The Story Of Us
14 Capítulo XIV
Notas iniciais
Eu não acredito que depois de passar os últimos quatro dias no paraíso eu vou ter que voltar para a escola. Levantei sem animo nenhum e fui ao banheiro fazer minha higiene matinal, aproveitei e já fiz uma maquiagem básica. Coloquei uma roupa confortável e quente — a temperatura caiu aqui em Columbus — e desci para o café com a mochila nas costas.
Cheguei na escola 20 minutos antes da primeira aula começar e me juntei as meninas que estavam conversando alegremente com os garotos. O sinal tocou dando início ao nosso pequeno inferninho — aula de matemática — e antes de podermos nos adaptar novamente ao ritmo escolar o professor de matemática marcou uma prova extra, para recuperar as notas, sem pensar olhei para o Nicholas e dei um sorriso como se dissesse que ele está preparado, em seguida voltei minha atenção para a frente da sala.
As outras aulas passaram rapidamente e agora, na última aula, a diretora e um aluno que eu reconheci como o Alexander pediram licença para darem um aviso. A Aly ao notar que era o seu amado príncipe russo parou tudo e começou a "prestar atenção", ou seja, ficar olhando o Alexander de um jeito totalmente assustador — para quem não a conhece. Primeiro a diretora passou entregando uma circular com informações sobre uma reunião da escola e depois se juntou na frente da sala com o Skandar.
– Já que vocês estão no último ano da escola nós pensamos em oferecer uma oportunidade... — falou nos deixando curiosos — Vocês vão poder fazer um intercambio para a Universidade de Cambridge em Londres.
– Eu não acredito nos meu ouvido.... — Aly falou, um pouco alto demais — Clair você ouviu?
– OMG! É verdade? — me exaltei junto da Lice
– Srta.’s Santiago e Parker vocês poderiam deixar o ataque para depois e escutar o Sr. Romanov, por favor.
– Claro! — Alicia parou tudo e sentou novamente na cadeira piscando os olhos como um anjinho.
Em meio a essa confusão o Alexander já havia começado a rir sem parar da reação da Aly, o que levou a mesma a abrir um sorriso gigante no rosto. Eu diferente da Alicia de tanta felicidade já nem prestava atenção no que o Skandar estava falando, que era as informações básicas e respostas de perguntas de alguns alunos; ele passou enfim distribuindo uma pasta com papeis contendo informações da viagem e ficha de inscrição, que teria seu fim antes do feriado de natal.
Me permiti esquecer da existência do professor e passei a ler tudo que estava dentro da pasta, a cada palavra lida ficava mais e mais ansiosa para a chegada da viagem, que eu sabia que iria demorar bastante ainda. A aula acabou e arrumei minhas coisas na mochila e junto com minhas amigas fui conversar com os meninos.
– E ai garotas vocês vão? — John perguntou
– Você ainda pergunta John.... — Aly comentou — Obvio que sim!
– Eu sonho em conhecer Londres. — falei sonhadora — Mal posso esperar.
– E nós, — Taylor disse — como boas amigas, vamos acompanha-las.
– E conte-las. — completou Sun
Os meninos deram risada e eu e Aly reviramos os olhos. Passamos a esperar eles arrumarem suas coisas e um silêncio desconfortável se instalou, mas Juh — que não gosta destes raros momentos — quebrou o silêncio.
– Você já foi para lá John?
– Não linda, mas o Nick já foi com o pai dele pelo menos umas duas vezes! — John respondeu
– Nick! — Juh gritou brava — Da próxima vez informa as amigas, né.
– Desculpa Juh. — falou sorrindo e me lançou um olhar — Da próxima vez farei questão de chamar todos vocês...
Levantamos das cadeiras prontos para ir embora e poder voltar a tranquilidade de casa. Já estávamos quase no estacionamento quando vimos ao longe Bob e Charlie se aproximarem de nós, o que nos fez parar e esperar, no entanto eu queria continuar me afastando quando vi que eles estavam com péssima companhia... Vacatória, Patríranha e Megan — ainda não tenho um apelido decente para ela — estavam vindo junto deles. Ao chegarem ao nosso lado Bob se pronunciou:
– Gente eu decidi fazer uma festa lá em casa hoje. — disse animado — Primeiro uma festa na piscina e depois vamos em um karaokê, vocês vêm? — todos assentimos, menos o Leo.
– Desculpa Bob, mas hoje vou passar o dia com a minha namorada! — explicou abrindo um sorriso
– Tudo bem Leo... — falou e eles fizeram um toque. Bob se virou para nós — Em uma hora espero vocês lá, meu endereço está aqui. — passou um papel para Marco e foi embora
Voltei para casa e no meio do caminho uma mensagem do Marco chegou contendo o endereço do Bob, almocei com meus pais — uma raridade — e subi para ir me arrumar. Tomei um banho , sequei os cabelos e demorei meia hora para escolher um biquíni descente... Optei por um azul marinho com alcinha e um vestido branco por cima, rasteira prata e uma bolsa contendo uma troca de roupa, maquiagem — vamos no karaokê — e meu celular.
Andei até a casa da Alicia e de lá fomos para a casa de Bob. Tocamos a campainha e uma mulher de cabelos castanhos e olhos da mesma cor abriu a porta sorrindo — a mãe dele provavelmente. Ela nos acompanhou até a parte exterior da casa e OMG, só perdia para a mansão do Nicholas... Depois de recuperada do choque nos aproximamos dos meninos que estavam dentro da piscina conversando. Fui até uma das espreguiçadeiras e tirei as sandálias e o vestido ouvindo assobios vindos da piscina.
– Clarisse devo admitir você fica gostosa de biquíni! — John comentou e eu corei um pouco
– Brown é melhor você ficar na sua, a loirinha já é minha. — Nicholas falou
– Relaxa Nick, não precisa ter ciúmes eu tenho namorada, se você esqueceu. — John retrucou
– Estou de olho em você. — Nicholas falou por fim e todos rimos.
Revidei os olhos e me deitei na espreguiçadeira, passei o protetor solar e fechei os olhos relaxando. Enquanto esperávamos o resto do grupo aproveitei junto com a Aly o sol que estava fazendo para nos bronzear só um pouquinho. Passamos uma hora nisso até que escutei alguém se aproximar, abri os olhos e olhei para a porta onde se encontravam a Juh, Tay e Sunny rindo.
Começamos a conversar sobre assuntos desconexos até que o trio de vadias foi detectado pelo meu radar, agora com a chegada da Patrícia, Victória e Megan a festa poderia realmente começar. Boby saiu da piscina e ligou a música — que estava desligada para que sua mãe escutasse a campainha — e retornou a piscina executando uma cambalhota.
Agora realmente poderíamos dizer que estávamos em uma festa na piscina, música, amigos, diversão e brincadeiras, no meu caso ficar deitada aproveitando o sol... Mas como tudo que é bom dura pouco percebi que algo bloqueou a sol de chegar a minha linda pessoa e abri os olhos, era o Nicholas. Ele está pingando e me olhando com um sorriso maroto no rosto, coisa boa dessa situação não vai vir.
– Oie Nicky, algum problema? — fingi não entender a situação
– Clary, Clary, Clary não se faça de desentendida porque eu sei que você é muito inteligente... — falou se aproximando — Afinal você acaba com a teoria de que loiras não são inteligentes.
– Certo... — falei mudando a abordagem — O que você veio fazer aqui Collins?
– Nossa, que mudança de humor.
– Sou bipolar meu amor, se acostume!
– Pode deixar loira, mas por hora vamos esfriar sua cabeça. — disse e me pegou no colo — Afinal muito tempo no sol não faz bem para a cabeça.
– ME SOLTA NICHOLAS COLLINS, AGORA! — gritei
– Loira relaxa, só vamos dar um mergulhinho. — falou calmamente — Assim como suas amigas.
Olhei para o lado e vi que John, Pedro, Marco e Siwon haviam saído da piscina e pegado as meninas no colo. Eles trocaram um olhar e nos jogaram na piscina, a água estava congelando e devido ao tempo que eu fiquei no sol a sensação para mim era maior do que para os outros, estremeci. Subi a superfície e senti dois braços me envolverem, só podia ser o Nicholas, e devido ao frio não ousei reclamar.
– Gente milagres acontecem... — Siwon brincou
– Caramba Nicholas, você esta mesmo abraçando a Clair e ela não está reclamando?! — Pedro foi na do Siwon
– Está frio. — falei como desculpa — E já que ele me jogou aqui...
– E você nem está gostando, né Clarisse. — falou Tay ironicamente e rindo
Brincamos durante mais um tempo na piscina até que Charlie falou que já estava na hora de irmos nos arrumar para o karaokê. Bob nos mostrou um quarto, onde as meninas deveriam se trocar e seguiram o corredor; o quarto é enorme e nem deu tempo de entramos no ambiente que Patrícia saiu correndo para o banheiro.
Depois de duas horas estávamos todas prontas — observação: a demora se deu porque o trio de piranhas são uma lesma no banho — e descemos para a sala. Estou usando uma calça jeans escura, blusa de manga comprida azul marinho, um all star azul e um cachecol; ao chegarmos na entrada da casa encontramos os meninos prontos para ir, mas nenhum carro a vista.
– Cadê o seu carro Nick? — Patrícia questionou se jogando no Nicholas
– Estacionado do outro lado. — respondeu a afastando, toma idiota.
– Nós vamos andando, tudo bem né meninas. — Marco falou
– Claro. — respondemos juntas, menos o trio bicht que reclamou.
Andamos por uns quinze minutos e estávamos diante de uma casa — a fachada lembrava mais uma boate — de dois andares. Entramos no estabelecimento e o barulho das músicas e vozes encheram meus ouvidos, o palco é no centro do primeiro andar, visível para todos no ressinto, havia um bar num dos cantos e as mesas lotadas. Uma mulher caminhou até a gente e falou com o Charlie, ao terminarem estávamos caminhando multidão a dentro e sendo acomodados em uma mesa redonda.
Sentamos em qualquer ordem em volta da mesa e começamos a conversar sobre bobagens. Um garçom passou pela mesa perguntando o que desejávamos e todos iniciaram a falar juntos — coitado do garçom — até que Pedro bateu na mesa acabando com o tumulto; ele falou de uma maneira organizada o pedido de todos e o homem, ao acabar de anotar, se retirou.
– Então galera? — Marco se manifestou — Nós viemos num karaokê para ficarmos sentados? — questionou indignado
– O Marco está certo... — Nicky concordou — Quem vai cantar primeiro?
– Eu estou bem aqui rindo das pessoas desafinadas. — Megan disse e as outras duas concordaram
– Sunny? Taylor? Juliana? Aly? — as quatro negaram — Clair? Você é minha última esperança... — disse Nicky me olhando.
– Nem vem com esse olhar Sr. Collins eu não vou cantar. — falei decidida — Se vocês estão tão afim, o palco é de vocês. — terminei e no exato momento o palco ficou vago.
– Vamos lá então Marco. — Nicholas levantou e Marcos foi atrás — E loira eu ainda vou te fazer cantar...
Marco subiu primeiro no palco e falou para o homem responsável por selecionar a música a sua escolha, um pouco depois a melodia da música Treasure do Bruno Mars começou a tocar. Não é que o Marco canta bem, estou impressionada. Clair não tente me enganar eu sei que você está interessada no próximo cantor... Dá um tempo consciência. OMG, vocês viram ela não negou, sabia que uma hora iria admitir seus sentimentos. Eu não admite nada.
Parei a discussão inútil com a minha consciência quando escutei uma salva de palmas para o Marco, que havia acabado de cantar, agora é a vez do Nicholas. Minha atenção foi direcionada para o palco e para mim todo o resto foi esquecido, Nicky escolheu Locked out of the heaven também do Bruno Mars; eu já havia escutado — brevemente — ele cantar, mas nada se compara àquele momento. Aproveitei a música até a última nota, assim que Nicholas terminou mais uma vez o som das palmas invadiu os meus ouvidos e em seguida os dois voltaram para a mesa como se nada estivesse acontecido.
– Clarisse você está bem? — Marco questionou rindo
– Só tenho uma coisa a declarar: Vou inscreve-los no XFactor ou no The Voice, você escolhem! — declarei ainda em choque.
Todos concordaram comigo e voltaram a conversar em seguida. Nossos pedidos já haviam chegado e durante o "jantar" — se é que podemos chamar assim — estava meio conturbado e confuso; uns comiam, outros conversavam como seres humanos e outros discutiam sem nenhum motivo. Neste último grupo, só para constar, se encontravam eu, Aly, Pedro e Nicholas que tentavam de algum modo nos fazer cantar.
– Vamos meninas só uma música e ai deixamos vocês em paz. — Pedro falou
– Olha meu amor, eu até poderia fazer isso mas eu não canto bem, nem aqui nem na China. — Aly argumentou, Pedro ia reclamar — Espera aí, já a nossa amada Clarisse Parker canta muito bem e não tem nenhuma desculpa.
Ao final de seu discurso Alicia abriu um sorriso idêntico ao do Cheshire — gato de Alice no país das maravilhas — e Pedro e Nick se viraram para mim arquitetando planos diabólicos em suas mentes. Eu ia começar a protestar sem eles terem falado nada, no entanto a Evans levantou da sua cadeira decidida e andou em direção ao palco.
– Eu constaria de dizer que está música é para uma pessoa especial...
Evans falou já em cima do palco e alguns segundos depois a música Thousand Years; durante a canção inteira a única coisa que a Evans soube fazer, além de cantar, foi olhar e apontar para o Nicholas; Senhor me poupa dessa cena... Acho que isso é ciúmes. Eu não te perguntei? Patrícia voltou para a mesa e sentou-se ao lado do Nicky deitando sua cabeça no ombro dele. Eu num ato totalmente impensado levantei e passei a caminhar em direção ao palco. Já estava quase longe o suficiente quando a Fregolente perguntou:
– Onde você vai Parker? Não consegue suportar a inveja que está sentindo pela Paty cantar melhor?
– É óbvio que ela vai fugir, não pode fazer melhor. — Megan reforçou
– Foge mesmo Parker. — Patrícia falou — Não consegue suportar perder o Nick para mim?
A fala da Patrícia foi o estopim, se eu já estava decidida a ir ao palco e cantar, agora minha reputação dependia disso. Atravessei a multidão e subi no palco, andei até o homem das músicas e pedi para ele colocar Taking Chances da Celine Dion para tocar; motivos para eu ter escolhido ela: simplesmente gosto dela. A melodia teve início e eu respirei fundo antes de começar.
Don't know much about your life
Don't know much about your world but
Don't want to be alone tonight
On this planet they call earth
(Não sei muito sobre sua vida
Não sei muito sobre seu mundo, mas
Não quero ficar sozinha esta noite
Neste planeta que chamam de Terra)
Respirei fundo e continuei cantando , ainda sem ter nenhuma coragem para levantar o olhar do chão e olhar aquele, o qual estava sendo destinada a música.
You don't know about my past and
I don't have the future figured out
And maybe this is going too fast
And maybe it's not meant to last
(Você não sabe sobre meu passado
E eu não tenho o futuro planejado
E talvez isso esteja indo rápido demais
E talvez não seja feito para durar)
But what do you say to taking chances
What do you say to jumping off the edge
And never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold
Or hell to pay
(Mas, o que você diz sobre correr riscos?
O que você diz sobre pular de cabeça
E nunca saber se existe um chão firme lá embaixo?
Ou uma mão para segurar?
Ou um inferno para enfrentar?)
What do you say
What do you say
(O que você diz?
O que você diz? )
Finalmente olhei para a nossa mesa, todos me olhavam impressionados ou surpresos — não sei identificar — menos ele... Nicholas olhava diretamente para os meus olhos, parecia atento, mas não expressava nenhuma reação. O nervosismo e a ansiedade estavam me consumindo, por que eu fui inventar de expressar meus sentimentos por meio de uma música em público?
I just wanna start again
Maybe you could show me how to try
Maybe you could take me in
Somewhere underneath your skin
(Eu só quero começar de novo
Talvez você pudesse me mostrar como tentar
Talvez você pudesse me acolher
Em algum lugar embaixo da sua pele)
O que eu mais queria agora era sair correndo e me refugiar em qualquer lugar onde ninguém pudesse me achar, me julgar; eu queria estar nos braços — não acredito que vou admitir isso — do Nicholas, onde me sentiria segura e protegida de tudo que poderia tentar me atingir.
What do you say to taking chances
What do you say to jumping off the edge
And never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold
Or hell to pay
(O que você diz sobre correr riscos?
O que você diz sobre pular de cabeça
E nunca saber se existe um chão firme lá embaixo?
Ou uma mão para segurar?
Ou um inferno para enfrentar?)
What do you say
What do you say
(O que você diz?
O que você diz?)
And I've had my heart beaten down
But I always come back for more, yeah
There's nothing like love to pull you up
When you're lying down on the floor there
So talk to me, talk to me like lovers do
Yeah walk with me, walk with me like lovers do
Like lovers do
(E eu meu coração foi subjugado
Mas eu sempre volto para mais, yeah
Nada como o amor para te levantar
Quando você está lá jogado no chão
Então fale comigo, fale comigo como amantes fazem
Yeah, ande comigo, ande comigo como amantes fazem
Como amantes fazem)
Meus olhos estavam no seu limite de resistêndia, as lágrimas venceriam e escoreriam livremente pelo meu rosto mostrando a todos que ainda não haviam notado que eu estava, realmente, abrindo o meu coração ali. Eu tinha que me controlar, não poderia ser fraca agora, todos estes anos "odiando" Nicholas Collins e para quê? Do nada confessar seus reais sentimentos e acabar com o coração em pedaços de novo...
What do you say to taking chances
What do you say to jumping off the edge
And never knowing if there's solid ground below
Or a hand to hold
Or hell to pay
(O que você diz sobre correr riscos?
O que você diz sobre pular de cabeça
E nunca saber se existe um chão firme lá embaixo?
Ou uma mão para segurar?
Ou um inferno para enfrentar?)
What do you say
What do you say
(O que você diz?
O que você diz?)
Don't know much about your life
Don't know much about your world
(Não sei muito da sua vida
Não sei muito sobre seu mundo)
A última nota da música tocou e depois de um pequeno período de silêncio ouvi as palmas para a minha apresentação. Agradeci descendo do palco e caminhei de volta para a mesa, todos me olharam como se eu fosse um ser de outro planeta e em seguida vieram os comentários.
– Clarisse como você nunca cantou antes? — John falou
– Verdade! Você tem uma voz perfeita... — Marco completou
– Sem palavras. — Pedro confessou
– Clair eu nem sei me expressar então ficarei no "modo mudo" assim como o Nicholas. — Siwon avisou
Depois de todos os garotos darem o seus vereditos as meninas começaram a ter o ataque delas. Quando me vi livre de todos os elogios, parabéns e sei lá mais o quê olhei em direção aonde o Nicky estava sentado, novamente a Evans acabando com os meus momentos felizes... Só podia ser carma, levantei da cadeira alegando que iria ao banheiro e sai do karaokê, não iria continuar ali para ver o Collins e a Evans se agarrando. Não de novo!
– Clary, você já está indo embora? — era o Nicholas — Por que não avisou ninguém?
– Eu não queria incomodar. — falei
– Mas você está sem carro e andar sozinha a noite não é seguro. — explicou — Vamos voltar a casa do Boby e de lá eu te dou uma carona, ok?
– Ok. — aceitei
Começamos a caminhar de volta para a casa do Boby, durante todo o percurso um silêncio incomodo se instalou sobre nós e eu definitivamente não sabia como quebra-lo. Na metade do caminho a blusa que eu usava já não adiantava para me proteger do frio, estremeci com o vento que me atingiu e em seguida senti algo sendo colocado em meus ombros; olhei para o lado e Nicholas estava apenas com sua camisa de manga comprida e as mãos o bolso da calça.
– Nick, não...
– Você está com frio Lírio, eu estou bem. — falou me interrompendo e não aceitando o casaco de volta.
– Obrigada.
– Posso te perguntar uma coisa? — perguntou
– Acabou de perguntar, mas eu deixo. — ele deu um sorriso da minha tentativa de quebrar a tensão
– Por que você cantou aquela música? E por que você foi embora do nada? — questionou curioso — E eu sei que são duas perguntas...
Como eu iria responder ele? Simples Clairzinha você fala que cantou aquela música porque foi o único modo que achou de falar seus sentimentos e que foi embora por ciúmes da Patríranha! Consciência deixe-me deixar claro duas coisas: primeira, eu nunquinha vou falar isso e segundo, eu não estou com ciúmes. Clarisse não tente me enganar, eu te conheço melhor do que você mesma... Não pode esconder nadinha de mim.
Eu não sei como responder a essa pergunta o que raios eu vou fazer agora? Na minha consciência eu não posso confiar, não posso mudar de assunto do além, então só sobra uma solução: falar a verdade. Cacei na minha bolsa um papel e uma caneta e ali escrevi duas linhas, dobrei o pequeno papel e o entreguei.
– O que é isso? — perguntou confuso
– A resposta para a sua pergunta. — respondi baixinho — Mas não é para abrir até você chegar em casa.
POV Nicholas Collins
Assenti a exigência do meu Lírio e continuamos a nossa caminhada. Estávamos quase chegando aonde eu havia estacionado o carro e a curiosidade do que aquele papel continha em seu interior não passava, só faltava eu abandonar a Clair e sair correndo para casa e ler a resposta; isso ficou muito estranho... A verdade é que o beijo que demos na minha casa despertou novamente todos os meus sentimentos pela Clary, não que eu estivesse esquecido mas havia perdido as esperanças; depois teve todas as situações na Disney e agora aquela música. Essa loira quer me levar a loucura!
Quando dei por mim Clary já estava ao lado do meu carro e me olhava como seu eu fosse de outro planeta, tirei a chave do bolso e destravei o carro, ela logo entrou e bateu a porta; andei até o carro, entrei e dei partida. Não demorou muito e já estávamos na rua da minha loirinha — milagres do transito, vai entender — mais duas ruas e estaríamos diante da casa dela. Ao estacionar o carro quebrei o silêncio que havia se estabelecido:
– Então acho que está na hora de dar tchau. — ela riu
– Nicholas isso soou igualzinho ao teletubbies. — ela explicou e comecei a rir também
– Tchau Lírio e tenha uma boa noite. — falei quando consegui controlar as risadas.
– Boa noite Nicky.
Desejou e avançou dando-me um beijo na bochecha, depois saiu do carro e correu até a porta da casa; antes de entrar parou de repente — como se houvesse lembrado de algo — se virou e respirou fundo, como se estivesse tomando coragem, e gritou:
– Não esquece de ler o bilhete!
– Pode deixar. — respondi
Esperei ela entrar e dei partida no carro indo para casa. Cheguei em casa eram nove horas, estacionei o carro na garagem e entrei pelos fundos, aproveitando para dar um "oi" ao Rusty e Krista. Quando ia subir para o quarto e finalmente abrir oi bilhete, notei que meu se encontrava no escritório trabalhando e decidi passar ali e avisar que cheguei.
– Pai cheguei.
– Ótimo pelo menos dessa vez não está sendo irresponsável de ficar fora até tarde. — falou ríspido — Trouxe alguma garota com você?
– Não e eu já te falei que amo a Clair, só ela. — respondi
– E eu já avisei que essa garota não passa de uma interesseira. — respondeu me deixando irritado
– Você não tem o direito de falar assim dela Christian. — gritei — Não acha que se ela fosse interesseira, ela já não estaria aqui te paparicando e se jogando em cima de mim? — questionei — Eu nem sei se a Clary ao menos gosta de mim.
– Olha o seu tom moleque. — elevou a voz — Mesmo sendo contra eu sou seu pai e você me deve respeito. — disse, mas quando ele iria continuar dei as costas para ele. — Não de as costas para mim Nicholas Collins!
– Boa noite Christian! — gritei pondo um ponto final na discussão.
Subi para o meu quarto, tomei um banho, — porque eu não tinha tomado mais cedo — coloquei pijama, ou seja, cueca e calça de moletom e sentei na cama. Olhei no celular e percebi que haviam várias mensagens não lidas dos meus amigos — a maioria me xingando por ter ido embora cedo e sem avisar, que coisa mais estranha; estava quase indo dormir quando lembrei do bilhete, levantei da cama em um pulo e peguei o bilhete do bolso da calça.
Sentei novamente e abri o papel temendo o que poderia estar escrito ali, assim que terminei de ler abri um sorriso e me joguei para trás deitando minha cabeça nos travesseiros.... Clarisse Mary Parker você mal sabe o que te espera amanhã, pensei antes de me ajeitar na cama e pousar o bilhete aberto no criado mudo, o qual continha a frase que não sairia tão fácil da minha cabeça. Dei uma última olhada no pequeno papel: O que me diz de arriscarmos em nós? Ps. Eu te amo!, por fim fechei os olhos e dormi sonhando com o Meu Lírio.
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