Notas iniciais
Então gente esse é o segundo capítulo siga a gente no Twitter, @padeiraD13 @floralunar

Pov. Maxon
Frio,frio....estava eu aqui morrendo de frio com uma adormecida kat no banco da minha frente. Mesmo com o outro casaco que eu havia pegado sentia meu corpo ficar dormente.

–Max,aonde nós estamos? já chegamos?

Levo um susto com a pergunta feita com sonolência.

–Na casta 12, kat. -Respondo sua pergunta com tédio.

–Max,o que podemos fazer?

–Que tal fugir? -Dou um sorriso torto para minha irmãzinha .

–Hum...Agora você falou a minha língua, mas nós precisamos de mais casacos se não iremos congelar.

–Kat,não esta se esquecendo de algo? -Aponto para a porta automaticamente selada do nosso vagão.

–Atenção Altezas, aconteceu um pequeno problema de novo, nevou muito essa noite e os trilhos então cobertos de neve, o tempo estimado para nossos trabalhadores tirarem a neve é de 2 horas,muito boa madrugada.

–Chega,vamos. -Digo pegando os casacos e puxando Kat pelo braço,
não aguentarei mais um minuto sequer nesse vagão.

–Eu não aguento mais um segundo.

Solto o braço de kat para vestirmos os casacos e abro a porta desbloqueada pelo decaimento da energia.

–É, assim que eu gosto!

Mudança de cenário

Neve,uma nevasca enorme

–Me lembre de processar aquele maquinista, criador de catástrofes. -Digo tentando amenizar a situação.

–Você perde o trono, mas não perde o bom humor, eu queria ser assim igual a você.

Solto um riso solto. -E seu sarcasmo parecem chamas tentando queimar o meu bom humor.

–Viu, você consegue rir fácil.

–É verdade,mas antes de morremos aqui congelados discutindo o meu bom humor,precisamos salvar nossas almas do congelamento.

–Digo correndo para algo fortemente luminoso e puxando o braço de kat junto. -Não, pare de correr.

–Pra aonde nós estamos indo Max?

–Aonde possue luz,tem uma cidade...

–Meu Deus, Max .é isso mesmo o que eu estou vendo?

–Sim,querida-lá estava a cidade que correspondia a casta 12,iluminada por eletricidade temporária.

–Isso me enoja..

–O apelido ou o fato do nosso asqueroso pai ter demonstrado sua falsa piedade, por meio disso?
–Uma pergunta retórica. Apontei para as luminárias que iluminavam as calçadas dessa cidade.

– Os dois meu "Querido" irmão, mas me enoja mais o fato de Snow ser tão falso e tão burro ao mesmo tempo.

–Ele sempre foi. -Digo um pouco cansado,por não ter dormido no nosso vagão.

–Max, tem certeza que quer ir, você está muito cansado

–Você me conhece tão bem. -Dou um beijo no topo da sua cabeça.

Pov Katniss.
Meu irmão dorme profundamente em meu colo, mechas de seu "Novo" cabelo loiro caiem sobre seus olhos, estamos juntos à 16 anos, suas dores são as minhas dores e as minhas dores são as dores dele. Às vezes falo mais do que devo perto de Snow e quem deveria sofrer por isso é eu mas Max nunca fica quieto quando Snow chama os guardas e por tentar me proteger ganha inúmeras marcas nas costas. Vejo a neve cair lá fora, o tédio me consome. Se eu ficar parada ali mais 1 minuto darei um treco. Coloco a cabeça de meu irmão no banco e coloco outro casaco em cima dele. Dou um beijo no topo de sua cabeça e sussurro

–Eu já volto ,tá.

Pego o meu arco e algumas flechas que trouxe escondido de Angeles,sei atirar desde de meus 8 anos, um guarda muito especial pra mim chamado Rye que era da casta 11 me ensinou, eu não tenho mais notícias dele desde que foi expulso do palácio mas tenho certeza que tem dedo do Snow nisso. Saio do trem. o ar frio entra em meus pulmões e me causa calafrios. Na floresta eu vejo tordos, tordos nos imitam. Assovio uma canção de 4 notas que Rye me ensinou.Os tordos à minha volta começam a cantarolar. A minha caça começa bem ,estou atirando somente em pássaros e um cervo passa em minha frente mas matar um animal desse porte por diversão ,não seria digno de minha pessoa. Às vezes eu e Gale caçavamos numa floresta perto do palácio ,os animais que matavamos. Gale levava para a cozinha do palácio.
Deve ser umas 3 horas da tarde estou na cerca da floresta, passo debaixo dela quando a energia cai.
Na casta 12 vejo alguns mendigos morrendo de fome e frio e dou todos os meus casacos para eles.
Uma mulher que parecia não tomar banho a dias estava grávida e me agradeceu de um jeito que me fez estremecer de pena. O quê será dessa criança? Só mais uma pra morrer nos jogos, estou andando pelas ruas da casta .o frio me consome e a fome também, agora eu virei uma mendiga, revirando as latas dos lixos dos outros.Max deve está louco atrás de mim, pelo menos não preciso ir um evento na praça da casta. Meu corpo não está mas aguentando. sinto calafrios constantes, minha última refeição foi o almoço de ontem no trem não quis jantar. Estava decidida que seria a última lixeira que eu revirararia quando.

Pov Peeta
Estava muito frio e pelo jornal de ontem, hoje ia cair a maior tempestade de neve dos últimos 30 anos, Nem Katniss e nem Maxon apareceram no evento. Já faz 12 dias que não consigo encontrar Méri em casa, sempre que eu ia Gerald e May falavam que ela só vai e volta trazendo comida , pois só vive trabalhando. Eu tinha acumulado vários pães para eles, mas Meri deixava os pequeninos trancados por causa do frio. No meu quarto olhava para o horizonte quando vi uma menina de cabelos ligeiramente loiros vasculhando a minha lixeira. Que burra — pensei, ela não sabia que Katniss e Maxon estavam por aí, e os pacificadores estão rondando mais que o normal, se pegassem ela roubando comida nas lixeiras, seria chicotada no ato. Meu coração apertou, não conseguiria deixar ela ali, com uma cara de morta de fome. Saí da minha casa e joguei os pães que iria tentar mais uma vez levar pra Meri. Ela estava com uma aparência cansada, andava devagar até os pães, seu rosto expressava calafrios constantes. Ela não estava bem, eu tinha que fazer algo. Corri até ela, peguei suas mãos, estava mais fria do que deveria estar , sua pele estava mais branca que a neve, não usava roupas de frio, só uma blusinha de seda e uma calça de moletom. Se a deixasse ali.ela iria morrer de frio, e como iria explicar a minha mãe: uma garota morta em frente de nossa casa. Peguei-a no colo e a levei para dentro de casa, todos tinham saído exceto meu pai que estava muito doente, ele estava no seu quarto dormindo.

–O que eu faço com você?- Falo isso esperando alguma resposta.

–Por favor-Ela diz roucamente- me ajude.

Lembro que meu pai tem um livro muito velho de primeiro socorros, do ano 2016, Meu Deus tem mais de 1 século, mas deve funcionar.
Tudo que ela expressava ter era hipotermia fraca, mas ainda era hipotermia. Preparo um banho bem quente, coisa que só temos no dia da colheita,Estávamos com energia, um golpe baixo de Snow, mas a energia vinha e voltava. Ela olha pra banheira, e dá um sorriso tímido e sem graça por eu ter que lhe dar um banho. Coloco-a na banheira e seus músculos que até então,estavam contraídos por causa do frio relaxam. Jogo água em sua cabeça, seus olhos se fecham e um outro sorriso surge em seus lábios. Mas percebo algo, tinta escorre de seus cabelos, ela não era loira, ela era "Morena". Quando ela abre os olhos se assusta com a cor da água e passa a mão em seus cabelos.

–Eu posso explicar!

Olho para a garota de cabelos castanhos com pouco de resquício da cor que usava,ela era a princesa dita por todos como uma metida e completamente ignorante,mas não consigo sentir raiva dela, só consigo pensar se Meri está na mesma situação. -Então,explique.por favor.-Digo com a voz baixa para não acordar o meu pai.

– Estava cansada de todos esses dias, ir visitar os distritos e ver todos sofrerem, todos vocês devem pensar que eu e meu irmão somos antipáticos, que eu e Maxon só olhamos pro nosso próprio umbigo mas não, não é isso o que vocês pensam. Eu e Maxon queremos o bem pra vocês, Snow obriga nós a ser o que não somos,a cada dia eu quero ver todos livres dos jogos,livre da fome e livre de Snow. Eu e Maxon, um dia iremos subir ao trono, mas tenha certeza que Snow fará de
tudo pra achar uma pessoa igual à ele pra governar Panelía. Ele sabe que eu e Maxon. assim que assumirmos o governo iríamos acabar com os jogos e destruiriamos todas as arenas,mas Snow nunca deixaria a gente fazer isso.

–Tudo bem, eu acredito em você. (A raiva que eu sentia dela passou, tudo passou, passei a sentir algo diferente por ela, sentia esperança.) -Você consegue, se vestir sozinha ?

–Sim,muito obrigada pelo que você fez por mim, obrigada também por acreditar no que eu disse.

–Nada,depois eu quero saber o que aconteceu com você, aqui essas roupas são suas, a que você estava quando te resgatei e aqui estão mais calças e casacos pra você usar.

–Obrigada.

Dou-lhe uma piscadela.

–Eu vou sair pra você se sentir mais a vontade.

Ela retribui a piscadela..

Vou a cozinha preparo um chá bem quente pra nós dois e quando volto ela já se vestiu e pegou dois banquinhos que estavam jogados no porão
–Precisamos conversar.

Pov Maxon

Levanto e viro a cabeça de um lado para o outro,faço um movimento assustado. *merda, kat *

–Sabia que você não aguentaria ficar quieta. -Corro sem me importar com o casaco. Algum tempo de correria e chamamentos não ouvidos,já totalmente tomado pelo desespero e pelo os arrepios constantes de frio e eu não fazia a menor idéia de onde
estava,somente morria de medo pelo que deveria estar acontecendo. -Puxo o meu cabelo com força.

–Ei,loiro! Está maluco ou o quê. Você não está vendo essa neve toda? -Diz um garoto que deveria ter minha idade -Não, você não está vendo? Somente estou aqui,respirando esse agradável ar.

–Digo sarcasticamente e um tremor acompanha o que eu falo. O garoto vê minha situação. Antes,mesmo de responder e em vez de ódio, recebo sua gentileza.

–Anda,vamos! Você deve estar morrendo de frio e como sou gentil ,irei levá-lo em lugar aquecido e animado que eu conheço, para você se aquecer e eu conheço alguém que tirará seu maldito humor. Antes mesmo de negar,começo a ter espasmos e ele me pega e me transportar para um lugar iluminado e movimentado. Ele me leva para um bar,sua aparência era rústica. Entramos no bar e meu corpo e minha mente agradecem pelo calor bem -vindo,sou sentando em uma mesa perto do palco.

–Irei pegar uma bebida quente para você se esquentar. -Poucas palavras do meu "simpático" salvador. Nesse momento,só consigo pensar em como sou o pior irmão mais velho do mundo. E ele volta com uma garrafa de uísque e dois copos. -Não faça essa cara,sou um amigo do dono do bar e eu irei pagar. -Diz ele rindo da minha cara.

–Claro,muito obrigado.desconhecido.

–Pego o copo e o viro de uma só vez.

–Me diga,qual é o seu nome?
–Gale.

Eu acho que me engasguei no segundo derramamento de álcool e penso em como kat ficaria totalmente envergonhada e eu aproveitaria a oportunidade para zombar do seu beijo roubado. Sinto um frio na barriga,kat.

–Preciso ir. -Digo para Gale, ele me encara como se fosse um completo idiota e eu era. Não tenho certeza ,se esse é "o" Gale.-penso ignorando o ambiente e me levantando da cadeira.

–Espere,seu idiota.pelo menos leve isso.

– Gale me joga um casaco com o tecido grosso e eu olho para ele e finalmente agradeço.

–Obrigado,se nos encontramos novamente .quero que lembre-se que lhe devo um favor. Ele concorda com um aceno de cabeça.

–Besteira,qualquer um teria feito isso.

– Mesmo,assim. -Viro o meu corpo e começo a andar lentamente para a porta da saída.
Até,que um voz feminina fala.

–Aonde pensa que vai ,docinho!?-sua voz era melódica e parecia muito como um sussuro. Acho,que era esse "alguém" que gale havia comentado.

–Ir embora ...-digo altamente para que fosse ouvido e percebo que os sussurros e as conversas haviam parado no bar.

Notas finais
Por favor gente comentem para eu e a @floralunar não dessiatirmos de The Spark