Notas iniciais
Oi pessoas...Finalmente voltei hein.Pois é galera, escrever não é tão simples, demora e pra quem não tem tempo ai piora,além disso me descobri com uma doença nada fácil de lidar, até estou pensando em escrever sobre e postar em outro site, qualquer coisa aviso. No mais aproveitem o capítulo.

Eu posso me enganar, que agora não dá tempo, que agora tanto faz, que é hora de esquecer e de me conformar, o que um dia já foi meu agora não é mais”.

Tiê — Mexeu Comigo

( Jane)

Larguei a minha mala em um canto da parede e fechei a porta do meu apartamento, tirei o casaco que estava usando e sentei no sofá, coloquei meu rosto entre as mãos e baixei a cabeça, depois joguei ela pra trás tendo uma visão clara do teto e penteei os fios do meu cabelo com os dedos.

Era inacreditável tudo o que eu vivi nessas duas semanas, achei a Maura e a perdi novamente... Dá nojo de lembrar dos olhos dela ao dizer que não poderia abandonar ele, tão fiel quanto um cão, só não comigo.

Decidi subir e tomar um banho. Ninguém sabia que eu estava em casa, desliguei o celular nos dias que fiquei na casa da Ana, não consegui um vôo assim tão rápido, eu não queria incomodá-la, mas ela fez questão.

Ainda estou pesando se ligo para a Lydia, eu preciso contar para alguém tudo isso, porque sinto que se não fizer vou acabar sufocando. Pego meu celular e vejo as inúmeras ligações feitas pela Maura inclusive mensagem de voz, não chego a ouvir nenhuma, procuro o número da Lydia e mando uma mensagem para ela, digo que já estou em casa e peço que venha me ver, ressalto várias vezes que não conte a ninguém que já estou em Boston e que ela pode trazer o TJ, confesso que estou com saudade daquele carinha. Depois de enviar a mensagem vou para o banho, encosto as duas mãos na parede e deixo a água levar o que restou de Nova York em mim, queria poder tirar também os toques da Maura da minha pele, todos os seus malditos beijos, me esfrego com força até a minha pele ficar vermelha.

— Você nunca mais vai me ter Maura Isles! E se um dia você cruzar o meu caminho eu irei te fazer sofrer como vc sempre faz_ Disse alto para mim mesma. Ainda fiquei um bom tempo debaixo do chuveiro apenas sentido a água caindo no meu corpo, depois sai e vesti uma roupa confortável, aquela camiseta grande e rasgada que todo mundo tem, fui até a geladeira e abri uma cerveja. Sai de mim por alguns segundos e só voltei a realidade quando ouvi um barulho de chave abrindo a fechadura, Lydia entrou eufórica e quase quebra a minha porta ao fechá-la.

— Ei cuidado ai! Eu não voltei rica não!

— Jane!

— Lydia!

— Ai, vem cá!

— Sério?_Fechei a cara_ Não, a gente não vai fazer isso.

—Claro, a velha Jane ranzinza Rizzoli.

— Onde está o TJ?

— Já está dormindo, então deixei ele com o Tommy, isso quer dizer que não posso demorar muito_ Nós duas rimos.

Lydia sentou do meu lado e reparou na vermelhidão dos meus braços e pescoço_ Exagerou na temperatura da água?

— Tentei tirar aquela vagabunda de mim.

— Woool!Essa é uma palavra muito forte_ Lydia tomou a cerveja da minha mão e bebeu um grande gole.

— É o que ela merece Lydia.

— Jane me explica tudo com calma...O que deu errado?

Deitei a cabeça no colo da Lydia e comecei a contar tudo.

***

( Maura)

Entrei na minha antiga casa em Boston e tudo parecia igual eu e meus pais deixamos, só que com mais poeira e algumas teias de aranha.

Cailin olhou ao redor com cara de cansada.

— Tem dez quilos de poeira em cada objeto, vamos limpar tudo sozinhas?

— Quando teve tempo de pesar?

— Está sendo irônica?_ Cailin perguntou.

— Não, realmente quero saber, você falou de forma tão precisa.

— Maura eu estava exagerando.

— Sim, eu já sabia_ Ri tentando disfarçar.

— Não chamou ninguém pra limpar a casa?

— Não, achei que seria melhor limpar tudo e assim e revivendo as poucas memórias boas que tenho dessa casa...Podemos pintar depois.

— Ai...Já vi que serei empregada sua aqui em Boston também.

— Te dou quinhentos dólares.

— Onde está a vassoura?

Prendi ela nos meus braços e assanhei seu cabelo fazendo cafuné_ Poucas pessoas conseguem me desarmar e Cailin é uma, com ela eu aprendi o que é dar e receber carinho da família, mesmo que algumas vezes eu ainda seja fria estou aprendendo.

— Maura não!_Cailin pedia entre risos_ Não sou criança.

— Já falou com a Nina?_ Soltei ela.

— Vamos jantar amanhã á noite, hoje não vai dar porque ela está atualizando o sistema da polícia que identifica barulho de tiros...O que é uma pena porque eu queria muito me jogar nos seus braços e tentar seduzir ela, ta demorando muito pra me comer.

—Cailin!Já disse que não falasse assim ,ela se preocupa com você.

Cailin suspirou_ Eu sei...Já desejou alguém muito assim?

— Sim..._ Disse um tanto triste.

— Ela ainda não atendeu as suas ligações?

— Não e eu duvido muito que o faça,ela está muito magoada, eu tenho esse histórico de decepcioná-la.

— A culpa não é sua Maura, as coisas nunca fora fáceis pra vocês, sempre encontraram alguém pra atrapalhar vocês...Que raiva daquele idiota do Jack...

Dei um longo suspiro_ Pode ser...Mas o nosso amor é forte, pessoas que se amam tanto devem ficar juntas não é? Isso é o certo, ou será que nada é certo?_ Estou tão confusa..._ Quanto ao Jack eu prefiro nem pensar nele.

— Então vamos limpar essa bagunça, assim nos distraímos_ Cailin passou o dedo em um móvel sujo de poeira e depois passou no meu rosto.

— Ah você não fez isso Cailin. Agora eu te pego!

— Será? Ouvi seus ossos estalando, ta muito velha pra correr.

— Quando eu te pegar você vai ver infante.

— In... o que? Menos papo super nerd_ Ela riu.

***

A casa estava totalmente limpa apesar de ainda estar desarrumada, mas isso era trabalho para outro dia, eu e a Cailin estávamos jogadas no sofá exaustas.

— Preciso de um banho, acho que tem poeira até...lá_ Cailin disse me fazendo rir.

— Assim combina com as teias de aranha que deve ter também.

— Maura que má!...Gostei_ Nós duas gargalhamos.

— O que você acha de tomarmos um banho e irmos para o Lagostt? Eu adorava comer nesse restaurante.

— Ótimo, vou lavar três vezes o meu cabelo.

Ri mais uma vez com o exagero da Cailin.

Depois de prontas chamamos um táxi, eu ainda não tive tempo de comprar um carro, a limpeza parcial da casa nos custou quase o dia todo. A recepcionista me disse que o restaurante estava com as reservas esgotadas o mês todo, mas bastou eu falar com o dono e ele fez a reserva, disse que estava com muita saudade, prometeu reservar a melhor mesa pra nós e até sentar com a gente.

— Foi um caso seu?_ Cailin perguntou, com certeza estava intrigada com o apreço que ele tem por mim.

— Não_ Eu ri_ Victor era amigo do meu pai, na verdade eram sócios, ele tinha o sonho e o Dr Isles tinha o dinheiro...

— Então você é sócia dele agora?

— Vendi minha parte para o Victor anos atrás, pedi em troca apenas os melhores frutos do mar e vinho sempre que viesse ao Lagostt, um bom negócio para ele já que é a primeira vez que vou ao restaurante depois que vendi minha parte.

Disse isso e m perdi num momento só meu, olhando as luzes da cidade e as coisas passando como borrões pela janela do carro, era a primeira vez que voltava a Boston, lugar onde vivi meus melhores e o pior ano da minha vida.

Senti a mão da Cailin no meu ombro, depois ela fez um carinho.

— Maura...Você vai conseguir resolver tudo com ela, se não eu mesma irei na casa daquela detetive teimosa e só saio de lá com ela puxando pelos cabelos.

— Obrigada por tentar me deixar melhor_ Forcei um sorriso e deixei minha cabeça repousar no seu ombro.

***

Acordei com uma leve dor de cabeça causada pela quantidade excessiva de vinho que bebi no Lagostt, eu deveria m apresentar ao chefe, Sean Cavanaugh dentro de algumas horas, por isso tomei um banho rápido, escolhi uma roupa cuidadosamente, deixei meu cabelo solto,eu cortei ele antes de sair de Nova York, estava lindo com as pontas onduladas, peguei minha bolsa e desci para tomar café com Cailin. Quando me sentei á mesa percebi que a Cailin estava um tanto nervosa.

— Bom dia. Aconteceu algo?

— Estou com medo de não ser aceita em Havard e ter que me mudar para outro lugar.

— Cailin seu histórico é muito bom e...

— Não Maura, lembra que estive em uma instituição para menores infratores por um ano e meio?Vão ver isso na minha ficha.

— Não vão, eu pedi um favor a um amigo um que é Juiz não disponibilizar a sua ficha, sumir com ela, você vai entrar em Harvard e talvez continue até morando comigo.

Ela sorriu e começou a comer de forma despreocupada, talvez eu não fizesse algo assim anos atrás, mas a Maura de agora está disposta a lutar pelas pessoas que amo.

— Vai começar a trabalhar hoje?

— Vou fazer uma visita, ver meu ambiente de trabalho, estudar meu assistentes, ver no que meu antecessor trabalhava...

— Reconhecer a área.

— Isso mesmo.

— E se você encontrar ela?

—Empurro pra dentro de uma sala qualquer e amarro ela em uma cadeira até que eu diga tudo que tenho para dizer.

— Gosto dessa Maura confiante.

Levantei e beijei seu rosto.

— Preciso ir.

— Boa sorte com a sua detetive.

***

A Maura confiante se perdeu em algum momento durante o trajeto até o departamento de polícia. Na verdade eu não sei o que faria se visse a Jane e em vez dela me representar com um daqueles seus lindos sorrisos eu só ganhasse um olhar frio,não sei se poderia me manter firme e dizer o que precisava. O elevador levou uma eternidade para chegar até o andar que eu preciso, bati na porta do chefe e conversamos por um bom tempo, principalmente sobre o salário que segundo ele não é tão bom para alguém com as minhas inúmeras especialidades, disse que não me importava,falamos sobre os casos em aberto e então ele me conduziu até o necrotério, vacilei alguns passos ao ver uma morena sentada de costas pra mim. Até que fui percebendo que aquele cabelo era muito liso e então ela virou para mim tirando minhas dúvidas.

— Bem- vinda Doutora Isles, eu me chamo Susie Chang, sou sua assistente.

Sorri para ela e apertei a sua mão.

— Susie mostre a Maura tudo por aqui e também os casos que o George deixou em aberto.

— O senhor quis dizer os que ele estragou?

— Senhorita Chang por favor...

— Tá bom, venha comigo Doutora Isles.

— Maura é um prazer ter você trabalhando conosco, preciso ir agora, mas me procure se houver alguma dúvida.

Acenei com a cabeça e segui a Susie que parou abruptamente e quase me fez esbarrar nela.

— Eu não quero ser indelicada, mas é verdade que te chamam de Rainha dos mortos?

Sorri com a pergunta, faz um tempo desde a última vez que escutei essa alcunha.

— Sim é verdade, passei até a chamar eles de súditos_ Dei um sorrisinho macabro par assustá-la.

— Legal!Vou te mostrar primeiro o seu escritório, depois o necrotério propriamente dito.

— O escritório é separado?

— Sim, George pediu isso, tipo pra “ não se misturar coma ralé”_ Susie disse fazendo aspas com os dedos.

— Simpático ele não...

— Você não faz ideia_ Susie revirou os olhos e eu na pude conter uma risada.

— Susie, não quero ser chata e já dar avisos no primeiro dia, mas quero dizer que exijo comprometimento por partes dos meus assistentes, tive alguns problemas em Nova York.

— Pode deixar Doutora Isles, finalmente uma super nerd louca por ciência como eu_ Ela disse empolgada_ Quer dizer...É...

— Não se preocupe.

Sinto que a Susie vai ser uma boa companhia nesse trabalho tão solitário.

***

Depois de conhecer todo o lugar decidi ir para casa, contratei alguém para restaurar alguns móveis e resolvi algumas coisas, como a compra de um carro. Dormi vendo um filme qualquer, depois de levantar e me arrumar vi uma mensagem da Cailin dizendo que iria dormir na casa da Nina, então decidi tomar café na cafeteria do departamento, assim ganho mais tempo.

Entrei sem olhar muito para as pessoas que estava ali, porque eu sabia que elas estavam olhando e comentando com as pessoas ao seu lado sobre mim,contudo fui obrigada a me virar quando ouvi uma voz conhecida.

— Maura Isles! O tempo te fez bem hein_ Era a Lydia e ela estava me olhando de cima abaixo, me deixando envergonhada.

— Lydia_ Ela me puxou para um abraço apertado.

— Finalmente o Club Alone ta junto de novo.

Olhei por cima do ombro da Lydia e vi a Jane me olhando com uma ferocidade no olhar de quem poderia me matar ali mesmo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, quero ver incentivos viu, é o que me faz voltar mais rápido