciais
Natasha P.O.V.
Choque.
Uma palavra que poderia descrever bem o momento.
Eu tinha beijado Steve! Como permitir isso?
Alias, foi um beijo muito bom. Ele tinha praticado bastante.
– Natasha? – uma voz me desprende de meus devaneios.
– Sim, Wanda?
– Estamos esperando seu sinal.
– Sinal de quê?
Ela me encara, e começo a olhar ao meu redor. Todos olhavam pra mim, menos Steve. Ele mantinha seu olhar fixado em algum lugar fora do quinjet.
– Chegamos. – sussurro, mais pra mim mesma do que para os outros. Pisco três vezes.
– Ao seu mandar, Agente. – Derek fala, sorrindo.
Ele começa a mexer nos botões e me levanto, ajeitando-me rapidamente.
Todos estavam as suas posições.
– Vamos chutar alguns trasseiros, pessoal. – falo e Derek entende logo o meu sinal.
– Eba. – Carol sussurra e dou um sorriso com suas palavras.
A grande porta se abre e os corremos ligeiramente para fora, e vemos o quinjet se tornar invisível.
– Esse lugar parece daqueles que têm em filme de E.T’s. — digo, olhando de um lado para outro. – Uma plantação de milho. Que legal. – uso meu tom sarcástico.
– Qual o plano, Capitão? – Sharon fala bem nervosa.
– Não precisa ficar nervosa, Sharon. – Steve fala, e começo a olhar a ceninha de Bonnie e Clyde.
– Se você diz. – Sharon dá de ombros.
– Dá pra parar? Temos uns sangues para jorrar, e eu estou morrendo de calor. – saco minha arma.
Steve me olha pela primeira vez depois do beijo. Sinto a intensidade, tanto nos seus olhos quanto nos seus lábios. Sacudo a cabeça.
– A base deve estar a uns dez minutos de onde estamos.
Ele não fala mais nada, só dá um sinal com a mão e assim prosseguimos.
[...]
– O que foi aquilo? – Carol pergunta, ao meu lado.
– O quê? – continuo olhando para frente, onde Steve se encontra com Sharon e Wanda.
– Não se faça de boba. – ela me encara.
– Não sei do que está falando, Capitã Marvel. – continuo firme, mas sei exatamente do que ela está falando.
Ela me encara mais uma vez e arregalo os olhos, fazendo gesto com os braços. Revira os olhos.
– Com Steve e Sharon!
– Ah, aquilo? – me faço de desentendida. – Eles estavam atrapalhando a missão.
– Não era só isso, era? – ela cruza os braços.
Encaro-a com uma careta.
– Claro que era. Natasha Romanoff não gosta de ninguém atrapalhando suas missões.
– Natasha Romanoff não gosta de pessoas – Carol brinca e sorrio de canto.
– Acho que chegamos. – ouço Wanda dizer e chego pra frente, encontrando uma casa velha e surrada.
– O quê? Isso não tá certo. – digo.
– Não tá mesmo. Vamos, Sharon. – Steve fala, passando por mim com Sharon.
– Pra onde vocês vão? – Carol fala.
– Vamos dar uma olhada na missão. – ele responde como se fosse óbvio.
– E nós três?
– Fiquem aqui.
– De jeito nenhum! Estamos nisso juntos, Rogers. Ou eu vou ou eu vou. – cruzo os braços, fazendo pose.
Ele respira fundo.
– Bem, Agente, alguém tem que ficar de vigia.
– Ah, sem problemas. Eu e Wanda ficamos, certo? – Carol olha pra Wanda, que concorda com um sorriso.
– Viu? Sem problemas. – digo e saio andando até a porta. Os dois ficam parados me olhando. – Os pombinhos vão ficar aí?
Eles começam a andar e sorrio abertamente.
Entramos na casa escura e empoeirada.
– Me diz, Sharon. – olho pra ela. – Você acredita em fantasmas?
Sinto Steve suspirar.
– O quê? Claro que não.
– Que bom. — pego uma arma e uma laterna, e mantenho as duas posicionadas.
– Agente Romanoff, você fica aqui, enquanto eu e Sharon iremos ver no andar de cima. – concordo e os dois sobem pela escada barulhenta.
– Que lugar adorável. – sussuro.
Ando de canto em canto, mas tudo que encontro é mobílias empoeiradas e mais poeira. Piso no que parece ser um vidro, vejo um retrato espatifado no chão. Pego e olho uma foto de uma garotinha e um casal. Serão os donos desta casa incrível?
Coloco o retrato numa mesinha e começo a andar novamente.
Ouço um rangido e fico minha arma em minhas mãos. Ando e o rangido aparece. Volto devagar e o rangido aparece de novo. Sorrio.
– Achamos um quarto de casal e um quarto de criança. – Sharon diz, descendo da escada com Steve. – Por que está sorrindo?
Rogers me olha de um jeito curioso.
– Tem alguma coisa aqui. – me abaixo e coloco minhas mãos na madeira solta.
Com a minha força, levanto a madeira que revela uma escada de ferro.
– Como pensei. – olho para os dois.
– Como isso...? – Sharon fala.
– Bom trabalho, Agente. – Steve diz. – Vamos entrar.
Dirijo-me até a entrada secreta não tão secreta assim.
[...]
– Uau. – Sharon parece admirada.
A sala é completamente blindada, cheia de vidros e portas. Há um dizer gingante na parede: “C.I.A.”
– Nada mal. – dou de ombros. – Mas não viemos aqui pra isso. Onde diabos estão às pessoas?
– Não sei. – Steve sacode a cabeça. – Chegamos tarde demais.
– Não pode ser! Chegamos o mais rápido possível. – coloco os braços na cintura.
– Se o piloto não tivesse uma distração, poderíamos ter chegado à hora. – Steve me encara. Dou uma risada.
– A culpa é minha, então? – encaro também.
– Não sei... Você é a distração dele, Romanoff? – chega para mais perto de mim.
– Não sou distração de ninguém, Rogers. – Sharon dá um pigarro. Saio andando e começo a olhar para todos os lados.
– Eles sabiam.
– Como? – Sharon se pronuncia.
– Quero descobrir isso.
–Vamos fazer uma limpa. – Steve fala. – Cada um vai para um lado.
Concordamos e tentamos achar alguma coisa que faça sentido.
Mas não encontramos nada.
Vasculho um bolo de papel e tudo está em branco. Merda, merda e merda.
– Filhos de uma mãe! – grito, jogando os papéis no chão.
– Achou alguma coisa? – a voz de Steve entra em meus ouvidos como uma música.
– Não. – respondo seca.
– Também não.
– Aqueles malditos sabiam que chegaríamos!
– Eu sei, mas como saberiam disso? Isso me intriga.
– Eu sei, me intriga também.
Ficamos em silêncio, olhando nos olhos um do outro.
– Sobre aquele beijo... – começo a falar.
– Não significou nada, eu sei. Você não precisa explicar. – dá de ombros. – Você estava com pressão. Sinto muito por isso.
– Claro. – sorrio amarelo.
– Desculpa por ter insinuado que você e o piloto...
– Tenha piedade! Amor é pra crianças. – ele me encara. – Não faço o tipo romance.
Steve me fita e começa a andar para mais perto. Ele pega em meus cabeços e sinto um arrepio.
Ele pisca como se estivesse acordado de um transe. Suspiro.
– Vou procurar Sharon pra irmos embora. – ele sai e me deixa sozinha, com papéis para todos os lados.
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