Notas iniciais
Fui direto aos finalmente beijinho e comentem. X.O

Seu sangue já pulsava com força, uma batida primitiva, forte e animal, quando Adam deu um passo à frente. Olhou bem no fundo dos olhos dela, esperando guardar cada mudança e lampejo de emoção.

–Vou querer fazer mais do que simplesmente experimentar. Portanto prepare-se.

Às vezes, pensou ela, a pessoa tinha de seguir seus instintos, seus desejos. Naquele momento os dela estavam concentrados nele, todos eles.

–Eu não estaria aqui se não estivesse preparada.

Com uma leve curva de lábios que formavam um sorriso, ela esticou o braço e enroscou os cabelos dele entre seus dedos. Ela saberia como lidar com ele, estava certa disso.

Adam colocou as mãos sobre os quadris dela. Aquela não era uma modelo de corpo fino e reto como o de um menino e sim uma mulher. Ele a desejava. Sorriu de volta. Ele saberia como lidar com ela.

–Você gosta de fazer apostas Alice?

– De vez em quando.

– Então vamos atirar os dados.

Ele a puxou para junto de si com um puxão brusco, que fez sua respiração parar e depois seguir, um instante antes de sua boca estar sobre a dela. O beijo foi rápido, desesperado, extremamente faminto, com as línguas se entrelaçando e os dentes mordiscando. Os pequenos gemidos que sua garganta emitiu subiram direto à cabeça dele, como uísque puro.

Ela puxou a camisa dele para cima e enfiou as mãos por baixo. Carne e músculos, ela precisava sentir aquilo. Com um murmúrio de prazer, ela amassou, apertou, arranhou e golpeou até que aquela carne pareceu-lhe queimar os dedos, e os músculos se tornaram duros como ferro.

Alice queria aquela força e aqueles músculos esmagados contra os dela.

–Nossa!- ele apertou o tecido dos ombros dela, puxando-o para baixo e substituindo-o por seus dentes enquanto o desejo pelo sabor de carne, da carne dela, deixava-o zonzo. O desejo era imenso, impiedosamente pungente, impulsivo e primitivo. E naquele instante, para ambos, era tudo o que importava.

Murmurando sem sentir ela arrancou a camisa dele e enterrou as unhas na curva dura de seus ombros. O peito dele era largo e firme, a carne quente e macia sob suas mãos errantes. Havia cicatrizes sob o ombro e ao longo das costelas. O corpo. pensou ela, de um homem que gostava de correr riscos, alguém só jogava para ganhar.

Ela era magnífica. Pele branca e macia e curvas exuberantes. Ele achou que seu corpo era quase impossivelmente perfeito. No entanto , era exoticamente real, suave, porém firme, liso e perfumado. Ele queria se enterrar dentro dela, mas, quando ela tentou puxar as calças dele para baixo. Adam balançou a cabeça.

–Hã, hã. Eu quero você na cama, na minha cama.- e trouxe as mãos dela de volta para cima, até que ela lhe envolveram o pescoço, trazendo a boca para perto, até que o beijo se tornou selvagem e atordoante.- Quero você por baixo de mim, por cima de mim, com as pernas em volta de mim.

Alice tirou uma das sapatilhas tentando se equilibrar enquanto eles oscilavam para frente e para trás em direção à cama.

– E eu quero você!- chutou o outro sapato para longe enquanto os dois caíam sobre o colchão.

Ela rolou por cima dele primeiro, montando nele com as pernas uma para cada lado. A luz do sol que já começava a aparecer. Apenas a pálida luz amarela escorria através das janelas. As sombras mudaram de lugar. Os lábios dela estavam famintos, irrequietos, percorrendo lhe todo o rosto e a garganta. Embora ela já tivesse desejados outros homens antes, naquele momento sentiu uma ferocidade. E um desejo primal inundá-la por dentro, de um jeito que jamais experimentara. Ela ia tomá-lo, era só o que conseguiu pensar. Ia tomar o que queria e aplacar aquela necessidade quase insuportável.

Quando ela se arqueou para trás e a parte de cima de seu corpo formou uma silhueta diante daquela luz frágil, o ar pareceu ficar preso dentro dos pulmões dele. Adam a queria com urgência que não se lembrava de ter sentido por ninguém mais, nem por nada na vida. O desejo de ter, de tomar de possuí-la acelerou com violência a sua corrente sanguínea, já totalmente agitada.

Ele elevou seu próprio corpo, agarrando o cabelo dela com uma das mãos e puxando a sua cabeça para trás, afim de expor aquela longa curva da garganta, que envolveu com a boca. Ele toparia qualquer coisa com ela. Queria ter tudo.

Foi mais rude do que planejara ao empurrá-la de volta sobre a cama. Sua respiração já estava ofegante no instante em que enganchou as mãos dela. Seus olhos estavam brilhando, um pouco mais escuro mais escuros. O tipo de olhos, pensou ele, nos quais um homem era capaz de mergulhar. Seus olhos se espalharam em uma pequena massa embaraçada de lençol preto contra o fundo da colcha em tom de bronze. O perfume dela era mais do que um convite provocante. Era um exigência que ardia lentamente.

Possua-me, era o que o aroma parecia dizer...Se você tem coragem.

–Eu poderia devorar você viva.- murmurou ele, e mais uma vez esmagou sua boca de encontro à dela .

Manteve-a presa à cama, sabendo que se ela escapasse tudo acabaria depressa demais. Rápido ,por Deus, ele queria que que fosse rápido, mas também não queria que acabasse nunca. Pensou que poderia viver toda a sua vida bem ali, com o corpo vibrante de Alice se contorcendo por baixo do seu.

As mãos dela se flexionaram sobe as dele, e seu corpo se arqueou para cima quando ele cobriu um de seus mamilos com a boca. Ele podia sentir-lhe o coração descompassado enquanto usava os dentes, a língua e os lábios para saborear, levando prazer a ambos.

Quando ele já tinha se preenchido por completo com ela e se alimentado dela, soltou-lhe um pouco as mãos para que ela pudesse tocar e ele ser tocado.

Rolaram novamente pela cama, tateando e arrancando as roupas que ainda permaneciam entre eles. A respiração de ambos estava acelerada, ofegante, pontuada por meios de gemidos e murmúrios baixos que mostravam emoções turbulentas e delírios ocultos. com as sensações escorrendo umas por cima das outras, novas camadas trêmulas foram se acumulando em direção ao delírio. Ela estremeceu sob as mãos dele e quase chorou quando ele deslizou as mãos por suas coxas. Adam beijou-a enquanto encaixava a camisinha, logo se pôs no meio das pernas dela.

Penetrou-a lentamente e quando a viu soltar um gritinho e algumas lágrimas escorrerem pelo o rosto.

– Virgem?-perguntou e ela assentiu. Quase que sem acreditar, ele retirou a camisinha.- Assim você vai sentir mais prazer.Você precisa relaxar ok?

– E se eu parar de respirar e desmaiar?- perguntou recebendo um beijo dele.

–Eu te acordo quando terminar.- o risinho dela se tornou em lamúria quando ele deslizou para dentro dela. A sensação de ser preenchida estava acabando com ela, ele permaneceu parado enquanto ela se acostumava com o seu tamanho e sua grossura.No momento em que a sentiu relaxar começou a se mover, devagar num movimento de vai e vem longos e suaves. Quando a boca dela buscou a sua, aumentou um pouco a força e a velocidade.- Por Deus, você é tão apertadinha.- disse penetrando-a com mais força.

Alice lutou, tentando trazer para ele a mesma dor excruciante e prazerosa para ele.

Sua mão se fechou sobre a dela, e ela se sentiu quente e úmida e pronta. Seu corpo tornou a se arquear e suas unhas se enterraram nas costas dele mais uma vez, enquanto todo o seu corpo pareceu explodir, chegando ao pico.

Então os dois enlouqueceram .

Ela iria se lembrar apenas de que queria mais. E mais...mais ainda.Era sexo animal e selvagem, um desejo puro de acasalar. Mãos ávidas que escorregavam sobre a pele úmida , bocas sedentas que se buscavam. Ela gozou , e seu grito de libertação foi um semi-soluço de triunfo e desamparo.

O brilho daqueles olhos escuros, o formato daquela boca generosa. O sangue bombeou com mais força. Sua visão se embaçou e sua mente se revirou. Eles se mantiveram equilibrados por um momento, trêmulos , unidos. Ele não estava nem mesmo consciente de que suas mãos buscavam as dela e de que seus dedos se dobravam, formando punhos fechados.

Então começaram a se moverem uma corrida já cheia de velocidade e urgência. O quadris dele bombeavam-na como se fossem pistões, arrebatando-o cada vez mais levando-o cada vez mais as alturas. Observando-a sentiu a necessidade de se soltar, aperta-lhe por dentro, de forma cruel. Então o corpo dela ficou sem forças, como um arco dobrado pelo choque e o prazer.

Foi o último grito dela que ele engoliu antes de se esvaziar por completo.

Ele não viu condições de se mover. Adam parecia certo de que se alguém empunhasse uma arma junto da sua cabeça naquele momento ele iria simplesmente continuar parado esperando a bala. Pelo menos morreria satisfeito.

Não conseguia imaginar nenhum lugar melhor para morrer do que sobre o corpo curvilíneo de Alice, com o rosto enterrado em seu cabelos. E se permanecesse ali por algum tempo seria capaz de partir para o segundo tempo. Estava quase cochilando.

–Se você dormir em cima de mim, vou dar um soco em você.

Ele arrematou toda a energia que tinha para sorrir.

– Não vou dormir não...estava só pensando em como você é linda.

– Ah...-ele deslizou para o lado e a puxou para seus braços.- Eu fiz bem?

–Fez mais do que bem...fez super bem.-ele sorriu e apertou-a contra si.- Vamos dormir um pouco?

Ela assentiu. Alice era sua primeira virgem e seria a única mulher de seus olhos.

Adam enterrou o rosto nos cabelos dela e permitiu-se dormir junto daquele corpo.

Notas finais
como me sai?