The Stone Of Destruction

14 Capítulo 14 - Algo Impossível


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo. Qualquer erro, por favor, me comuniquem. Obrigado aos que continuam lendo (apenas o Rodrigo buábuá).

O garoto estava tão verde que parecia estar se tornando grama. Os cabelos cresciam assustadoramente e ele ficava cada vez mais maligno. Uma fumaça preta o rodeava, deixando se tornar uma criatura gigantesca. O jovem estava furioso. Bufava de raiva. Cagarih e Ingo estavam juntos e preparavam-se para um ataque, quando Paid e os outros não deixaram. Eles começaram a lutar e explodiram o centro de treinamentos. Saíram para fora na pancadaria, deixando Kurime e Black sozinhos.

– Você será o primeiro a morrer, leopardo – disse ele seriamente, apertando os punhos, enquanto fitava os olhos negros do leopardo gigantesco. O mesmo estava preocupado com o adversário. Parecia que o garoto estava muito forte. Muitos mais do que o Esquadrão A previa. Afinal, o que era aquilo? Ele estava se transformando em capim? Black também tinha dúvidas em relação ao manto de fumaça preta, que envolvia o garoto.

O leopardo saltou, caindo sobre destroços do antigo telhado, que não existia mais. Perto da pata dele, estava um homem baixinho. Era Benji, que tinha um ferimento leve no braço. O homem tentava sair de baixo de uma grande pedra, mas estava com dificuldades. Precisava encontrar May e fugir daquele lugar, pois uma incrível luta começaria e ele acabaria morrendo esmagado por algum dos dois.

– O que...? – indagou um homem que vinha correndo. Ele tinha cabelos vermelhos e olhos escuros. Era Shinoh, que havia destruído o castelo e vinha à procura de seus companheiros. Ele não sabia o que estava acontecendo. Percebeu que a situação estava preta, pois Black tinha se transformado no seu animal, algo que não fazia a anos. Ele apenas ficou na forma do leopardo gigantesco quando estava no laboratório de Kurosako, onde conseguiram criar esta técnica para ficar na forma de uma criatura do Reno animal, e na luta contra o grande guerreiro das montanhas, que foi capturado e morto logo em seguida por atacar soldados de Iunuou. Aquele cara deu um trabalhão.

– Vou estraçalhar seus ossinhos miúdos! – berrou Kurime, pulando contra o ar. Ele então movimentou suas mãos, puxando uma corda quase imperceptível. Dela, veio uma grande esfera que estava enterrada nos destroços. A esfera liberou centenas de pequenas bolinhas. Em um segundo, elas explodiram, causando uma grande explosão e fazendo os destroços saltaram para cima. Além disso, uma luz que podia cegar fez com que o garoto tivesse que se proteger com o braço, não tendo nenhuma espécie de dano, até porque estava numa boa distância de onde tudo havia explodido.

"Ele preparou isso antes de nós chegarmos...?" pensou Black, vendo que tinha conseguido escapar a tempo. Ele conseguiu escapar por poucos centímetros com a sua velocidade.

– Escapou, é? – indagou Kurime. Sua voz estava grave.

– É... – respondeu o leopardo, – agora é a minha vez!

Ele correu tão rápido que parecia um trovão, se aproximando do garoto. Quando chegou na frente de Kurime, lhe esbofeteou com as garras. Mas algo estava estranho. Quando Black percebeu, a fumaça preta que estava em volta do garoto tinha o protegido e estava tentando se grudar no pescoço do leopardo, que arranhou-se com a própria garra.

"Será que eu ajudo o Black-sama? Vou acompanhar a luta em silêncio. Se ele precisar de mim, estou aqui" pensou Shinoh, escondendo-se atrás de uma pedra e fitando o que ocorria logo mais a sua frente.

– Mas... o que é isso? – indagou, desesperado.

– É uma fumaça especial. Eu consigo controlá-la. Se quiser, posso fazê-la se endurecer e quebrar qualquer coisa, como seu pescoço. – explicou Kurime, que sorria, tentando fazer com que a fumaça voltasse a ficar sobre o pescoço do adversário.

– Idiota! – disse Black, se abaixando e escapando do que seria sua morte por enforcamento. Assim, conseguiu dispersar a fumaça e derrubar o garoto com sua garra. Foi tudo muito rápido. Quando Kurime percebeu, as presas do leopardo estavam sobre sua face. Iria ser morto? Óbvio que não, por enquanto.

– Acha que vai conseguir alguma coisa com estes ataques inúteis? – perguntou ele, ficando transparente.

– O que você é? – gritou Black desesperado.

De repente, não existia mais Kurime na frente de Black. Ele estava só com a fumaça. A mesma voou para longe, deixando cair cinco esferas grandes. Elas explodiram e o leopardo foi arremessado contra uma parede que desabou em cima dele. Kurime voltou a aparecer um tanto longe dali.

"Espera aí..." pensou Shinoh, franzindo a sua testa e lançando os cabelos vermelhos para trás, "Ele fez com que seu corpo se se transformasse na fumaça. Depois, as cinco esferas caíram da fumaça. Isso quer dizer que ele tinha cinco bombas dentro do próprio corpo. Esse garoto... vai acabar matando o pobre Black. Parece que não poderei me divertir assistindo esta luta. Terei que intervir e levar eu mesmo o pirralho para Kurosako-senpai." Deduziu Shinoh, por fim.

Kurime explicou exatamente a mesma coisa que Shinoh havia imaginado para Black. Mas o mesmo nem deu sinal de estar vivo. Havia apenas um grande rastro de sangue pelos destroços e a parede gigantesca caída, como se fosse um montinho.

– Vamos lá... – falou Shinoh.

Quando ele terminou a segunda palavra, vários vultos surgiram no centro de treinamentos destruído. Os três espadachins haviam chegado com Ingo e Umiho, na forma humana, desacordados. Eles tinham vencido deles. Paid logo percebeu que Black também tinha sido derrotado.

– Quem é você? – indagou Dankora, tomando a frente junto com o líder dos espadachins, – mais um membro do Esquadrão? Bem... vamos matá-lo, Paid?

O espadachim retirou a espada da bainha, que ficava trás de suas costas.

– Vão se danar! – exclamou, sacando uma adaga verde. Às suas costas, surgiu a forma humana de Black, sangrando bastante. Ele estava quase desmaiando, mas ainda tinha certa força.

Quando Shinoh se movimentou e tentou atacar Paid, Kurime saltou por cima de todos, desferindo um chute alto, que fez a boca do inteligentíssimo Shinoh sangrar. Ele não deixou barato e arremessou a adaga. Para a surpresa de Black, a fumaça desapareceu, desprotegendo o garoto, que foi atingido em cheio quase no coração.

– Minha faca é especial. Ela consegue atravessar muitas coisas, como esta fumaça idiota. – explicou o membro do Esquadrão, se sentindo extremamente superior a todos. – Vocês vão ver, os reforços estão chegando.

Uma explosão pôde ser ouvida e centenas de soldados apareceram. Eles estavam vestidos de preto e seguravam várias armas. Uns utilizavam luvas e bandanas, indicando serem especiais quem sabe médicos. Eles passaram pelas árvores com velocidade. Paid e os espadachins estavam cercados.

Benji tinha conseguido sair da pedra e estava escondido, em cima de uma árvore. Rezava para não ser achado. Depois de alguns segundos, um batalhão inteiro de homens passou por ele, fazendo o coração do homem quase parar.

– Preparam-se. – disse Paid, tentando olhar todos os adversários. Ou morreriam, ou sairiam provavelmente em um coma grave. Depois de longos dois segundos, Shinoh disse, em voz alta para todos ouvirem.

– O garoto não pode se movimentar. Peguem-no vivo e matem todos os outros. Vamos dar de comida para os tubarões e leões. – disse sacando outra adaga, de uma bainha pequena. Kurime estava caído chão, com sangue ao seu redor. Como Shinoh era dotado de uma inteligência fora do comum, ele sabia todos os pontos do corpo humano. Onde tinha acertado, próximo do coração, fez o garoto ficar como uma estátua, paralisado. Isso ajudou a repelir a força fora do comum que tinha adquirido. Aquela captura estava fácil, muito fácil.

– Banku nº 07 – disse o capitão do primeiro pelotão, localizado a frente dos soldados. Depois que falou isso, uma parede feita de ar se levantou e foi na direção do grupo de espadachins. Mas Paid foi mais rápido. Usou o último pingo de energia que tinha para fazer o escudo em volta de todos os espadachins.

– E agora? – perguntou aos companheiros. Umiho estava tratando do ferimento de Kurime, enquanto Dankora pensava em alguma coisa para fazer. – Minha energia está acabando. Dankora, use sua energia para manter o escudo!

Dankora fez o que o líder do grupo pediu. Ele estava um pouco assustado. Imaginava o pior naquela situação. Iriam morrer, com certeza, no pensamento dele. Tudo estava rodando muito rapidamente, não deixando tempo para pensar em planos.

Shinoh recolheu o corpo de seus companheiros e entregou a alguns médicos para cuidar deles. Black disse que podia lutar mais, apesar de alguns ferimentos graves no rosto, pescoço (grande queimadura) e na região torácica. Os guardas estavam prontos para horas de combate. O vice-líder de Iunuou devia ter mandado eles irem, deixando a vila muito desprotegida, afinal, Kurosako estava procurando os fugitivos.

De repente, uma nova explosão fez as atenções se virarem para a entrada do rancho, que estava destruída. Três pessoas surgiram, usando longas vestes. Estavam suadas. Nos instantes seguintes, uma delas desapareceu e reapareceu embaixo dos pés dos soldados. Berrou algo estranho, fazendo uma corrente de água muito forte surgir de sua boca e inundar tudo ali.

Perto, estava outro guerreiro, que usava uma máscara acinzentada. Ele lançou fogo pela ponta dos dedos, queimando vários soldados dali. O outro apenas perfurou alguns corpos de inimigos e foi na direção dos guerreiros protegidos pelo escudo.

– Eu não acredito...! – berrou Paid.

Os segundos se passaram e os soldados estavam mortos. Shinoh havia desaparecido, levando os corpos do Esquadrão A consigo. A água estava indo embora, molhando plantas que ainda resistiam a tudo que tinha acontecido. O sol apareceu para iluminar o rancho. Paid ainda não conseguia acreditar em tudo que havia ocorrido. Ele pensava que era um sonho. De repente, sentiu seu corpo trêmulo e desmaiou.

Algumas horas depois, acordou com o olhar preocupado de um homem novo. Ele estava seguido por duas pessoas. Eram quem tinha salvado o grupo.

– Eles voltaram, Paid! Voltaram! Estão aqui! – gritavam Umiho e Dankora juntos, enquanto deixavam lágrimas caírem sobre suas faces. O rosto de Paid virou-se para acompanhar a imagem dos três indivíduos que sorriam na sua frente. Ele tremia muito.

– Impossível... os seis espadachins juntos... novamente... vocês voltaram! – disse, sendo tomado por uma grande felicidade.

Capítulo 14 – Algo Impossível – Fim

Notas finais
O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.