The Stone Of Destruction

13 Capítulo 13 - Pain VS Black


Notas iniciais
Novamente estou postando... Espero que gostem do capítulo!

A clava estava muito próxima ao rosto de Paid. Seria acertado. Em um milésimo de segundo conseguiu pensar num plano. Tentou colocar a sua mão na frente, para não levar o golpe do rosto. O resultado foi que sua mão se quebrou. Ele conseguiu girar e ficar frente a frente com o malicioso Black. Jorrava sangue do pulso de Paid. Ele colocou um pano nele de qualquer maneira. Mesmo assim, era preocupante.

– Caralho! – exclamou irritado, levantando a espada para os ares. Ele só poderia usar a mão direita agora e isso era um fator que complicava a sua luta. Enquanto fitava o rosto de Black, percebeu que o mesmo estaria se movendo para mais um ataque. Foi uma hora boa para também mostrar a sua velocidade. Paid começou a correr, igual o adversário.

Quando foi levar mais uma pancada, se abaixou, escorregou e virou o corpo. Iria dar uma espadada nas pernas de Black, mas o líder do Esquadrão A previu o golpe e conseguiu usar a clava para se defender.

"Droga... terei de usar o Tsuko logo cedo..." reclamou ele no pensamento, ajeitando a espada entre os dedos. Black estava pronto para mais um ataque. Mas desta vez não seria de velocidade. Ele ergueu a clava na altura do pescoço e murmurou algumas palavras. Os pregos grudados na arma se soltaram. Estavam cheios de veneno.

– Voem, meus pregos queridos! – gritou, mexendo uma das mãos. Isso fez com que os objetos voassem pelo ar, ganhando rapidez.

– Merda! – berrou Paid, saltando para escapar dos pregos. Foi aí que viu a arma secreta de Black naquele momento: Ele podia controlar os pregos. Seria uma luta que Paid dificilmente conseguiria ganhar naquele instante, mas lutaria. Pôs sua espada na frente do corpo que flutuava no céu. Ela o protegeu de alguns pregos. Logo Paid estava novamente no chão e iria receber mais ataques de pregos.

Ele entendeu que quando os objetos tocavam em algo, não podiam mais ser controlados. Isso deu uma ótima ideia para o espadachim. Ele tentou pegar um pote de seu bolso com a mão quebrada, o que foi bem difícil. Depois largou a espada e lançou o conteúdo do pote contra os pregos: Era água. apenas água.

Black não teve tempo de fazer suas armas desviarem. Elas bateram contra a água e perderam o controle. Agora, sem pregos na clava e nem na sua cola, Paid movimentou-se com a espada. Deu três golpes fortes, mas Black desviou de todos. No último, foi por muito pouco, arrancou um pedaço das vestes do guerreiro.

– Esta luta não terminará nunca! – avisou Paid, dando um salto para se distanciar.

– Vamos ver – sussurrou Black, sorrindo maliciosamente. Nos poucos momentos que tivera de combate até aquele momento, percebeu que não venceria todas usando sua velocidade. Afinal, estava lidando com um poderoso espadachim. Ao perceber isso, criou dois planos. Iria começar pelo primeiro, para tentar matar Paid rapidamente.

– Terei que gastar energia com esse cara... – murmurou para si mesmo o espadachim, também tendo um plano.

– Vamos lá, Paid. Vou te matar agora. Raito nº 03! – berrou Black. Num instante, faíscas começaram a tomar conta de sua clava. Quem tocasse nela acabaria eletrocutado. Essa era a habilidade daquele Ryuk.

– Tudo bem! – gritou Paid em resposta iniciando uma corrida rápida. Ele fez sua espada tomar a frente de seu corpo. Estava preparando um ótimo ataque. Sentia as faíscas mais próximas de seu corpo quando alguém o deu um pontapé, fazendo o espadachim voar e bater com tudo na parede do centro de treinamentos, onde Kurime e Benji estavam.

– Black-sama! – disse a voz. Era Ingo. Estava com ferimentos na barriga e empunhava duas adagas levemente curvadas. – Senti o cheiro do tal Kurime!

– Mesmo? – indagou o outro, sendo tomado por uma imensa felicidade.

– Está naquele pavilhão. Não estava sentindo o cheiro dele antes, mas o idiota colocou a cabeça para fora, tentando espiar o que acontecia. Só pode estar lá. Sentiria o cheiro de fugisse. Vamos atacar? – disse Ingo, mostrando-se orgulhoso de ter descoberto quem o grupo procurava. Kurosako tinha dado um prazo de uma semana para trazer o garoto. Ele queria a pedra da destruição o mais rápido possível.

– Muito bem Ingo, o seu faro é realmente muito bom. Chame o resto do grupo. Rápido! Eu me encarrego do vadio ali, caído – falou, apontando para Paid, que se levantava devagar. O guerreiro de bom faro desapareceu.

– Retardado! – berrou Paid, muito irritado, – Tsuko nº 06!

Logo depois da palavra, o espadachim cortou o ar duas vezes. Era uma técnica desenvolvida por ele mesmo. Após alguns instantes, Black sentiu algo rasgar a sua camisa. Ele foi cortado duas vezes, do mesmo jeito que Paid havia feito o movimento.

– Eu consigo cortar o ar, fazendo com que os cortes sejam reais em você. Legal né? Agora você vai descobrir a técnica suprema dos espadachins. Tsuko nº 08!

De repente, milhares de espadas iguais as de Paid se formaram no ar, vindas do nada. Estavam muito afiadas. Qualquer coisa que tocassem, perfurariam. Foi aí que o espadachins fez um movimento, fazendo todas irem na direção de Black. O mesmo ficou sem o que dizer. Seria difícil escapar daquele Ryuk. Ele deus alguns saltos para trás, tentando ganhar tempo.

– Raito nº 04! – berrou Black.

Um raio da ponta de sua mão que não segurava a clava saltou voando e se expandindo. Ele atingiu as espadas. Todas caíram e explodiram, tornando-se poeira. Menos uma. A que sobrou estava vindo veloz e apareceu do nada. Black não teve a agilidade suficiente. Tentou saltar pro lado de qualquer maneira. A última arma atingiu sua bochecha, arrancando a pele. Foi por pouco que não morreu.

– Filho da puta! – exclamou, fervendo de ódio.

De repente, Ingo apareceu acompanhado por todo o Esquadrão A, exceto Shinoh, que ainda vasculhava o castelo. Todos estavam sangrando. No momento seguinte, os espadachins apareceram ao lado de Paid. Umiho sangrava bastante pela boca e tinha um fermento feio da barriga. Já Dankora perdia muito sangue num corte da cabeça, além das centenas de arranhões pelo corpo que rasgavam sua roupa.

– Descobriram onde Kurime está! – disse Dankora, com tom desesperado. Eles estavam em apuros. Se aquele Esquadrão tomasse o garoto e levasse até Kurosako, o jovem morreria. Sem falar que Kurosako começaria a seguir pistas, até o faro de Ingo para achá-los. Eles teriam que matar aqueles oponentes.

– Nos dêem o garoto... – tentou Cagarih, seriamente.

– Recuar! – ordenou Paid, saltando para trás. Todos foram com ele. Não deixariam o Esquadrão A adentrar na porta.

– Espere... temos a minha mistura! – exclamou Umiho, tentando falar o mais baixo possível, – a que eu fiz quando estávamos saindo do esconderijo. Ontem coloquei nas vestes de cada um. Tomem e estaremos em uma grande vantagem. – terminou Umiho, pegando o frasco de um compartimento na cintura. Ele tomou e sentiu seus ferimentos serem curados. Não tinha mias dor e todos os atributos dele estavam no máximo. Os outros fizeram o mesmo e em poucos segundos, pareciam uns demônios, fortões.

– Vocês acham que só você tem truques? – perguntou Black, dando gargalhadas. Ele movimentou-se rapidamente e de repente se transformou em um leopardo, cinco vezes maior do que um de verdade. Os outros dois fizeram a mesma coisa. Ingo virou um cão raivoso quatro vezes maior que o normal e Cagarih um urso branco, três vezes maior do que o normal.

Black correu tão rápido que ultrapassou o grupo sem ser atingido. Paid virou-se e tentou acertar uma espadada nele, mas á tinha sido derrubado. Os dentes do leopardo quase perfuraram o seu rosto, mas Umiho lhe salvou, utilizando sua espada, que era um pouco menor que a de todos ali. Ele abriu um corte no supercílio do bicho.

Quando os espadachins pensaram em observar o que os outros adversários faziam, eles já estavam quebrando a parede daquela espécie de ginásio. Cagarih conseguiu isso em menos de um segundo.

– Merda! – berrou Paid, dando um salto e invadindo o lugar junto com os adversários. Ele conseguiu dar um soco em Ingo, mas Cagarih o pegou com as garras afiadas e lançou o espadachim contra a parede. Por causa daquela mistura esquisita, ele teve agilidade para usar sua espada e não sofrer danos corporais.

– Não podemos deixá-los pegá-lo! – gritou Dankora, saltando e tentando ficar na frente daqueles animais gigantescos raivosos. Com certeza o Esquadrão A estava superior aos espadachins naquele momento. O Ryuk que usavam para e transformar em animais era muito poderoso e bem útil em algumas situações. Foi aí que ouviram um barulho. Foi uma pancada forte e seca. Todos ficaram parados e observaram mais a frente.

– Idiota. – disse Kurime em voz baixa, segurando forte a sua espada, na verdade uma katana curvada. Ele estava com os olhos brilhando demais. Estavam verdes. Seu corpo jogava uma fumaça verde por todos os orifícios, exceto o anus. O garoto parecia estar possuído.

– Não pode ser... – sussurrou Paid, desesperado, – está despertando...

Kurime sorria maliciosamente. Em um movimento, alcançou o rosto do grande urso que era Cagarih. Ele d3eu um soco que fez o animal voar longe.

– Vamos começar a brincadeira... – falou, com o cabelo crescendo. Os fios tornavam-se cada vez mais verdes. Ele parecia um abacate.

Notas finais
Coments? O que acharam da luta? Não sei se consigo escrever um embate legal e interessante.