The Spark
6 Cap 5
Notas iniciais
Pov Max
Uma voz me acorda no meio da noite.
–Príncipe encantado, acorde.Está na hora da ação ou você preferi discutir sobre o fato de você ter saído e depois,ter sido visto por várias pessoas no bar e eu,euzinha tive que falar que você era meu namorado?Você teve sorte de Aspen ter saído ,depois do que eu disse.Foi um dia,bem esclarecedor para os pacificadores.
Me levanto,encarando seus olhos .Eu sabia que ela deixou uma última frase no ar. Uma que envolvia xingamentos em relação à sua troca. Eu nunca gostei de julgamentos à primeira vista,mas consegui me controlar pra agilizar meu encontro com minha irmã.
–Qual é o plano?-Digo bocejando e me levantando do sofá.
–Bom,ela envolve um beijo e um braço me apertando junto ao corpo de alguém,consegue adivinhar?
–Você, só pode estar brincando.
–Eu queria estar brincando, mas não.Me parece uma ótima idéia.Principalmente, depois de eu ter dito que tinha outro namorado.
Ela parecia ter confiança em seu plano,até porque.quem acharia suspeito,um casal saindo desse cômodo?
–Nada de objeções, vá tomar um banho rápido.eu prometo não entrar no banheiro para observar você .
Dou um sorriso sem graça e ela ri da minha careta.
–Ésério, príncipe encantado.vai logo.Tem roupas no gancho perto do boxe.
Pov Katniss
Acordo com uma faixa de luz do sol em meu rosto. Espero que a mãe de Peeta e os irmãos dele saíam logo, ficar sozinha no porão me faz ter pensamentos que não gostaria de ter. Hoje é o dia de Peeta na padaria e o meu último aqui. Sentirei falta da docilidade de Peeta, do ar fresco da floresta, dos pãozinhos que como no café da manhã. Mas estou sentindo falta do abraço de bom dia de Max, das minhas criadas que na verdade são minhas melhores amigas principalmente Lucy
e de minha mãe. Escuto a maçaneta virando devagar, não seria Peeta, não tão cedo, estou perdida e se for a sua mãe? A porta se abre e consigo ver cabelos loiros.
–Peeta?
–Pensei que estava dormindo.
–Não, estava aqui aproveitando meu último dia.
Essas palavras fazem meu corpo estremecer. O Pesadelo que tive essa noite era com Snow e Peeta em seus pés morto
Ele dá um sorrisso triste. Mesmo sendo um sorriso triste me derreteu. Peeta tem essa capacidade, e eu acho que não é só comigo.
–Bom, você quer comer os seus próprios pães?
–Sim.
Na padaria:
Estico a massa do jeito que Peeta me ensinou. Mechas de meus cabelo caiem sobre meu rosto. Peeta aparece carregando uma bandeja de pães que ele fez em menos de 5 minutos, coloca as mechas atrás da minha orelha.
–Kat, eu vou ter que ir ali atrás colocar os pães no forno já volto.
Não queria que ele fosse, pensamentos começam a rondar de novo minha cabeça só que dessa vez é a saudade, eu nunca fiquei muito tempo longe de Max, se um dia eu o perder não será mais nada de mim. Lágrimas escorrem e caiem na massa. Será que um dia, aqueles malditos pesadelos vão embora? Será que um dia os Jogos irão embora? Será que um dia Peeta e sua família seram livres? Será que um dia Prim será lembrada por todos? O Stress explode em minhas veias igual quando eu vejo Snow fazendo algo contra minha família.
Tudo que estava em cima da mesa está agora no chão.
Peeta volta correndo.
–O que aconteceu?
–Nada, me deixa sozinha- Grito entre soluços do meu choro.
Aquilo era mentira. Não queria ficar sozinha, já estava sem minha mãe, sem Prim e sem Max. O mínimo,que eu poderia ter é o consolo e a amizade de Peeta.
Ele vem correndo, ele pega na minha mão.
–Vai embora, por favor- Grito de novo entre soluços, mas é mentira mais uma vez.
Sempre que uma mulher pede para alguém ir embora, é mentira, todas nós só estamos clamando por companhia. Coisa que meu irmão Max ainda não compreendeu.
–Nunca.
Nunca? Essa palavra vai me acalmando pouco a pouco.
Ele me puxa e sentamos na porta da padaria.
Pov Peeta
A neve caia lá fora. Eu e Kat estávamos sentados na porta da padaria. A neve me prendia de tal maneira. Eu estava ali, igual uma criança observando a neve cair pouco a pouco. Flagrei Katniss me observar.
–Você está melhor?
–Sim. Desculpa pela minha arrogância.
Eu já estava acostumado com alguns chilics de Meri, principalmente depois que seus pais morreram. Da primeira vez que isso aconteceu ela pediu para ir embora, mas quem quase morreu foi eu.
–Nada, é tão lindo né?
–O que?
–A neve, o ar frio, o inverno, mas eu ainda prefiro o verão.
–Quem sabe,Peeta no verão eu não venha passar um tempo aqui para a gente dar um mergulho naquele lago lá da floresta.
–Sério?
–Não!
–Por que, não?
–Porque,Max nunca mais vai querer voltar aqui.
–Aff, Ué podemos ir nós três.
–Veremos.
Sei que ela está imaginando a cena por que um sorriso invade o seu rosto.
Um floco de neve voa até nós e cai entre a gente.
–Os Jogos estão se aproximando,né? — Ela fala com um tom triste.
–Sim- Meu rosto esboça um sorriso triste. — Mais um dia para eu me arrumar todo pentear o cabelo igual boi lambeu e caminhar lado a lado da morte.
–Peeta me escuta, eu vou tentar fazer de tudo para acabar com o Jogos, o mínimo é tentar tirar seu nome da lista.
–Você faria isso por mim.
–Eu faria qualquer coisa por alguém
que prometeu nunca me deixar.
–Claro, minha promessa ainda está de pé.
–Peeta já que você está observando a neve igual uma criança, vamos brincar?
–Eu não acho que a princesa de Panélia com 16 anos na cara, vá brincar.
–Aqui eu só sou Kat, uma cidadã da casta 12 que mora no porão de um padeiro solitário.
–Bom,senhorita Kat da casta 12, o que a senhorita quer brincar?
–Eu, Kat.quero brincar de Verdadeiro ou Falso.
–Hum.....-Kat ,você é muito teimosa e boa com o arco. Verdadeiro ou Falso?
–Ah, Peeta você resumiu minha personalidade, mas é Verdadeiro.-Peeta você tem uma queda pela sua melhor amiga. Verdadeiro ou Falso?
–Falso, Falso muito Falso. Sim, realmente eu amo a Meri mas um amor de irmãos.
– Katniss você tem medo de bolinhas de neve.Verdadeiro ou Falso?
–O que?......
Antes, dela continuar eu já estou fora da padaria com uma munição de bolinhas. Taco duas nela.
–Querido Peeta, eu não sou a futura rainha de Panélia mas sou a Rainha das bolinhas de neve
–Querido?
–Sim,Querido docinho padeiro
solitário.
–Minha querida,você vai sentir o poder do padeiro solitário.
Jogo bolas uma atrás da outra, Kat dá um grito e solto uma risada frouxa, distraído.Kat jogo tantas bolas em cima de mim que acabo caindo no chão.
–Um ponto para a Rainha- Kat grita.
–Ah,você vai ver.
Bolinhas voando para todos os lados. Estava acontecendo a 5° guerra mundial. Kat agora parecia fugir de mim e eu estava correndo atrás dela.
–Tu corre rápido em, querida.
–Docinho,você que corre devagar.
Verdade, acelerei meu passo e alcancei Kat, puxo-a pela cintura mas acabamos escorregando e caindo.
Ela cai em cima de mim e depois escorrega para o meu lado e começa a fazer anjinhos de neve ela solta uma risada, por um minuto,Snow, Jogos Vorazes guardas,pacificadores, minha mãe tinham saído de nossas vidas e no mundo só tinha eu e Kat. Mas nossa paz acaba, escuto uma voz familiar. Meri gritando com alguém. Me levanto e tento ver quem é.
Pov Meri
Minha mochila já estava pronta,eu estava pronta.somente,o que faltava era o príncipe sair do maldito banheiro.
–Max,pelos céus.saia daí,eu estou mofando aqui.
A porta se abre,e ele sai.a calça tinha uma lavagem escura,a camiseta era cinza e frouxa e a jaqueta era negra. Bom,ele parece se encaixar na categoria bad boy.
–Bom,você estava treinando o beijo no espelho,ou o quê?
Ele passa as mãos no cabelo e seu rosto fica com um tom avermelhado,ele engasga um pouco em quanto fala.
–Esse beijo, vai ser o meu primeiro.
Tento controlar minhas expressões,mas como um príncipe.nunca beijou alguém? Ele me responde,quase como tivesse lido a minha mente.
–Eu me preocupo com variadas coisas relacionadas ao país e a minha família, então eu nunca pensei em um namoro,mas eu sei,que a seleção está próxima e com ela,brigas e motins envolvendo qualquer idéia que meu pai tenha tido sobre ela.
–Por que tem tanta confiança,em me dizer isso tudo? Em,me falar sobre sua vida familiar?
Seus olhos castanhos me olham e ele suspira.
–Você parece alguém que me entenderia de alguma forma,mas você me transmiti muita tranquilidade e confiança, desde que a conheci.
Seu sorriso,é um tanto reconfortante como uma casa aquecida no inverno.
–Você quer treinar?-Dou risinho,um pouco envergonhada.
–Não.-Ele fala com um pouco de raiva.
–Desculpa,não fica assim.
Olho nos seus olhos e levanto o capuz da sua jaqueta e pego os óculos para esconder seus olhos castanhos.
–Vamos.-Ele acena concordando,e coloca os óculos.
Saímos para fora e vemos,poucas pessoas no bar.pego sua mão e junto meus dedos com os seus.
–Olha só, o casal destruidor de morenos.
–Vá,caçar seus parentes na floresta John.
As pessoas que estão no bar,começam à nos vaiar. Me viro para ficar na frente de max e puxo as abas de sua jaqueta,ele me dá um sorriso tímido e se dirige para meus lábios.Fecho meus olhos e meus lábios seguem ritmados com os dele,minha mão involuntariamente,tira o capuz da jaqueta e passa pelo seu cabelo,puxando levemente.sinto o polegar dele acariciar meu rosto e sua outra mão deslizar pelo meu cabelo.Ele beijava bem,para alguém novato nessa área.
– Bom,vocês já conseguiram calar nossa boca,podem parar.-Haymitch nos diz
Separando,encarando os olhos de haymitch,e falo.
–Então, dá próxima vez.peça para eles,ficarem quietos em relação à mim.
–
Bom,eles não conseguem.até,por que com esse rostinho bonitinho.
Ele ri e sai com sua garrafa de rum,na mão.
Max desliza sua mão para mim e aperta.
–Vamos embora.-Sussuro para ele.
–Vamos.-Ele coloca uma das mechas do meu cabelo atrás da minha orelha.
Andamos e saímos para o ar frio da manhã.
–Você está bem?-Ele fala,retirando o óculos escuro e o capuz.
–Posso te contar uma história?-Me viro para vê-lo arquear uma sobrancelha em dúvida para mim.
–Eu vou gostar dessa história?
–Eu acho que sim.-Suspiro e lufadas brancas saem da minha boca.
–Por favor,então.
–Quando alguns membros da minha família morreram,eu fiquei transtornada pensando em como raios,eu faria para comprar tudo,o que a may e o gerad precisavam.É, claro que eu recebia ajuda de mãos gentis,mas eu nunca gostei de receber ajuda. Mas mesmo assim,continuei por eles.
Paro um pouco para não me escorregar.
–Até que,um dia.Um dia nublado,eu saí para caçar numa floresta e may me seguiu,eu estava tão nervosa,que nem ao menos notei algo.Então, lá estava eu, atirando em alvos cravados nas árvores,até que ouço um grito e corro com minhas facas e vejo, may presa em uma armadilha.Tiro ela,com as mãos tremendo quase e pergunto,por que ela está aqui e ela fala:
–Eu vi,você saindo com uma carranca e andando como se fosse,o gerad tentando andar.
Eu gargalho,somente ela conseguia tirar minhas risadas naquela época.Eu prometi para ela,que nunca a faria se preocupar comigo e ela me disse,que sempre se preocuparia com sua única irmã e ficamos mais pouco na floresta,até uma chuva cair,rápida e grossa.E tivemos que esperar lá, mas do jeito que ela caía,parecia uma eternidade e durante essa "eternidade",May pediu para eu cantar a cantiga que nossa mãe cantava quando eu era pequenininha e durante,a metade da cantiga ela já havia adormecido entre meus braços e duas garotas saíram de perto de algumas árvores, uma parecia ter 12 anos e tinha olhos azuis e cabelo loiro,como raios de um sol e um rosto sujo e uma mulher,que parecia ser sua mãe pela forma protetora que cuidava da menina. as duas vestiam roupas de pacificadores e é claro,que eu apontei uma das minhas facas para a mulher e a garotinha,saiu do lado dela com a roupa larga e sem o capacete e chegou até mim e me disse que alguém cantava essa cantiga para ela e me deu um sorriso triste. Eu perguntei para ela,quem era? E ela me disse,que a pergunta certa,era quem eram?,porque haviam duas pessoas e ela citou suas aparências,uma tem um cabelo castanho comprido e olhos verdes claro e a outra pessoa tem olhos castanhos,como chocolate e um cabelo loiro e a quando,ela ia falar mais,a tal mulher puxou o braço da menina e antes,dela ir ela me diz,
–Procure um emprego,que precise de uma voz,como a sua e ela foi embora, junto com a outra mulher.
Enquanto,eu contava Max parou de andar por um momento,pensando.
–O que houve?-Nada.-Ele fala e recomeça a andar.
–Ok.-Bom,depois que elas foram embora,a chuva diminui e fui embora com minha garota nos meus braços. Durante,o recorrer dos dias,eu pensei no que tinha a perder? Era uma chance e eu,saí procurando e fazendo testes até, que um alcoólatra que havia vencido um dos Jogos Vorazes, me pediu para ser a menina dos olhos dos pacificadores e eu concordei,contanto que ele parasse de me chamar de "menina dos meus olhos" e ele concordou, durante o tempo,que passei no bar e na minha casa,eu conheci um garoto,na verdade, um pacificador com olhos verdes tão intensos e para você ver,o quanto eu estive apaixonada,eu até compus uma canção para ele em segredo.Meu melhor amigo,me avisou que eu deveria me manter afastada,que eu somente seria machucada e eu neguei.Eu fui uma idiota,mas nunca comenterei o mesmo erro.-digo com a postura firme e decidida.
–O que,ele fez?-Max pergunta.
–Ele quase matou a minha família e me traiu com outra,isso foi o que ele fez.-digo andando mais rápido.-nunca perdoou as pessoas que machucam a minha família.
Me viro,para ver max encarando uma morena deitada ao lado de...peeta,era o peeta.
–Kat?!-Max grita,
Aquela era a princesa deitada perto de um humilde padeiro? Meus conceitos sobre a realeza mudaram um pouquinho com esses dois.Max corre para quintal da casa de peeta e antes,dele entrar Aspen chega por trás dele e dá uma joelhada em suas costas.
–Max!-grito.
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