The Story Of Us
7 Capítulo VII
Notas iniciais
– Nicholas Collins eu posso saber o que significa isso? – um homem alto e muito nervoso estava em pé no batente da porta – E que historia é essa de você ficar trazendo essas vagabundas para casa, ao invés de estudar para recuperar suas notas?
– Você não tem o direito de chamar a Clair de vagabunda! E além do mais.... – Nicky estava nervoso e brigando com o homem.
– Olha o jeito que você fala comigo moleque, eu ainda sou seu pai... – disse se aproximando do Nicky, que havia entrado na minha frente.
– Pai... você não merece que eu te chame de pai. – falou e seu pai levantou a mão – O que você vai fazer “papai”? Vai bater em mim?
Não deu nem mais um segundo o pai do Nicholas foi pra cima dele e lhe transferiu um tapa no rosto, que foi seguido de outro e outro. Durante o “castigo” que o Nicky recebia, seu pai murmurava algo para ele, o qual não reagia, recebia os tapas do pai quieto afinal não ira bater no pai. Aquilo estava me deixando assustada e então reagi:
– PARA! Não vê que está machucando ele? – gritei
– Vai embora garota, antes que sobre pra você! – ele falou vindo em minha direção.
– Se você tocar em um fio de cabelo dela eu juro que desisto de acreditar que bater nos pais é errado e você vai ver! – Nicholas ameaçou o pai nervoso.
– Você não acha que já está encrencado demais filho?
– Não me chama de filho... Afinal, você não tinha um evento?
– Tinha não, tenho! Só vim me arrumar e então Grace me disse que você trouxe uma garota pra casa!
– Ok, então acho que você já pode ir embora.
– Não até saber que essa dai é. – falou e me apontou com a cabeça. – É uma peguete sua, porque pela situação que eu vi vocês... – falou com desgosto
– Vai embora Christian! – Nicholas falou um tom mais alto.
O pai do Nicky, o qual eu descobri que chamava Christian, saiu do quarto e um silêncio constrangedor se instalou no quarto. Nicholas sentou na cama e eu fui até a minha bolsa, seria melhor que eu fosse embora, mas Clarisse o Nicky precisa de você! Caminhei até a porta, mas Nicholas me puxou para perto dele:
– Clair fica. – falou, ai pude perceber que seu olho estava um pouco inchado e havia um pequeno corte no canto de sua boca. Levantei da cama e fui até a porta novamente:
– Onde você vai? – perguntou
– Eu já volto! – falei.
Nem sei o que estava fazendo, ou para onde estava indo, eu simplesmente desci as escadas correndo em direção a porta de entrada e por sorte achei a Grace. Cheguei até ela, porém não consegui pronunciar uma palavra:
– O que aconteceu querida? – perguntou
– O..o...o Nicky está machucado. – gaguejei
– Calma Clair... eu vou buscar um quite de primeiros socorros. – Grace anunciou e voltou 5 minutos depois – Aqui está.
Murmurei um obrigada e sai de lá o mais rápido possível, cheguei no quarto e em primeiro momento não vi Nicky. Olhei melhor pelo quarto e achei Nicholas sentado do outro lado do quarto, ele estava quieto olhando para alguma coisa em suas mãos, parecia triste. Cheguei mais perto e vi que o que ele tinha nas mãos era uma foto, a qual continha uma mulher ruiva de olhos verdes, ela me lembrava o Nick...
– Quem é essa na foto?
– É a minha mãe! – falou baixinho – E está é a única foto que eu tenho dela, eu não sei porque mas sempre que brigo com o meu pai olhar para está foto me acalma. É como se ela estivesse aqui para me compreender.
Depois disso o silencio se estabeleceu e eu aproveitei dele para cuidar do rosto do Nicholas. Ele continuava olhando para a foto da mãe então para distrai-lo da briga que ele teve com o pai eu comecei uma conversa do nada!
– Qual o nome dela? – perguntei o fazendo olhar pra mim.
– Rebecca. – ele disse num fio de voz e eu comecei a passar a gaze com água oxigenada no canto da sua boca, Nicky estremeceu.
– Te machuquei?
– Não.
Continuei cuidando dele, até que terminei os curativos e eu fiz a pergunta que eu não conseguia esquecer:
– Nicky posso te perguntar uma coisa? – falei receosa.
– Já perguntou. – deu uma risada
– Por que o seu pai te trata assim?
– É que ele me culpa, me culpa pela morte da mamãe... – fiquei em silencio e ele continuou – Minha mãe teve uma gravidez delicada, com alguns riscos e durante o parto ela teve uma hemorragia interna, tendo que decidir: era ou a minha vida ou a dela! – falou e eu vi as lágrimas escapando dos seus olhos.
– Vem cá! – peguei uma almofada e bati na mesma, Nicholas aceitou o convite e deitou no meu colo. Comecei a fazer cafuné nele.
– Desde então meu pai me trata mau, afinal eu tirei o amor da vida dele.
– Não fala assim....
Ele ia retrucar, mas eu não deixei. Ficamos neste silencio gostoso até alguém bater na porta, logo em seguida Grace adentrou o quarto nos informando que havia posto um lanche na cozinha e que era para irmos comer um pouco e repor as energias.
– Vai você Clair... não estou com fome! – disse Nicky
– Tenho dois motivos para discordar: primeiro eu não vou deixar você aqui neste estado deplorável e segundo eu com certeza vou me perder, de novo, nesta casa gigantesca se eu tentar chegar na cozinha. – ele soltou uma risada rouca.
– Ok senhorita dramática, eu te levo até a cozinha. – Nick guardou a foto e veio na minha direção. Para continuar o distraindo disse:
– Eu não sou dramática.
– É sim, agora vamos...
Nicholas me guiou até a cozinha, ao entrar, me deparei com um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pães, frios, sucos de todas as frutas existentes.... Hmmmm que fome. Fui pegar um pedaço do bolo, que me conquistou a primeira vista, correndo como se o mesmo fosse sumir. Ouvi a risada do Nicholas;
– Vai com calma esfomeada, a comida não vai desaparecer magicamente.
– Está criando uma lista de características minhas hoje? – perguntei me virando para o Nick – Porque está lista já tem 3 itens: cruel, dramática e agora esfomeada! – falei – Nenhum deles me agrada.
– Você mereceu cada um. – disse tocando a ponta do meu nariz.
– Dramática e esfomeada eu até posso entender, mas cruel é sacanagem.
– Você me passou uns 1000 exercícios ou até mais. Isso é crueldade. – ri – Mais um item para a minha lista...
– Qual?
– Seu sorriso... ele é perfeito! – corei e dei uma garfada no bolo.
– Você fica linda corada.
Depois deste momento constrangedor nós comemos e conversamos um pouco, marcamos a próxima aula para o dia 26 de Outubro e subi de volta ao quarto do Nicky para arrumar a minha bolsa, sempre com o Nicky como guia. Descemos as escadas e o Nicholas me acompanhou até o meu carro.
– Adorei a aula professora!
– Não me chama assim, faz eu me sentir velha. – falei nervosa
– Ok. – ergueu as mãos em sinal de rendição – Até amanhã loira! – olhei pra ele – Loira pode? – assenti.
– Até. – disse e fui embora
~*~
No dia seguinte acordei super disposta, me arrumei e desci. Hoje teríamos aula de história, minha preferida; tomei café rapidamente e fui para a escola. Cheguei na classe e não havia ninguém, porém a mochila de todos estavam. Sentei e fiquei ouvindo música, até que minha visão foi bloqueada, tirei os fones:
– Adivinha quem é! – a voz de Nicholas preencheu meus ouvidos
– Deixa eu ver... acho que é o Josh! Acertei? – Nicholas tirou as mãos dos meus olhos e sentou na minha frente.
– Quem é Josh? – ele pareceu irritado, comecei a rir.
– Por que quer saber? Ciúmes?
– Claro que não só curiosidade! – disfarçou
– Ahh, claro...
– Agora fala quem é Clair.
– Ninguém bobão! Só queria ver sua reação. – continuei rindo
– Ok, ok. Agora que você já foi cruel o suficiente, vamos para o pátio todos devem estar lá.
Caminhamos até o pátio, lá percebo que os olhares de todos, principalmente o das garotas, estavam sobre nós. Foi ai que eu percebi a situação que eu me encontrava, eu estava andando abraçada com Nicholas Collins, o que nesta escola era uma cena bem anormal.
Me despedi do Nicky e fui em direção as meninas, mas a Alicia não estava presente, melhor pra mim. Peguei um dos fones de ouvido da Taylor, estava tocando Still into you do Paramore e no meio da música a Alicia chegou e pela sua expressão e pressa ela estava muuiiito curiosa.
– Oi meninas... – virou para mim – Clair preciso falar com você.
– Pera ai estou ouvindo música no momento. – falei tentando adiar o inevitável.
Lice bufou, porém aguardou pacientemente o fim da música. Quando a melodia do fone teve fim eu os tirei e olhei para Aly.
– Posso dar meu ataque agora? – assenti – ela olhou em volta e gritou – O que está rolando entre você e o Nicky?
– Grita mais alto! Acho que os japoneses não ouviram. – falei irônica
– Fala logo Clarisse Mary Parker.
– Por que a pergunta? Não está rolando nada.
– Sei, e o meu nome é palhaça! Vamos analisar a situação: ontem você foi dar aula na casa do Nicholas e hoje quando ele foi me pegar para vir para a escola...
– O que tem isso? – a interrompi de proposito
– Posso terminar? – Aly estava nervosa – ele perguntou se podíamos te pegar para ir junto com a gente. Isso não é nada pra você?
– Não aconteceu nada, eu ainda nem sei o que realmente sinto pelo Nicholas.
– Ok mais quando você souber quero ser a primeira a saber!
– Não Aly... você vai ser a segunda. A primeira serei eu.
Rimos, continuamos conversando e brincando, até que a Alicia parou de falar e começou a olhar para um lugar com cara de apaixonada. No início achei que ela estivesse olhando para o Pedro, mas quando acompanhei seu olhar, percebi, que Aly estava olhando para um grupo de garotos do terceiro ano, mas especificamente um moreno, alto e bem gatinho:
– Alicia você está bem? – Tay perguntou
– Lice volta pra vida! – dessa vez foi a Juh
– Vamos para a classe Aly. – disse por fim – E pode ir parando de babar pelo garoto.
– Não! – berrou, agora se foi para o “vamos para a classe” ou para o “para de babar pelo garoto” eu não sei! – Temos que passar em um lugar antes... – disse e deu um sorriso, que eu conhecia muito bem.
Saímos do pátio e subimos três longos e tortuosos lances de escada para chegar até o andar da nossa classe. Porém ao invés de irmos para a sala de aula como boas meninas fariam, Aly nos levou para a mesa do vigia da diretoria e disse:
– Theo – ele encarou a gente como se dizendo “O que vocês querem?” – Você tem o nome de todos os alunos do 3º ano?
– Sim, mas são muitas classes! – ele falou, já sabendo onde pretendíamos chegar.
– Quantas? – perguntei receosa
– Doze! – meu queixo foi ao chão – Com 35 alunos cada. – piorou
– Ok... trás aqui. – Alicia disse e quando estava quase fugindo ela puxou a mim e às outras meninas.
Resultado ficamos eu, Aly, Juh, Tay, Sun e Theo procurando nas fotos dos alunos o moreno que impressionou a Alicia. Estávamos procurando já há uns 15 minutos quando, eis que o misterioso garoto me aparece!
– Alicia... acho que achei ele. – disse incerta, ela olhou pra mim – E acho que você vai amar saber a descendência dele.
– Fala o nome dele Clair.
– Veja você mesma... – disse e virei o “caderno” pra ela.
– Alexander Ethan Romanov. – ela ficou encarando o nome dele – Ele é um Romanov! Ai meu Deus, é o destino. Eu sabia que um dia o meu príncipe russo apareceria... – ela ia continuar o seu ataque, mas Theo interrompeu.
– O Skandar não é só descendente de russo. – olhamos para Theo esperando que ele continuasse – Ele é da Inglaterra!
– Agora eu concordo com a Alicia, só pode ser obra do destino. Depois de dois namoros não terem dados certo, Deus decidiu mandar o tão esperado príncipe da Aly! – Taylor falou.
– Cala a boca Taylor!
– Ok, vamos abaixando o facho que o sinal da aula já tocou faz tempo. – falei – E obrigada Theo.
Fomos para a classe, aula de história, modo prestar atenção em aula on. Comecei a anotar e fiquei tentando não conversar com as meninas. Ao fim da aula virei para Aly e ela estava desenhando, foi quando ela virou para me pedir uma caneta que eu vi o seu desenho... Era o nome do Alexander.
– Alicia!
– O que?
– O que significa isso?
– Estou expressando a minha obsessão pelo Skan!
– Já deu até apelido?
– Sim, me deixa ser feliz. – terminou o desenho
Virei para a Juh e fiquei conversando com ela. Com o passar das aulas percebi que eu não parava de olhar para o Nicholas um minuto se quer. E neste meio tempo lembrei do motivo que o Nicholas me conquistou, aquele sorriso perfeito, o sorriso que ele apenas dava quando estava com os amigos... único! PARA Clarisse você não vai dar para ficar analisando o Nicholas agora, vai?
Voltei para o mundo real, olhei no visor do celular, estava quase na hora do intervalo. Bateu o sinal, eu e as meninas saímos para andar e conversar. Chegamos em um corredor que dava acesso ao pátio e então eu vi a nova paixão da Aly, Alexander... Ou como eu e as meninas chamaremos agora o casal A&A!
– Aly? – ela virou para mim – Aquele não é o Alexander? – perguntei apontando para os garotos que estavam vindo em nossa direção.
– Onde? – ela olhou para onde eu apontei – É ele! O que eu faço? –entrou em desespero – Clair ele está chegando!
Taylor que estava ali continuou olhando de nós para os meninos e dos meninos para uma plantação que havia ali.
– Vem cá Lice! – Taylor puxou a Alicia e a jogou nos arbustos – Problema resolvido agora senhorita Parker disfarce!
Eu e a Tay encostamos na parede e começamos a conversar como se nada tivesse acabado de acontecer... Os meninos passaram, nós acenamos e sorrimos, assim que ele sumiram da nossa vista olhamos para onde Aly deveria estar e a mesma nos olhava vermelha de raiva. Neste momento começamos a rir e o Leo chegou:
– Jasmim... o que você está fazendo ai?
– Então né... – Tay começou
– Tudo tem uma lógica, por mais estranha que seja! – completei
– Uma lógica que eu nem quero saber. – ele virou para a Aly – Está confortável ai?
– Leandro Henrique Garcia Martinez... Vai embora! – Aly disse já em pé
– Hasta la vista... – Leo disse e desapareceu, medroso. Assim que viramos demos de cara com John e os outros garotos:
– O que aconteceu aqui? – Bob perguntou, coitado ainda não está acostumado com as nossas loucuras
– Longa história Bob e vai por mim você não vai querer nem saber! – Tay concluiu e caímos na risada.
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