The Student Life
9 Capitulo 8
Notas iniciais
Não preciso dizer que perdi feio para Lucas na corrida até o parque, certo? Mesmo assim, vou dizer: Perdi horrível, para ele.
Sentei-me debaixo de uma árvore, onde era mais fresco. Lucas se sentou do meu lado e ficou observando as pessoas fazendo caminhada ou levando seus cães para passear. A essa hora da manhã muitas pessoas saem cedo para vir ao parque, geralmente são aqueles que trabalham a tarde e a noite.
– Bem melhor que uma manhã na escola, não acha? — Disse ele, virando o rosto e olhando para mim, desvio o olhar, constrangida.
– Muito melhor. — Disse olhando-o também. — Mas não podemos demorar, ou vão sentir nossa falta.
– Vamos voltar antes de o segundo tempo acabar.
Sorri, e ele sorriu como resposta, voltando a olhar as pessoas a nossa frente. Estava na dúvida se perguntava, sobre ele e Gabi no fim do ano passado. Tinha medo da sua resposta, estava muito confusa, em relação a sua volta.
– Sei o que quer saber. — Virei para olha-lo. Ele estava um pouco... Não sei, nervoso aparentemente. — Quer saber o porquê.
– Eu... Preciso de algumas respostas. — Falei.
– Só que eu não posso dizer... Você não iria entender, quer dizer, é complicado. — Agora ele me olhou. Surpreendi-me, seus olhos estavam marejados. Nunca o vi chorar. — Eu nunca, quis ir embora sem me despedir, muito menos que você visse aquilo.
– Olha, não vou cobrar agora isso de você. Mas uma hora eu vou precisar da verdade. De toda verdade.
Ficamos um tempo sem conversar até que resolvi perguntar o que ele estava achando da sua volta. Sua resposta foi... Um tanto, constrangedora.
– Está muito boa. Tirando o fato, lógico, que a garota que gosto está um pouco, decepcionada comigo.
– Talvez... — Um sorriso no canto da boca surgiu enquanto falava. — Se você mostrasse isso para ela. Quem sabe não seria desculpado.
Meu Deus, como eu consegui falar isso? Meu coração parece que vai saltar pela boca.
– Como devo demonstrar isso para ela? — Acho que estou ficando corada.
– A-Arrisque. — Tudo bem acho que estou demonstrando demais. Cadê a garota que não queria o perdoar tão fácil?
"Sempre esteve aqui idiota" Ok, estou ficando maluca. Quem está ai? "Sou o seu subconsciente, agora pare de ser imbecil e não demonstre seus sentimentos" Ei, não me chame assim. "Chamo do jeito que eu quiser. Sou você." Oh tia, me deixa aproveitar. "Ok depois não diga que não avisei."
– Annie... — Chamou Lucas.
Eu estou louca, alguém me leve em uma clínica. Estou falando com uma tia que é meu subconsciente. Isso não é normal, acho que ando falando muito com Jaque.
– Annie... — Chamou pela segunda vez, balançando a mão em frente ao meu rosto.
– Sim? — Voltei minha atenção a ele, que estava se segurando para não rir. — Sobre o que estávamos falando?
– Alô, em que planeta estava? — Perguntou em seu famoso tom zoeiro. — Você disse que era para eu arriscar.
– É... Arrisque, não irá saber se não tentar.
– Ok, vou arriscar. — Olhei devagar para ele, meio... Assustada? Não, não é essa a palavra. Acho que o olhei envergonhada. Seu rosto se aproximava do meu. Uma distância de quatro centímetros era o que separava nossos lábios.
Sinto meus olhos se fechando automaticamente, quando acabo com a distância. Inicialmente só foi um roçar de lábios. Para depois se intensificar. Nossas bocas se movendo em sincronia.
Eu estive esperando por esse momento, muito, muito tempo. Uma chama se acendeu dentro de mim... Mas, ei, espere, não pense besteira. Quis dizer que meus sentimentos ficaram mais fortes e menos confusos.
Ficamos nisso um tempo até que o ar nos faltou. Ainda com os olhos fechados, e com certeza um sorriso estampado no rosto, senti seus dedos fazendo carinho em minhas bochechas.
(...)
Voltamos para a escola, de mãos dadas, no momento em que o sinal tocou e os corredores ficaram cheios.
Muitos nos olhavam e sussurravam. Provavelmente iríamos ser o centro das atenções hoje. Amanhã. Depois de amanhã... Bem, por muitos dias.
– Annie. — Uma voz me chamou. — Onde esteve na aula de História?
– Ahn... — Era Jaque, que me olhava com um sorriso malicioso. — Jaque este é Lucas.
– Oi — Disse ela se virando para ele, mas logo em seguida voltando atenção para mim. — Sabe com quem tive aula agora? Jane. Deixou-me sozinha com aquela peste.
– Desculpe, vou estar com você na próxima aula. A sua é o que agora?
– Geografia.
– A minha também. — Se Jane estiver lá, nós aproveitamos pra esfregar na cara dela, como ela não faz falta alguma.
– Tenho aula de Biologia. — Abaixou a cabeça, já que um pouco mais alto que eu, e me deu um selinho. — Nos vemos depois. Prazer em conhecer Jaque.
Saiu andando, me deixando perdida em meus pensamentos e provavelmente com um sorrisinho bobo no rosto.
– Quero que me conte tudo depois. — Disse ela dando um tapinha em meu ombro. — Agora vamos.
(...)
Por incrível que pareça Jane estava nessa aula, e sentada a sua frente estava Gabi. Jaque e eu, sentamos encostadas na parede, e ao lado das duas. Sentei e organizei minhas coisas para logo em seguida me virar e conversar com Jaque.
– Então me conte. — Disse Jaque com o seu conhecido sorriso malicioso. — Você e o tal Lucas, estou sabendo...
Ela conseguiu tirar uma longa risada minha. Mesmo sendo palavras bobas, não consigo conversar com Jaque sem rir demais. Talvez seja o seu jeito irônico, ou o sorriso malicioso. Nunca vou falar isso, pois sei que ela vai ficar totalmente convencida, mas eu adoro a sua presença principalmente se estou pra baixo. Faz-me rir mesmo... Se eu estiver chorando.
– Está sabendo do que, minha filha? — Respondo sarcasticamente.
– Saiu da escola escondida com ele. Volta com esse sorrisinho bobo no rosto. — Fui descoberta. Ela pode ser meio lerdinha em algumas coisas. Mas as vezes sua "inteligência" me surpreende.
– Tá, você está certa. — Lembro-me do beijo que aconteceu e fico totalmente distraída. Jaque começa a balançar sua mão na frente do meu rosto. — A gente ficou ok? Foi só isso.
–SABIA — Disse ela alto, atraindo a atenção de todos para nós. Percebo Jane nos olhando, com uma expressão totalmente indecifrável. Olho de volta e ela desvia o olhar, deitando a cabeça na mesa.
– Xiiu, fica quieta, quer que o mundo todo saiba? — Disse dando um tapa em sua mão. O que rapidamente, me arrependi, pois ela devolveu o tapa mil vezes mais forte. — Aaii, não me bate.
– Ninguém mandou você me bater. — Idiota demais.
50 longos minutos de aula, finalmente chega o intervalo. Os 20 minutos mais rápidos da minha vida. Jaque e eu nos encontramos com Duda e May no pátio. Foi normal, típico do primeiro dia de aula. Ficamos observando os alunos novos.
(...)
Uma semana se passou. Nada de muito interessante aconteceu. May, Duda e Fabi me convocaram a um interrogatório quando descobriram que fiquei com Lucas (lê-se Jaque fofoqueira).
Falando em Lucas, nós estamos ficando às vezes. Aos poucos está voltando a ser o antigo Lucas, o que é realmente muito bom.
Kaique e eu estamos cada vez mais próximos, o que gera certa raiva em Lucas. Kaique é uma pessoa muito divertida, e que realmente se importa com você. Cada minuto que passamos juntos faz com que eu fique mais confusa.
Chegando à escola, percebi uma multidão de meninas gritando. Não consegui entender o que elas diziam. Tentava abri caminho para chegar ao portão. Quando finalmente consegui entrar, alguém pulou em mim me dando um abraço.
Cabelos pretos curtos, mais baixo que eu, e um óculos de armação branca. Sem dúvida. Jack.
– Ei, já voltou do Canadá. — O afastei e ele me olhava confuso.
– Canadá? — Perguntou e eu assenti. — Eu estava em Londres.
– Mas, Guto disse...
– Oh, bicho burro. Eu disse Londres. — Como confundem Londres, com Canadá. Só o Guto mesmo.
– Aah! E como foi de viajem? — Perguntei, vendo seus olhos brilharem.
– Perfeita, você não vai acreditar... — Sua frase foi interrompida por um grito vindo de Fabi que estava no fim do corredor.
– Por que ela gritou? — Perguntei preocupada.
– Surpresa, vem comigo. — O segui, Jack estava indo na direção de Fabi, que estava com os olhos arregalados olhando para a direção do armário de Jack, onde em frente se encontrava um garoto loiro, usando um óculos escuro, que me parece familiar.
Jack foi à direção do garoto, que sorriu quando o viu. Eu conheço de algum lugar.
– Annie, quero que conheça... — Meus olhos se arregalaram, quando o loiro da minha frente tirou os óculos, e seus olhos azuis apareceram, não tive dúvidas. Jack estava sorrindo, como nunca sorriu na vida. E o motivo era esse na minha frente. Agora, como Jack encontrou e o trouxe para cá, não sei. — Niall Horan.
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