Notas iniciais
Eu só ia postar esse capítulo na terça, mas considerando o dia de hoje, decidi postar mais desse romance pra vocês. Comentem, adoro ler os comentários e isso me incentiva a continuar escrevendo.

Disseram-me que o destino debocha de nós, que não nos dá nada e nos promete tudo, faz parecer que a felicidade está ao alcance da mãos, então a gente estende a mão e se descobre louco”.

Carla Bruni — Quelqu'un M'a Dit

Sai do elevador e cruzei com uma policial muito bonita, mesmo de uniforme pude ver as suas curvas, ela estava de costas conversando com outro colega, dava uma nota oito para aquela bunda, pensava em falar com ela, mas Cavanaugh abriu a porta do seu escritório e me viu.

— Rizzoli pode vir na minha sala?

A mulher virou para mim e sorriu.

— Meu novo record, mal cheguei e ele já me chamou na sua sala_ Ela sorriu e eu retribui o sorriso, ela entrou no elevador e antes que as postas fechassem ela deu uma mordidinha nos lábios, tive que pensar em coisas aleatórias para a ereção não se fazer presente.

Entrei na sala do Cavanaugh e fechei a porta.

— Poderia ter ficado em casa, está ferida, como irá trabalhar assim?

— Eu estou bem, ainda posso atirar, veja a mão ferida é a esquerda_ Mostrei meu melhor sorriso, que de inicio foi confiante, depois passou para um sorriso nervoso.

— Tudo bem Rizzoli, mas se eu perceber que seu desempenho está afetado te mando para casa, já sabe algo sobre o cara morto essa manhã?

— Não, tenho que ir no necrotério, espero que o legista já saiba a identidade dele.

—Pode ir, tente apressar o George.

— Por falar no George, quando ele será substituído?

— Eu sei que você não gosta dele, nem eu gosto dele, mas é o único legista que temos por enquanto, então seja agradável e o faça trabalhar.

Levantei da cadeira onde estava sentada e abri a porta, estava preste a sair quando Cavanaugh chamou minha atenção.

— Rizzoli_ Virei para ele_ Cuide dessa mão.

Balancei a cabeça e sai da sala do chefe. “Seja agradável e o faça trabalhar”, eu não consigo ser agradável com George é impossível, o cara é um estúpido, modo como ele trata a sua assistente Susie, me dá raiva, Susie é uma ótima companhia, quando fico até tarde no trabalho, ela traz café para mim e algumas vezes conversamos , quase sempre sobre o trabalho, mas ela também me conta sobre seus encontros fracassados, e eu conto sobre os meus casos de uma noite só, escondendo detalhes claro.

Entrei no necrotério e vi o corpo deitado na mesa, George não havia começado a autopsia, mas isso não me surpreendia.

— Onde ele está?_ Perguntei a Susie, ela estava concentrada em analisar algo no microscópio, Susie respondeu sem levantar a cabeça para me olhar, essa sim faz alguma coisa.

— Saiu para tomar café, ele disse que o salário não era tão bom assim para que ele deixasse de se alimentar, estou analisando um folha encontrada no cabelo da vítima.

— Ele tem razão, o salario não é tão bom , mas em breve George não vai precisar se preocupar com isso, Cavanaugh vai substitui-lo.

— Sério!?

— Sim, eu só não sei quando, ele precisa encontrar alguém responsável e competente, acho que está pensando em alguns nomes.

— Para mim pode ser qualquer um, desde que esteja comprometido com a ciência e com o trabalho, sinto falta de falar com alguém_ Ela mudou o tom de voz_ Você é alguém Jane, eu não quis dizer que você não é importante, mas...

— Mas não sou uma cientista.

— Não, infelizmente, mas é uma ótima detetive.

Aporta do necrotério foi aberta e George entrou.

— Desculpe interromper a conversa de vocês, que não deve ser importante, provavelmente homens ou absorventes.

— Não uso absorventes George e nem me interesso por homens_ Levantei ficando de frente para ele, eu sou maior que o George e consigo intimida-lo.

— Claro, você é um caso a ser estudado Rizzoli_ Ele disse desviando de mim para colocar suas luvas_ Susie mexa-se e me traga os instrumentos cirúrgicos.

Susie entregou a bandeja para ele e só então viu a minha mão, correu até mim e segurou minha mão de leve.

— Jane o que aconteceu? Porque está aqui? Devia estar em casa de repouso_ Uma característica da Susie é que ela se preocupa muito e tem tendência a exagerar.

— Não é necessário, veja está enfaixada, eu fui ao médico, estou tomando os remédios...

— Brigou no bar Rizzoli?_ George disse sarcástico, ele não devia ter começado esse jogo, se existisse uma competição do sarcasmo eu ganharia.

— Sim, bati muito em um cara que falou demais, é o problema de alguns homens, eles provocam e se surpreendem quando apanham_ Sorri para ele, George percebeu que deveria ficar calado e assim o fez, virou-se e continuou sua autopsia, acho que ficou com medo que eu estragasse minha outra mão na cara dele.

— É verdade?_ Susie me perguntou baixinho.

— Não, foi um acidente com um copo, como eu disse não se preocupe. Pode me entregar o resultado da autopsia na minha mesa?

— Claro Jane.

— Boa sorte com isso Susie_ Disse apontando para George.

Já estava cheia de tanto tomar café, e quando senti que já havia feito tudo que podia naquele dia resolvi deixar o departamento, cheguei em frente ao meu apartamento e continuei com o motor do carro funcionando, não queria entrar e não entrei, segui para a casa de Tommy e Lydia, me faria bem conversar com a minha amiga e ver o meu sobrinho, não era muito tarde por tanto ele deveria estar acordado.

Toquei a campainha e Lydia abriu a porta, me abraçou e me deixou passar, ela trazia TJ nos braços, ele estava nu.

— É a hora do banho, anda vem comigo para o banheiro, podemos conversar enquanto banho ele.

Segui Lydia até o quarto dela e entramos no banheiro, eu sentei na tampa do sanitário, ela colocou TJ na banheira, lavava sua cabeça com água enquanto ele brincava com o pato de borracha.

— Quanto eu ganhei?

— Nada _ Eu disse_ Tommy apostou e perdeu duzentos dólares, eu disse que a aposta seria trezentos e você duzentos e cinquenta, nós duas erramos.

— Não pode ser por aproximação? _ Eu neguei com a cabeça_ Eu vou matar ele, seu irmão é um idiota.

— Eu sei, conheço muito bem a idiotice dele. Veja pelo lado bom, perdeu duzentos dólares, mas você terá uma ótimo sexo, se o Frankie cuidar desse garotão é claro, ou a mãe, eu me ofereci, mas não posso mais_ Levantei a mão e Lydia olhou para ela, sua expressão séria passou para algo triste, ela percebeu e mudou para algo irônico.

— Então Tommy perdeu duzentos dólares e ainda por cima pode ou não me dar um ótimo sexo? Continuo achando que vou matar ele_ Lydia tirou TJ da banheira e enrolou em uma toalha com um capuz, o capuz tinha duas orelhinhas, ela me entregou Tj_ Pode ficar com ele enquanto seco o banheiro?_ TJ gostava de bater as mãos na água o que molhava tudo, inclusive Lydia.

Peguei ele nos braços, pequeno, molhado e fofo, eu conseguia fazê-lo sorrir e adorava ver TJ sorrindo, ele brincava com os meus dedos e começava a puxar meu cabelo, eu temia que ele prendesse os dedinhos nos meus cachos revoltos e não conseguisse mais soltar. Também babava minha roupa e brincava com os botões do meu terninho, vez ou outra eu voltava com um botão a menos.

— Não pode beber, e não estou dizendo isso porque falei com a sua mãe_ Lydia falou saindo do banheiro_ Com certeza está tomando remédios para os cortes na sua mão, então não misture os remédios com álcool Jane.

— Não farei, como o TJ cresceu tanto? Toda vez que o vejo ele está maior.

Lydia pegou ele novamente_ E cada vez mais me dá trabalho, mas ele é a melhor coisa que eu já fiz, depois de transar com o capitão do time de futebol.

Empurrei o braço de Lydia de leve_ Não me conte essas coisas.

— Mas você já sabia, te contei na época.

—Eu sei, mas agora é diferente.

Ambas rimos. Lydia vestiu TJ e saímos do quarto eu segui para a cozinha, abri a geladeira e peguei um jarra com suco, depois alguns biscoitos.

— Onde está o Tommy?

— Na casa da sua mãe. Que tal vermos alguns filmes e falarmos sobre as mulheres com quem você transou? Vou dar uma mamadeira para o TJ e quando ele dormir podemos conversar.

— Eu não vou contar detalhes.

— O melhor são os detalhes Jane, você sabe que eu farei você contar.

Sim, ela faria, Lydia amava os detalhes dos meus casos e das transas, sentei no sofá vendo TV e esperei ela voltar, Lydia deixou a porta do quarto do Tj meio aberta e deitou no sofá, colocando a cabeça no meu colo.

— Espero que não esteja machucando seu pênis_ Ela disse e depois riu.

— Eu te derrubo desse sofá se não parar_ Fingi empurrar ela, Lydia se agarrou a minha roupa e disse que ia parar_ O que quer saber? Eu não saí ontem e nem hoje, a última pessoa com quem transei foi a Ellen, já te contei como ela era.

— Chata_ Lydia falou_ Jane, você precisa encontrar alguém que te dê uma boa diversão, não estou falando de namoro, estou falando de alguém que aliviei toda essa tensão, que te faça relaxar, que te faça carinho, começando pelo o que está no meio das suas pernas.

— Você não perde uma oportunidade não é mesmo.

— Sabe como eu sou.

Lydia riu e eu não pude resistir_ Claro que sei, desde que te contei sobre mim, você não perde a oportunidade de falar sobre o meu pênis, “ Jane não demore no banheiro, está fazendo o que? Está batendo uma?” , “ Jane posso sentar no seu colo? Claro se não se incomodar do seu amigo ficar animado”, “ Jane, coloca o casaco na frente da calça, alguém acordou e quer brincar”.

Lydia levantou a cabeça e beijou meu rosto_ Eu nunca pensei que eu fosse tão criativa_ Lydia riu_ Mas você não citou as vezes que te salvei, ou melhor salvei esse “cara”_ Lydia pressionou a cabeça sobre o meu pênis causando um incomodo_ De se mostrar em público.

— Obrigado Lydia, por me salvar falando alto e fazendo todos me olharem.

— Jane, isso foi só uma vez.

Olhei para a cara dela séria, mas não fiquei assim por muito tempo, Lydia começou a fazer caras e bocas como as que fazia na adolescência e acabamos gargalhando como duas idiotas.

Esperei Tommy chegar, falei com ele e me despedi dele e da Lydia, voltei para casa e estou coberta pelo coberto lilás da Maura, com muita imaginação eu quase posso sentir o cheiro da loira.

Eu e a Lydia esperamos os convidados irem embora para pular a cerca do quintal, depois que fizemos isso, nós duas subimos na árvore que ficava próxima a janela de Maura, sentamos em um galho forte e esperamos a loira abrir a janela. Alguns minutos depois e Maura entrou no quarto, Lydia bateu no vidro da janela, Maura abriu e Lydia entrou, em seguida eu entrei e fechei a janela.

— Vocês vieram!_ Maura disse sorrindo.

—Claro que sim, acha que eu deixaria de comer bolo grátis?_ Lydia riu e beijou o rosto de Maura_ Se prepare para uma das melhores noites da sua vida loira.

— Olhei para a Maura_ Quando a Lydia diz isso é o momento que devemos fugir.

Sentamos no chão, em cima de um tapete do quarto de Maura, tirei minhas mochilas das costas e coloquei ao meu lado, lá estavam os presentes.

— Eu vou vestir um pijama e já volto_ Maura pegou o pijama no guarda roupa e entrou no banheiro, tentei perguntar a Lydia o que ela daria a Maura, mas ela não me disse, Maura saiu do banheiro , estava usando uma blusa de mangas três quartos e um short curto que deixava suas pernas e parte das coxas amostra, Maura tinha belas pernas, por alguns segundos imaginei minhas mãos subindo pelas suas coxas e traçando um caminho até a sua intimidade, mas balancei a cabeça negando tais pensamentos e pensando em outras coisas. Peguei meu presente na mochila.

— Este é o meu presente para você Maura, não é nada demais, eu gosto muito de música, sei que você também gosta, mas não conhece nada que não seja música clássica, então...Ai está.

Maura abriu o presente e viu o LP da Cyndi Lauper.

— Que tal ouvirmos agora?_ Maura sugeriu.

— Espera, não tem uma mãe lá em baixo?_ Lydia perguntou.

— Sim, mas podemos baixar o volume, além disso, minha mãe deve estar pensando em qualquer coisa agora, menos em mim_ Senti uma pontada de tristeza quando Maura disse essas palavras.

Esperamos a primeira música acabar e a seguinte é uma das que eu mais gosto até hoje, Girls Just Want To Have Fun, Lydia levantou e começou a dançar, eu continuei sentada batendo o pé ou balançando a cabeça, Lydia puxou Maura pelo braço e começaram a dançar, Lydia rodando Maura e ensinando alguns passos, as duas me puxaram pelos braços e me obrigaram a levantar, Lydia pegou um chapéu de Maura e um cachecol, eu não sei com o que ela parecia, mas não era com a Cyndi Lauper, alguns minutos depois estávamos todas com escovas de cabelo nas mãos nos sentindo verdadeiras cantoras, Lydia se empolgou bastante, começou a tocar uma guitarra imaginária e se jogou de joelhos no chão no fim da música, ela e a sua “guitarra”, antes que ela pudesse levantar, Maura pegou a Polaroide que ganhou do seu pai e tirou uma foto, era incrível, alguns instantes depois a foto já estava pronta e ela mostrou para Lydia.

— Ficou muuuuuito legal! Vamos fazer outras, vamos Maura!

Foram várias fotos, Lydia fazendo pose de atriz, nós duas beijando as bochechas da Maura, Lýdia com o batom borrado parecendo um palhaço, Maura sorrindo distraída, essa é a que mais gosto, dividimos as fotos, e essas são as que eu tenho.

— Cindy Lauper arrasa! Lydia disse ainda cantando trechos de outra musica_ Agora é a minha vez de te dar um presente_ Lydia entregou para Maura que abriu com todo cuidado, então a Lydia rasgou de uma vez, admito que até eu fiquei impaciente, o presente da Lydia era um sutiã e uma revista, o sutiã não era nada muito sexy porque sabíamos que Maura não usaria_ Vai Prova, vê se fica bom.

Eu não sei o que a Lydia pensou, mas eu pensei que a Maura entraria no banheiro e vestiria o sutiã, em vez disso a loira tirou a blusa e nos mostrou os seios, Lydia continuou olhando, eu desviei o rosto, deveria estar vermelha e temia que elas vissem a minha ereção.

—Obrigada Lydia_ Maura disse sorrindo, depois de experimentar o sutiã preto, ela guardou e vestiu a sua blusa.

— Agora dá uma olhada na revista_ Lydia riu, um riso malicioso, a repreendi com um olhar e ela me mandou outro que dizia “O que foi?”.

Maura pegou a revista e abriu, a capa dizia “Tendências de esmalte para a próxima estação”, contudo eu percebi que Maura estava vermelha e embaraçada, então não podia ser esse o conteúdo da revista, quando Maura exibiu a revista eu entendi o seu nervosismo, era uma revista de homens pelados.

— Você tem que esconder em um lugar super secreto para que a sua mãe não ache.

— Onde você consegue essas coisas?_ Perguntei brava.

— Não posso revelar as minhas fontes. Abre a mochila porque tem um presente para nós três. Peguei a mochila e havia uma garrafa de Wisky , daqueles bem vagabundos_ Vamos beber e dançar...Ah e tirar fotos.

Eu estava prestes a levar à garrafa a boca quando Lydia me impediu.

— Espera Jane! Antes de ficarmos bêbadas temos que fazer mais coisa pela Maura, hoje é sua noite loira. Maura você nos perguntou se a gente já beijou contamos como foi e você não falou nada, por isso nós duas achamos que você ainda é BV, não podemos deixar isso continuar, por tanto essa é mais uma coisa que eu faço por você e a Jane prometeu ajudar.

Eu não sabia de nada, mas continuei calada.

— Eu não estou entendendo, você pediu a um garoto para me beijar, ou pagou pra ele? Porque se for isso Lydia eu...

— Não é nada disso, veja, mas sem língua ok?

Lydia foi até Maura e beijou a loira, um beijo técnico, eu fiquei surpresa, mas não tanto quanto a Maura que ficou a todo momento com os olhos abertos e bastante nervosa, Lydia voltou para o seu lugar ao meu lado e tomou um gole de Wisky .

— O que achou?_ Lydia perguntou rindo, ela era a única que ria, porque eu e a Maura estávamos muito tensas_ Gente não teve língua mudem essas caras, Maura foi ruim?

— Eu...Eu acho que não.

— É claro que não, agora toma um pouco disso_ Ela passou a garrafa para Maura, a loira tomou e se engasgou, ela nunca havia tomado uma bebida alcoólica, aquela noite foi uma noite de descobertas para Maura.

— Sua vez Jane_ Lydia disse.

— Acho que não será preciso, quer dizer a Maura já beijou e...

— É, a Jane tem razão_ Maura concordou comigo e eu não sei porque, mas eu não gostei, talvez eu quisesse que ela me pedisse para beija-la, isso não iria acontecer, não naquele dia, não naquele ano.

­_ Espera um pouco, vocês estão com medo de se beijarem? _ Lydia provocou_ Isso tudo é medo de se apaixonarem após o beijo?

— O que!? Não!?_ Ambas dissemos ao mesmo tempo, melhor dizer gritamos.

— Tá bem, mas porque todo esse nervosismo, eu vou no banheiro, volto logo.

Quando Lydia saiu eu peguei a garrafa e tomei um gole.

— Ela tem razão.

— Sobre o que?_ Maura perguntou.

— Eu posso te beijar.

—Quer me beijar?

— Bem, acho que... Não há nada demais, somos amigas, quer dizer, Lydia não te beijou de verdade e então...Provaremos para ela que não temos problema com isso_ Falei de uma vez e depois parei para respirar.

Ela balançou a cabeça concordando, me aproximei de Maura, emoldurei seu rosto com as minhas mãos e a beijei, um beijo de verdade e que durou muito mais do que o que Lydia deu. Lydia me disse mais tarde que viu tudo pela fresta da porta, mas não quis atrapalhar, Maura não falou nada sobre, nos olhamos normal, mas as vezes eu a pegava olhando para mim de um jeito diferente, depois de tomar quase todo o Wisky deitamos na cama de Maura no meio, eu e a Lydia nas pontas, começou a chover e como Maura tinha medo do som dos trovões eu abri os olhos no meio da noite e me vi dormindo de conchinha com ela, Maura segurava a minha mão, com seus dedos entrelaçados ao meus, sorri e fechei os olhos novamente. Essa foi a primeira vez que dormimos assim.